Total de visualizações de página

Seguidores

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO Nº 747. Agradecer

Padre vítima de racismo mora de favor no interior após protestos contra bispo

O padre Wilson Luís Ramos, transferido da paróquia matriz de Adamantina (a 578 km de São Paulo) após ter sido vítima de racismo por parte dos fiéis, está morando de favor na casa de outro padre da cidade e sua mãe está hospedada na residência de um morador da região. "Ela acabou de deixar as roupas na minha casa. Eles não tinham para onde ir", afirma o homem que está hospedando a mãe do padre Wilson, e prefere não ser identificado.
A casa paroquial em Adamantina, onde o religioso estava, teve de ser esvaziada nesta terça-feira (9), mas a futura residência do pároco, na cidade de Dracena (a 634 km de São Paulo), ainda está ocupada. O padre da região, que ainda mora no local, não teria recebido o mesmo prazo para a transferência.
A reportagem tenta contato com o bispo desde a semana passada, inclusive para saber o porquê da saída do padre da casa paroquial antes que seu local de destino fosse liberado, mas ele não atendeu.
Padre Wilson teve que deixar a casa paroquial em Adamantina após manifestantes terem invadido uma missa de crisma na igreja Santo Antônio de Pádua, no último domingo (8), para protestar contra o bispo dom Luiz Antonio Cipolini, responsável pela mudança dele. O novo responsável pela igreja matriz de Adamantina será o padre Rui Rodrigues da Silva, que deve chegar apenas no próximo dia 14 à cidade. Padre Wilson, porém, teve que deixar a casa paroquial agora, apesar de ele e a mãe só poderem seguir para a casa paroquial do Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Dracena, em 28 de dezembro.

PROTESTO
Na missa deste domingo (9), mais de 300 pessoas seguravam faixas contra a transferência do padre Wilson, o primeiro pároco negro a ser nomeado para a igreja matriz de Adamantina, há dois anos. Os manifestantes ainda vestiam preto e usavam nariz de palhaço enquanto gritavam a frase que virou campanha na cidade: "Fica, Padre Wilson". O alvo era o bispo Cipolini, que celebrava a cerimônia de Crisma de alguns jovens. A cerimônia foi interrompida pelo menos três vezes por causa de apitos e gritos que pediam a permanência do padre Wilson e menosprezavam a presença do bispo. Por muitas vezes o padre tentou acalmar os ânimos dos jovens que protestavam pedindo calma e respeito ao bispo, mas só era atendido depois de alguns minutos. Pessoas sentadas nos bancos da igreja, que estava lotada, ficaram de costas para o altar em um sinal de desprezo. Muitas pessoas que não faziam parte da manifestação começaram também a aplaudir e apoiar o protesto, mas depois a opinião se dividiu. "Não concordo com esse tipo de agressão. Eles estão na igreja, precisam respeitar", disse Rita Araújo, que estava na missa. Até mesmo o padre Wilson disse a jornais da região que achou o ato "exagerado".
Durante a missa, Cipolini pegou o microfone e disse ter ficado "triste" por ver moedas jogadas em cima do altar e nos locais onde ficavam as hóstias. Como resposta, recebeu ainda mais gritos dos fieis. No final da missa, um grupo impediu a saída do bispo, que teve os pneus do carro furado. O padre Wilson ainda tentou sair e pedir ajuda aos manifestantes. "Deixem o bispo sair, por favor". Mas, mais uma vez, não foi atendido pelos manifestantes. Policiais militares entraram na igreja e um sargento foi obrigado a levar o religioso em uma viatura da PM para Marília, onde fica a diocese da região, por volta das 23h -quase 2 h depois do término da cerimônia. No sábado (8) um outro protesto ocorreu com mais de mil pessoas segurando faixas e caminhando pela cidade contra a decisão do bispo.
Em entrevista, Ramos disse que não concorda com a posição do bispo, mas respeita. "Não é o que eu desejo, gostaria de mais diálogo e uma conciliação".

CASO
Primeiro negro à frente da igreja matriz do município, o padre conta que, desde que assumiu a função, há quase dois anos, precisa lidar com o preconceito de uma parte dos fiéis de Adamantina. "Um dia ouvi uma mulher dizer que deveriam tirar o galo de bronze [que fica em cima da igreja] e colocar um urubu", afirma. Queixas de alguns fiéis que defendem a saída do padre –que incluem "atraso para terminar a missa -foram levadas ao bispo da Diocese de Marília, dom Luiz Antonio Cipolini. Após consultas populares, ele decidiu transferir o padre em razão da "divisão" da comunidade sobre o caso.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

MONJAS CARMELITAS: Mensagem Vocacional.

MONJAS CARMELITAS: Mensagem Vocacional.

A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 748: Vinheta.

Rolezeiro se converte e quer ser líder religioso e político.

Exato um ano atrás, o Brasil descobriu que uma horda havia invadido o paraíso revestido em porcelanato dos shoppings. O rolezinho foi um fenômeno que abalou o país por três meses, com direito a reuniões ministeriais, medidas judiciais e teorias sociológicas para entender o que queriam esses jovens pobres vestidos com roupa de grife.
Vinicius Andrade, 18, era um dos rolezeiros mais célebres. Tinha 200 mil fãs no Facebook, convocava rolês e dava entrevistas para TVs, jornais e internetes. Chegou a se aproximar da União da Juventude Socialista, ligada ao PC do B, e articulou também pela criação de uma "associação rolezeira".
Um ano depois, Vinícius quer ser pastor adventista e planeja entrar na política. Ele abandonou as camisetas de marca e os bonés de aba reta e veste atualmente de camisa social, seja nas pregações sobre sua experiência para outros jovens do rolê, seja no expediente no gabinete de um deputado estadual do PR (Partido da República).
  "Sai do rolezinho porque vi muitos amigos irem para o lado errado e tinha muito assédio da mídia em cima de mim. Hoje, eu quero salvar vidas. Agora quero ser líder na religião e na política", afirma o ex-rei do rolê, que diz ter planos para se candidatar a vereador e a deputado.
Outros dois rolezeiros tiveram uma morte tão precoce quanto a fama. Em abril último, Lucas Oliveira Silva de Lima, 18, morreu espancado durante uma briga em um baile funk. Em outubro, foi a vez de Leonardo Henrique Soares Alvarenga, 16, ser alvejado por um amigo. Os dois eram líderes de rolezinhos na zona leste de São Paulo.
Junior Lago/UOL

Vinicius Andrade hoje trabalha em gabinete de deputado e é evangélico
 "Há muita inveja. Os caras olham você todo popular, cheio de minas e querem te tirar. Há muita maldade. Isso é um dos motivos porque parei com a ostentação, de querer mostrar o que eu tenho", diz Vinícius. Ele deu para os camaradas as roupas de marca e cancelou a conta no Facebook com milhões de curtidas e visualizações.
'Famosinho do Face'
Tudo começou com uns vídeos com piadas que Vinícius postava. Logo, os amigos se aglomeravam em sua rede social. Ele tirava fotos sexys, e apareciam fãs por todo lado. O passo seguinte foi convocar um encontro com seus seguidores. O local marcado: um shopping. Vinicius se tornou um "famosinho do Face".
 Ele ficou ainda mais famoso após as cenas de policiais perseguindo meninos em praças de alimentação, correrias em escadas rolantes, gás lacrimogêneo nos estacionamentos, adolescentes detidos para averiguação, lojistas fechando as portas por medo de arrastão e consumidores apavorados com o pandemônio.
De Itaquera no início de dezembro, o rastilho se espalhou por shoppings em Interlagos, Mauá, Campo Limpo, Guarulhos, Campinas, Belo Horizonte, Rio, Porto Alegre, Teresina, Fortaleza e muitas localidades do país.
Assim como a polícia, a Justiça também agiu com rapidez e rispidez. Várias liminares restringiram o acesso de grupos aos shoppings, com seguranças barrando as pessoas, e estipularam multa em caso de distúrbio nos centros comerciais.

Grife em rolezinho pode elevar vendas, mas afastar elite, dizem consultores
Apartheid social? Classe C inventa novo tipo de protesto após as manifestações de junho? Revolta pela falta de opções de lazer? Grifes para todos? Várias polêmicas surgiram na mídia. Dilma Roussef se reuniu com ministros para entender o caso. A prefeitura da São Paulo reuniu os rolezeiros e tentou oficializar o movimento em áreas públicas como praças.
Já os rolezeiros sintetizavam facilmente a "ideologia da curtição": colar com os "parças", beijar as minas, tirar um lazer, tomar um lanche e ostentar as marcas. O boné era Quicksilver, a camiseta era Hollister, Polo by Kim, Aeropostale ou Abercrombie, e os tênis eram Nike Shox ou Mizuno. Quem  também não gostou do movimento foram os representantes das grifes, afinal, temiam a popularização dos símbolos de distinção.
"Houve muito preconceito e pressão em cima da gente. Muitos amigos saíram do movimento porque não aguentaram conviver com a imagem ruim que ficou para a população em geral", resume Vinicius sobre o fim dos rolezinhos.
Passado um ano, Vinícius lembra daqueles rolês como uma febre da juventude, enquanto se esforça em sua adesão à vida adulta. A história dele se assemelha àqueles testemunhos de programas evangélicos de TV, com guinadas morais tão ao gosto dos pastores. Mas também parece a trama de um "romance de formação", típico da literatura do século 19, em que o adolescente descobre o mundo e suas adversidades para se transformar em homem.
Hoje, Vinicius se veste de traje social para sair do Jardim Vaz de Lima, Zona Sul de São Paulo, em direção à Assembleia Legislativa, vizinha ao Parque Ibirapuera. À noite, volta para casa. Não usa mais as marcas gringas que são a mania dos adolescentes: hoje em dia, ele se cobre com a marca da adequação ao mundo que lhe coube viver.

Occupy Central. O cardeal de Hong Kong se entrega à polícia.


O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong, deixa a delegacia de polícia no dia 3 de dezembro. Zen ficou na delegacia por uma hora, documentando o seu envolvimento no movimento Occupy Central. (CNS/Francis Wong)
O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong, juntou-se aos organizadores do movimento de desobediência civil que se entregaram à polícia na quarta-feira, na esperança de pôr fim à campanha atual de ocupação que dura mais de dois meses.
Zen permaneceu na delegacia de polícia por uma hora. Assim que saiu, pediu às pessoas que rezassem pela democracia na cidade.
A reportagem é de Francis Wong, publicada por Catholic News Service, 03-12-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
O movimento Occupy Central, campanha de desobediência civil para bloquear estradas na região central de negócios, iniciou-se com Benny Tai Yiu-ting, professor associado de Direito na Universidade de Hong Kong, e com Chu Yiu-ming, pastor batista, no desejo de forçar os governos de Hong Kong e chinês a permitirem uma democracia verdadeira na cidade. Os manifestantes dizem que as autoridades governamentais escolheram a dedo os candidatos para a eleição de 2017 ao poder Executivo da cidade de Hong Kong.
No final de novembro, Zen escreveu em seu blog que lutar pela democracia pode ser uma longa jornada, mas que “um milagre pode acontecer, como aquele em que Davi atira uma pedra para derrotar Golias. Ninguém esperava que o Muro de Berlim iria cair, de repente, 25 anos atrás”.
O cardeal, de 82 anos, é um apoiador do movimento Occupy Central. No último mês de junho lançou-se numa campanha para pedir que mais pessoas se juntassem a um referendo não oficial em busca de reformas democráticas.
Benny Tai também se entregou à polícia no dia 3 de dezembro. Ao deixar a delegacia, contou a jornalistas que chegou a hora de promover uma educação cívica em diferentes plataformas, em vez de continuar com a ocupação.
Recentemente, os manifestantes e a polícia terminaram em um confronto violento. Muitos acadêmicos disseram que a polícia usou força excessiva para abrir as estradas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Transferência de padre negro causa revolta em Adamantina/SP.

A transferência de um padre negro revoltou moradores da pequena Adamantina, cidade de 35 mil habitantes, no interior de São Paulo. A decisão do bispo de Marília, Dom Luiz Antônio Cipolini, de transferir o padre Wilson Luís Ramos para outro município desencadeou uma onda de protestos no município e nas redes sociais. Após dar um abraço simbólico na Igreja Matriz, escrever frases nos vidros dos carros pedindo a manutenção do padre e iniciar um abaixo-assinado para coletar 20 mil assinaturas, os católicos prometem novos protestos. O movimento ganhou até a adesão da Igreja Evangélica, cujos pastores condenaram a situação e declararam publicamente apoio ao padre.
O preconceito racial é apontado pelo padre e pelo próprio bispo como uma das causas da rejeição dos fiéis a Ramos. "Outro dia surpreendi suas senhoras dizendo que deveriam trocar o galo que há no topo da igreja por um urubu. Foi muita humilhação", contou o padre, que está em Adamantina desde 2012.Dom Luiz, que está há um ano na região, confirma o preconceito racial sofrido pelo padre, mas afirma que a principal causa para a transferência é a divisão que Ramos teria causado na paróquia. "O padre Wilson tem sofrido com essa questão. Houve preconceito por parte de fiéis, mas o padre foi vencendo e o que está em jogo agora não é o preconceito, mas sim a divisão que ele causou na paróquia", afirmou o bispo.
A permanência de Ramos na Paróquia Santo Antônio de Pádua, a principal de Adamantina, foi colocada em dúvida por um grupo de fiéis tradicionais que enviou cartas ao bispo reclamando do "jeito" simples do padre e, principalmente, do fato de ele atrair pessoas pobres e jovens usuários de drogas para a igreja.
A situação se agravou quando Ramos destituiu fiéis desse grupo que ocupavam cargos de coordenação de pastorais havia 13 anos e colocou nos postos pessoas com menos poder aquisitivo.
Recusa. Ao receber reclamações de fiéis, o bispo chegou a pedir que Ramos saísse da paróquia, o que foi recusado. "Diante da insistência dele, acionei o conselho de presbíteros, que foi à cidade fazer uma consulta à população. Depois disso o próprio padre pediu para ser transferido", contou Dom Luiz. "Constatamos que havia uma divisão na paróquia, e não podemos conviver com isso", afirmou.
Padre Ramos afirma que colocou seu cargo à disposição por causa da pressão sofrida pelo seu superior. "Foi tanta humilhação e sofrimento que não resisti", afirmou. "Não foi uma decisão espontânea e não há divisão como o bispo diz. O que há é um pequeno grupo de insatisfeitos, mas eu sempre defendi o entendimento porque acredito no diálogo", declarou o padre.
Humildes e excluídos. Para os jovens, não há dúvidas: o que causou a transferência do padre foi o preconceito e a abertura que ele deu às classes mais humildes e aos jovens excluídos. "O problema é que o padre Wilson é negro, anda pelas ruas com roupas simples e a pé, substituindo um padre branco, que usava camisas de linho e carro. Padre Wilson vai até as comunidades, enquanto seu antecessor não saía da igreja. Isso causou um incômodo", relatou a servidora municipal Ivanete Sylvestrino.
"Trata-se de um pequeno grupo que está insatisfeito com o padre Wilson e o bispo está dando voz a essas pessoas. E, pior, ele (o bispo) está deixando de ouvir toda uma população", afirmou. "Tanto que, durante a consulta feita pelo bispado, a maioria votou pela permanência dele (do padre) na cidade. Cerca de 700 cartas, pedindo a manutenção do padre, foram enviadas ao bispado", afirmou Ivanete. "Se o bispo levar isso em consideração, ele saberá que a maioria quer que o padre continue na cidade; a não ser que haja outros motivos por trás disso." (Estadão).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Comissão da Verdade relata papel de igrejas no golpe de 64

O apoio dado pelas igrejas do Brasil ao golpe militar de 1964 e, mais tarde, à consolidação da ditadura, terá destaque no relatório final da Comissão Nacional da Verdade - que será entregue à presidente Dilma Rousseff na quarta-feira. A informação é do coordenador do grupo de trabalho encarregado de analisar a questão religiosa naquele período, o cientista social Anivaldo Padilha.
Em entrevista à reportagem, ele observou que já existe grande quantidade de estudos e pesquisas sobre as perseguições sofridas pelas igrejas e a resistência de religiosos e leigos à ditadura. O colaboracionismo, porém, ainda teria sido pouco estudado. "Lideranças religiosas católicas e protestantes apoiaram o golpe e contribuíram em seguida para a legitimação e consolidação da ditadura", afirmou.
"Nós já sabíamos, desde o início, do papel importantíssimo que as igrejas tiveram, às vésperas do golpe, na disseminação da ideologia anticomunista, provocando medo e pânico em alguns setores da sociedade. Nesse sentido foram absolutamente responsáveis por criar o clima político que possibilitou o golpe. Agora, porém, obtivemos mais detalhes, chegamos a casos de padres e pastores que denunciaram membros de suas igrejas, fiéis e até colegas."
Segundo Padilha, o relatório da comissão terá nomes dos delatores. Ele não quis citar nenhum, afirmando que faz parte de um acordo com a coordenação-geral da Comissão Nacional, pelo qual as informações só poderão ser divulgadas após a entrega do relatório a Dilma.
"Nós tivemos acesso a um documento que revela que um bispo e um pastor metodista se ofereceram para ser informantes da polícia", contou. "Mas esse não foi um caso isolado. Aconteceu em outras igrejas."
Pai do ex-candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, Anivaldo Padilha, que militou na juventude metodista e na Ação Popular, sendo depois preso e torturado, disse que um pastor metodista sabia das prisões e das torturas. "O que se viu muito naquele período foram opções ideológicas - e não o resultado de ignorância ou falta de informação", afirmou.
Unânime
O apoio ao golpe foi quase unânime entre os religiosos em 1964. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que mais tarde se tornaria uma das principais vozes contra a ditadura, estava entre os apoiadores. Outros dois ícones da resistência, posteriormente, os bispos d. Paulo Evaristo Arns e d. Hélder Câmara também apoiaram o início do movimento, como lembrou Padilha.
"Menciono isso não para desqualificar, mas para mostrar a grandeza desses dois bispos", explicou. "No momento em que perceberam que haviam caído numa cilada, tomaram consciência de suas responsabilidades e se tornaram dois gigantes na luta contra a ditadura. Vários outros bispos católicos apoiaram o golpe e depois se redimiram. No campo protestante também ocorreram casos assim."
O documento do grupo coordenado por Padilha tem quase 200 páginas - mas só uma parte dele faz parte do relatório da Comissão Nacional a ser divulgado na quarta-feira. O material restante deve ser transformado numa publicação para distribuição e debate nas igrejas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONVENTO DO CARMO/SP: Mensagem do Frei Petrônio

NAS TUAS MÃOS Ó IMACULADA.

domingo, 7 de dezembro de 2014

2º DOMINGO DO ADVENTO: 104 Anos do Sodalício da Lapa/RJ.

A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO Nº 746. Festa da Imaculada.

IMACULADA: Novena com Frei Petrônio. (9º Dia)

NOVENA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. (9º Dia)

Tema: O Olhar de Maria. 

9º Dia. domingo, 7 de dezembro.
Subtema: Nos olhos de Maria, encontramos o louvor a Deus.
1º - Olhar para os olhos de Maria.
2º- Um texto bíblico para leitura e meditação sobre o agradecimento e o louvor a Deus, confrontando com a nossa vida. (Lc 1, 46-55).
3º- Uma prece de agradecimento e louvor.
4º- Rezar 3 Ave Maria.
5º- Oração Final
"Lembrai-vos"-Oração de S. Bernardo a Nossa Senhora.
Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
 Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. 
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém. 

6º - Benção Final

sábado, 6 de dezembro de 2014

IMACULADA: Novena com Frei Petrônio. (8º Dia)

NOVENA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. (8º Dia)

Tema: O Olhar de Maria. 

8º Dia. Sábado, 6 de dezembro.
Subtema: Nos olhos de Maria, encontramos a amorosidade.

1º - Olhar para os olhos de Maria.
2º- Um texto bíblico para leitura e meditação sobre o carinho de Maria por Jesus e pela comunidade  (JO 2, 1-11).
3º- Uma prece pedindo a Deus a sensibilidade.
4º- Rezar 3 Ave Maria.
5º- Oração Final
"Lembrai-vos"-Oração de S. Bernardo a Nossa Senhora.
Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
 Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. 
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém. 
6º - Benção Final

Texto para Meditação:
A Presença amorosa de Maria na vida de Jesus e na comunidade.
Dom Frei Vital Wilderink, O. Carm. In Memoriam

O evangelho de João apresenta o grupo na festa de um casamento em Caná da Galiléia:  “Aí estava a mãe de Jesus. Também Jesus e seus discípulos foram convidados para o casamento” (Jo 2,1-2). O evangelista tem uma clara intenção em relatar os acontecimentos  nas bodas de Caná: salientar a presença de Maria na festa do casamento. Já no livros do Antigo Testamento o casamento é um símbolo frequente do amor de Deus por Jerusalém (Is 62,5). No Novo Testamento torna-se símbolo da união do Messias com a Igreja (Ef 5, 21-33). Nas bodas de Caná esse casamento de Jesus com a Igreja em vista da humanidade inteira ainda não aconteceu: “Mulher, que desejas de mim? A minha hora ainda não chegou”. Maria está presente ao primeiro milagre, que revela a glória de Jesus. A expressão “chegou a hora” aparece repetidas vezes no evangelho de João, apontando principalmente para a paixão e glorificação de Jesus: “Pai, chegou a hora, glorifica teu Filho para que teu Filho te glorifique” (Jo 17,1). Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Maria está novamente presente, junto à cruz: “Mulher, eis o teu filho! E depois se dirigindo ao discípulo: “Eis a tua mãe” (Jo 19,26-27).
           O evangelho de Lucas, já nos primeiros dois capítulos do seu evangelho, nos deixa permanecer longamente na presença de Maria de Nazaré, acompanhando as suas reações na anunciação do anjo, a sua visita a Isabel, sua viagem a Belém junto com José, o nascimento de seu Filho em condições precárias, sua silenciosa meditação diante dos pastores que acorreram para ver o menino recém-nascido, a apresentação de Jesus no templo onde o velho Simeão lhe predisse que o Filho dela seria uma bandeira disputada que haveria de mostrar os pensamentos de todos, ou contra ou a favor. O que seria como uma espada que atravessaria a ela mesma. Para Maria foi uma caminhada de fé nesse mistério do seu próprio Filho. Caminhada feita no dia a dia na casa de Nazaré, na viagem de retorno a Jerusalém onde, depois de uma procura angustiada de três dias,  reencontrou o menino no templo. Maria e José não entenderam a justificativa que Jesus deu do seu comportamento: “Não sabíeis que eu tenho de estar na casa do meu Pai?”. E de novo, Maria guardava tudo isso em seu íntimo.
Maria aos poucos vai descobrindo que o silêncio de Deus não é ausência de resposta. Durante toda a sua vida ela repetiu: “Que tudo aconteça segundo a sua palavra”. Palavra de Deus que ela mesma deu à luz por intervenção do Espírito Santo. Uma palavra é autêntica, realmente nova, quando sai do silêncio. Deus por ser o Totalmente Outro é sempre silêncio, em comparação com a música que já conhecemos.  É por assim uma lei que rege a espiritualidade. No processo da espiritualidade as nossas palavras, as nossas atividades, as nossas alegrias e tristezas, enfim a nossa vida devem tornar-se grávidas do silêncio do mistério de Deus.
            No Evangelho de João, Maria aparece no início da vida pública de seu Filho. Ao que parece é uma convidada importante. Ela tem suficiente autoridade para colocar os empregados da casa a serviço de Jesus: “Fazei o que ele vos disser”. Percebeu que estava faltando vinho para o casamento. É algo trágico num casamento. Dirige-se a Jesus: “Eles não têm mais vinho”. A reação de Jesus é de uma aparente indiferença. De fato, não cabe a ela definir os tempos nem as ações de Jesus. Mas, como primeira criatura humana atingida pelo projeto do Pai, e envolvida como primeira beneficiada na revelação histórica desse projeto redentor, Maria seguiu os passos de Jesus pois Ele é “o caminho, a verdade e a vida”.
            Olhando para o nosso mundo, percebemos que nele falta o vinho: o vinho da vida, o vinho da esperança, o vinho da espiritualidade. Faz pensar num texto de Isaías: “Já não se bebe vinho ao som do cântico, e a bebida forte tem um sabor amargo para quem o bebe” (Is 24,9). “Eles não têm mais vinho”, disse Maria a Jesus no casamento em Caná. Pelo Espírito que Jesus prometeu enviar a água pode transformar-se em vinho. Peçamos  à Mãe de Jesus que interceda por nós. Ela o fará contanto que sigamos o que ela nos propõe a partir da sua própria experiência: “Fazei tudo o que ele vos disser”.

*Congresso Mariano Mariológico - Recife 11/07/2001.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

NOVENA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. (7º Dia)


Tema: O Olhar de Maria. 

 7º Dia. Sexta-feira, 5 de dezembro.
Subtema: Nos olhos de Maria, encontramos a contemplação.
1º - Olhar para os olhos de Maria.
2º- Um texto bíblico para leitura e meditação sobre a contemplação de Maria  confrontando com a nossa experiência com Deus (At 1, 12- 14).
3º- Uma prece pedindo a Deus para que Ele nos ajude a encontrá-lo. 
4º- Rezar 3 Ave Maria.
5º- Oração Final
"Lembrai-vos"-Oração de S. Bernardo a Nossa Senhora.
Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
 Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. 
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém. 
6º - Benção Final

Texto para Meditação: Maria, a Contemplativa.
Dom Frei Vital Wilderink, O. Carm. In Memoriam

            Nos Evangelhos Maria é apresentada para nós como um modelo.  Ela é a mulher de fé, a discípula perfeita de Jesus Cristo.  Maria era uma contemplativa, o que não significa que ela passava o dia inteiro ajoelhada.  Uma contemplativa, amiga madura de Deus que olha para a realidade com os olhos de Deus e ama o que ela vê como com o coração de Deus.
            Depois da atordoante notícia que ela recebeu na anunciação, Nossa Senhora se apressou em visitar Isabel, a qual disse a ela que ela era abençoada por causa de sua fé.  Deus não exige que façamos coisas muito difíceis ou grandes coisas.  Deus quer fazer grandes coisas em nós e através de nós.  Maria cooperou com a Palavra de Deus e assim deu espaço para Deus trabalhar em sua vida.  Ela foi abençoada principalmente não pelo que ela fez, mas por causa do que Deus fez nela.
Contemplação começa quando colocamos nossa confiança em Deus, qualquer que seja o caminho que Deus escolha para vir até nós.  Porém precisamos estar acordados e reconheçer a aproximação de Deus o qual pode vir a nós por caminhos totalmente inesperados.  Maria recebeu a Palavra de Deus através da mensagem de um anjo, mas estava também aberta para ouvir a Palavra de Deus ao pé da Cruz.  Elias encontrou a Deus não no terremoto ou fogo ou na ventania mas no som do absoluto silêncio. (1Reis, 19,11-13
Ela escutou a Palavra de Deus, ela ponderou tudo em seu coração; ela pensou sobre o que aconteceu com ela e o que foi dito a ela e ela foi capaz de discernir a voz de Deus no meio da realidade do dia-a-dia.  Como Maria somos chamados a ser contemplativos.  Somos chamados para de maneira contemplativa escutar à Palavra de Deus, não importa como ela venha a nós.  Nossa Senhora não tinha barreiras no cumprimento da vontade de Deus. Consequentemente ela sabia como escutar.
 Precisamos aprender como escutar. Para sermos capazes de escutar a Deus precisamos de nos conscientizar de nossos próprios objetivos dissimulados. Objetivos dissimulados é a coleção de preconceitos e ideias que realmente motivam muito do que nós fazemos e dizemos mesmo se acreditamos do contrário.  Estas coisas estão escondidas muito frequentemente de nós mesmos e algumas vezes de outras pessoas.
 Às vezes o que está nos motivando é tão claro quanto o dia para outras pessoas enquanto permanecem escondidos de nós mesmos.  Por exemplo, algumas pessoas oram para tentar manipular a Deus para fazer a vontade deles.  Talvez eles façam muitas orações, mas nunca dão a Deus uma oportunidade de falar aos seus corações.  Outras pessoas têm medo de Deus e não aceitaram o ponto fundamental do Evangelho que Deus ama a cada um de nós.  Eles oram para aplacar um Deus que está sempre pronto para esmagá-los ao menor infringimento dos regulamentos.  Alguns podem aderir muito rigorosamente aos regulamentos porque sua fé é muito fraca e eles podem sentir que sem este apoio, eles não têm nada.
Quando Maria olhou dentro de sua própria alma, ela não viu nenhum vestígio de pecado.  Não tornou-se orgulhosa mas ao contrário, agradeceu a Deus que “olhou para a humildade de sua serva” (Lc.1,48).  Ela sabia que todas as gerações a chamariam de bem-aventurada porque o altíssimo fez nela maravilhas. Para que escutemos a Deus verdadeiramente precisamos procurar estar conscientes das barreiras que temos dentro de nós.  Nossos objetivos dissimulados pode agir como um filtro mantendo fora o que não queremos ouvir.  Precisamos aceitar que nosso Deus é um Deus de surpresas.  Nossa Senhora poderia ser perdoada se tivesse visualizado uma vida de glória para si mesma como a mãe do longo esperado messias mas isso não aconteceu. 

O nascimento do messias tomou lugar na pobreza.  Simão disse a ela que uma espada trespassaria sua alma; ela teve que escapar para o Egito como refugiada; ela ouviu de Jesus que não era o relacionamento físico com ele que faz uma pessoa agradável a Deus, mas o fato que essa pessoa ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática.  Finalmente, ela ficou de pé ao pé da cruz compartilhando a dor de seu Filho enquanto Ele morria aparentemente um fracassado exceto para aqueles que olharam para Ele com os olhos da fé.  Para fazer a vontade de Deus ela teve que aceitar os surpreendentes caminhos em que Deus agia.

ORDEM TERCEIRA DA LAPA/RJ: 104 Anos- Convite.

CONFERÊNCIA DE MEDELLÍN: Meditando 30 anos depois...

*Dom Frei Vital Wilderink, O. Carm. In Memoriam


Estamos em 1998. Decorreram  trinta anos desde o dia que encerrei as minhas anotações feitas durante a Conferência de Medellín. Relendo as 42 páginas do "diário", percebo as suas limitações. A atenção se voltava mais para os atores da Conferência que para as correntes teológicas e pastorais nela presentes, embora estas não deixem de aparecer.
Terminei minhas observações e comentários  de maneira meio abrupta, sem conclusão. Não me lembro mais se naquela época eu intencionava  prosseguir, no mesmo caderno, as minhas reflexões.  Certo é que reflexões posteriores não faltaram por ocasião de encontros, cursos. Ainda no início dos anos 70 fui convidado por Dom Hermínio Malzone Hugo a falar sobre Medellín para os padres da Diocese de Governador Valadares. Nessas ocasiões ficava surpreso com o desconhecimento dos ouvintes do significado de Medellín. Ao mesmo tempo,   em muitos lugares, reconhecia na prática pastoral  a inspiração da Conferência. Influência, creio eu, indireta através das Diretrizes da CNBB e da CRB. Fato é que Medellín é mais  questão de espírito do que documento. Em Medellín , depois de uma longa gestação,  nasceu a Igreja  latino-americana  como latino-americana. Não sei se todos os presentes naquela "maternidade" gostaram da sua aparência. Certo é que o parto inspirava preocupação e o choro da recém-nascida incomodava.
Não foi de propósito que encerrei o "diário" de Medellín com o resultado de uma votação:  Placet 50, Non placet 56. Posições contrárias estão sempre presentes. Determinam o resultado das assembléias de qualquer tipo que acontecem na Igreja. A própria história da Igreja é tecida de placet e non placet, mudos ou pronunciados. É  difícil identificar nesse jogo a ação do Espírito Santo. A pergunta é: quais as razões que explicam determinadas posições?  Existe um leque de respostas mais imediatas: convicções, conveniências, condicionamentos, visões profundas ou superficiais, etc. Depois existem as utopias, objetivos que queremos alcançar. Confesso que não sou muito adepto de utopias. Peço que eu seja mantido na esperança da grande festa que Deus preparou para todos, mas que não sei descrever. Nas utopias há  uma tendência de reduzir tudo a uma única unidade racional. Talvez seja por influência da modernidade. Há utopias que geram formas de totalitarismo. E quando constatada a sua inviabilidade podem provocar cinismo.  Por isto é bom lembrar que ninguém oferece soluções cabais para uma situação coletiva que exige mudanças. Mudanças pedem paciência e atenção à fragilidade com que são realizadas. É verdade que sempre existe o perigo de fazer cair certos problemas reais no esquecimento. Quem vai dizer que isto não tenha acontecido depois de Medellín?
Os placet e non placet, mesmo quando inspirados por visão utópica, negam na realidade a viabilidade da utopia. Nem na Igreja  existe um só projeto harmonioso  que coloca todas as idéias em sintonia. O que existe são idéias fortes que provocam outras idéias em oposição. Quando há uma insistência na teologia da criação, surge no outro prato da balança a idéia da fé na necessidade da redenção. A idéia da libertação provocou a idéia da reconciliação. Em ambas deve ser reconhecível o absoluto do amor e do respeito à pessoa humana. As descobertas das exigências cristãs ou simplesmente éticas são feitas a partir desse dado básico, mas podem variar nas suas traduções concretas. No entanto, neste processo de descobertas e crescimento sempre se vislumbra  algo que escapa às nossas realizações políticas concretas. Vamos chamá-lo de sagrado, de gratuito. Pode acontecer que ele se anuncie no silêncio de gente simples diante dos nossos discursos. Silêncio que muitas vezes é qualificado como indolência.
Na gratuidade existe sempre algo de paradoxal. Incomoda e faz explodir as nossas categorias. Quem perde de vista a precariedade dos nossos consensos e realizações,  dificilmente poderá aceitar o mistério da encarnação. Lembro ter lido em algum livro, anos atrás, que Jesus anunciava a utopia do Reino de Deus. Mas este Reino não é uma utopia. Jesus afirmava que o Reino estava no meio de nós, como um grão  de mostarda. E manifestava a presença desse Reino, não através de um plano social global, mas nos seus próprios gestos. Ele dava sinais que pediam, sem dúvida, atitudes e medidas concretas.
Há outros, tantos outros que foram e são sinais desse Reino. Penso em Teresa de Lisieux cujo centenário da morte acabamos de celebrar. Sua vida tornou-se cada vez mais sinal do Reino à medida que desapareceu como utopia. Penso em  Teresa de Calcutá cuja vida foi uma parábola do Reino dos Céus. Penso no bispo Romero que à sua maneira foi sinal do Reino. Lembro-me com gratidão do acontecimento Medellín. Com seus placet e non placet foi outro tipo de sinal da presença do Reino.    

*Dom Frei Vital Wilderink, O Carm, foi vítima de um acidente de automóvel quando retornava para o Eremitério, “Fonte de Elias”, no alto do Rio das Pedras, nas montanhas de Lídice, distrito do município de Rio Claro, no estado do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no dia 11 de junho de 2014. O sepultamento foi na cidade de Itaguaí/RJ, no dia 12, na Catedral de São Francisco Xavier, Diocese esta onde ele foi o primeiro Bispo.

IMACULADA: Novena com Frei Petrônio. (6º Dia)

NOVENA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. (6º Dia)

NOVENA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. (6º Dia)
Tema: O Olhar de Maria. 

6º Dia. Quinta-feira, 4 de dezembro.
Subtema: Nos olhos de Maria, encontramos o carinho da família.
1º - Olhar para os olhos de Maria.
2º- Um texto bíblico para leitura e meditação sobre a Sagrada Família de Nazaré  confrontando com a nossa Família. (Lc 2, 1-7).
3º- Uma prece pela paz, união e perdão nas famílias.
4º- Rezar 3 Ave Maria.
5º- Oração Final
"Lembrai-vos"-Oração de S. Bernardo a Nossa Senhora.
Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
 Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. 
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém. 

6º - Benção Final.

MÚSICA TEMA DO NOVENÁRIO: O Olhar de Maria.
Por Frei Petrônio de Miranda, Carmelita. Convento do Carmo, Lapa, Rio de Janeiro. 29 de novembro-2014.

VARRER A CONCEIÇÃO.
(Cantiga do Folclore Brasileiro)

1- Levantei de madrugada
Pra varrer a Conceição.
Encontrei Nossa Senhora
/Com seu raminho na mão (bis).

2- Eu pedi ela o raminho
Ela me disse que não.
Eu tornei a lhe pedir
/Ela me deu o seu cordão. (bis)

3- O cordão era tão grande
Que do céu arrastava o chão.
E ainda dava sete voltas
/Em redor do coração. (bis)

4- Numa corda tem São Pedro
Na outra senhor São João.
No meio tem um letreiro
/Da Virgem da Conceição. (bis)

5- Oferecei este bendito
Pelo zelo e com devoção.
A Senhora Aparecida
/Senhora da Conceição. (bis)

6- Outra vez oferecemos
Ao Senhor que tá está Cruz.
Pelos séculos eterna glória.
/Para sempre amém Jesus. (bis)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

FRADES CARMELITAS: Missa no Eremitério.

IMACULADA: Novena com Frei Petrônio. (5º Dia)

NOVENA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. (5º Dia)

Tema: O Olhar de Maria. 

5º Dia. Quarta-feira, 3 de dezembro.
Subtema: Nos olhos de Maria, encontramos o silêncio.
1º - Olhar para os olhos de Maria.
2º- Um texto bíblico para leitura e meditação sobre o Silêncio de Maria confrontando com o nosso silêncio. (Lc 1, 5-38).
3º- Uma prece pelos cristãos que são forçados a silenciar e uma súplica pedindo a Deus o silêncio que gera paz.  
4º- Rezar 3 Ave Maria.
5º- Oração Final
"Lembrai-vos"-Oração de S. Bernardo a Nossa Senhora.
Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
 Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. 
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém. 
6º - Benção Final

MÚSICA TEMA DO NOVENÁRIO: O Olhar de Maria.
Por Frei Petrônio de Miranda, Carmelita. Convento do Carmo, Lapa, Rio de Janeiro. 29 de novembro-2014.

VARRER A CONCEIÇÃO.
(Cantiga do Folclore Brasileiro)

1- Levantei de madrugada
Pra varrer a Conceição.
Encontrei Nossa Senhora
/Com seu raminho na mão (bis).

2- Eu pedi ela o raminho
Ela me disse que não.
Eu tornei a lhe pedir
/Ela me deu o seu cordão. (bis)

3- O cordão era tão grande
Que do céu arrastava o chão.
E ainda dava sete voltas
/Em redor do coração. (bis)

4- Numa corda tem São Pedro
Na outra senhor São João.
No meio tem um letreiro
/Da Virgem da Conceição. (bis)

5- Oferecei este bendito
Pelo zelo e com devoção.
A Senhora Aparecida
/Senhora da Conceição. (bis)

6- Outra vez oferecemos
Ao Senhor que tá está Cruz.
Pelos séculos eterna glória.
/Para sempre amém Jesus. (bis)