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sábado, 5 de março de 2016
PASSA QUATRO: Fraternidade do Escapulário.
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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sexta-feira, 4 de março de 2016
A PALAVRA DO FREI MÁRCIO: A Cruz.
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quinta-feira, 3 de março de 2016
Padre afastado por suspeita de assédio em Minas já enfrentou outras denúncias.
Investigado
por suspeita de assediar adolescentes e afastado de centro comunitário por
decisão da Justiça, padre de distrito de Diamantina enfrentou suspeitas por
onde passou
Distrito de
São João da Chapada, onde sacerdote é investigado: segundo documento, no fim
dos anos 1990 religioso foi removido de entidade do Rio Grande do Sul depois de
acusação (foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A Press)
Diamantina – O padre investigado por suspeita de abuso em São João da Chapada,
distrito de Diamantina, no Vale Jequitinhonha – proibido pela Justiça de
frequentar o centro infantil que dirigia –, já foi denunciado por assédio a
menores em uma cidade do Sul do país. Nos lugares por onde passou, há um
histórico de acusações relativas ao seu comportamento, situação descrita em
documento expedido pela coordenação da própria a instituição religiosa ao qual
ele pertence, a Fraternidade, Palavra e Missão, ao qual o Estado de Minas teve acesso. O
documento foi juntado ao material reunido durante as investigações, que correm
sob sigilo.
Saiba mais
O documento
da fraternidade diz que “no final dos anos 1990”, o padre agora investigado em
São João da Chapada “foi flagrado por assistentes sociais fazendo (sic) assédio
a menores em um banheiro de uma obra social em Santa Cruz do Sul”. Segundo o
relatório, “a situação não foi tratada a fundo, porque o bispo (não
identificado) exigiu que o padre fosse retirado da diocese”. Logo depois do
episódio, o envolvido passou a “prestar serviços” em São Leopoldo e Santa
Maria, no Rio Grande do Sul, estado onde permaneceu até 2007. A Fraternidade,
Palavra e Missão também descreveu à época que “em todos os lugares por onde ele
(o sacerdote investigado) passou, sempre houve denúncias e conversas quanto ao
comportamento ‘não muito saudável’ do padre”.
Uma fonte de dentro da Igreja Católica, que conhece a trajetória do religioso, mas prefere não se identificar, confirmou ao EM a veracidade do documento e acrescentou que, na época, os assistentes sociais da unidade não levaram o caso à Justiça e optaram por “silenciar” o assunto. “Esses funcionários trabalhavam no Centro Comunitário Infantil de Santa Cruz do Sul, que foi desativado em 2010 e transformado em uma instituição de atendimento a idosos”, informou a fonte.
Uma fonte de dentro da Igreja Católica, que conhece a trajetória do religioso, mas prefere não se identificar, confirmou ao EM a veracidade do documento e acrescentou que, na época, os assistentes sociais da unidade não levaram o caso à Justiça e optaram por “silenciar” o assunto. “Esses funcionários trabalhavam no Centro Comunitário Infantil de Santa Cruz do Sul, que foi desativado em 2010 e transformado em uma instituição de atendimento a idosos”, informou a fonte.
Além de
confirmar a denúncia que foi acobertada, o integrante da Igreja revela haver
conhecimento sobre uma “disfunção emocional” do sacerdote. “Ele tem um desvio,
uma patologia para abuso de menores. Nunca tivemos casos concretos de abuso,
mas sempre se falou em situações de assédio”, explica a fonte, referindo-se a
situações de cerceamento de menores, oferta de presentes, abraços muito
carinhosos e criação de vínculos emocionais com crianças e adolescentes.
A fonte
revelou ainda que o investigado teria comportamento oscilante. “Ele tem reações
de intolerância. Já agrediu fisicamente uma voluntária do centro comunitário
infantil. Deu um murro nessa pessoa. Quem convive com ele relata que ele
alterna o comportamento de coronel e com o de cordeirinho”, disse a fonte. “Já
foi orientado a se tratar inúmeras vezes, mas nunca quis”, contou.
Medidas cautelares
Natural de
São Leopoldo (RS), o religioso envolvido nas denúncias tem 51 anos e completou
23 de ordenação em 26 de fevereiro. Ele começou a trabalhar em São João da
Chapada em 2013. As últimas denúncias vieram à tona em outubro do ano passado.
Inicialmente, foram feitas ao Conselho Tutelar e depois encaminhadas ao
Ministério Público e à Polícia Civil. As investigações são comandadas pela
delegada Kiria Orlandi, que chegou a pedir a prisão preventiva do suspeito, após
ouvir várias testemunhas e identificar duas vítimas, uma delas um rapaz de 18
anos, que relatou ter sofrido uma série de abusos sexuais durante os dois
últimos anos, além de um adolescente de 13. Durante a apuração, de acordo com
uma fonte, há relatos de que o suposto assédio teria sido cometido nas próprias
instalações da Igreja Católica e na entidade onde o padre trabalhava.
Com base nas investigações, o juiz Fábio Henrique Vieira, da 2ª Vara da Comarca de Diamantina, determinou uma lista de medidas cautelares a serem cumpridas pelo padre, sendo uma delas a proibição de frequentar o Centro Comunitário Infantil que dirigia e onde morava havia três anos, em São João da Chapada. Também foi impedido de manter contato com as cerca de 100 crianças e adolescentes atendidas pela entidade e de se aproximar de testemunhas.
Com base nas investigações, o juiz Fábio Henrique Vieira, da 2ª Vara da Comarca de Diamantina, determinou uma lista de medidas cautelares a serem cumpridas pelo padre, sendo uma delas a proibição de frequentar o Centro Comunitário Infantil que dirigia e onde morava havia três anos, em São João da Chapada. Também foi impedido de manter contato com as cerca de 100 crianças e adolescentes atendidas pela entidade e de se aproximar de testemunhas.
Há duas
semanas, o padre se mudou para a casa paroquial de São João da Chapada, mas
teria saído do povoado desde a noite de domingo, após celebrar a missa que
comemorou os seus 23 anos de ordenação. Ouvido ontem pelo EM, o advogado Cássio Malta Scuccato,
um dos defensores do padre, informou que seu cliente “nega veementemente as
acusações”. “Até agora, só foram ouvidas testemunhas de acusação e nenhuma de
defesa. A perícia em materiais apreendidos do padre (celular, HD externo e
computador) também não foi feita. Estamos aguardando a decisão do inquérito,
mas temos a convicção de que ele não será nem mesmo indiciado, pois faltam
provas”, disse o advogado. Segundo ele, a denúncia é caluniosa.
O EM fez contato ontem com a
Diocese de Diamantina para tratar do assunto, mas a informação é de que o
arcebispo dom João Bosco Oliver de Faria estava viajando. Já o superior da
Fraternidade, Palavra e Missão – à qual o religioso investigado pertence – padre
Cyso Assis Lima, informou que aguarda um posicionamento das autoridades
eclesiásticas de Diamantina, a quem primeiro cabe tomar qualquer atitude diante
da situação. Fonte: http://www.em.com.br
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Pedofelia na igreja,
São João da Chapada
Em Spotlight vence também jornalismo investigativo
"Sim, parecerá incrível, mas o salto de
qualidade na investigação virá somente do estudo e análise de algo oficial e
menos leak que se possa imaginar: anuários empoeirados mantidos em
arquivo", escreve Maria Antonietta Calabrò, jornalista, em
artigo publicado por Formiche, 29-02-2016. A tradução é de Ramiro
Mincato.
Eis o artigo.
Sim, é a vingança do jornalismo, o Oscar de
melhor filme para "Spotlight, segredos revelados".
Diria que se trata do ”velho” jornalismo investigativo. Aquele que não se
baseia nos Big Data, ou nos leaks, entregues em pacotes, caixas ou
dossiês, por gargantas profundas, mais ou menos interessadas. Todos a respeito
de jogos de poder, de cordatas internas à Instituição (neste caso, a Igreja de
Boston) objeto da investigação.
Deste ponto de vista, “Spotlight, segredos
revelados” é bastante diferente, inclusive do “Todos os homens do Presidente” (apesar
de lembrá-lo e de alguma forma ser-lhe assoante), a famosa investigação de Bob
Woodward e Carl Bernstein, no Washington Post, que acabou levando à
renúncia o Presidente Richard Nixon.
Diria que é a vingança do jornalismo que conta o
que está sob os olhos de todo mundo. Um jornalismo que parte da “decisão” de
narrar, tomada pelo então diretor do Boston Globe, Martin Baron, um
outsider em Boston, não só porque vinha de fora, de outra cidade e de outro
jornal, mas também porque não era católico.
As ferramentas de investigação descritas tão bem no
filme são verdadeiramente ordinárias. Em nada extraordinárias: entrevistas com
os abusados, com os advogados, mas sobretudo, consultas às assim chamadas
“fontes abertas” (open source), como o estudo dos Anuários da Igreja Católica.
Sim, parecerá incrível, mas o salto de qualidade na
investigação virá somente do estudo e análise de algo oficial e menos leak que
se possa imaginar: anuários empoeirados mantidos em arquivo, de cuja consulta
emergiu, para os jornalistas, uma “regularidade” estatística, a presença de
quase noventa padres, suspensos, retirados por doença ou transferidos de
paróquia em paróquia.
Os padres pedófilos que o então Cardeal Bernard Law não expulsou. E
por isto teve que “deixar” os Estados Unidos, transferido a Roma em 2002,
enquanto seu sucessor, Cardeal Sean O’Malley, não só preside a nova Comissão Pontifícia contra o abuso de menores, mas vendeu
muitos imóveis da Diocese para fazer frente ao ressarcimento das vítimas.
O espectador verá também os documentos judiciais
que contribuíram para um primeiro avanço significativo da investigação do Boston
Globe - obtidos de modo perfeitamente legal: preenchimento de
formulário específico, fotocópias à luz do sol.
Eis que, deste ponto de vista, o Spotlight,
segredos revelados, é verdadeiramente surpreendente. Mostra a
necessidade de trabalho constante, indica a necessidade de investir tempo e
recursos, e de corrigir erros. É o responsável do team do Spotlight, que
se dá conta que já fizera publicar em crônica um pequeno artigo que continha
claramente toda a história. E é ele, um insider, que consegue a confirmação
última do “sistema” de cobertura do escândalo de um outro insider, um expoente
católico de vulto da cidade, sem a qual o diretor não teria batido o enter para
publicação.
Acrescentaria ainda que o filme é a celebração do
jornalismo num País, como os Estados Unidos, onde os jornais não são
simplesmente uma instância de compensação do sistema.
Naturalmente, do ponto de vista do conteúdo, o
filme é “datado”. A investigação do team do Spotlight, que em 2002 ganhou
o prêmio Pulitzer, fotografa uma situação que não é mais a da Igreja
americana, que exatamente em 2002 elaborou as linhas guias para combater o
fenômeno dos abusos e proteger as crianças. Um bom trecho da estrada percorrida
no combate à pedofilia no clero foi levada adiante por Bento XVI. E novos
casos da Austrália (onde a Royal Commission está interrogando, desde
o dia 29 de fevereiro o Cardeal George Pell) ao Chile, a Honduras,
deverão ser enfrentados.
Martin Baron, no entanto, hoje diretor do Washington
Post, escreveu nestes dias: “A verdadeira satisfação virá se o filme conseguir
ter um grande impacto. Impacto sobre o jornalismo, sedutor e diretores
recomeçarão a dedicar-se ao jornalismo investigativo. Impacto sobre os leitores
céticos, porque os cidadãos serão estimulados a reconhecer a necessidade de uma
séria cobertura local e de fortes instituições jornalísticas. E impacto sobre
todos nós, graças a uma maior disponibilidade de escutar as pessoas humildes e
muito frequentemente, sem voz”. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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Ramiro Mincato,
Reportagem do Olhar,
segredos revelados,
Spotlight,
Washington Post
quarta-feira, 2 de março de 2016
TANCREDO NEVES E RISOLETA NEVES: Um Olhar.
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domingo, 28 de fevereiro de 2016
ORDEM DO CARMO: Comunidade Edith Stein.
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