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sábado, 20 de junho de 2015
A PALAVRA... Nº 910. Um olhar sobre João Batista- 05.
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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Por que somos tão covardes? (12º Domingo do Tempo Comum).
A leitura que a Igreja propõe neste
domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4, 35-41 que corresponde
ao 12° Domingo do Tempo Comum, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol
José Antonio Pagola comenta o texto.
Eis
o texto
“Por
que sois tão covardes? Ainda não tendes fé?”. Estas duas perguntas que Jesus
dirige aos Seus discípulos não são, para o evangelista Marcos, um episódio do
passado. São as perguntas que hão de escutar os seguidores de Jesus no meio das
suas crises. As perguntas que temos de fazer também hoje: Onde está a raiz da
nossa covardia? Por que temos medo ante o futuro? É por que nos falta fé em
Jesus Cristo?
O relato é breve. Tudo começa com uma
ordem de Jesus: “Vamos à outra margem”. Os discípulos sabem que na outra margem
do lago Tiberíades está o território pagão da Decápolis. Um país diferente e
estranho. Uma cultura hostil à sua religião e crenças.
De repente levanta-se uma forte
tempestade, metáfora gráfica do que ocorre no grupo de discípulos. O vento de
furação, as ondas que batem contra a barca, a água que começa a invadir tudo
expressam bem a situação: Que poderão os seguidores de Jesus ante a hostilidade
do mundo pagão? Não só está em perigo a sua missão, mas inclusive a
sobrevivência do grupo.
Despertado pelos Seus discípulos, Jesus
intervém, o vento cessa e sobre o lago vem uma grande calma. O surpreendente é
que os discípulos “ficam espantados”. Antes tinham medo da tempestade. Agora
parecem temer a Jesus. No entanto, algo decisivo se produziu neles: recorreram
a Jesus; puderam experimentar Nele uma força salvadora que não conheciam;
começam a perguntar-se pela Sua identidade. Começam a intuir que com Ele tudo é
possível.
O cristianismo encontra-se hoje no meio
de uma “forte tempestade” e o medo começa a apoderar-se de nós. Não nos
atrevemos a passar à “outra margem”.
A cultura moderna resulta-nos um país
estranho e hostil. O futuro dá-nos medo. A criatividade parece proibida. Alguns
acham mais seguro olhar para trás para melhor ir adiante.
Jesus pode-nos surpreender a todos. O
Ressuscitado tem força para iniciar uma fase nova na história do cristianismo.
Apenas se nos pede fé. Uma fé que nos liberta de tanto medo e covardia, e nos
compromete a caminhar nas marcas de Jesus.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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Parábola da tempestade (12º Domingo do Tempo Comum).
Marcos, ao descrever em
seu evangelho o pavor dos discípulos diante da tempestade, estaria com os olhos
voltados para o medo dos primeiros cristãos. Conclamava, assim, os
destinatários do seu evangelho à confiança.
A reflexão é de Marcel Domergue,
sacerdote jesuíta francês, publicada no sítio Croire, comentando as leituras do
12º Domingo do Tempo Comum B (21 de junho de 2015). A tradução é de Francisco O. Lara, João Bosco Lara, e José J. Lara.
Eis o texto.
Referências bíblicas:
1ª
leitura: «Cessa aqui a arrogância de tuas ondas!» (Jó 38,1.8-11)
Salmo: 106 (107) - R/ Dai graças ao Senhor porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia!
Salmo: 106 (107) - R/ Dai graças ao Senhor porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia!
2ª
leitura: «O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo.» (2 Coríntios 5,14-17)
Evangelho: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?» (Marcos 4,35-41)
Evangelho: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?» (Marcos 4,35-41)
Em confronto com as águas da morte
A 1ª leitura, o
Salmo e o Evangelho relatam o conflito imemorial entre o homem e as águas
profundas, o mar. Nas primeiras linhas da Bíblia, o abismo é a imagem do nada.
Em seguida, temos as águas do dilúvio, imagem da morte. Daí em diante não
haverá mais dilúvio: como diz a primeira leitura, Deus impõe um limite às águas
mortais. No decurso do Êxodo, a travessia do Mar Vermelho será
a travessia da morte. Já o Salmo de hoje está construído no mesmo esquema do
evangelho, mesmo havendo somente o elemento líquido. Em Gênesis 1, o sopro de
Deus sobrevoa por cima do abismo: é o vento que encontramos em todos os relatos
que acabamos de evocar. Há um vento que é bom, que domina o mar, e um vento que
é mau, que o agita. Este vento, do mau espírito, parece escapar ao domínio de
Deus. Saibamos ler estes símbolos: trata-se de todas as tempestades que vêm
sacudir as nossas existências. Os lutos, as doenças, as separações, as
traições… Morremos um pouco, a cada vez, porque tudo isso se encaminha no
sentido da morte. O evangelho é, pois, uma espécie de parábola sobre a nossa
vida. Nós também estamos prestes a atravessar para «a outra margem», para uma
terra nova, livre de todas as tempestades. Jesus entra na barca assim como
está, sem roupa adequada para o mar e sem provisões. Desprovido de tudo, está
reduzido à sua simples humanidade. Não é necessário dizer que temos aqui uma
imagem da Páscoa.
O sono de Deus
Deus fixou,
portanto, um limite às inundações (1ª leitura), ou seja, a tudo o que temos de
sofrer. O difícil é manter a fé enquanto estamos sendo sacudidos pelas
tempestades. Nestas ocasiões, Deus parece estar ausente. «Onde está o teu
Deus?» é a pergunta que se põe ao crente (Salmo 42, 4 e 11). Nas parábolas
evangélicas vemos muitas vezes o dono se ausentar, confiando a seus empregados
a gestão dos seus bens. O capítulo 25 de Mateus nos fala da ausência de Deus e
da espera. Ora, a espera é justamente o que é difícil: funda-se integralmente
na fé, que não se vê, enquanto que a ausência é constatável imediatamente. Em
Mateus 28,20, no entanto, Jesus diz que está conosco “até a consumação dos
séculos”. São as últimas palavras deste evangelho. No relato da tempestade
acalmada, Jesus não está ausente: ele dorme. Dorme, enquanto os discípulos são
sacudidos violentamente no pequeno barco. Quantas vezes os Salmos pedem a Deus
para acordar! Esta é a nossa condição. Exige uma fé total na presença de Deus,
na provação que atravessamos. Deus a compartilha conosco, de qualquer forma;
Ele mesmo a vive através de nós. Nada afeta ao homem, nem de bem e nem de mal,
que não afete ao mesmo tempo a Deus, a fonte de que brotamos. Nisto se crê, mas
não se vê, sobretudo quando a tempestade parece ir até ao naufrágio. Por isso
Jesus diz aos discípulos: «Por que tendes medo? Ainda não tendes fé?»
Uma parábola pascal
No evangelho, a
tempestade se acalma e a fé renasce. Olhando de perto, é exatamente o que vai
acontecer na Páscoa. Os discípulos estão abalados e perturbados; Jesus,
desprovido de qualquer poder, é um joguete nas mãos dos poderosos, entregue de
um tribunal para o outro. Não tem reação, na maior parte do tempo, nem tem
palavras: está «mudo como um cordeiro conduzido ao matadouro.» E Deus, enquanto
isso: dorme? É o que parece, pois Jesus, citando o Salmo 22, diz: «Meu Deus,
meu Deus, por que me abandonaste?» E, no entanto, «entregou a própria vida em
suas mãos». A tempestade irá se acalmar. Deus e Jesus irão acordar juntos na
hora da ressurreição. Em Cristo e por Cristo, o próprio Deus, de fato, é que
foi rejeitado, ridicularizado, reduzido ao silêncio e eliminado da cidade dos
homens. Só que, assim como um riacho não pode eliminar a sua fonte, Deus também
não pode morrer. Apesar de tudo o que havia deixado acontecer e da aparência de
ter estado dormindo durante a tempestade pascal. Ele nos mostrou por meio disso
que «o inimigo último», a morte, não tem o poder de reduzir a nada nem a Deus e
nem ao homem. Em Jesus, um homem, precisamente, entra na vida de Deus: a
promessa do nosso próprio futuro. Ouçamos então Jesus nos dizer: «Por que
tendes medo?» Havia dito acima que, assim como na Ressurreição, com o fim da
tempestade renasceu a fé. Isto é verdade para a Ressurreição. Mas há uma
particularidade para o caso do relato da tempestade acalmada: é apenas uma
figura inacabada do gesto pascal. Os discípulos não dizem «Tu és o Filho de
Deus», mas «Quem é este…?» Esta pergunta sobre a identidade de Jesus, o
primeiro passo na fé, vai estar sempre presente nos evangelhos. A Ressurreição
é que irá permitir uma resposta definitiva.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
ANGRA AO VIVO: A Palavra do Frei Petrônio
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ANGRA AO VIVO: A Palavra do Frei Petrônio
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
A PALAVRA... Nº 909. Um olhar sobre João Batista- 03.
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
ORDEM DO CARMO: Um olhar sobre os Carmelitas.
ORDEM DOS
CARMELITAS (sigla: O.Carm.)
Única nascida na Terra Santa, tem o nome oficial de ORDEM DOS IRMÃOS DA SANTÍSSIMA
VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO
Frei
Pedro Caxito O. Carm. In Memoriam. (São Romão-MG. *31/12/1926. São Paulo. + 02 / 09/ 2009).
CARISMA
- "Viver no seguimento e serviço de Jesus, empenhando-se na busca
do rosto do Deus Vivo (dimensão contemplativa), na fraternidade e no serviço em
favor dos irmãos (diaconia) no meio do povo", a exemplo de Maria,
Mãe de Jesus, e do Profeta Elias.
ORIGEM
- Era tempo de heroísmos e luta pela reconquista da Terra Santa, a serviço do
Senhor e da Senhora do lugar, Jesus e Maria. Era o tempo da 1ª Cruzada e
do Reino Cristão de Jerusalém (1096-1187): para lá sentiram-se atraídos "eremitas,
penitentes, peregrinos, pessoas a Deus consagradas e, naturalmente...
soldados"; também bispos, abades, cônegos, clérigos, monges, comerciantes,
pobres e ricos, nobres e mendigos, e até mesmo adolescentes e crianças. E então
muitos foram viver como eremitas no desprendimento, junto aos lugares mais
santos: ansiavam por um deserto cheio de Deus.
Infelizmente, veio a Batalha de
Hattin (em 1187) e perdeu-se o Reino de Jerusalém. Em 1191, porém, Ricardo,
Coração de Leão, firmou um armistício com Saladino, o vencedor de Hattin, e a
região do Carmelo ficou liberada para os Cristãos: por aqui e por ali
estabeleceram-se os eremitas. Não já da violência esperavam a vitória, mas
da oração no silêncio, na serenidade, e - à imitação de Paulo - no
trabalho, revestidos com a "armadura de Deus" e, de pé, na luta
contra os espíritos do mal.
De onde vieram? Quantos eram? Quem
eram? Bertoldo? Bernardo? Boemundo? Balduíno? Brocardo? O que é certo é que o
Carmelo foi bom demais para eles com tantas grutas naturais e a possibilidade
de cavar outras no calcário como favos de alguma colmeia. Ali, junto à fonte de
Elias, gozavam das proximidades de Nazaré, onde Jesus cresceu, e
de Séforis, onde moravam Ana e Joaquim e nasceu Maria: viviam na
lembrança e no espírito de Elias, profeta de Deus, felizes por acolher a
Mãe de Jesus e o Profeta como seu modelo e causa exemplar.
"Destilavam a doçura do mel da contemplação", "vivendo dia
e noite em oração a meditar na Lei do Senhor", buscando "oferecer
a Deus um coração santo, purificado com o auxílio da divina graça" e, "sendo
Deus servido, não só depois da morte, mas já nesta vida mortal saborear de
algum modo no coração e experimentar no espírito os efeitos da presença divina
e as doçuras da glória celeste".
QUEM OS REUNIU ? - Alberto, Patriarca de Jerusalém, os reuniu num
grupo harmonioso e, entre 1206 e 1214, deu-lhes uma "forma de vida"
respigada nas Escrituras. Na palavra clarividente de Santa Teresa: "Desta
casta vimos nós, daqueles nossos santos Padres do Monte Carmelo, que em tão
grande soledade e com tanto desprezo do mundo buscavam este tesouro, esta
pérola preciosa": a contempla-ção. De tronco tão vigoroso brotaram
ramos florescentes.
MIGRAÇÃO
- Devido às perseguições muçulmanas, buscaram o seu Ocidente, e ali cresceram e
se propagaram: então, como Elias, sem deixar o Carmelo interior,
decidiram estar no meio do povo e, como mendicantes, "pobres de
Javé", imitar Elias e Maria, filha do Povo, a Filha de Sião,
que os gerou e protegia com muito amor! Nesta espiritualidade tão robusta
beberam Simão Stock, Alberto da Sicília, Pedro Tomás, André Corsini, Joana de
Tolosa, Nuno Álva-res, Batista Mantuano, João Soreth, Teresa de Ávila, João da
Cruz, Maria Madalena de Pazzi e muitíssimos outros. Por isso nós, ramos do
Carmelo Primitivo, estamos, desde o 4º centenário da santa morte de João da
Cruz (1591-1991), vivendo e convivendo mais o que nos une do que tudo o que nos
separou. Segundo Tito Brandsma, somos para Maria outros Jesus, e por Maria
geramos Cristo na História do mundo: somos Jesus para os outros. O nosso Geral,
José Chalmers, aconselha-nos: "Não só trabalhar para Deus, mas fazer também
os trabalhos de Deus, aqueles que Deus espera!".
NO BRASIL
- Em 1250, os Cavaleiros da Ordem do Santo Sepulcro trouxeram-nos do Carmelo
para Moura, em Portugal, e de Moura o Santo Condestável Nuno Álvares Pereira
levou-nos para Lisboa. Portugal tornou-se uma Província fervorosa, elogiada
pelos Padres Gerais Reformadores, Audet (1531) e Rossi (1566), aquele que dizia
a Teresa fundasse tantos Carmelos Reformados quantos fossem os cabelos da sua
cabeça. Desta Província, "no ano de 1581, vieram em companhia de
Frutuoso Barbosa, que vinha povoar o Rio da Paraíba, três Frades do
Carmo", conta-nos o Bem-Aventurado José de Anchieta. E até o final deste
século da Descoberta do Brasil, estávamos estabelecidos em Olinda, Bahia, Rio
de Janeiro, Santos e São Paulo, e depois continuamos pelo Brasil, em cidades,
vilas e missões, no sul, norte e nordeste, onde propagamos a fé e evangelizamos
os povos, alargando mesmo as fronteiras nas regiões setentrional e ocidental
dos rios Amazonas, Negro e Branco, onde lançamos os fundamentos de muitas
futuras cidades.
HOJE
- Hoje, no Brasil, somos 2 Províncias e 1 Comissariado (província em
preparação) com 31 conventos ou casas em Brasília (DF) e nos Estados da Bahia,
Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro,
Rondônia e São Paulo, 3 Mosteiros de Monjas de vida contemplativa, quatro
Congregações de Irmãs de vida ativa: Irmãs do Instituto de Nossa Senhora do
Carmo (1854), Irmãs Carmelitas da Divina Providência (1899 - fundação brasileira),
Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresinha do Menino Jesus (1925), Irmãs
Missionárias Carmelitas de Jesus (1938 - fundação brasileira) e ainda as
Trabalhadoras Missionárias "Donum Dei", da Ordem Terceira do Carmo,
fundadas pelo santo e piedoso Pe. Marcelo Roussel em 1950.
NO MUNDO
- No final do século XIII, no ano de 1300, eram uns 180 os conventos, onde
vivíamos: na Alemanha, Bélgica, Chipre, Escócia, Espanha, França, Holanda,
Inglaterra, Irlanda, Itália, País de Gales e Portugal. Hoje estamos nos cinco continentes: na
Alemanha, Argentina, Austrália, Bolívia, Brasil, Burquina Fasso, Colômbia,
Escócia, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Holanda, Índia, Indonésia,
Inglaterra, Irlanda, Itália, Malta, México, Moçambique, Peru, Polônia, Porto
Rico, Portugal, Quênia, Repúblicas Checa, do Congo, de São Domingos, Romênia,
Trindade e Tobago, Ucrânia, Venezuela, Vietnã e Zimbábue. Em 31 de dezembro de
1998 éramos 2.059 frades.
Somos a Família Carmelitana:
Ordem 1ª (frades), Ordem 2ª (monjas), Ordem 3ª regular (freiras) ou secular
(solteiros e casados, jovens e adultos), Devotos do Escapulário e Amigos do
Carmo e seu carisma. Diz nosso Geral: "Estamos com 72 mosteiros de Monjas
Carmelitas, ao redor do mundo, e 15 Congregações afi-liadas, e também, mais ou
menos, 30.000 irmãos e irmãs do laica-to, que assumiram algum tipo de
compromisso público de viver os valores da nossa espiritualidade. Há vários
grupos que, no momen-to, estão pedindo sua afiliação à Ordem".
QUE FAZEMOS ? - Fiéis ao espírito da Ordem e ao carisma pessoal,
humildemente, como lhes inspira o Espírito do Senhor, alguns, por meio de
retiros, encontros espirituais e missões... e o exemplo, transmitem a alegria
de procurar o Deus Vivo até encontrá-lo e deixá-lo ser Deus em nós,
para viver com Ele uma união cada vez mais íntima e frutuosa, orando pelo bem
do Povo; todos anunciam Maria, que pelo seu escapulário se consagra a
todos com amor de Mãe e, feliz, recebe de todos a consagração de filhos;
outros vivem a vida paroquial com as suas pastorais; outros dedicam-se ao
ensino, principalmente da Bíblia; outros, à opção preferencial pelos pobres,
inserindo-se entre os moradores de favelas ou de cortiços, ou zelando pelos
meninos de rua, mas também levando a Palavra de Deus, o sentido da vida, a
fortaleza na luta e a confiança no Senhor; outros, ainda, vão para outros
continentes ou regiões mais necessitadas de fé ou, talvez, de esperança e amor,
para levar-lhes o Evangelho da alegria e do amor de Deus e do irmão, "com
Justiça e Paz". Somos assim! Gostou?! Venha!
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terça-feira, 16 de junho de 2015
Laudato Sí em América Latina. (Seja louvado), Sobre os Cuidados da Casa Comum".
"O espírito consumista e o sistema
capitalista crescem a uma velocidade exponencial; outros modelos de vida que
com dificuldade resistem à agressão deles observam-nos com angústia e
incompreensão, definindo-os, lucidamente, 'sistemas suicidas'. Desse ponto de
vista, a leitura de Laudato Sí poderia ter profundas implicações
político-econômicas", afirma Dário Bossi, padre comboniano, membro da rede
Justiça nos Trilhos e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
Eis
o artigo.
Os Ka’apor do Maranhão levantaram a voz.
Por isso querem amordaçá-los.
Cansados de esperar que o Estado os
defenda e garanta proteção para eles e a floresta, organizaram por sua conta
“missões” de controle da reserva em que vivem.
Vigiam sobre os acessos à sua terra e
surpreendem os madeireiros que a invadem e saqueiam, protegidos e aliados a
políticos e empresários locais. Quando os índios os descobrem, apoderam-se de
suas motosserras, incendeiam seus caminhões e os expulsam de suas terras,
declaradas Kaar Husak Há, isto é Áreas Protegidas.
Eusébio Ka’apor era um dos defensores da
terra indígena. Mataram-no com dois tiros nas costas, no final de abril, pouco
distante de sua aldeia. No Brasil as vítimas da violência em terra indígena
nesses últimos anos aumentaram com a mesma proporção da arrogante bancada
ruralista.
O que esperariam os Ka’apor da encíclica
Laudato Sí de Papa Francisco? Será preciso lê-la do ponto de vista deles e de
muitas outras vítimas da violência ambiental.
Nós missionários combonianos faremos
dela instrumento de estudo popular da realidade, com as comunidades cristãs
junto às quais vivemos.
Muitos estão esperando por essa
encíclica. Sobretudo as comunidades e igrejas perseguidas por seu empenho em
defesa da Criação e em conflito com os grandes projetos nas regiões amazônicas:
mineração, monoculturas, hidrelétricas e barragens, infraestruturas para a
exportação de commodities... Chamados “projetos de desenvolvimento”, revelam
rapidamente o interesse quase exclusivo de desenvolver os capitais de quem
investe nisso, provocando graves violações dos direitos socioambientais às
populações locais e criminalização dos líderes populares que a eles se opõem.
Um dos motivos da criação da rede
latinoamericana Iglesias y Minería, por exemplo, foi exatamente evitar o
isolamento das comunidades mais empenhadas nessas frentes e demonstrar apoio
moral, político e institucional da Igreja a seu lado. Esse talvez será o efeito
prático mais imediato e importante de Laudato Sí.
Esperamos que essa encíclica confirme
uma posição clara da Igreja ao lado das vítimas do assim chamado “racismo
ambiental”. Desejamos que, ao denunciar os riscos da sobrevivência do Planeta,
o documento seja solidário às comunidades mais pobres. Essas são de um lado as
vítimas maiormente atingidas por essa violência e, do outro, em muitos casos,
indicam-nos caminhos de preservação da vida e de organização de economias a
baixo impacto ambiental nos territórios.
Em muitos países está sendo
implicitamente declarada uma guerra de baixa intensidade, disputando territórios
e bens naturais. A história se repete no estilo das antigas colônias, como bem
demonstra o saudoso Eduardo Galeano em “As veias abertas da América Latina”,
mas com ritmos e tecnologias bem mais impactantes, chegando assim a violar
também os direitos das futuras gerações.
O espírito consumista e o sistema
capitalista crescem a uma velocidade exponencial; outros modelos de vida que
com dificuldade resistem à agressão deles observam-nos com angústia e
incompreensão, definindo-os, lucidamente, “sistemas suicidas”. Desse ponto de
vista, a leitura de Laudato Sí poderia ter profundas implicações
político-econômicas.
As comunidades que a Convenção 169 da
Organização Internacional do Trabalho define “indígenas e tribais” representam
ao nosso ver um “baluarte” (Kaar Husak Há). Assim como ao longo da história as
fortalezas protegeram inteiros territórios das invasões e frearam o controle
inimigo dos territórios, da mesma forma o direito à autodeterminação das
populações locais pode ser uma estratégia, hoje, para evitar a entrega
indiscriminada dos bens comuns às corporações mineiras ou às multinacionais da
comunicação, da água ou das grandes cadeias de produtos alimentares.
A Igreja deveria apoiar com força o
direito à “consulta prévia, livre e informada” das comunidades locais, assim
que seja garantido o autocontrole de seus territórios.
A Red Eclesial Panamazónica
comprometeu-se nesse sentido em diversos Países da América Latina. Articula
comunidades cristãs de base, grupos e instituições religiosas e as conferências
episcopais da grande Amazônia, com especial atenção aos direitos dos povos
indígenas e com uma interessante proposta de colaboração permanente com a
Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.
A visita de Papa Francisco a Washington
em setembro, poucos meses depois da publicação da Encíclica, poderá tocar
também esses temas delicados e urgentes.
Em chave de política internacional, a
encíclica poderia ser oportunidade para relançar a proposta de criação de uma
Corte Penal de Justiça Ambiental. Hoje, de fato, não existem adequados
mecanismos de responsabilização em nível internacional por crimes ambientais.
Assim, mesmo em caso de graves violações desses direitos, as multinacionais e
os governos locais, vinculados entre si por acordos e interesses econômicos,
acabam praticamente impunes.
Sobretudo, esperamos que o documento vaticano
sobre ecologia ofereça uma releitura teológica das referências bíblicas que ao
longo da história, por interpretações patriarcais e colonizadoras, separaram a
Criação do homem, considerando esse último o dominador e controlador da vida.
Sabemos quanto o sistema capitalista,
ecocida e suicida, herdou da cultura religiosa cristã. Por outro lado, temos a
inspiração radicalmente evangélica de São Francisco e o testemunho vivo de
muitos e muitas mártires que nos relançam em defesa da vida.
Precisamos igualmente de um profundo e
humilde processo de conversão e purificação. Uma nova escuta da Revelação, a
partir do encontro fecundo entre a Palavra bíblica, o livro da criação e a
sabedoria dos povos e das religiões.
Fonte:
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Sobre os Cuidados da Casa Comum
A PALAVRA... Nº 907. Um olhar sobre João Batista-01.
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 906. Andar devagar...
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24 DE JUNHO - Nascimento de João Batista - Lucas 1, 57-66.80
Por Tintoretto, atualmente no Museu
Hermitage, em São Petersburgo.
Terminou para Isabel o tempo de
gravidez, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o
Senhor tinha sido bom para Isabel, e se alegraram com ela. No oitavo dia, foram
circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe,
porém, disse: “Não! Ele vai se chamar João.” Os outros disseram: “Você não tem
nenhum parente com esse nome!”
Então fizeram sinais ao pai, perguntando
como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e
escreveu: “O nome dele é João.”
E todos ficaram admirados. No mesmo
instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a
louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia se espalhou por
toda a região montanhosa da Judéia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam
pensando: “O que será que esse menino vai ser?” De fato, a mão do Senhor estava
com ele.
O menino ia crescendo, e ficando forte
de espírito. João viveu no deserto, até o dia em que se manifestou a Israel.
(Correspondente
a Segunda 24 de Junho - Festa do
Nascimento de São João Batista do Ano Litúrgico).
O
nome dele é João
Neste domingo celebramos uma festa muito
conhecida: o Nascimento de São João Batista. Se procurarmos nos evangelhos
dados sobre João Batista, encontraremos alguns poucos. A Igreja nos oferece
hoje um trecho do Evangelho de Lucas para meditar.
Façamos um breve percurso pelos
primeiros capítulos deste evangelho. Nos primeiros versículos do capítulo
primeiro, o evangelista apresenta seu texto dirigido a seu amigo Teófilo “a fim
de que possas verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste” (Lc 1,4).
Dois anúncios, a Zacarias e a Maria, dois nascimentos, duas circuncisões e as
primeiras palavras de Jesus no templo constituem a grandes pincelas o conteúdo
geral dos dois primeiros capítulos. Eles manifestam um espírito lucano no
sentido da alegria e da festa.
O texto que a liturgia nos oferece hoje
é o fim da época da gravidez para Isabel e o momento de dar a luz. Os vizinhos
ficam alegres porque o Senhor foi bom com ela. Lembremos que ela era estéril e
que Zacarias tinha idade avançada. Por isso não podiam ter filhos. Mas o Senhor
falou para Zacarias no templo e anunciou-lhe o nascimento de seu filho.
A partir desse momento ele permaneceu
mudo por não ter acreditado nas palavras do anjo do Senhor. No texto que a
liturgia nos apresenta hoje ele recupera sua capacidade de fala na hora da
circuncisão do menino. O nome que a mãe e o pai colocam para ele é João. Os que
estão ao lado deles não podem entender por que esse nome, visto que em sua
família não há ninguém que o tenha.
Escutemos brevemente este trecho: A mãe,
porém, disse: “Não! Ele vai se chamar João”. Os outros disseram: “Você não tem
nenhum parente com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como
ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu:
“O nome dele é João”. E todos ficaram admirados.
Zacarias consegue soltar sua língua com
essa primeira frase ao momento de circuncidar o menino. João significa: “Deus
se mostrou misericordioso”. O menino é um dom gratuito de Deus que não está
condicionado por parâmetros humanos. João pertence desde o início a Deus, e
anunciara sua vinda como caminho a seguir, como convite para todos e todas para
acolher o Messias.
Hoje ao nosso redor há pessoas
silenciadas que ficam mudas porque ninguém tem interesse em escutar suas
palavras, os/as outros/as não querem saber que Deus é misericordioso, que
preferem acreditar em milagres passageiros, mas não num Deus que compromete sua
vida toda como aconteceu com Zacarias.
João é o último dos profetas e quem
prepara o caminho para Jesus. Suas palavras fazem tremer as seguranças de uma
religião que fazia dormir o povo. Ele é o resumo do Antigo Testamento, ele fez
que o povo expressasse seus desejos de salvação. Aquilo que estava no coração
de sua história se abra para o futuro e a religião não fique adormecida por
trás de uma fé falsa. Sua palavra é cortante, “afilada com espada” e incômoda
para quem não quer saber de Deus na sua vida.
Assim acontece hoje com tantos profetas
que são silenciados ao nosso redor porque eles falam com verdade, porque eles
denunciam aquilo que está oprimindo as pessoas. Conhecemos a história da Irmã
Dorothy Mae Stang assassinada sete anos atrás e as pessoas que hoje sofrem de
persecução porque denunciam os que tentam roubar a vida dos pobres e aflitos.
Dom Erwin Kräutler é uma dessas pessoas que
são perseguidas. Na homilia da Irmã Dorothy o ano passado, falava sobre a
necessidade de “ser uma Igreja engajada na construção do Reino de Deus, uma
Igreja samaritana que abre seu coração aos que sofrem, mas também uma Igreja
profética que denuncia com vigor as agressões e o desrespeito à dignidade e aos
direitos humanos e se opõe a projetos e programas que destroem o lar que Deus
criou para todos os povos” [1].
Cada um/a de nós pode se perguntar de
que forma pode ser profeta no lugar onde mora, na sua cidade, no seu pequeno
lar. O amor gratuito de Deus nos da a força necessária em qualquer momento e
circunstância para que isso seja levado adiante.
As
sem-razões do amor
Carlos
Drumond de Andrade
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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domingo, 14 de junho de 2015
DOMINGO DE SANTO ELISEU, CARMELITA. Missa ao vivo.
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