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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
AMAR A VIDA: Frei Petrônio.
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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*Sebastião: testemunha de Cristo
Orani João, Cardeal Tempesta
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do
Rio de Janeiro, RJ
No
próximo dia 20 de janeiro teremos a graça de celebrar o padroeiro de Nossa
Arquidiocese, São Sebastião. O Santo é padroeiro da Cidade e do Estado do Rio
de Janeiro. São Sebastião é um dos santos mais famosos entre o povo brasileiro.
Por causa de sua poderosa intercessão e incontáveis milagres obtidos, ele se
tornou padroeiro de muitas cidades, e outras tantas cidades e bairros por todo
o Brasil receberam o nome de São Sebastião. Nossa Arquidiocese se prepara para
esta grande festa, com a Trezena de São Sebastião, que neste ano o contempla
como “padroeiro das famílias cariocas”, além de nos ensinar a ser solidários
com os necessitados, com o incremento das arrecadações da caridade social em
todas as paróquias.
A
fortaleza para superar os diferentes tipos de dificuldades e situações foi um
traço que marcou a vida de São Sebastião, e ele nos anima a ter o mesmo
espírito de confiança total em Deus e audácia cristã para fazer da vida uma
caminhada segura rumo à felicidade.
São
Sebastião (256-288) nasceu na França e logo foi com os pais para Milão, na
Itália. Nas terras italianas cresceu na fé cristã, e ficou famoso como valente
soldado e depois capitão da guarda do imperador Romano. Os cristãos eram
perseguidos na época e muitos foram presos e martirizados, porém, só aos poucos
as pessoas souberam que São Sebastião era cristão e, enquanto isso, ele
conseguiu ajudar muitas pessoas presas por seguirem o Cristianismo, diminuindo
as penas, dando alimento e animando a perseverarem na fé em Cristo, mesmo que
isso implicasse o martírio.
Na
época em que o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu
exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se
traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião seu testemunho de que
era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas
Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a
seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.
O Imperador,
enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido,
deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi
imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, amarraram-no a
um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram
para que sangrasse até a morte.
Irene,
mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para
tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o
mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa,
cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião
quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com
valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças
cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.
Diocleciano
ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e
ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de
chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no
no esgoto público de Roma. Uma piedosa mulher, Santa Luciana, resgatou o corpo
do santo e o sepultou nas catacumbas. Isso aconteceu no ano de 287. Mais tarde,
no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica
construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje.
São
Sebastião é um exemplo de coragem ante os obstáculos da vida e fidelidade mesmo
diante das contrariedades e perseguições. É interessante notar o seu empenho em
fazer o bem ocultamente, aproveitando todas as circunstâncias para semear
alegria, consolo e ânimo para as pessoas próximas, mesmo sabendo que quando
fosse descoberto poderia ter complicações. São Sebastião também pode ser
reconhecido por sua prontidão em fazer a Vontade de Deus e enorme espírito de
serviço, pois após recobrar a saúde ele se volta para os outros e quer
continuar fazendo o bem, sem achar que já fez muito na vida e que agora precisa
repousar.
Ao
olhar para São Sebastião, que sofreu e morreu, lembramos que ele seguiu o
caminho de Cristo que sofreu, morreu e venceu a morte. No acontecimento
Salvífico da Sexta-feira Santa no Calvário, traduz-se profundamente o amor de
Deus pela humanidade. Ali se dá a realização do sonho de Deus por cada um dos
Seus filhos. Dando-Se por amor, Ele traz o céu à terra e nos resgata de nossas
misérias. É em torno de nossas misérias que o amor de Deus age e se realiza.
São
Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e ainda como
apóstolo daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que
confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração
de São Sebastião tinha esse desejo: ser cristão até o fim de seus dias. E
quando denunciado como cristão, lá estava ele diante do imperador. Mas nosso
santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que
mesmo sendo um bom soldado era um cristão convicto.
São
Sebastião é exemplo de homem que foi coerente com a fé católica. Por
consequência, tendo a coragem de dizer que a Vida é inalienável, desde a
concepção até o seu termo natural, e que os símbolos de nossa fé não podem se
curvar diante dos Imperadores de plantão.
Socorrei-nos,
glorioso Mártir São Sebastião, para que saibamos ser anunciadores da
misericórdia e da verdade. Que saibamos viver o santo Evangelho de cada dia.
Fonte: http://www.cnbb.org.br
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São Sebastião,
São Sebastião de Joelhos
Solidariedade às famílias nas terras de São Sebastião
Dom Orani, Cardeal Tempesta
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do
Rio de Janeiro, RJ
Na
mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, o Papa Francisco anunciou o
princípio da missão de um novo dicastério: “No dia 1º de janeiro de 2017, nasce
o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que
ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens
incomensuráveis da justiça, da paz e da salvaguarda da criação» e da solicitude
pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados
e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os
desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de
tortura». Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir
um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz”. A
preocupação com a situação de exclusão e pobreza tem sido constante do Papa
Francisco.
Temos
que fomentar essas virtudes que, juntamente com a salvação, nos ajudam a servir
bem a Deus e ao próximo. A grande virtude é o amor e a caridade. A caridade
leva-nos a compreender, a desculpar, a conviver com todos, de maneira que
aqueles que pensam ou atuam de um modo diferente do nosso em matéria social,
política ou mesmo religiosa, devem ser objeto também do nosso respeito e do
nosso apreço. Esta caridade e esta benignidade não se devem converter, de forma
alguma, em indiferença no tocante à verdade e ao bem; mais ainda, a verdade que
salva. Mas é necessário distinguir entre o erro, que sempre deve ser evitado, e
o homem que erra, pois este conserva a dignidade da pessoa mesmo quando está
dominado por ideias falsas, insuficientes em matéria religiosa.
A
caridade incita-nos à oração, à exemplaridade, ao apostolado, à correção
fraterna, confiando em que todo o homem é capaz de retificar os seus erros. Se
vez por outra as ofensas, as injúrias, as calunias forem particularmente
dolorosas, pediremos ajuda a Nossa Senhora, que contemplamos frequentemente ao
pé da Cruz, sentindo muito de perto todas as infâmias contra o seu Filho;
grande parte daquelas injúrias, não o esqueçamos, saíram dos nossos lábios e
das nossas ações. Os agravos que nos fazem hão de doer-nos, sobretudo pela
ofensa a Deus que representam e pelo mal que podem ocasionar a outras pessoas,
e hão de mover-nos a desagravar a Deus e a oferecer-lhe toda a reparação que
pudermos.
O
coração do Cristão tem de ser grande. A sua caridade, evidentemente, deve ser
ordenada e, portanto, deve começar pelos mais próximos, pelas pessoas que, por
vontade divina, estão à sua volta. No entanto, o seu afeto nunca pode ser
excludente ou limitar-se a âmbitos reduzidos. O Senhor não quer um apostolado
de horizontes estreitos. A atitude do Cristão, a sua convivência com todos,
deve ser como uma generosa torrente de carinho sobrenatural e de cordialidade
humana, que banha tudo à sua passagem.
As cartas
do Apostólo João insistem no mesmo aspecto catequético, e, com clareza
apostólica, afirmam que aquele que diz amar a Deus e não amar a seus irmãos é
um mentiroso. E continuam: que é muito fácil proclamar que amamos a Deus, a
quem não vemos, mas se desprezamos os irmãos que estão a nosso lado, onde está
a caridade, onde está o amor? (1Jo.4,20).
São
Paulo, na sua Carta aos Coríntios (Coríntios 13), proclama e exalta a caridade.
Quase sabemos de cor o texto maravilhoso. Somos levados a interpretar esse hino
como o amor ao Pai Celeste. Mas, o apostólo fala da excelência do amor entre os
irmãos. Ainda que eu falasse todas as línguas dos anjos, ou tivesse toda a
ciência, sem a caridade seria um bronze que soa e cujo som se perde nas
quebradas dos montes. Logo a seguir nos ensina em que consiste a caridade: na
paciência, na humildade, no fazer o bem, na longanimidade, na partilha da dor e
da alegria com os irmãos, no perdão tão difícil. E conclui pela perenidade do
amor e da caridade. Tudo cessa quando vier a perfeição, exceto a caridade, pela
qual seremos medidos.
Documentos
não faltam para colocar em pauta que a consequência do amor a Deus e ao próximo
é a caridade, que se concretiza em ações de quem ama o seu próximo. Na festa de
São Sebastião sempre temos a ação social, com o recolhimento de alimentos para
os necessitados. Em geral, o fazemos na procissão, porém, dependendo da
ocasião, durante toda a Trezena.
A
própria Trezena marca esse gesto com algumas visitas específicas a locais que
estão ligados à caridade social: teremos, ao longo destes treze dias em que
festejamos o nosso padroeiro, várias visitas em basílicas, paróquias e capelas,
mas teremos as visitas que marcam a questão social e caritativa. São elas: casa
Betânia - Asilo Orionita, hospital Federal de Bonsucesso, Puericultura e
Pediatria Martagão Gesteira, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho,
Hospital HFAG, Casa Gerontológica da Aeronáutica, Centro de sócioeducação Dom
Bosco – DEGASE, Centro de sócioeducação Prof. Antônio Carlos Gomes da Costa –
DEGASE, Escola João Luís Alves, Hospital da Gamboa, Santa Casa de Misericórdia,
Hospital Naval Nossa Senhora da Glória, Associação Beneficente São Martinho,
Inca (Instituto Nacional do Câncer), Hospital Central do Exército, Instituto
Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), Casa de Idosos Socorrinho,
Hospital Mario Kroeff, Casa Geriátrica, Hospital São Vicente, Hospital da
PMERJ, Educandário Santo Expedito, DEGASE, Presídio Talavera Bruce (feminino),
Complexo Penitenciário de Gericinó, Comunidade das Irmãs de Calcutá, Hospital
Marcílio Dias, Secretaria de Segurança Pública e Missa na Casa do Padre.
Portanto,
queremos que estes dias da Trezena sejam marcados pela celebração e sejam assim
ressaltadas três atitudes: o amor, a misericórdia e a caridade. É claro que, ao
exercitarmos estas três atitudes, aumenta em nós o dom da fé. Que São Sebastião
nos ilumine nesta caminhada da Trezena e nos ajude a plantar o amor, a viver a
misericórdia e a testemunhar vivamente a caridade.
Ao
iniciar a Trezena, lançaremos a Campanha de Solidariedade Especial, na qual
pedimos o incremento das ofertas para a caridade social às paróquias para fazer
frente às novas situações de necessidades que grassam em nossa cidade, como a
questão do desemprego, a falta de pagamento dos salários, além das situações de
miséria já existentes. “Somos solidários como São Sebastião”, que não hesitou
de visitar os cárceres para ajudar os cristãos perseguidos. Agora é necessário
esse socorro especial para minimizar a crise pela qual passam as pessoas. A
Caritas da Arquidiocese coordenará esse trabalho. Cada Paróquia arrecada e
distribui as cestas básicas para as pessoas que as necessitam em seu âmbito
paroquial. O dinheiro depositado na conta da Caritas e a arrecadação da
procissão de São Sebastião irão para algumas entidades que distribuem alimentos
para os que o necessitam hoje.
Dessa
forma, a nossa resposta capilarizada através das paróquias ajudará a tantas
pessoas que passam por angústias diante da situação pessoal ou familiar. É uma
tradição de a Igreja ir ao encontro das pessoas para socorrê-las. E isso sem
distinção de religião ou situação familiar.
Dessa
forma, a missão popular na festa de nosso padroeiro – “São Sebastião, padroeiro
das famílias cariocas” – vai desabrochar e aumentar a dimensão com a
solidariedade dos cristãos com as pessoas que sofrem, pois “somos solidários
como São Sebastião”.
São
Sebastião, rogai por nós! Fonte: http://www.cnbb.org.br
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São Sebastião
20 de janeiro: São Sebastião
Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São
João Maria Vianney
Depois
de amanhã, dia 20, celebraremos a solenidade do glorioso mártir São Sebastião,
padroeiro da Cidade maravilhosa e do nosso Estado do Rio de Janeiro.
Segundo
nos explica Dom Orani João Tempesta, Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio
de Janeiro, ele nasceu em Narbona, uma cidade ao Sul da França, no século III.
Era filho de uma família ilustre. Ficou órfão do pai ainda menino, e então, foi
levado para Milão por sua mãe, onde passou os primeiros anos da infância e
juventude.
A mãe
educou-o com esmero e muito zelo. Ele ingressou no exército imperial, e, por
sua cultura e grande capacidade atingiu os mais altos graus da hierarquia
militar, chegando a ocupar o posto de Comandante do Primeiro Tribunal da Guarda
Pretoriana durante o reinado de Diocleciano, um dos mais severos imperadores
romanos, perseguidor dos cristãos.
Foi
denunciado ao Imperador como sendo cristão. Mesmo sendo um bom soldado romano,
suas atitudes demonstravam sua fé cristã, e, diante de todos, confessou
bravamente sua convicção. Foi acusado, então, de traição. Na época, o imperador
tinha abolido os direitos civis dos cristãos. Por não aceitar renunciar a
Cristo, São Sebastião foi condenado à morte, sendo amarrado a um tronco de
árvore e flechado. Porém, não morreu ali. Foi encontrado vivo por uma mulher
cristã piedosa que tinha vindo buscar o seu corpo. Diante do ocorrido,
recuperada a saúde, apresentou-se diante do Imperador e reafirmou sua convicção
cristã. E nova sentença de morte veio sobre ele: foi condenado ao martírio no
Circo. Sebastião foi executado, então, com pauladas e boladas de chumbo, sendo
açoitado até a morte e jogado nos esgotos perto do Arco de Constantino. Era 20
de janeiro.
Seu
corpo foi resgatado e levado para as catacumbas romanas com grande honra e
piedade. Sua fama se espalhou rapidamente. Suas relíquias repousam sobre a
Basílica de São Sebastião, na via Apia, em Roma. O Papa Caio escolheu-o como
defensor da Igreja e da fé.
Nesses
tempos de grande negação da fé e de valores espirituais e religiosos, humanos e
sociais, São Sebastião torna-se um grande modelo de ajuda para nós hoje,
principalmente aos jovens, envoltos em grande confusão moral e espiritual. Ele
é um sinal de fidelidade a Cristo mesmo com as pressões contrárias. Dessa
forma, ele continua anunciando Jesus Cristo, por quem viveu, até os dias de
hoje. Ele nos ensina a não desanimarmos com as flechadas que recebemos e a
continuarmos firmes na fé.
Um
mártir não deve ser um estranho para nós. Ainda em pleno século XXI encontramos
irmãos e irmãs nossas que são mortos em tantos países, outros têm ainda seus
direitos civis cassados por serem cristãos, outros são condenados à prisão ou à
morte por aderirem ao Cristianismo, e ainda são expulsos de suas cidades e suas
igrejas queimadas. Além disso, muitos são martirizados em sua fama, em sua
honra e tantas outras maneiras modernas de “matar” pessoas por causa da fé ou
de suas convicções cristãs. Fonte: http://www.cnbb.org.br
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
DIA 18: VEM PARA O MEIO!
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domingo, 15 de janeiro de 2017
Íntegra da homilia do Papa Francisco feita na missa de Aparecida
Papa falou sobre os jovens e lembrou ida
à cidade, em conferência de 2007.
Milhares acompanharam missa no Santuário Nacional, no interior de SP.
Leia
a íntegra do discurso a seguir:
"Venerados irmãos no episcopado e
sacerdócio, queridos irmãos e irmãs!
(Quarta-feira,
24 de julho de 2013)
Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério.
Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano.
Encorajemos a generosidade que caracteriza
os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da
construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a
sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam
propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a
memória de um povo"
Papa Francisco
Queria dizer-lhes, primeiramente, uma
coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a 5ª
Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me
conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os bispos – que trabalharam
sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados,
acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que
vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi
um grande momento de vida de Igreja.
E, de fato, pode-se dizer que o
Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos
Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A
Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos
Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a
Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.
Assim, de cara à Jornada Mundial da
Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da
casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores
do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores
que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e
fraterno.
Para tal, gostaria de chamar atenção
para três simples posturas: conservar a esperança; deixar-se surpreender por
Deus; viver na alegria.
Conservar a esperança: A segunda leitura
da missa apresenta uma cena dramática: uma mulher, figura de Maria e da Igreja,
sendo perseguida por um dragão – o diabo – que quer lhe devorar o filho. A
cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho
a salvo.
Quantas dificuldades na vida de cada um,
no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer,
Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia
aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por
viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no
coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados!
Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar a esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer.
Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade.
Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar a esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer.
Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade.
Encorajemos a generosidade que
caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem
protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para
a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo
que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração
espiritual de um povo, a memória de um povo.
Neste santuário, que faz parte da
memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade,
solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que
encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.
A segunda postura: Deixar-se surpreender
por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos
dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A
história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia
sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Paraíba, encontram algo
inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Quem poderia imaginar que o lugar de uma
pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se
sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no
Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos
deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos
em Deus!
Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho
da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele,
aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se
transforma em vinho novo de amizade com Ele.
A terceira postura: Viver na alegria.
Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo
vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos
deixar de ser testemunhas dessa alegria.
O cristão é alegre, nunca está triste.
Deus nos acompanha. Temos uma mãe que sempre intercede pela vida dos seus
filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura. Jesus nos mostrou que
a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados.
O cristão não pode ser pessimista! Não
pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos
verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso
coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso
lado. Como dizia Bento XVI, aqui, neste santuário: “o discípulo sabe que sem
Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro”.
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ele nos pede: “Fazei o que Ele vos disser”. Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja."
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ele nos pede: “Fazei o que Ele vos disser”. Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja."
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íntegra da homilia do Papa Francisco feita na missa de Aparecida,
Integra da Homilia do Papa Francisco no Santuário Nacional
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