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sábado, 28 de setembro de 2013
26º- DOMINGO DO TEMPO COMUM. ANO-C: Homilia do Frei Petrônio.
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26º Domingo do Tempo Comum: O rico e o pobre Lázaro. (Lc 16,19-31)
A parábola de Lucas 16,19-31 não é uma espécie
de “geografia do céu e do inferno”, nem um ensinamento sobre a questão do
“além”, da situação depois da morte. É uma parábola, cujo objetivo é provocar
um questionamento, uma reflexão que leve ao entendimento da mensagem e a uma
tomada de posição.
De
um lado, esta parábola parece dirigir-se aos fariseus (Lucas 16,14), aqueles
definidos por Jesus como “amigos do dinheiro”. De outro lado, é uma advertência
aos discípulos e às discípulas de Jesus de ontem e de hoje.
Uma realidade cheia de contrastes
A
situação inicial é descrita apresentando os contrastes entre duas realidades:
de um homem rico anônimo contra um mendigo que se chamava Lázaro (que significa
“Deus ajuda”); de roupas luxuosas de púrpura e linho contra a pele coberta de
úlceras repugnantes; de banquetes diários contra estômago faminto que desejava
alimentar-se das migalhas que caíam da mesa; de enterro certamente com toda
solenidade e pompa contra o sepultamento de um indigente; de luxo, abundância e
supérfluo, de um lado, e a falta do mínimo necessário para viver, do outro.
O abismo da indiferença
Uma
cena comum que pode ser vista quotidianamente no palco da vida. Mesmo separados
pela distância da indiferença, o rico e o pobre viveram bem próximos um do
outro. Porém, o rico não vê nada, sequer percebe a presença de Lázaro. Ele
vivia extremamente para si, fechado no seu mundo de bens, luxo, festa e
comilança. Uma pessoa insensível ante a situação de fome, doença e dor do pobre
que estava junto à porta de sua casa. Lázaro era um entre tantos marginalizados
da cidade. Só os cães de rua se aproximam dele para lamber-lhe as feridas. Sua
única esperança é Deus. O uso egoísta dos bens materiais cavava um abismo entre
o rico e o pobre. Jesus desmascara esta realidade da sociedade onde as pessoas
estão separadas por uma barreira invisível: essa porta que o rico nunca
atravessa para aproximar-se de Lázaro.
Não basta ser “filho de Abraão”
Após
a morte, as sortes se inverteram. Lázaro é levado pelos anjos ao “seio de
Abraão”, expressão figurada para falar do banquete do Reino (cf. Lucas 13,28;
Mateus 8,11). O rico está embaixo, na morada dos mortos, no meio de tormentos.
Ele, que antes tinha comidas e bebidas finas à sua disposição, agora implora
por uma simples gota d’água. Porém, um abismo intransponível separa os dois.
O
rico da parábola crê que faz parte do povo de Deus, chamando Abraão de “pai”.
Porém, não basta ser “filho de Abraão”, é preciso escutar as Escrituras e
demonstrar solidariedade e justiça para com os irmãos que sofrem necessidade. O
profeta Isaías, por exemplo, diz o que os filhos de Abraão devem fazer:
“repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem
abrigo, vestir aquele que se encontra nu e não se fechar à sua própria gente”
(Isaías 58,7; cf. Mateus 25,35-36).
A
parábola pode estar denunciando a falsa religião dos fariseus, que se dizem
filhos e filhas de Abraão, mas acumulam os bens dos pobres, reduzindo à miséria
muitos filhos e filhas de Abraão, irmãos e irmãs deles (cf. Mateus 23,14).
Nesta posição, eles se tornam surdos ao clamor dos pobres e aos ensinamentos de
Moisés e dos profetas.
Uma mensagem ética que rompe barreiras
Esta
parábola é uma crítica de Jesus a um sistema opressor que gera indiferença
diante do sofrimento de quem está na miséria. Os ricos insensíveis, amantes do
dinheiro, não mudam seu comportamento de luxo e de esbanjamento. Sustentam uma
sociedade que produz milhões de “lázaros”, aqueles que são jogados “fora dos
muros” do convívio e da participação na vida.
A
parábola é uma advertência e apelo à conversão dirigida a todos nós, discípulos
e discípulas de Jesus. Quem escuta a Palavra de Deus não vive descompromissado
com a realidade à sua volta. Quem segue Jesus vai se tornando mais sensível ao
sofrimento daqueles que ele encontra em seu caminho. Aproxima-se do necessitado
e, se estiver em seu alcance, procura aliviar sua situação.
A
indiferença só se dissolve quando se dá passos que nos aproximam dos “lázaros”
de diferentes rostos e nomes. Ao invés de levantar barreiras que dividem, somos
interpelados a lutar por eliminar o “abismo” que separa os povos através do
poder econômico, da suposta superioridade racial, de gênero, de crença ou
cultura.
Felizes
as pessoas que seguem Jesus, rompendo barreiras e atravessando portas, abrindo
caminhos e se aproximando dos últimos. Elas encarnam o “Deus que ajuda” os
pobres.
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Mulher da uma cagada com fé (igreja Mundial)
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 424. Sta. Teresinha e a Missão.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
A PALAVRA DO FREI PETRONIO, Nº 423. Santa Teresinha e a Cruz.
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Habermas e a filosofia da modernidade.
Procurou desenvolver uma Teoria da Modernidade calcada em um novo conceito de razão – a razão comunicativa
Ele procura explicar os paradoxos ou patologias da modernidade e suas vias de superação
Assim, o texto procura: apresentar as linhas gerais da teoria da modernidade; resumir as críticas a outros teóricos; resgatar o projeto de modernidade
Mundo vivido (perspectiva subjetiva) e mundo sistêmico (perspectiva objetiva
Resgatando um conceito de racionalidade dialógica
Teoria da Modernidade como uma teoria evolutiva
Processos de transformação das formações sociais como processos coletivos de aprendizado
Assim como Piaget identifica a capacidade de aprendizado da criança, Habermas vê este processo em termos sociais – superar princípios de organização mais simples em favor de outros mais universais
Em
termos de Estado, a descentração permite migrar da estrutura de parentesco para
a perspectiva de Estado
Em
termos de economia, da produção local para um mercado internacionalEstes processos geram crescente intransparência, por isso ele propõe a introdução de processos argumentativos mediante os quais se possa encontrar novos princípios de estruturação universais ou universalizáveis
Neste
processo, vai existindo dentro das formações societárias, uma maior
deferenciação/autonomização de certas esferas ou subsistemas
Para
Habermas, o início da modernidade está marcado
por três eventos: Reforma protestante; Iluminismo; Revolução FrancesaPortanto a modernidade se situa no tempo: séculos 18, 19, 20 e no espaço – Europa
Ele vai fazer uma distinção entre os processos de modernização (racionalização dos processos econômicos) e a modernidade cultural (autonomização das chamadas esferas de valor: moral, ciência e arte
Para compreender este processo é preciso entender a distinção entre “mundo do sistema” e “mundo vivido”
Mundo vivido – compõem-se da experiência comum a todos os atores da língua, das tradições e da cultura compartilhada por eles
Tem duas facetas: a continuidade das “certezas”, e a possibilidade da ação comunicativa
O mundo vivido – espaço no qual a ação comunicativa, calcada no diálogo e na força do melhor argumento, em contextos livres de coação, permite a realização da razão comunicativa
O mundo do sistema é subdividido em: economia e Estado
Eles tem dois mecanismos auto-reguladores: o dinheiro e o poder
Neste âmbito a linguagem é secundária, predominando a ação instrumental – o sistema é regido pela razão instrumental
O
mundo vivido também se divide em três subsistemas: o cultural, o social e o da
personalidade – condicionados por mecanismos de integração social (controle
social, socialização e aprendizado)
Nele
seria possível criticar, renegociar e finalmente reinstaurar a validade das
novas normas e valoresNo mundo do sistema – racionalização da economia de mercado e racionalização do Estado legal
A racionalização da economia e do Estado resultou na hegemonia da racionalidade instrumental
Nestes termos, a racionalidade comunicativa foi expulsa do mundo do sistema e ficou confinada no mundo vivido
A
modernidade cultural, pertencente ao mundo vivido, observamos um processo de
diferenciação e autonomização. No subsistema cultural, diferenciação em três
esferas: científica, ética e estética
Cada
um passa a funcionar segundo princípios próprios – verdade, moralidade,
expressividadeEsfera da ciência: espaço privilegiado do cultivo da verdade
Esfera da moral – espaço privilegiado do cultivo das normas
Esfera da arte – espaço privilegiado da transformação da subjetividade em intersubjetivdade expressiva
A teoria da modernidade de Habermas apresenta uma série de transformações do passado mais recente, dando destaque a quatro tipos de processos: o da diferenciação; o da racionalização; o da autonomização; e o da dissociação
A diferenciação – um único princípio é superado em favor de um visão descentrada que permite incluir diferentes perspectivas e princípios
A autonomização – despreendimento relativo a um subsistema, permitindo seu funcionamento à base de princípios autônomos – ganho relativo de liberdade das esferas, subsistemas ou estruturas em questão
Dissociação – desconecta a produção material de bens e a dominação dos verdadeiros processos sociais que ocorrem na vida cotidiana
A dissociação implicou no desengate do mundo vivido e do sistema, já quase irreversível em nossos tempos
A racionalização expandiu-se para certas instituições do mundo vivido
Estaríamos vendo então a “colonização” do mundo vivido pelo sistema
Esta primeira patologia faz com que os homens modernos submetam suas vidas às leis de mercado e à burocracia estatal
A segunda patologia decorre da primeira: o sistema se fortalece em detrimento do mundo vivido – a razão instrumental coloniza as instituições que antes eram conduzidas a partir da razão comunicativa
A colonização é a penetração da racionalidade instrumental e dos mecanismos de integração do dinheiro e do poder no interior das instituições culturais
O
princípio do lucro e do poder ocupam, como tropas invasoras, espaços
privilegiados da razão comunicativa, substituindo-a pela razão instrumental
Restam
apenas alguns nichos A terapia para reverter os processos de desengate e de colonização é reacoplar o sistema ao mundo vivido, com maior transparência, flexibilidade e dirigibilidade das formações societárias
A descolonização visa permitir a livre atuação da razão comunicativa
Sociologia (Weber, Durkheim, Parsons), psicólogos (Freud, Piaget, Mead), filósofos (Husserl, Heidagger, Wittegenstein), lingüistas (Chomsky, Austin, Apel), críticos de arte (Luckacs, Benjamin, Adorno) e muitos outros.
A sua teoria é feita através da crítica a esses pensadores e a apropriação, ao menos parcial, de suas formulações
A sociologia é uma disciplina conservadora, reacionária, no sentido original da palavra
Ela faz a apologia do existente
A sociologia é uma teoria afirmativa da modernidade
Talcott Parsons forneceu-lhe a visão sistêmica da sociedade; a divisão de subsistemas de poder e econômico; os mecanismos de integração sistêmica; os subsistemas de personalidade, social e cultural
No entanto, segundo Habermas, Parsons reduziu sua teoria da ação a teoria sistêmica e não visualizou a possibilidade da ação orientada para o entendimento
Weber forneceu a Habermas o paradigma geral da modernização
Racionalização = modernização
Forma de típico ideal
Para ele, o homem moderno vive em um sistema econômico que tole todas as liberdades e que se transformou para todos numa “armação de ferro” (ou armadura)
Para Habermas, Weber promove certa simplificação e acaba analisando somente a espera ética
A racionalização é vista por Weber como sendo a institucionalização da racionalidade instrumental. Não há lugar para a razão comunicativa
Para Habermas impõem-se uma mudança da razão instrumental para a razão comunicativa, da subjetividade para a intersubjetividade, da razão monológica para a razão dialógica
Os filósofos deveriam compartilhar com outros especialistas a tarefa de reflexão e do esclarecimento
Os filósofos devem concentrar sua atenção no mundo vivido e na modernidade cultural
Habermas vai classificar seus colegas filósofos conservadores em: novos conservadores, velhos conservadores e neo-conservadores
Todos eles procuram conceptualização da modernidade, através da crítica
O critério para a classificação é exatamente o utilizado para a classificação que Habermas realiza
O saber é confundido com o poder, querer saber é querer dominar
Não existe nesta vertente ação voltada para o entendimento. Toda ação é exercício de poder, controle, repressão, tendo como aliado o saber(= razão instrumental)
Foucault, por exemplo, elimina a diferença entre instituições econômicas, políticas, culturais, acadêmicas, psiquiátricas, etc – todas se organizam em torno de um mesmo princípio da vontade de dominar, de uma razão castradora
Para Habermas, ele fez uso de um conceito social totalmente a-sociológico
Para os pós-modernos a modernidade não existe mais, tendo sido desmascarada como perversão, para os pré-modernos a modernidade nunca existiu
Já os neo-conservadores (Arnold Ghele, Gottfried Benn, Carl Schimitt, o jovem Wittegenstein e outros) valorização as aquisições da modernização societária mas rejeitam o s potenciais explosivos da modernidade cultural
Querem a restauração de uma tradição sadia – religião, ética do trabalho, etc
Já os marxistas tem sua visão de modernidade marcada pelos acontecimentos do leste europeu
Os stalinistas defendem o status quo daquelas sociedades (de socialismo de estado) como a autêntica realização dos ideais marxistas
Olham os acontecimentos do leste como contra-revolucionários
Os comunistas reformistas defendem a teoria da terceira via e criticam a revolução bolchevista, criticam a estatização e sugerem a democratização dos processos políticos
Os socialistas de esquerda (Kautsky, Gramsci, Althusser) defendem que a práxis assume prioridade absoluta diante do conceito de reflexão ou comunicação
A esquerda não comunista (Bordieu, Torreine e provavelmente o próprio Habermas) – a teoria de Marx como um dos componentes, entre outros, dos currículos acadêmicos
Novos esquemas interpretativos que não se atem simplesmente à superfície dos processos de modernização
Para Baudelaire a obra de arte estaria situada no ponto de intersecção entre atualidade e eternidade
Para Adorno a obra de arte é tanto mais válida quanto menos acessível à vulgarização, pois ela se torna, assim, inaproveitável pela indústria cultural
A teoria estética de Adorno acaba enclausurando-se, perdendo o contato com a realidade que ela pretendia criticar e modificar
Segundo ele, a reprodutibilidade técnica da obra longe de anular a dimensão de protesto, a torna acessível a uma grande maioria
Para Habermas, Benjamin supera todos os tradicionalistas na medida que não lamenta a perda da aura, mas a exalta
A
revolução das forças produtivas não se dá unicamente no interior das fábricas,
ela penetra na esfera da produção artística, revolucionando a forma, o conteúdo
e o conceito de obra de arte
Benjamin é visto por Habermas como mais moderno, enquanto Adorno é visto como saudosista
Habermas: A esfera da arte funciona como um termômetro da modernidade. Aqui se exprimem com mais rapidez as patologias da modernidade
Mas é a esfera que se preserva com maior perseverança o ideal emancipatório, libertador, sonhado pela ilustração
Umas super-dimensionam um entre muitos aspectos (Weber), outras generalizam um aspecto isolado para o todo societário como foi o caso de Foucault
O conceito normativo busca superar as patologias da modernidade
Sugere reacoplar o mundo vivido ao mudo sistêmico, tendo prioridade o primeiro
Confirma a prioridade da razão comunicativa
Lutar pacificamente, argumentativamente em todos os níveis e todos os campos pela realização dos valores embutidos na ética comunicativa.
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Teoria da Comunicação
História do rádio, do cinema e da TV.
Mas, é com o rádio que surge o campo que chamaremos de Comunicação de Massa
Nomes destacados da descoberta do rádio: Heinrich Hertz; James Clerk Maxwell; Oliver Lodge; Guglielmo Marconi
Seu surgimento está relacionado com a revolução da eletricidade e com as ferrovias
Desde a década de 30 do século XIX
Primeiro cabo transatlântico é de 1858
Teoria do eletromagnetismo
André-Marie Ampere, Clerk Maxwell
Samuel Morse desenvolve o código e em 1838 patenteou seu invento em Paris
Além de inventor do aparelho ele foi um dos promotores da constituição de uma rede de telefonia
Durante um bom tempo o telefone foi visto como veículo de entretenimento
Durante décadas era necessário chamar primeiro a telefonista para que completasse a ligação
Marconi mostra em 1896 seu equipamento – Londres
Um desenvolvimento militar
Era um telegrafo sem fios
Poder ser captado por qualquer um foi considerada uma desvantagem
Marconi não via o rádio como um meio de grande difusão
Foram diversos experimentos militares, sociais
Através dos concertos, a música chegou ao rádio
Em dado momento pensou-se na audiência do rádio feita em salões
A dispersão, antes desvantajosa, virou sua virtude
Introdução da publicidade
Rádios – a experiência de propriedade variou de país para país
EUA –iniciativa privada – no final de 1922, 572 licenças
Em 1925, 5,5 milhões de aparelhos nos EUA
O experimento deu lugar para redes poderosas
A publicidade assumiu a dinâmica financeira
Não sem crítica
Mas, logo a publicidade no rádio se expandiu
Assim como estradas, navios e ferrovias – aproximar o distante
O surgimento da televisão e do cinema é fruto da evolução da fotografia e do rádio
Em 1839 – Fox Talbot – calotipos
Somente em 1861 – foto em 3 cores
Os daguerreótipos viraram mania – a foto como arte
Em 1888 – surge a Kodak –George Eastman cem imagens
Começou como algo restrito, mas o objetivo rapidamente foi o de consumo de milhões
A fotografia dominada passou-se a buscar a possibilidade de movimento
Os nomes eram estranhos:
zootrope, phenakisticope, kaamatografia
Em 1894, Edison colocou a
venda sua patente de um aparelho que permitia ver um pequeno filme
individualmente
Em 1895 – Louis Lumière
apresentou seu cinematógrafo para uma platéia – nascia o cinema
A França dominou a produção
inicialmente
Mas, EUA e Inglaterra também
produziam
Hollywood – inaugurada em
1903
Charles Chaplin – londrino,
artista de variedades brilhou em Hollywood
Não só houve uma expansão da
produção como uma especialização dos locais de projeção – chamados de “palácios
dos sonhos”
Em Liverpool, 40% das pessoas
ia ao cinema ao menos uma vez por semana ao cinema em 1932
Da iniciativa de
descobridores o cinema passou rapidamente para a mão de grandes corporações
Clássicos deste período: O
nascimento de uma nação (1915); Tempos modernos (1936); Metrópolis (1927)
O formato era universal:
Sergei Eisenstein, Akira Kurasawa, Ingmar Bergman
Adolf Zukor – Um grande nome
do empreendimento cinematográfico
Em 1927 – O cantor de jazz –
primeiro filme falado – antes, músicos se apresentavam
A televisão é filha deste
processo todo
Em 1908, Campbell Swinton
apresenta uma tecnologia que buscava a televisão, apesar de assim não ser
chamada
O russo Boris Rosing, em
1907, também já desenvolvia uma técnica visando criar a televisão
Será um discípulo seu,
Vladimir Zworykin, que patenteará em 1932 a televisão com sistema elétrico
Foi a década de 30 do século
passado o período de desenvolvimento comercial da tv na Europa
O nome foi se firmando como
Tele - visão
De início só programas ao
vivo
No Brasil, em 1950
- primeiro
primeiras cenas
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A história da prensa.
China e Japão - impressão praticada há muito tempo
Os coreanos inventaram antes algo idêntico
Data aproximada da invenção : 1450 - Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg
A impressão gráfica espalhou-se rapidamente pela Europa
Em 1500, cerca de 13 milhões de livros
A revolução da prensa não foi um fator independente
Precisava de condições sociais e culturais favoráveis para se disseminar
Alguns relacionavam a ausência da imprensa com o despotismo
Trio imprensa-pólvora-bússola
Escrita e imprensa como marcos do progresso da mente humana
Explosão de informação naquele período
Na idade média o problema era
a escassez
A existência de mais livros do que era possível ler durante uma vida
Efeitos da publicação – tornar o conhecimento acessível a um público maior
Permitiu às novas gerações compartilhar do trabalho intelectual das anteriores
As brochuras ilustradas
O material impresso tornou-se parte importante da cultura popular no século XVII
Duas conseqüências apontadas por Elisabeth Eisenstein: padronização e preservação do conhecimento; crítica à autoridade
O papel do novo meio foi
gradual
Foi um catalisador, ajudando as mudança e não as originando
Ver a mídia como um todo
A nova e a velha mídia coexistem
A comunicação foi parte de um sistema de comunicação física
A questão do fluxo de informação
Só com o telegrafo foi quebrada a relação de comunicação com transporte
A invenção do jornal não
alterou fundamental mente a natureza de cultura oral da Europa
O púlpito como meio de comunicação
O sermão como instrução religiosa
Também a cultura acadêmica era oral
O canto era outro domínio da oralidade
Os boatos eram tidos como serviço postal oral
A arte de conversação foi cultivada com particular intensidade
Tabernas, banhos públicos e cafés
Letramento mediado – escritor
público
Cresce o número de pessoas ocupadas com a escrita
Antes da prensa, a escrita era predominantemente em latim e a oral no dialeto local
Os documentos e as aulas eram em Latim
Crescimento da imagem imprensa, a estampa
A primeira xilogravura data do século XIV
Xilogravura é a técnica de
gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da
imagem gravada sobre papel ou outro suporte. É um processo muito parecido com
um carimbo.É uma técnica em que se entalha na madeira, fazendo a matriz. Usa-se
um rolo de borracha embebida em tinta, tocando só as partes elevadas do
entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano.
Nas pesquisas, a imagem impressa tem papel igual ao do texto
Os mapas foram impulsionadores da técnica
O Primeiro atlas foi publicado em 1570
Outra novidade foi a narrativa em tiras, o ancestral dos quadrinhos
Comunicação multimídia – combinação de mensagens verbais e não verbais, musicais e visuais
A literatura impressa e acessível incomodava alguns
A censura foi muito presente
neste período
O teatro era a principal vítima
O Índex da igreja apontava os livros proibidos
Surgiram muitas publicações clandestinas para driblar a censura
O mercado de impressos cresceu com velocidade
A interação do oral e do impresso pode ser identificada nos livros populares
As classes mais abastadas
liam em privacidade e os trabalhadores em voz alta
A impressão gráfica facilitou o acumulo de conhecimento, questionou o conceito de conhecimento e instituiu o que chamamos de literatura
Confiáveis ou não, impressos passaram a fazer parte da rotina
O jornalismo passou a ser um documento do efêmero
Os jornais contribuíram para o aparecimento da Opinião Pública
A questão dos direitos
autorais surge em função do plágio
Na Inglaterra em 1709 é adotada a lei do direito autoral
Internacionalmente foi definida na Convenção de Berna, em 1887
Os centros comerciais de livros dominantes
Veneza, séc. XVI; Amsterdã, séc. XVII e Londres, séc. XVIII
Os coreanos inventaram antes algo idêntico
Data aproximada da invenção : 1450 - Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg
A impressão gráfica espalhou-se rapidamente pela Europa
Em 1500, cerca de 13 milhões de livros
A revolução da prensa não foi um fator independente
Precisava de condições sociais e culturais favoráveis para se disseminar
Alguns relacionavam a ausência da imprensa com o despotismo
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Escrita e imprensa como marcos do progresso da mente humana
Explosão de informação naquele período
A existência de mais livros do que era possível ler durante uma vida
Efeitos da publicação – tornar o conhecimento acessível a um público maior
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As brochuras ilustradas
O material impresso tornou-se parte importante da cultura popular no século XVII
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Foi um catalisador, ajudando as mudança e não as originando
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A nova e a velha mídia coexistem
A comunicação foi parte de um sistema de comunicação física
A questão do fluxo de informação
Só com o telegrafo foi quebrada a relação de comunicação com transporte
O púlpito como meio de comunicação
O sermão como instrução religiosa
Também a cultura acadêmica era oral
O canto era outro domínio da oralidade
Os boatos eram tidos como serviço postal oral
A arte de conversação foi cultivada com particular intensidade
Tabernas, banhos públicos e cafés
Cresce o número de pessoas ocupadas com a escrita
Antes da prensa, a escrita era predominantemente em latim e a oral no dialeto local
Os documentos e as aulas eram em Latim
Crescimento da imagem imprensa, a estampa
A primeira xilogravura data do século XIV
O crescimento a figura
impressa foi a mudança mais profunda da comunicação visual daquele tempo
Algumas pinturas eram
reproduzidas como xilogravuraNas pesquisas, a imagem impressa tem papel igual ao do texto
Os mapas foram impulsionadores da técnica
O Primeiro atlas foi publicado em 1570
Outra novidade foi a narrativa em tiras, o ancestral dos quadrinhos
Comunicação multimídia – combinação de mensagens verbais e não verbais, musicais e visuais
A literatura impressa e acessível incomodava alguns
O teatro era a principal vítima
O Índex da igreja apontava os livros proibidos
Surgiram muitas publicações clandestinas para driblar a censura
O mercado de impressos cresceu com velocidade
A interação do oral e do impresso pode ser identificada nos livros populares
A impressão gráfica facilitou o acumulo de conhecimento, questionou o conceito de conhecimento e instituiu o que chamamos de literatura
Confiáveis ou não, impressos passaram a fazer parte da rotina
O jornalismo passou a ser um documento do efêmero
Os jornais contribuíram para o aparecimento da Opinião Pública
Na Inglaterra em 1709 é adotada a lei do direito autoral
Internacionalmente foi definida na Convenção de Berna, em 1887
Os centros comerciais de livros dominantes
Veneza, séc. XVI; Amsterdã, séc. XVII e Londres, séc. XVIII
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Breve histórico do ciberespaço.
sistema de comunicação
global/universal que una computadores e pessoas numa relação simbiótica e
cresça exponencialmente por comunicação interativa
Duplo impulso: simulação da
atividade mental e desenvolvimento da comunicação
Impulsos paralelos que vão
convergindo
computador – prótese técnica
para facilitar o trabalho humano
Inicialmente gigante e ligado
às corporações
Operações mais complexas,
mais velocidade, menor tamanho e custo
Em paralelo se desenvolviam
instrumentos de comunicação
Do encontro destes dois
impulsos nasce o ciberespaço
O computador rompe o
isolamento e “fala” com os outros computadores através de protocolos
Máquina de pensar e máquina
de comunicar
Outro elemento decisivo: a
digitalização
Ela está na base de toda a
capacidade de processamento de informação pela máquina
Todo o acervo simbólico
constituído pode ser reduzido a zero e um
O digital é a linguagem
ARPANET – 1969
Pesquisa em computação
interativa
Ambiente da guerra fria
Por isso muitos afirmam que a
inspiração da rede mundial foi militar inicialmente
As novas tecnologias têm um
profundo papel democratizador
Democratiza a possibilidade
de publicizar
Democratiza a possibilidade
de produzir
Democratiza a possibilidade
de consumir
Profundo impacto no padrão de
financiamento da Indústria cultural
Criador da web – Tim
Bernes-Lee, no Laboratório Europeu para a Física das Partículas
Programa navegador/editor
Para o uso da sociedade em
geral a internet “nasce” em 1995
Distribuição diferenciada
pelas regiões do globo e com grande hegemonia norte-americana
Produtos culturais tangíveis
e intangíveis
O próprio consumo é mais
ativo
As práticas culturais
anteriores permanecem, mas se alteram
Arquitetura em disputa
A cultura da Internet
Os sistemas tecnológicos são
socialmente produzidos.
A produção social é
estruturada culturalmente
A Internet não é exceção
Cultura da Internet é a
cultura dos criadores da Internet
Cultura aqui entendida como
um conjunto de valores e crenças que formam o comportamento
A cultura é uma construção
coletiva que transcende preferências individuais
Cultura da Internet em quatro
camadas: cultura tecnomeritocrática; cultura hacker, cultura comunitária
virtual e a cultura empresarial.
Estas camadas estão hierarquicamente
dispostas
Uma questão importante – o
código fonte aberto
Tecnoelites
A abertura do software é
culturalmente determinada
Esta abertura é determinada
pela cultura tecnomeritocrática
Trata-se da crença no bem
inerente ao desenvolvimento cientifico e tecnológico como elemento decisivo no
progresso da humanidade
Continuidade do iluminismo e
da Modernidade
Mérito reconhecido pela
comunidade científica
A missão: construir um
sistema de comunicação global/universal que uma computadores e pessoas numa
relação simbiótica e cresça exponencialmente por comunicação interativa
Hackers
O termo é controverso
Não são uns irresponsáveis
viciados em computador que desejam quebrar os códigos
Estes são os Crakers
“peritos em programação e
bruxos da interconexão”
Castells – valores e crenças
que emergiram das redes de programadores
– programação criativa
A Internet foi criação da
cultura tecnomeritocrática, mas depois se desenvolveu através da ação da
cultura hacker
Software livre – Só uma rede
de centenas, milhares de cérebros trabalhando cooperativamente, com divisão de
trabalho espontânea, e coordenação maleável, mas eficiente, poderia lidar com a
complexidade de computadores cada vez mais potentes interagindo pela internet
Comunidades virtuais
As fontes culturais da
Internet não podem ser reduzidas aos valores dos inovadores tecnológicos
Os primeiros usuários criaram
comunidades virtuais
Milhões de usuários levaram
para a net suas inovações sociais com um conhecimento técnico limitado
Várias iniciativas renovaram
ou fomentaram a participação de cidadãos
A cultura comunitária moldou
as formas sociais, processos e usos da Internet
Não há “uma” cultura
comunitárias, mas uma extrema diversidade de comunidades virtuais
Os usuários adaptam as
tecnologias para satisfazer seus interesses e desejos
Movimentos sociais de todos
os tipos aproveitam a Internet para divulgarem seus objetivos e opiniões
Empresários
A dimensão comercial da
Internet também chama a atenção
Internet como força
propulsora da chamada nova economia
Ponto-chave: ganham dinheiro
com idéias
Quando fracassavam podiam
voltar para as garagens
Transforma a capacidade de
imaginar novos processos e produtos em projetos comerciais adaptados ao mundo
da Internet
Transformar poder mental em
dinheiro tornou-se a pedra angular da cultura empresarial do Vale do Silício
A estratégia de buscar
dinheiro e velocidade
Nesse processo a relação
entre capital e inovação é internalizada
A cultura empresarial é acima
de tudo a cultura do dinheiro
Quebra de hábitos associados
ao mundo corporativo tradicional
Características da web
Interatividade
O leitor torna-se mais ativo
e participante
Além de interagir ele pode
produzir e distribuir informação
Ele sente-se participante do
processo comunicativo
Troca entre produtor e
leitores
Interatividade através do
hipertexto
Passamos a ter uma
comunicação que convida as pessoas ao ativismo e à troca
Hipertextualidade
Interconexão de textos
através de links
A partir do texto noticioso
ofertar links para outros textos, fotos, vídeos, áudios, animações, grafismos,
etc.
Pode-se oferecer links
internos e produzidos pelo no âmbito do mesmo site ou externos, de outros sites
A leitura deixou de ser
linear, tendo oferta de profundidade e multimídia
Personificação
Também denominada de
individualização ou costumização – consiste em oferecer ao usuário a opção de
configurar e receber informações pré-selecionadas por vetores temáticos, sites,
recortes diversos.
O usuário atua como editor e
hierarquiza as informações de acordo com seus interesses
É possível definir o que e
como ver na Internet
Multimidialidade/convergência
Todos os formatos convergiram
para o ciberespaço
Todos têm como base a
digitalização
Além de texto, a oferta de
informação pode conter: slideshow com áudio, infográficos animados, galeria de
imagens, vídeos, áudios, etc.
Todos os formatos do simbólico
disponíveis
Memória
Na web a acumulação de
informação é viável e natural
A memória torna-se coletiva e
disponível
O leitor pode acessar todo o
acúmulo disponível de forma a acompanhar o desenrolar de fatos e processos
A oferta cresce
exponencialmente
Constituí um grande
depositário de toda a produção simbólica
Atualização contínua
A web é uma mídia de fluxo
contínuo
Ela é atualizada
permanentemente
Não há delimitação de
temporalidade
A informação pode comparecer
parcialmente e conforme a apuração seguir sendo desenvolvida
As últimas notícias são os
destaques dos sites
Fazer circular as notícias
mais recentes e importantes
Imersão
Metáfora derivada da
experiência de estar submerso na água
A sensação de estar envolvido
numa realidade completamente estranha
A imersão do leitor é uma
condução que o tira da realidade circundante e o remete para uma nova dimensão
O mundo ao redor deixa de
existir...
Conteúdo dinâmico
Engloba todas as
características descritas anteriormente e dá a devida noção de que a web é
constante movimentação de conteúdos
A idéia de conteúdo estático
é substituída pela visão processual e de dinâmica constante
Os fluxos se renovam a todo
instante
A sociedade em rede: do conhecimento à política
A mudança estrutural por que
passamos é um processo multidimensional, mas está associado à emergência de um novo paradigma tecnológico
A sociedade é que dá forma à
tecnologia de acordo com as necessidades
A tecnologia é condição
necessária mas não suficiente para uma nova forma de organização social baseada
em redes
Uma sociedade em rede resulta
da intersecção entre o paradigma da nova tecnologia e a organização social num
plano geral
Sociedade da informação ou do
conhecimento – não há concordância
Eles sempre foram
fundamentais em todas as sociedades conhecidas
Em termos históricos, as
redes eram do domínio da vida privada,
enquanto o mundo da produção, do poder e
da guerra estava ocupado por organizações grandes verticais
As redes de comunicação
digital são a coluna vertebral da sociedade em rede
A sociedade em rede
transcende fronteiras, é global
Aquilo que chamamos
globalização é um outro modo de chamarmos sociedade em rede
Ela excluí uma grande parte
da humanidade, embora toda a humanidade seja afetada pela sua lógica
Há fenômenos contraditórios
Buscar reconhecer os
contornos do novo terreno histórico
Precisamos conhecer a
dinâmica, os constrangimentos e as possibilidades desta nova estrutura social
Não é uma promessa, já
configura o núcleo de nossa sociedade
É uma pena que muitos
continuem a falar em termos de futuro, sendo que já opera centralmente
Para os intelectuais
tradicionais: as novas tecnologias destroem empregos,a Internet isola, nós
sofremos de excesso de informação, a infoexclusão aumenta a exclusão social, o
Big Brother aumenta a sua vigilância graças a tecnologias digitais mais
potentes, o desenvolvimento tecnológico é controlado pelos militares, o tempo
das nossas vidas é persistentemente acelerado pela tecnologia, a biotecnologia
leva à clonagem humana e aos maiores desastres ambientais, etc
Outros pensam o oposto, e
entraremos no paraíso da realização e da criatividade plena do ser humano,
induzidas pelas maravilhas da tecnologia, na versão em espelho da mesma
mitologia, desta vez propagada por consultores e futurologistas, muitas vezes
em representação de um dado papel para empresas de tecnologia
A sociedade em rede é uma
estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunicação e
informação fundamentadas na microeletrônica e em redes digitais de computadores
que geram, processam e distribuem informação a partir de conhecimento acumulado
nos nós dessas redes
As redes são estruturas
abertas que evoluem acrescentando ou removendo nós de acordo com as mudanças
necessárias dos programas que conseguem atingir os objetivos de performance
para a rede
É uma nova e eficiente forma
de organização da produção, distribuição e gestão, que está na base do aumento
substancial da taxa de crescimento da produtividade
o aumento da produtividade é
o indicador empírico mais direto da transformação de uma estrutura produtiva
geração e difusão de novas
tecnologias microeletrônicas/digitais de comunicação e informação, com base em
investigação científica e inovação tecnológica;
transformação do trabalho,
com o crescimento de trabalho altamente qualificado, autônomo, capaz de inovar
e de se adaptar a mudanças globais constantes e à economia local; difusão de
uma nova forma de organização em torno de redes randes empresas que se
descentralizam a si próprias enquanto redes de unidades semi-autônomas;
pequenas e médias empresas que formam redes de negócios
uma vez que a acumulação de
capital acontece realmente no mercado financeiro global, a empresa é
simplesmente o nó de ligação entre as redes de produção construídas à volta de
projetos de negócio e de redes de acumulação organizadas em torno das finanças
globais
Novo sistema de comunicação – tendências
A comunicação é em grande
medida organizada em torno dos negócios de media aglomerados que são globais e
locais simultaneamente, e que incluem a televisão, a rádio, a imprensa escrita,
a produção audiovisual, a publicação editorial, a indústria discográfica e a
distribuição, e as empresas comerciais on-line. A comunicação é simultaneamente
global e local, genérica e especializada, dependente de mercados e de produtos
O sistema de comunicação está
cada vez mais digitalizado e gradualmente mais interativo. As sociedades têm
vindo a movimentar-se de um sistema de mass media para um sistema multimídia
especializado e fragmentado, em que as audiências são cada vez mais
segmentadas. Como o sistema é diversificado e flexível, é cada vez mais
inclusivo de todas as mensagens enviadas na sociedade
Dá-se uma explosão de redes
horizontais de comunicação, bastante independentes do negócio dos media e dos
governos, o que permite a emergência daquilo a que chamei comunicação de massa
auto-comandada. A explosão de blogues, vlogues (vídeo-blogues), podding,
streaming e outras formas de interatividade. A comunicação entre computadores
criou um novo sistema de redes de comunicação global e horizontal que, pela
primeira vez na história, permite que as pessoas comuniquem umas com as outras
sem utilizar os canais criados pelas instituições da sociedade para a
comunicação socializante
comunicação socializante para
lá do sistema de mass media que caracterizava a sociedade industrial. Mas não
representa o mundo de liberdade entoada pelos profetas da ideologia libertária
da Internet
Uma vez que a política é
largamente dependente do espaço público da comunicação em sociedade, o processo
político é transformado em função da condições da cultura da virtualidade real.
As opiniões políticas e o comportamento político são formados no espaço da
comunicação
A teoria da audiência
interativa, apoiada por investigações em várias culturas, determinou que os
receptores de mensagens processam essas mensagens nos seus próprios termos
Tudo e todos os que estão
ausentes deste espaço não podem chegar às mentes do público, pelo que se tornam
uma não entidade. A presença nos media é essencial para construir uma hegemonia
política ou uma contra-hegemonia — e não somente durante as campanhas
eleitorais.
Os media tradicionais, e
particularmente a televisão, ainda dominam o espaço mediático, apesar das
rápidas mudanças
A competição política é
construída em torno dos líderes políticos. Poucas pessoas conhecem realmente os
programas dos partidos políticos. E os programas são construídos a partir das
sondagens da opinião pública
O assassínio de caráter (o
denegrir da imagem de alguém) tornou-se uma possibilidade entre as armas
políticas. Mensagens negativas são normalmente mais eficazes do que as
mensagens positivas
Políticos mediáticos e
políticos de imagem levam ao escândalo político, o tipo de política à frente do
processo político praticamente em todo o mundo
Está comprometido num
processo de governança global mas sem um governo global. As razões para a não
existência de um governo global, que muito provavelmente não existirá num
futuro previsível, estão enraizadas na inércia histórica das instituições
Os estados-nação estão a
encontrar formas de fazer a gestão conjunta do processo global que afeta a
maior parte dos assuntos relacionados com a prática governativa
A governança é realizada numa
rede, de instituições políticas que partilham a soberania em vários graus, que
se reconfigura a si própria numa geometria geopolítica variável. Denominei isto
como conceito de Estado em rede
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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06:23
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FREI CARLOS MESTERS: Questões Bíblicas sobre Jesus.
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Artigos do Frei Petrônio de Miranda
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03:11
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
A Missa da libertação: Francisco e Gustavo Gutiérrez.
A
história começa no dia 22 de julho de 1968, na costa do Pacífico, em Chimbote,
uma cidade de pescadores no norte do Peru, e encontra uma espécie de
cumprimento em Roma, na quarta-feira, 11 setembro, 2013, na Domus Sanctae
Martae, onde o papa, que renunciou ao Apartamento apostólico, se hospeda. A
reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no caderno La Lettura, do jornal
Corriere della Sera, 22-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
No
hotel vaticano, há a capela em que Francisco celebra todas as manhãs uma missa
aberta a vários grupos de pessoas. Só no domingo e na quarta-feira é em forma
privada. Naquela manhã, porém, há um convidado especial do pontífice, um frei
dominicano de traços que revelam a sua origem quechua, a antiga população nativa
que preserva a língua dos incas.
É
um homem de porte pequeno e embranquecido pelos anos, mas nos olhos brilha o
olhar do jovem teólogo peruano que, naquela cidade portuária, há 45 anos, havia
sido convidado para dar uma conferência sobre a "teologia do desenvolvimento".
A Gustavo Gutiérrez, então com nem 40 anos, o tema não agradava: ele falou aos
catequistas de "teologia da libertação".
Três
anos mais tarde, publicou em Lima um livro que se intitulava assim, Teología de
la liberación, o texto que batizaria a corrente teológica mais discutida no fim
do século XX.
E
agora ei-los aqui, o pai da teologia da libertação e o papa. Do Vaticano, vazou
a confirmação da ''audiência privada", mas a concelebração da missa é algo
mais. Décadas de tensões, contrastes com a alma mais conservadora da Igreja,
obras sob processo pela Congregação para a Doutrina da Fé, o ex-Santo Ofício
(mas Gutiérrez nunca foi condenado).
Não
que isso tenha acontecido de improviso. Quem anunciou o encontro, aliás, poucos
dias antes, foi o arcebispo Gerhard Ludwig Müller, o prefeito do dicastério
chefiado por Joseph Ratzinger durante 23 anos. Müller falava no
Festivaletteratura de Mântua e, ao seu lado, o amigo e mestre Gutiérrez: eles
apresentavam juntos o livro Dalla parte dei poveri [Do lado dos pobres]
(Edizioni Messaggero de Pádua-Emi), a edição italiana de um livro a quatro mãos
publicado na Alemanha em 2004.
Eis:
justamente o sucessor de Ratzinger no ex-Santo Ofício é a figura-chave para
compreender o que aconteceu nos últimos anos. Nascido em Mainz-Finthen e filho
de um operário, Müller é um teólogo do altíssimo perfil, por 16 anos professor
da Universidade Ludwig-Maximilian de Munique. O próprio Bento XVI tinha
desejado que justamente ele, o aluno de Gutiérrez, fosse o editor da sua opera
omnia em 16 volumes (Joseph Ratzinger, Gesammelte Schriften), que é publicada
na Alemanha.
Ficou
claro que algo estava se movendo quando ele ainda era bispo de Regensburg, e o
L'Osservatore Romano, no dia 23 de dezembro de 2011, publicou um artigo seu que
agitou a parte mais conservadora da Cúria: Müller comentava dois textos
escritos nos anos 1980 por Ratzinger sobre a teologia da libertação, para
explicar como o então prefeito do ex-Santo Ofício não a havia condenado em si
mesma, mas sim nos seus desvios (Müller escrevia sobre "teologias" da
libertação) que "perderam de vista o sobrenatural" para se tornarem
"somente uma superestrutura de um projeto marxista" e
"revolucionário". Desse modo, escrevia o bispo, Ratzinger
"prepara o caminho para uma verdadeira teologia da libertação que está
ligada à doutrina social da Igreja e que, justamente hoje, deve levantar a sua
voz". Esse artigo no jornal da Santa Sé era a premissa do golpe de cena,
com tantas saudações a quem, em voz baixa, questionou a sua "ortodoxia".
Pouco
tempo depois, e justamente Ratzinger, que como "guardião da fé"
colocou na linha vários teólogos da libertação e que Leonardo Boff descrevia
como o mais temível dos inquisidores ("Eu tive que me sentar na cadeira
onde haviam se sentado Galileu Galilei e Giordano Bruno!"), justamente ele
nomeou Müller, no dia 2 de julho de 2012, à cúpula do ex-Santo Ofício. Para
dizer a estima que os une, Ratzinger deixou a ele o seu apartamento de cardeal,
em Borgo Pio, com parte dos amadíssimos livros.
A
última passagem é o conclave, com a eleição de Jorge Mario Bergoglio, o cardeal
que andava de ônibus e, à noite, visitava incógnito a favela Villa 21 de Buenos
Aires, o bispo de Roma que escolheu se chamar Francisco ("Lembre-se dos
pobres!", lhe disse na Capela Sistina o cardeal franciscano Cláudio
Hummes, seu grande amigo) e, recém-eleito, declarou que queria "uma Igreja
pobre e para os pobres".
Na
formação do papa jesuíta, a "teologia do povo" argentina tem uma
parte importante, cuja relação com a teologia da libertação é objeto de
discussões taxonômicas entre os especialistas. Mas o padre Juan Carlos
Scannone, máximo teólogo argentino, além de aluno de Karl Rahner, outro
jesuíta, explicou ao jornal Corriere: "Muitos consideram a teologia
argentina do povo como uma corrente da teologia da libertação com
características próprias, assim como Gutiérrez. Eu mesmo já defendi isso em um
artigo de 1982, retomado por Dom Quarracino" (Nota da IHU On-Line: cardeal
argentino, foi arcebispo de Buenos Aires)
Palavras
importantes, até porque o padre Scannone, 81 anos, foi professor de grego e de
literatura do jovem Bergoglio no seminário da Companhia de Jesus em Buenos
Aires e desde então permaneceu como um ponto de referência no pensamento do
ex-aluno. O padre Scannone lembra que, em 1984, foi o arcebispo Antonio
Quarracino, antecessor e mentor de Bergoglio em Buenos Aires, que explicou
"por que a Instrução da Congregação para a Doutrina da Fé falava no plural
de 'teologias' da libertação: não criticava todas elas, criticava aquelas que
usavam a análise marxista da sociedade e da história". A "teologia do
povo", em suma, "não usa a análise social marxista, mas sim uma
análise histórico-cultural, sem ignorar o socioestrutural". Também por
isso "outros a distinguem da teologia da libertação".
Em
todo caso, "todas as correntes assumem a 'opção preferencial pelos pobres'
das conferências do episcopado latino-americano de Medellín e Puebla", a
mesma "reiterada por Bento XVI no discurso inaugural de Aparecida e pela
própria conferência": a da qual o cardeal Bergoglio escreveu as
conclusões.
Assim,
o livro de Müller e Gutiérrez tem um subtítulo significativo: "Teologia da
libertação, teologia da Igreja". Quando foi publicado, o L'Osservatore
Romano lhe dedicou as duas páginas centrais. O artigo do padre Ugo Sartorio
começa assim: "Com um papa latino-americano, a teologia da libertação não
podia permanecer por muito tempo no cone de sombra a que foi relegada há alguns
anos, ao menos na Europa...".
No
livro, Müller escreve: "A teologia da libertação não morrerá enquanto
houver homens que se deixem contagiar pelo agir libertador de Deus e fizerem da
solidariedade para com os sofredores, cuja humanidade é pisoteada, a medida da
sua fé e a motivação do seu agir na sociedade". E fala do
"mal-entendido que une simpatizantes e adversários", a ideia de uma
teologia que se concentra na "dimensão social e política" e perde de
vista "a relação entre homem e Deus". Mas Jesus disse, lembra Müller:
"Tudo o que vocês fizeram a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o
fizeram". O capítulo 25 de Mateus que Francisco, juntamente com as
Bem-Aventuranças, indicava como "plano de ação" aos jovens do Rio:
"Ali está tudo".
Certamente,
haverá aprofundamentos e não faltarão resistências. O cardeal peruano Juan Luis
Cipriani, membro do Opus Dei e adversário histórico de Gutiérrez, há poucos
dias definiu Müller como "um bom alemão, um bom teólogo, um pouco
ingênuo", repetindo seco: "A teologia da libertação causou danos à
Igreja".
Mas a audiência e a missa em Santa Marta são a imagem de uma nova temporada. No dia do encontro com Francisco, o L'Osservatore voltava a celebrar Gutiérrez com uma entrevista. "O que eu vou dizer a Francisco? Obrigado pelo seu testemunho".
O
dominicano citava ironicamente uma piada do arcebispo brasileiro Hélder Câmara:
"Quando dou um pão a uma pessoa com fome, dizem que eu sou um santo.
Quando eu pergunto por que essa pessoa tem fome, dizem que eu sou um
comunista".
Postado por
Artigos do Frei Petrônio de Miranda
às
15:05
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