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sábado, 25 de agosto de 2012
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 140. 21º Domingo do Tempo Comum
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 137. Nossa Senhora Rainha.
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
21 DE AGOSTO: Pensamento do Dia.
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domingo, 19 de agosto de 2012
19 DE AGOSTO: Pensamento do Dia.
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sábado, 18 de agosto de 2012
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 136. Assunção de Nossa Senhora.
*FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA: O primeiro capítulo do Evangelho da Infância mostra como é reconhecida a ação de Deus em meio ao povo excluído, mas cheio de esperança, representado por Zacarias, Isabel e Maria. Dois eram idosos, uma era estéril e a outra ainda não havia tido relações sexuais com homem. Portanto, eram pessoas de quem não se esperava que pudesse nascer vida nova, que pudessem dar à luz uma criança.
A narrativa proposta pode ser dividida em três momentos. O primeiro descreve a ida de Maria à casa de Isabel e de Zacarias, próxima de Jerusalém (Lucas 1,39-41)...
*Leia na íntegra. Clique aqui:
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18 DE AGOSTO: Pensamento do Dia.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
17 DE AGOSTO: Pensamento do Dia.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 135. Eleições e Perdão.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
CARMELITAS: Campanha Pró Vocações.
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
A VIDA DE BRIAN: Ele vive uma vida paralela à de Jesus.
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A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 134. Maximiliano Kolbe.
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domingo, 12 de agosto de 2012
Dia dos pais-2012...
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Voto na cidade
Dom
Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte, reflete sobre as
eleições
Fonte: www.zenit.org
As
eleições precisam ser oportunidade para uma ampla e profunda formação da
consciência social e política. De modo especial, as eleições municipais devem
favorecer essa formação, pois é o momento em que o cidadão exerce seu direito
sagrado de escolher governantes para a cidade. Oportunidade de rara riqueza na
formação indispensável da consciência política.
A
tarefa de cultivar essa consciência não se restringe aos partidos políticos.
Suas discussões e propostas configuram, incontestavelmente, um capítulo
importante nesse processo. No entanto, a dimensão partidária tem uma inevitável
limitação. Muitas vezes, é carente de uma visão mais global. É óbvio que a
discussão plural proporcionada pela dimensão partidária da política tem sua
contribuição própria. Contudo, é preciso cuidado para reconhecer o que entra
nesta dimensão pela porta dos interesses grupais, dos engenhos produzidos em
função de pretensões pessoais e meramente partidárias. Situações que podem comprometer a lisura de
processos e, sobretudo, atrapalhar o desenvolvimento da cidadania.
Neste
processo das eleições municipais é preciso que instituições e segmentos da
sociedade ofereçam contribuições para aproveitar o potencial educativo próprio
deste momento importantíssimo. Somente a movimentação partidária, por meio da
propaganda eleitoral gratuita, do corpo a corpo pedindo votos ou mesmo pelos
debates e notícias veiculadas pela mídia, não se consegue alcançar essa meta
educacional. Basta avaliar situações concretas como aquelas em que o eleitor
interrogado não se lembra em quem votou na eleição anterior, ou mesmo agora,
desinformados quanto aos cargos eletivos postos em sufrágio nas eleições
municipais 2012.
Na
verdade, a propaganda eleitoral, como instrumento de informação, discussão e
confronto para formar a opinião pública, muitas vezes é até desinteressante. As
razões desse desinteresse são muitas. Ter como objetivo exclusivo angariar
votos e candidaturas de personagens que não se encaixam bem no quadro da
política partidária, são alguns dos exemplos dessas razões que desestimulam o
interesse. Importa, portanto, o entendimento a respeito das eleições municipais
como um momento de cidadania que requer a participação de todos, com especial
atenção aos jovens. As bases cidadãs, estimulando o interesse pelo bem comum,
devem ser edificadas até mesmo nas crianças.
Espera-se
que todos os segmentos da sociedade e suas instituições, como a escola e a
família, se engajem nessa tarefa educativa que as eleições permitem. Sem
investimentos e participações qualificadas a cidadania vai se fragilizar.
Deixará espaço para casos de corrupção que marcam negativamente a história do
país. Episódios como o nefasto e famigerado esquema chamado mensalão, em julgamento,
e vários outros, que corroem o erário público, desfiguram os direitos e a
justiça, impedem avanços indispensáveis para garantir a todos uma vida
organizada e vivida à altura da dignidade humana.
Como
comprometimento iluminado pela ética e pela fé, a Arquidiocese de Belo
Horizonte, por meio do Núcleo de Estudos Sócio-Políticos (NESP), sediado na PUC
Minas, está engajada nesse processo educativo. De modo apartidário, oferece um
material de notável qualificação, aciona sua capilaridade pela rede de
comunidades e, assim, busca cultivar parâmetros éticos e morais.
O
resultado, certamente, será a contribuição para a qualificação da eleição.
Também, uma capacitação dos cidadãos para acompanhar os processos decorrentes e
contribuir com uma adequada participação na tarefa de todos que é edificar uma
sociedade mais solidária. Os partidos políticos têm a função de favorecer a
participação e o acesso de todos nas responsabilidades públicas. Os meios de
comunicação devem ser utilizados para informar e apoiar a comunidade, nos
vários setores, econômico, político, cultural, educativo, religioso. As
Igrejas, as famílias, as escolas, empresas, instituições de vários gêneros
precisam participar e contribuir mais decisivamente nesse processo do voto na
cidade.
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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM: Dia dos Pais
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Frei Lamberto Lambooy, O.Carm. (1916-2000)
Frei Lamberto Lambooy, O.Carm. ( Nasceu 30-06-1916 em Hengelo (Holanda. Faleceu em 12 de janeiro de 2000).
Por Frei Carmelo Cox, O.Carm.
Nasci em 30 de junho de 1916 na cidade de Hengelo. Você pode sem exagero dizer que eu era um rapaz piedoso. Ia à igreja todos os dias e era coroinha. Toda a turma da escola, inclusive o professor assistia à missa diariamente. Também a minha família era muito religiosa. Eu tinha um tio que era Carmelita e trabalhava no Brasil. Eu queria ser a mesma coisa. Os meus pais me mandaram, porém, para uma escola secundária, por um ano. Era para eu refletir antes de tomar uma decisão. O meu pai também estudara no seminário de Zenderen e por experiência própria que para ser sacerdote não bastavam só o desejo e a boa vontade. Influenciado pelo ambiente familiar e por meu tio, não mudei de idéia, apesar das histórias do meu pai. Sempre me contava que também estudara em Zenderen e que certo dia apanhara por algo que não tinha feito. Então pegou a sua bicicleta e voltou para casa. Disse à mãe dele que não mais voltaria de jeito nenhum. Assim acabou a carreira religiosa do meu pai. Tendo falecido o meu avo, o meu pai teve que trabalhar no comércio de madeira para sustentar a família. Fui, portanto, para Zenderen. As histórias do meu tio, muito românticas, eu não esquecia. Já me via viajando a cavalo pelo Brasil para anunciar a Fé. Mais tarde quando de fato acontecia isto, não era tão romântico como eu pensava. Em vez disto sentia dores no lado inferior da minha inteligência.
Quando foi para Zenderen já tinha decidido de ir para o Brasil?" Já. Havia em Zenderen muitos rapazes da mesma paróquia que eu e deles muitos vieram para o Brasil: Emílio Wienk, Basílio Beune, Emídio ter Beke, Geraldo Meijer e Justino Velthuis, todos Carmelitas e todos da mesma paróquia. Viajei para o Brasil em 1933, tinha completado dezoito anos. A grande pergunta era se devíamos ir para Itu ou direto para o Noviciado. A decisão foi a nosso favor. Fomos direto para o Noviciado. Imagine, tínhamos 17, 18 anos e direto para o Noviciado, junto com vários Brasileiros, sem falar nada do idioma. Mas naquela época tudo era possível. A vantagem foi que aprendemos a língua com bastante facilidade. Depois de um ano fizemos a profissão simples e fomos para São Paulo. Aos 23 anos tinha terminado os estudos. Muito novo demais.
O Noviciado foi tranquilo. O nosso Mestre era Alexandre Reinders. Um homem bom mas muito escrupuloso. Gastávamos dele e tínhamos dó. Como noviços íamos todos os dias à Missa. Esta demorava uma hora e meia porque Alexandre, devido aos escrúpulos não conseguia terminar a Missa. Ele sentia-se indigno de ser sacerdote e de celebrar o santo sacrifício da Missa. Muitas vezes outro Padre tinha que ajudá-lo para poder terminar as orações. Como Mestre de Noviços, Alexandre foi um pai para nós. Fazia tudo para que o tempo do Noviciado decorresse da melhor maneira possível. Regularmente ia passear conosco, de modo que não éramos obrigados a ficar sempre dentro do Noviciado. No fim do ano partimos para São Paulo. Dos estudos não me lembro muito.
Uma vez por semana íamos para a nossa fazenda fora da cidade e regularmente visitávamos todos os Bancos e escritórios para recolher selos. Tínhamos muito trabalho naquele tempo. Tínhamos aprendido um pouco de latim em Zenderen e os professores também não sabiam muito. As aulas eram dadas em latim. A gente se comunicar era, portanto, difícil, mas não faltava boa vontade. A minha impressão daquele tempo, no entanto, é: rotina. As únicas coisas atraentes eram as ordens menores de acólito, exorcista, sineiro e subdiaconato, diaconato e ordenação. Eram momentos mais animados. Para mim pessoalmente era um tempo de incertezas também. Reconheço honestamente que, desde criança, que não fui um rapaz bonzinho e obediente. Todos portanto fixavam os olhos em mim. A minha profissão simples decorreu sem problemas. Mais tarde ouvi dizer que havia alguns feijões pretos. Isto significava que já fora discutida a minha aptidão para a vida religiosa que afinal à uma vida de obediência. Partiu-se do princípio de a aptidão de fato existia e que com o decorrer do tempo tudo iria melhorar. Assim fui indo, passo por passo. Até o momento em que se devia votar em relação à minha ordenação de subdiácono. Para votar cada Padre recebia 4 feijões. Os feijões pretos significavam contra, feijões brancos a favor. Resultado: 16 votos a favor, 14 contra. Estava claro. Não podia me ordenar subdiácono. Não tinha mais jeito. Isto foi em setembro. Os meus colegas continuavam e foram ordenados diáconos e sacerdotes. Eu não. Isto foi em 1939. Canísio Mulderman me consolava dizendo que semelhantes coisas aconteciam nos Conventos mas que também chegaria o momento. O pior era que os meus pais não sabiam de nada e ouviram no Domingo, na igreja da paróquia, a comunicação de que eu não seria ordenado. Levaram um enorme susto, não entendendo nada. Eu mesmo naquele tempo pensava, tudo isto deverá servir para alguma coisa. Vê como são as coisas: em setembro de 1939 não podia ser ordenado, meio ano depois podia. E todas as ordenações, uma após outra. Em março fui ordenado sacerdote. Ou eu me tinha convertido ou os Padres. Em todo o caso tudo continuou. A minha primeira missa teve algo de especial. Domingo da Paixão de 1940. Tudo de cor roxa. Era uma Missa festiva de luto. Foi a primeira Missa celebrada na Basílica que pouco antes se tornara uma igreja paroquial. Diremos que foi a Previdência Divina. E era a minha ascensão. Muito simbólico que esta começou no Domingo da Paixão. Fiquei em São Paulo para terminar os meus estudos. Surgiu então outro problema. Ajudando a mudar de lugar um órgão pequeno, caí e tive uma fratura dupla. O médico prescreveu 3 meses de repouso absoluto para evitar a necessidade de uma cirurgia. Mas eu queria terminar os meus estudos a todo custo. Depois de muito discutir a cúpula permitiu a minha ida para Mogi onde eu receberia aulas particulares. Consegui passar pelas provas sem problemas. "Teve alguma dificuldade com o exame de jurisdição?".
Não, porque tivemos sorte. Você tem razão. Estes exames eram muito difíceis. A matéria dos exames era dividida em 3 partes de 25 teses cada parte. Portanto, muito estudo. E decorar. Quem nos ajudou muito foi Tarcísio Meinen. Ele tinha o incrível dom de dizer tudo em poucas palavras. Ele nos ajudou a preenchermos os três esquemas das vinte e cinco teses. De maneira mais concisa possível, ficando assim fácil para a gente decorar. Ele fez com que todos nós passássemos nos exames. Não tirei nota dez mas consegui passar. Uma vez pronto com os estudos e os exames, recebi uma carta do grande Canísio Mulderman, pedindo-me o favor de ir para a Bahia por algum tempo. Lá se precisava de um canto para as solenidades da Semana Santa. Tinha que viajar de navio e levar toda a minha bagagem, por isto era de graça. Este "algum tempo" durou 12 anos. "Você ia para cantar. O que mais fez por lá?"
Naquele tempo as solenidades eram cantadas. Eu não cantava muito desafinado de modo dava para quebrar o galho. Iniciávamos em Salvador e de lá para arredores, dando assim às pessoas que moravam fora da cidade, uma chance de fazerem a Páscoa. Depois de algum tempo isto terminava e começava o trabalho propriamente dito: ouvir confissões, dar aulas de catecismo, preparar a primeira comunhão e crisma, fazer casamentos, visitar doentes etc. Isto fiz durante alguns anos junto com o Bispo.
De Salvador viajávamos de trem e continuávamos viajando a cavalo para o interior. Ficávamos durante uma semana num lugar e de lá para outro lugar. Depois de dois ou três meses voltávamos para casa para descansar um pouco. Depois começava tudo de novo. Além disto havia as "Missões". Muitas pregações, procissões, confissões, batizados etc. Desta maneira, viajando a cavalo, conheci todo e Estado da Bahia e de Alagoas. De um lado estas Missões nos deixavam felizes porque via-se o resultado dos trabalhos; de outro lado era um trabalho que exigia muito sacrifício.
Viajava-se a cavalo, dias, semanas, e meses, ficava-se sentado horas e horas no confessionário e tinha-se que pregar numa praça para uma grande multidão, e sem microfone, horas e horas, ameaçando o povo com inferno e condenação. Aquela gente nem sabia o que era pecado. Mas eles me impressionavam e eu a eles. Com toda a modéstia pode-se comparar isto como milagre de Pentecostes. A gente se entendia, cada um a seu modo. E quando depois chegávamos em casa, o Prior tinha organizada uma festinha como preparação para a viagem seguinte. Daquela maneira vivi anos na Bahia e trabalhei demais. Mas certo dia veio uma grande mudança na minha vida.
A segunda ascensão, por assim dizer. Recebemos a visita de Blenke. Eu acabara de voltar de uma das viagens. Quando chegou a minha vez de conversar com ele, me disse que eu, a partir daquele momento, tinha sido nomeado diretor da escola. Me senti como Moisés, e começava a gaguejar e protestar. Isto não devia ter feito, assim teria que aceitar mesmo. Expliquei a ele que de escola nada entendia, que nunca tinha feito tal trabalho e nem tinha formação para tal tarefa. Não adiantou. A decisão fora tomada. Me explicou ainda como agir: você fica sentado no escritório e quando pais vêm dar o nome do filho, você anota os nomes da criança e dos pais, você diz em que série a criança vai entrar quando as aulas começarem. Você faz turmas de vinte alunos e depois começa com outra série. Além disto você dará aulas de religião. É só isso.
De fato isto também era tudo que sabia fazer. Comecei esta função e nunca mais larguei. Não foi fácil mas fiz o que a obediência exigia de mim. Gozado é que agora que já passei dos setenta anos, ainda sou diretor dum jardim de infância. Isto é que é fazer promoção. Isto é de verdade ascensão.
Da Bahia fui então para São Paulo em 1953. Fui lá algum tempo ecônomo da casa. Também tinha que levar estudantes para as aulas e depois apanhá-los, cuidar da administração da casa e fazer as compras. Depois disto estive algum tempo no Rio e em seguida vigário cooperador em Belo Horizonte. Lá tomei conta da instalação do órgão e do carrilhão da nova igreja. O engenheiro da Holanda ficara doente e eu assumi o trabalho. Inocêncio Gerritsjans e o Governador eram grandes amigos. O Governador fazia questão de inaugurar e já se tinha combinado tudo.
Assim eu, depois de alguns conselhos do engenheiro, comecei a instalar o carrilhão. Reconheço que aprendi muito com isto e mais tarde este conhecimento me foi muito útil. Isto foi mostrado mais quando houve necessidade de uma aparelhagem de traduções para o Conselho das Províncias. Me perguntaram se eu podia cuidar disto. Sem pensar nas conseqüências respondi que sim. Não podia mais voltar para trás. Consegui arrumar umas peças e montar a aparelhagem, que funcionava direitinho. Desta maneira me tornei um técnico.
É claro que não sou técnico coisa alguma, mas assim acontecem as coisas. Tive várias funções em diversos lugares. Foi assim até 1960, quando fui indicado para Brasília. Ninguém queria ir para lá porque devia-se começar sem ter nada. Só nos tinha ser concedido um terreno. E até a situação do terreno era complicada. Eram terrenos com 50 metros de largura com 300 metros de fundo. Como construir em tal terreno uma igreja ou uma casa decente? Não irei-lhe contar toda esta história. Mas cheguei aqui com um jipe velho com reboque, cheio de telhas e outro material. Fora disto não tinha nada e não havia nada. Eu estava sozinho. Talvez tenha sido este o propósito da minha nomeação. Senti a barra pesada e propus algumas condições. A primeira era de que a Província forneceria a condução: portanto um carro. A segunda de que tudo que eu fizesse, o faria em nome da Província e por último que eu teria liberdade de agir. Em compensação prometi esforçar-me o melhor possível. A Província concordou com as condições e até hoje manteve a sua palavra. Assim cheguei aqui e comecei. A situação estava difícil.
Como eu devia viver aqui e como me sustentar? Não havia residência e ainda não havia paróquia. Portanto, não havia rendas. Aconselharam-me a abrir uma escola. Mas como fazer uma escola particular se a política do Estado é contra? Propriamente as dificuldades eram tantas que mal se via uma solução. E naquele ano era ainda incerto o projeto de se fazer Brasília capital do país. Em dado momento o Bispo dirigiu-se ao Governador para perguntar como estava a questão de terrenos para igrejas e conventos. Ficou então claro que não se tinha levado em conta este problema.
O Bispo então ameaçou fazer propaganda contra Brasília se não se resolvesse este problema. E isto assustou o pessoal porque com a Igreja contra, todo o negócio estaria perdido. Alterou-se então todo o planejamento e eu recebi um bom pedaço de terreno para começar. Comecei com a construção de uma pequena casa. Mas como conseguir o material? Paulo Kogelman me disse que lhe foi prometido um número de barracas militares. Fui à procura da coordenadora das obras. Havia centenas de pessoas na fila. Fiquei simples mente no começo da fila e comecei a falar de dez barracas. Ela não sabia de nada. Continuei falando enquanto ela atendia outras pessoas. Ela ficou tão chateada com isto que em dado momento, quase chorando, gritou: Quantas daquelas coisas o senhor afinal quer? Respondi, para começar três. Na hora ela assinou um papelzinho e recebi as barracas. Com este material construi uma pequena casa, uma igrejinha de madeira e algumas salas de aulas. No começo os negócios não andavam bem e havia dificuldades com as Irmãs. Mas como se diz a morte de um é o pão do outro. Isto se deu comigo.
A igrejinha estava lá, ainda sem pintura e não funcionando. Em dado momento morreu o filho de um dos grandes de Brasília, de difteria. O cadáver tinha que ser retirado do hospital imediatamente. Perguntaram-me se o ataúde podia ficar exposto na igreja. Claro que respondi afirmativamente. Continuou ex- posto o dia todo e era um entrar e sair de gente graúda sem parar. Recebi todos bem e em pouco tempo começou a chegar de tudo: asfalto, tintas, telhas, tijolos, cimento etc. Assim começou o negócio. Posso lhe dizer que a escola ia bem. Primeiro um jardim de infância, em seguida uma escola de 1º grau e ainda uma escola de 2º grau. Tudo isto passou para as Irmãs da Divina Providência. Em lugar disto comecei uma escola Montessori para crianças. Desta ainda hoje sou diretor.
Aos poucos vou sentindo o peso da idade. Eu tenho ainda idéias para uns 20 anos. Mas a execução delas prefiro deixar para o meu sucessor. Provavelmente este começará mudando tudo que já foi feito. Sempre é assim.
O primeiro vigário constrói, o segundo derruba e o terceiro restaura conforme o original. Comigo não será diferente. É assim que deve ser. Vigários vêm e vão, mas a Igreja continua. A grande pergunta, porém, é: será que haverá mesmo um sucessor?
Aconteceu nestes 30 anos em Brasília
-Vinda dos Padres Carmelitas da Província Carmelitana de Santo Elias - 1959. Provincial Frei Bonifácio Harink.
-Criação da Paróquia de N.Sra. do Carmo – Goiânia – GO, Dom Fernando Gomes 02-02-1959 Decreto 38.
-Nomeação do primeiro Pároco Frei Paulo Kogelman O.Carm.
-Nomeação do segundo Pároco Frei Lamberto Lambooy O.Carm. 22-02-1960
-Bênção do Sino e Carrilhão do Carmo por Dom José Newton de Almeida Batista 11-04-1982
-Colocação e bênção da pedra fundamental do Santuário por Dom José Newton de Almeida Batista, 15-07-1984
-Transladação da Imagem da Padroeira à nova Igreja, ainda em construção 17-07-1985
-Solene dedicação do Santuário de Nossa Senhora do Carmo e o dia dos 50 anos de Sacerdócio do seu Pároco, Lamberto Lambooy O. Carm.
Consagrante: Cardeal Dom José Freire Falcão – Arcebispo de Brasília
Dom José Newton de Almeida Batista – Arcebispo Ordinário Militar
Dom Geraldo de Ávila - Auxiliar
Bispos Concelebrantes Carmelitas:
Dom Frei Raimundo Lui – Bispo Emérito de Paracatu
Dom Frei Eliseu Gomes de Oliveira – Bispo Emérito de Itabuna (BA)
Dom Frei Paulo Cardoso da Silva – Bispo de Petrolina (PE)
Dom Frei Alberto Forst – Coadjutor de Dourados (MS)
Hoje Agradecendo..estou em festa, pois é o primeiro dia do restante da minha vida.
Quero Agradecer¼
A Deus que me chamou e a todos que cooperaram em eu ser um Sacerdote
A Virgem do Carmo e a muitos meus irmãos de hábito que permitiram e me ajudaram a ser um Religioso e Padre da Província Carmelitasna de Santo Elias
Aos meus Pais, Irmãos e Parentes que com sua ajuda, orações e sofrimentos mantiveram "de pé" minha vocação e meu ideal.
Aos meus amigos, paroquianos e alunos, que tanto por mim fizeram e infelizmente, eu nem sempre soube apreciar e reconhecer. Devo a muitos e muitos me devem. É tão bom perdoar e ser perdoado¼Pois¼ Para que tanta lida por tão pouca vida.
Combati o bom combate e deixo aqui meu último desejo: Virgem do Carmo Estrela do Mar. Meus olhos te vejamAntes de expirar.
Um Carmelita Pioneiro
Frei Lamberto Lambooy, filho de pais muito católicos, nasceu em Hengelo, na Holanda, no dia 30 de junho de 1916 e recebeu no batismo os nomes de Gerhard Herman Josef. Depois do curso do 1º grau na cidade natal, freqüentou de 1929 a 1933 o ginásio Santo Alberto dos Carmelitas em Zenderen e imediatamente inscreveu o seu nome entre os jovens que desejavam ser missionários do Brasil, onde seu tio Frei Carmelo Lambooy, já trabalhava como pioneiro e médico de corpos e almas nos sertões de Minas Gerais na recém criada Prelazia de Paracatu. Fez o noviciado em Mogi as Cruzes, onde professou no dia 17 de janeiro de 1935. Cursou filosofia e teologia no Convento do Carmo de São Paulo, ordenando-se presbítero no dia 9 de março de 1940.
Ao terminar o curso de teologia foi enviado à Bahia com outros "expedicionários" e com muito zelo missionário, trabalhou durante 9 anos e meio com o povo bom e religiosos do sertão, auxiliando bispos e sacerdotes. De 1950 a 1954, sendo eleito Prior, dedicou-se à conservação do enorme convento da Igreja e Convento do Carmo de Salvador. Nesta oportunidade promoveu o Congresso do Santo Escapulário, propagando com muito entusiasmo a sua devoção a Nossa Senhora do Carmo entre os leigos e sacerdotes, pois amava as coisas da Ordem como as rosas de Santa Teresinha a água de Santo Alberto.
Terminada a missão na Bahia, foi trazido pelos Superiores para São Paulo, onde foi procurador do Convento mas, nomeado Diretor das Ordens Terceiras e Promotor Vocacional, mudou-se para o Convento da Lapa e em 1959 para Belo Horizonte, donde em 1960 foi estabelecer-se em Brasília, a nova Capital, aí exercendo todo o seu zelo pastoral e demonstando a força da sua devoção a Nossa Senhora do Carmo, a criatividade, a fantasia e o espírito de pioneiro em casa de madeira, celebrando em salão ou Igreja também de madeira, mas aos poucos foi construindo o grande Santuário de Nossa Senhora do Carmo e o Convento, uma casa para retiros e outros encontros, com boa acomodação e tradução simultânea e principalmente a Escola Montessori, menina dos olhos, com todas instalações necessárias para uma escola modelo e moderna, atraente e cômoda para crianças em idade pré-escolar e mais ainda para os pais com minizoológico, piscina, carossel, miniparque de diversão, castelo com anõezinhos, trenzinho, cidade miniatura completa com orientação de trânsito etc. Além disso, as estações de Via Sacra e dos Mistérios de Santo Rosário para meditação e o "Recanto do Cadango" para lazer nos domingos e feriados e com o lucro, assistência aos meninos pobres; ainda seria erguida uma estátua do Profeta Elias com placa comemorativa, mas veio a morte¼ Sofreu muito por conta da doença de diabetes e cardíaca. Faleceu no dia 11 de janeiro de 2000, aos 83 anos e meio.
A Missa exequial foi presidida pelo Sr. Arcebispo de Brasília, Cardeal Dom José Freire Falcão. Por ser pioneiro foi sepultado no Cemitério "Campo da Boa Esperança", na ala dos pioneiros. "Sim, diz o Espírito, descanse dos seus trabalhos, pois suas obras o acompanham"! Amém. (Ap. 14,13)
(Boletim da Província Carmelitana de Santo Elias, nº 232, Jan./Março 2000, pág.11)
Na paz do Senhor. Frei Lamberto Lambooy O.Carm. (1916-2000)
Sua vida se confundiu com Brasília. Alé trabalhou desde 1960 até a sua morte, em 11 de janeiro de 2000. A gratidão do povo se expressouy sepultando-o no cemitério "Campo da Boa Esperança", na ala dos pioneiros. Fazoa do humor a sua grande argumentação na orientação espiritual. Ao marido que lhe confidenciava que estava para separar-se da esposa, respondia que lhe contasse bem devagar. Por que ? Respondia o Frei :"Porque ela pode morrer de alegria". Assim desfazia os dramas. Nos seus 83 anos de idade acumulou grande experiência pastoral, desde os anos passados na Bahia, acompanhando nas missões pelo sertão o Cardeal Dom Augusto. Exerceu suas atividades em São Paulo como Diretor das Ordens Terceiras e Promotor Vocacional. Por um ano residiu no Carmo de Belo Horizonte.
Conviveu com os candangos na construção de Brasília, morando em casa de madeira, celebrando em salões improvidados como Igreja. Deixou a grande obra do Santuário de N. Senhora do Carmo com a casa paroquial e dependências dos serviços pastorais. Mas a Escola Montessori foi a menina dos seus olhos, com todas as instalações necessárias para um estabelecimento escolar moderno, atraente e cômodo para crianças em idade pré-escolar e mais ainda para os pais, com mini-zoológico, piscina, carrossel, mini-parque e diversão, trenzinho, cidade miniatura completa.
A Missa do corpo presente foi presidida por Dom José Freire Falcão, Cardeal – Arcebispo, que na sua homilia, se referiu ao Frei Lamberto com "aquele que teve uma imaginação de artista e um coração de pastor". (Revista Carmelita, Ano 2 – Número 5, pág. 26).
Notícia da morte de Frei Lamberto no Correio Braziliense, 12 de janeiro de 2000.
Frei Lamberto, Pároco da Igreja do Carmo
A Igreja Católica perde um de seus pioneiros em Brasília. O Frei Lamberto Lambooy, fundador da Paróquia de N. Sra. do Carmo, na 913 Sul, será sepultado hoje, às 10,30 horas, na ala dos pioneiros do Cemitério Campo de Boa Esperança. A Missa de corpo presente, com a presença de autoridades da Igreja no Distrito Federal está marcada para 8 horas na Paróquia fundada por Frei Lamberto que estava internado desde Dezembro de 1999 no Hospital Santa Lúcia, onde veio a morrer de insuficiência cardíaca, aos 83 anos de idade.
Gerhard Herman Josef Lambooy (foto) nasceu em Hengelo, na Holanda, em 30 de junho de 1916. Veio para o Brasil em novembro de 1933, acompanhado por 8 colegas e um frade carmelita holandês.
Iniciou o noviciado em Mogi das Cruzes em Janeiro de 1934. No ano seguinte, tornou-se Frei Carmelita, sendo ordenado sacerdote em 1940 na cidade de São Paulo.. Em 1941 foi transferido para Salvador, onde permaneceu por 8 anos. Morou ainda em Cachoeira (BA), Rio de Janeiro e Belo Horizonte até ser transferido para a nova capital brasileira, em 1959. Em fevereiro de 1960, assumia como Vigário a Paróquia de N. Sra. do Carmo.
A primeira Missa celebrada por Frei Lamberto na Paróquia correu em um Domingo de Ramos, na garagem do sobrado de madeira que depois se tornaria a Igreja. Pelo esforço constante em favor da paróquia, Frei Lamberto Lambooy tornou-se conhecido de toda a comunidade católica do Distrito Federal. Ele celebraria as Bodas de Diamante (60 anos – 39 em Brasília) de sua vida sacerdotal no próximo mês de Março.
Frei Lamberto Lambooy (5.33) é o homem do Carrilhão. (Agosto de 1977)
Belo Horizonte (MG) ‑ Frei Lamberto Lambooy, de Brasília, esteve, na segunda quinzena de agosto, na Comunidade de Belo Horizonte. O objetivo de sua estada na Capital mineira esteve ligado ao carrilhão da igreja do Carmo.
Frei Lamberto é o único, que consegue mexer no carrilhão, que, funcionando há uns 20 anos, estava precisando de uns reparos. O carrilhão estava, de fato, um pouco abandonado e precisava do extraordinário know-how de Frei Lamberto. (Boletim 32, Setembro 1977, pág. 37).
Um Carmelita Pioneiro
Com esta manchete, o Boletim "Diocese Viva" de Brasília, do mês de Abril de 2000, fala de Frei Lamberto Lambooy. Sintetizou a sua vida com as seguintes palavras : "Fiel a Jesus e devotado a Maria". Descreve suas peripécias por lá, quando Brasília nem havia inaugurada. "A frente dos Carmelitas pioneiros, ele trabalhou duro". Aponta suas atividades. Construiu a igreja paroquial, foi Diretor Espiritual dos Cursilhos por mais de 20 anos. Dedicou-se com zelo à Escola Moderna Maria Montessori. "Como herança, deixa mais do que a obra visível de uma Paróquia solidamente implantada e de uma escola católica moderna. Ele deixa o grande exemplo de um autêntico carmelita que soube unir à ação missionária, o amor à oração e à contemplação". (Boletim da Província Carmelitana de Santo Elias, numero Abr/Jun. 2000, pág. 7)
Frei Lamberto Lambooy (Gerhardus Herman Josef).
Nasceu 30-06-1916 em Hengelo (Holanda).
Professou 17-01-1935. Ordenou-se 09-03-1940.
Cap. 1935 São Paulo - Clérigo
Cap. 1938 São Paulo - Clérigo
Cap. 1941 Salvador
Cap. 1944 Salvador
Cap. 1947 Salvador
Cap. 1950 Salvador - Prior
Cap. 1954 São Paulo - Procurador.
Cap. 1957 Lapa.
Cap. 1960 Brasília.
Cap. 1963 Brasília - Vigário.
Cap. 1966 Brasília - Subprior - Vigário.
Cap. 1969 Brasília - Vigário.
Cap. 1972 Brasília - Vigário.
Cap. 1975 Brasília - Vigário.
Cap. 1978 Brasília - Vigário.
Cap. 1981 Brasília - Vigário.
Cap. 1984 Brasília - Vigário.
Cap. 1987 Brasília - Vigário.
Cap. 1990 Brasília - Vigário.
Cap. 1993 Brasília - Vigário.
Cap. 1996 Brasília - Vigário.
Cap.1999 Brasília - Vigário.
Faleceu em 12 de janeiro de 2000.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO, Nº 133. São Lourenço
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
EDITH STEIN E A NOVA EVANGELIZAÇÃO
*Por Francisco Javier Sancho Fermín OCD
No momento atual, os meses que passaram e os que estão vindo agora estão marcados por diversas celebrações centenárias: a 14 de dezembro de 1991 celebrava-se o IV Centenário da morte de São João da Cruz. Em alguns países era o dia do encerramento, em outros o início. Não demorará muito e no dia 12 de outubro começa o V Centenário da Evangelização da América.
Entre estas datas teve lugar outro centenário. Na sombra dos outros passou quase sem ninguém advertir: o I Centenário do nascimento de Edith Stein. A abertura foi no dia 12 de outubro de 1991 e o encerramento coincidirá com o início do Centenário das Américas.
Todas estas celebrações ficariam vazias se se limitassem a um simples festejar e recordar tempos passados. O objetivo é outro: fazer-nos refletir. Hoje, na América de modo especial, se insiste sobre o tema da Nova Evangelização. Ajuda para esta reflexão dão-nos os Santos, enquanto encarnação do ideal evangélico. Fixamos a nossa atenção na Bem-Aventurada do nosso século, Edith Stein. Através da exposição da sua vida e do contexto histórico que ela viveu chegaremos a colher do seu pensamento alguns aspectos, que poderão oferecer-nos luz, ao refletirmos sobre a Nova Evangelização.
1. Vida
Nasceu Edith Stein no seio de uma família judaica, no dia 12 de outubro de 1891, na cidade prussiana de Breslau. É a mais nova de 11 irmãos, dos quais 4 morreram em idade prematura.
Não tinha ainda completado 2 anos quando o pai morreu de insolação. A mãe, "mulher forte da Bíblia", como é chamada por Edith, encarrega-se da família, translada-se para a cidade e leva para a frente o negócio de madeiras iniciado pelo marido.
Aí Edith vai receber a primeira formação escolar na Viktoria-Schule. Aos 14 anos abandona os estudos, movida por um certo enjôo intelectual e talvez de fé. Por esta ocasião deixou toda prática religiosa, certamente influenciada pelas idéias racionalistas pós-kantianas, que caracterizavam a linha de pensamento da escola. Passaram-se quase dois anos até se decidir a recomeçar os estudos para bacharelado em 1908.
Em 1911 entra para a Universidade. Escolhe História, Filologia Alemã, Filosofia e Psicologia. Esta última é a que mais atrai a sua atenção, mas por ser ainda uma ciência sem fundamentos sólidos, ela resolve dedicar-se à filosofia.
Durante estes anos começa a tomar parte em diversas associações estudantis orientadas para a reforma do sistema educativo e a promoção dos direitos da mulher, etc.
Em 1913, atraída pela fenomenologia de Husserl, dirige-se à Universidade de Göttingen. Aí conheceu Scheler, que infiltra na vida de Edith a abertura para a Igreja Católica. Estoura a 1ª Guerra Mundial e Edith se oferece como voluntária da Cruz Vermelha para atender os doentes num hospital de "contagiosos". Terminados estes serviços humanitários, volta para o seu trabalho intelectual. Conclui a sua tese doutoral sobre o tema da Empatia (Einfühlung), que apresenta na Universidade de Friburgo no dia 3 de agosto de 1916, alcançando a nota máxima. Nesta Universidade permanece até 1918, como assistente de Husserl.
Por ser mulher, fracassa no seu projeto de subir a uma cátedra. Dá algumas aulas particulares e faz substituições na Escola "Viktoria", onde tinha sido aluna adiantada. Parece que nestes anos a crise espiritual de busca toma conta dela. O momento definitivo da sua conversão chega no verão de 1921, quando, por acaso, estando na casa de campo dos seus amigos Conrad-Martius, cai nas suas mãos o "Livro da Vida" de Santa Teresa. AÍ descobre a Verdade. É batizada no dia 1° de janeiro de 1922 em Berzabém.
A conversão muda a orientação da sua vida. Primeiro como professora de bacharelado e magistério no Colégio das Dominicanas de Espira; neste tempo dedica-se ao estudo e tradução de Santo Tomás. A sua vida é de intensa oração e de serviço aos mais pobres.
A partir de 1928 desdobra-se a sua atividade no terreno do "feminismo". Chegam convites de numerosas cidades dos países de língua alemã, para fazer conferências sobre o tema. Em 1930 foi convidada pela "Societé Thomiste" de Paris.
A sua última atividade, antes do triunfo nazista, foi-lhe oferecida no Instituto de Pedagogia de Munster como ocupante da nova cátedra de antropologia (1932-1933).
Com a proibição aos judeus de exercerem cargos públicos abrem-se as portas para ela realizar a sua vocação. Nada agora podia detê-la de entrar para o Carmelo. Os seus próprios confessores já não puseram obstáculo. E é assim que, na véspera da Festa de Santa Teresa, no dia 14 de outubro, se dá o seu ingresso no Carmelo. No dia 16 de abril recebe o hábito com o nome de Teresa Benta da Cruz. Nome que denuncia a sua vida espiritual. Teresa, porque em Teresa encontrou a mãe na fé e na vocação. Benta, porque na espiritualidade de São Bento encontrou o verdadeiro sentir com a Liturgia da Igreja. Da Cruz, porque lhe foi possível a entrada no Carmelo debaixo deste sinal, que daí em diante será o sinal da configuração e consumação da sua vida em Cristo.
No Carmelo prossegue na atividade intelectual, levando ao fim a sua grande obra filosófica: "Ser finito e Ser eterno".
Contudo, pela situação extrema de ódio contra os judeus, é levada a transferir-se para o Carmelo de Echt na Holanda, onde escreveu o sua última obra, "A Ciência da Cruz", em homenagem ao IV Centenário do nascimento de São João da Cruz; não conseguiu,porém, terminá-la, já que no dia 2 de agosto de 1942 foi arrancada pela Gestapo da paz do Carmelo e levada ao campo de Auschwitz/Birkenau, onde, junto com Rosa, sua irmã, foi martirizada na câmara de gás no dia 9 do mesmo mês. O exemplo e heroicidade da sua vida foram apresentados à Igreja Universal no dia 1º de maio de 1987 na cidade de Colônia, onde João Paulo II a proclamou Bem-Aventurada e Mártir.
2. Contexto Histórico
Uma análise, ainda que superficial, do ambiente onde Edith viveu pode ajudar-nos a compreender a sua vida e a sua doutrina. A sua vida decorreu ao longo da primeira metade do nosso século, numa Europa que sofreu duas guerras mundiais. A situação ideológica geral ainda estava marcada pelas correntes racionalistas do século XIX, que distanciou o homem da sensibilidade religiosa. É neste tempo que novas ideologias de caráter sócio-político, como o socialismo marxista, começam a minar a política, criando em muitos países situações de revolução.
As pessoas de fé, e os católicos ainda mais, viviam a sua religiosidade numa situação de gueto provocada pela mentalidade racionalista e - em países como a Alemanha - por leis favoráveis só ao protestantismo. Isto criou uma espécie de complexo no católico alemão.
A 1ª Guerra Mundial (1914-1918) será ocasião de grandes mudanças. As primeiras conseqüências trágicas fazem-se sentir na grande perda de vidas humanas e no caos econômico proveniente dos gastos bélicos.
A Alemanha, a grande protagonista da guerra, ao alcançar a paz, perde todas as suas colônias e parte dos seus territórios próximos das fronteiras. A paz trouxe-lhe instabilidade em todos os campos. Grupos socialistas aproveitam-se da ocasião para provocar a revolução em vários estados alemães e chegar assim à constituição da república. O Imperador Guilherme II apresentou renúncia à coroa e exilou-se.
Não houve estabilidade garantida até 11 de agosto de 1919, ano em que nasceu a Constituição de Weimar. Já se nota aí uma certa participação dos católicos na política, no partido do Centro.
A guerra e o pós-guerra fizeram surgir também alguma crise de consciência. A razão não bastava para solucionar os problemas da humanidade e acontece o fenômeno do retorno à religiosidade.
Todos estes fenômenos são para o mundo católico a porta de penetração na sociedade alemã. Dá-se um autêntico renascimento da vida espiritual. Cresce o empenho pelas questões sociais: a Ação Católica adquire força, aparecem grêmios e diversas associações de trabalhadores. Aumenta a atividade literária. E pouco a pouco se consegue um lugar qualificado dentro daquela sociedade. Procura-se unir doutrina e vida.
Como fruto deste florescimento desenvolvem-se movimentos diversos, que irão dar a fisionomia espiritual à Alemanha. O mais forte, é sem dúvida, o movimento litúrgico, que pretende aproximar a liturgia do povo e o povo da liturgia. Outros movimentos são o bíblico-patrístico, que recupera os valores sempre atuais da tradição, o movimento social ou laical, que trata de conscientizar o leigo do seu trabalho social e eclesial. Há um outro aspecto: a teologia e a piedade se tornam mais cristocêntricas. Cristo como homem e como Deus. Um cristocentrismo que se manifesta na concepção eclesial: Igreja como Corpo de Cristo.
Esta situação vai ser freada em grande parte com a subida ao poder do nacional-socialismo (1933), ideologia que se fundamenta num desejo radical de fazer crescer e proteger os valores supremos da raça germânica (ariana). Na frente está Hitler, que se constitui "führer" do Terceiro Reich com a pretensão de reconquistar as glórias do antigo Império Alemão.
Esta ambição leva-o a fechar a boca de todos opositores; entre eles a Igreja Católica.
Os primeiros passos de Hitler, porém, são dirigidos à purificação da raça e isto manifestou-se por primeiro na proibição aos judeus de assumirem cargos públicos e, em seguida, revelou-se num ódio de perseguição e assassínio. Esta mesma sorte sofreram os católicos, que se opuseram abertamente a tais medidas.
Esta ambição levou ao desencadeamento da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), quando Hitler pretendeu recuperar os territórios perdidos. Desta guerra e do ódio contra os judeus Edith Stein foi vítima.
3. Contribuições para uma Nova Evangelização
Puebla, fazendo-se eco do que dizia Paulo VI, entende por evangelização "levar a Boa Nova a todos os ambientes da humanidade e, pela sua influência, transformar por dentro, renovar esta mesma humanidade" (Puebla 402). Como Edith Stein foi capaz de fazê-lo? Se dizemos que "o Santo é o símbolo do ideal evangélico visualizado e posto ao alcance de todos a um certo momento e perante certos desafios históricos" e, mais ainda, que "o Santo é o comentário vivo do Evangelho escrito"[1], o nosso objetivo está plenamente justificado.
O contexto em que viveu Edith Stein não é o nosso, mas certas situações assemelham-se às nossas. Por outro lado, os valores evangélicos apresentam-se como valores universais, válidos para todos os tempos.
Edith Stein não enfrenta diretamente o problema da Evangelização, e sim certos aspectos, que cuidaremos de pôr em evidência.
O conceito que ela tem de Evangelização consiste em "colaborar com Cristo na Redenção da humanidade". Colaborar como "instrumentos" dóceis à vontade do Pai, deixando-se guiar pelo Espírito Santo. É este o trabalho de todo cristão, não de uns poucos. Cada um a partir da sua condição "carismática". Quem não coopera está pondo em risco a sua filiação divina. "Ser filhos" é participar da obra do Pai.
Como colaborar com Cristo? O evangelizador autêntico não é aquele que "faz muitas coisas" ou "coisas grandes". Cada um há de fazê-lo de acordo com a função para a qual foi chamado. Como norma para todos, colaborar com Cristo consiste sobretudo em estar "unido a Ele" através de uma intensa vida teologal:
"Na Nova Aliança o homem participa da obra da redenção numa forte relação pessoal com Cristo: por meio da fé que o une a Ele, Caminho de Salvação, à verdade por Ele revelada, aos meios de santificação que Ele oferece; por meio da esperança que faz o homem esperar com firme confiança a vida prometida por Cristo; por meio do amor, pelo qual procura todas as maneiras possíveis de unir-se a Cristo. Esforça-se por conhecê-Lo melhor, meditando sobre a sua vida e refletindo nas suas palavras; conquista a união mais íntima com Ele na Eucaristia e participa da continuidade mística da sua vida, vivendo o Ano Litúrgico, a Liturgia da Igreja".
Temos aqui, em maravilhosa síntese, as características da autêntica Evangelização, da autêntica Vida Cristã:
× em união com Cristo, porque Ele é o revelador do Pai. Segui-Lo é o caminho seguro, porque Cristo é o conteúdo da Evangelização.
× Seguir a Cristo através da vida teologal:
- na fé, como adesão à sua Pessoa, à sua vontade, à sua verdade;
- na esperança: com a confiança nas suas promessas, trabalhando para realizar já na terra o Reino dele;
- no amor: como atitude que nos aproxima da autêntica união com Ele no exercício do amor ao próximo, no qual "servimos a Ele";
× Seguir a Cristo é chegar a um maior conhecimento da sua Pessoa, da sua vontade, através da oração, da meditação e do estudo[2];
× Seguir a Cristo é fazer parte da sua Igreja. Participar com ela dos meios que aproximam de Cristo. Nos Sacramentos, na Liturgia como momento de celebração da Fé e fonte de graça para pôr em ação a vida de Cristo em nós e no irmão.
× Seguir a Cristo é colaborar na sua obra, uma obra que redime todos os setores da vida.
A razão para esta amplidão encontra-a Edith numa tríplice causa: Cristo ao se encarnar assume a natureza humana; o homem não é uma composição, mas uma unidade de espírito, alma e corpo[3]; e finalmente, o mundo é para o homem que tem fé um "Mundo de Deus" (Gotteswelt) e como tal deve ser recuperado para Deus.
Na tarefa da Evangelização é fundamental para Edith a educação, como princípio para o indivíduo de iniciação na fé, e a Liturgia, como momento catequético, vivencial, celebrativo e configurativo com Cristo.
A figura de Maria é um modelo excepcional para ser imitado. Esta mulher simples, que na sua humildade se transforma na Mãe do crente, é chave e exemplo para a Evangelização no seu sentido total de Redenção do mundo:
"Quem pode afirmar que a política nada tem a ver com a religião e que as almas têm de afastar-se da vida pública? Se a Virgem de Nazaré, na paz e no silêncio da sua alma absorvida em Deus, seu Salvador, se interessa, na estrofe central do Magnificat, pelo que acontece neste mundo, é possível que o homem religioso - e não menos a mulher - permaneçam indiferentes?"
Já encontramos neste texto uma alusão ao tema mais original, pelo qual Edith Stein mais lutou: "e não menos a mulher". Na sua época a mulher ocupava um lugar secundário na sociedade: não tinha direito ao voto nem acesso a cargos públicos. Não era também aceita em muitos estudos universitários. Desde estudante Edith trabalhou por esta liberação da mulher. Com a conversão esta atividade ficou mais robusta. É conhecida no mundo germânico e convidada a dar conferências sobre o tema. Examina o "ethos" da mulher sob os diversos pontos de vista: teológico, antropológico, psicológico, para estabelecer as características peculiares da condição feminina, diferente do homem, mas nem por isso inferior. Conclui que a vocação primária da mulher é a maternidade, a educação dos filhos, é ser o coração da família. Mas isto não fecha para ela o campo para outras atividades. As suas características peculiares fazem dela companheira indispensável no trabalho primário do homem de dominar a terra. A mulher tem que ser mulher, seja qual for a sua profissão. A maternidade não é somente física, mas tem a sua dimensão espiritual, dimensão que tem sempre de transparecer.
Animada por esta mesma convicção, ela reivindica para a mulher uma maior presença dentro da Igreja, tanto no Apostolado como nos ministérios eclesiásticos não sacerdotais. Encara o problema do sacerdócio da mulher e afirma a inexistência de razões dogmáticas. Reconhece o impedimento por parte do próprio Cristo, que não escolheu para Apóstolo nenhuma mulher. Deixa a porta aberta para o diaconato.
Maria é modelo para todo Cristão, mas de modo especial para a mulher. Em Maria Imaculada encontramos em estado puro as características peculiares da vocação natural e sobrenatural da mulher. E justamente porque Maria é a concebida sem mancha original.
Não podemos deixar no esquecimento o aspecto central da espiritualidade de Edith: a Cruz. Com a Cruz ela coroou a sua vida com o martírio. Na Cruz ela descobre o caminho - o único - da Evangelização pessoal e do próximo:
"Desta forma encontram-se indissoluvelmente unidos a própria perfeição, a união com Deus e o trabalho para que o próximo alcance a união com Deus e a própria perfeição. E o caminho para tudo isto: a Cruz. E a pregação da Cruz seria vã se não fosse expressão de uma vida unida a Cristo Crucificado".
Seguir a Cristo, cooperar com Ele na Redenção do mundo, é caminhar após Ele, carregar a própria Cruz e subir para o Calvário. A Cruz foi o instrumento da nossa salvação e é para o evangelizador a arma com que pode vencer o mundo. O mais profundo sentido da Cruz não é de dor, mas de configuração com Cristo: é portanto um sinal de libertação. Uma Cruz como aquela que a situação histórica proporcionava a Edith Stein. Uma situação de opressão pode ser, inclusive no seu aspecto mais duro, um motivo de Redenção, se vivida em união com a Cruz de Cristo. É eloqüente e pode ajudar-nos em nossa reflexão a visão de Edith. Deixemos que ela mesma lance a luz sobre nós:
"A visão do mundo em que vivemos, a necessidade, a miséria e o abismo da maldade são causa suficiente para mitigar o gozo do triunfo da luz. A humanidade ainda luta no meio da lama e o rebanho dos que da lama se libertaram no mais alto cume dos montes ainda é muito pequeno. A batalha entre Cristo e o Anticristo não terminou ainda. No interior desta luta têm o seu posto os seguidores de Jesus e a sua arma principal é a Cruz. Como podemos entender isto? O peso da Cruz que Cristo carregou sobre si é a corrupção da natureza humana com todas as suas conseqüências de pecado e sofrimento, com que a humanidade decaída foi embalada no seu berço. O sentido último da Cruz é libertar o mundo desta carga. A volta da humanidade libertada para o coração do Pai Celeste e a aceitação da herança legítima é um dom livre da graça e do amor misericordioso de Deus (...). Finalmente os amantes da Cruz, que Ele fez surgir e haverá de suscitar sempre de novo na história sempre em mutação de uma Igreja controvertida, serão os companheiros dele até o fim dos tempos. Para isto nós também fomos chamados"
Concluindo. Para Edith a Evangelização consiste em cooperar
com a obra redentora de Jesus. Cooperação em íntima união com Ele,
com os seus mistérios de Encarnação e Cruz, buscando a Salvação do
mundo em todas as dimensões. Redenção libertadora, porque se
realiza a partir da vocação particular de cada um dentro do Corpo
de Cristo e porque a sua finalidade última é conduzir a pessoa à
plena realização humano-espiritual, que só em Cristo se encontra.
*(Traduzido da Revista "Vida Espiritual" - Santa Fé de Bogotá (DC) - nº 107, pgs. 53-61)
[2]. "Quem vive na certeza desta crença não pode já, em consciência, descansar no seu próprio saber. Deverá, por conseguinte esforçar-se por conhecer o que é justo e verdadeiro aos olhos de Deus. Esta é a razão porque a atitude religiosa é a única verdadeiramente ética. Claro está que existem um desejo e uns impulsos naturais de buscar o bem e a justiça, e acontece mesmo que alguém tenha a felicidade de encontrá-los, mas é somente quando se busca a vontade de Deus que aquele desejo e aqueles impulsos se encontram consigo mesmos e encontram a satisfação". Cfr. A Ciência da Cruz Edições Loyola São Paulo, Brasil 1988 pg.138
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