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sábado, 13 de setembro de 2014
Levanta Elias: Música de Frei Petrônio.
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Exaltação da Santa Cruz
Levantar os olhos para a cruz é fazer um
ato de fé no Cristo levantado, mas já refeito e glorioso, no momento exato em
que deu a maior prova de amor, a de sermos também nós levantados e refeitos.
Fazer o sinal da cruz é manifestar em nós mesmos que em nosso batismo fomos
mergulhados na morte de Jesus para que com ele ressuscitemos.
A reflexão é de Marcel Domergue,
sacerdote jesuíta francês, publicada no sítio Croire, comentando as leituras da
Festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro de 2014). A tradução é de
Francisco O. Lara, João Bosco Lara e José J. Lara.
Eis
o texto.
Referências Bíblicas:
1ª leitura: Números 21,4-9
2ª leitura: Filipenses 2,6-11
Evangelho: João 3,13-17
Levantado
da terra
É curioso ler a expressão «Cruz
gloriosa» sem despertar qualquer surpresa. E esta, no entanto, é uma fórmula
quase escandalosa. É como se disséssemos «alegre cadafalso» ou «feliz
guilhotina». A cruz é hedionda, é suja, é repugnante. Mas a Cruz do Cristo é
gloriosa, por causa do amor que O levou a querer participar do nosso maior
sofrimento, a tomar o lugar de todos os que punimos, perseguimos e eliminamos
da comunidade dos homens. Muitos de nós clamamos por vingança, mas as nossas
vinganças acabam, finalmente, voltando-se todas contra Deus; são a crucifixão
do amor. Amor, isto é, Deus que, no entanto, ressurge sempre onde menos se
espera. O fato de Jesus aceitar a cruz que erguemos para ele é o ato de amor
insuperável, mais forte do que a morte; a morte que foi acolhida por ele. Por
isso, para ele a cruz não será o sepultamento em baixo da terra, mas a exaltação
no mais alto da terra. João vê na serpente de bronze da primeira leitura uma
prefiguração do Cristo crucificado. As duas figuras se ligam: os Hebreus
estavam interiormente destruídos pela dúvida que os obcecava: dúvida mortal que
foi representada pelas serpentes venenosas. O remédio será a figura destas
serpentes que são também representações. O mal interior, escondido, será
«levantado da terra» e se tornará visível na forma de uma serpente de bronze.
Os que aceitarem olhar para ela, tomando consciência do que ela representa,
serão curados. O Cristo crucificado afixa diante de nós seja a nossa maldade
assassina seja o seu contrário, o amor que a supera.
A
nossa morte é assumida na morte do Cristo
Deste modo, olhando o Cristo
crucificado, podemos tomar consciência do nosso pecado e do amor que levou
Jesus a fazer-se ostensivamente a sua vítima. Desposou assim todas as nossas
fraquezas e Paulo não hesitou em escrever que ele fez-se pecado por nós (2
Coríntios 5,21). Aqui O temos, pois, feito um só conosco, totalmente
«encarnado», inclusive no que há de pior. Como fez suas todas as nossas mortes
e tudo o que as anuncia, que as prepara e as provoca, tudo o que temos de
sofrer, mesmo por nossa culpa, torna-se a sua morte e encontra-se afixado na
cruz gloriosa. Não vamos tentar nos eximir: somos solidários com tudo o que
destrói, suprime, atropela, humilha as outras pessoas. Vamos repetir, quando
somos tentados pela ilusão de nossa inocência, lembremos que não sabemos o que
teríamos sido nem o que teríamos feito se, em vez de nascer num ambiente
protegido, tivéssemos 20 anos na Alemanha de Hitler ou se tivéssemos passado a
nossa juventude nalguma dessas comunidades de periferia, dominadas por milícias
ou pelo tráfico de drogas, um deserto de amor. Jesus dá a sua vida e a sua
morte pelos carrascos e pelas vítimas. Então, o inverso torna-se verdade: uma
vez que o Cristo esposou a nossa morte, as nossas mortes todas esposam a sua.
Tudo o que a vida nos dá para suportar torna-se cruz gloriosa; não um
desperdício. A nossa morte torna-se a sua morte, prometida à ressurreição. O
amor não pode morrer.
A
vitória da vida
Alguns vão achar que, aqui, estamos
falando muito de morte, de sofrimento e de pecado. Será que esta é uma religião
mórbida? Não seria melhor, sendo o Evangelho a «boa nova», falar de vida, de
alegria, de ação de graças? Pois, na realidade, é exatamente o que fazemos:
procuramos explicar que a vida, a alegria nascida da esperança, o
reconhecimento não conhece nem tempos mortos nem lugares vazios.
O mais baixo que possamos descer, no
pior dos infernos, aí vamos encontrar o Cristo a nossa espera: «nem a morte nem
a vida (…), nem o presente nem o futuro, nem a altura nem a profundidade, nem
outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós,
manifestado em Cristo Jesus…», escreve Paulo em Romanos 8,38. Se somos levados
a falar sobre o mal e o pecado, não é por masoquismo, mas para não fecharmos os
olhos e o coração diante de todos os sofrimentos e aberrações que afligem os
cinco continentes. Ainda uma vez, somos solidários com tudo isso.
A cruz é gloriosa porque por ela é que
Deus, utilizando o mal que fazemos e o que sofremos, abre o caminho ao
nascimento de uma vida nova. Que a morte seja condenada a produzir a vida, uma
vida inalterável e destinada à alegria, esta é a maravilha que nos reergue
quando fraquejamos. «Ópio do povo»? Certamente que não, pois esta espécie de
sono irá permanecer impossível enquanto mantivermos os olhos fixados naquele a
quem trespassamos.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br
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A Voz do Pastor - Exaltação da Santa Cruz - Domingo 14/09/2014
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A PALAVRA... Nº 689. O Carmo em Belo Horizonte.
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A PALAVRA... Nº 685. O Livro de mil e uma utilidades.
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A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 688. Jesus e os corruptos.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
CARMELITAS: A Palavra do Padre Provincial-01.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
ORDENAÇÃO DIACONAL DO FREI MÁRCIO: Convite.
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A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 687. A Inveja na Bíblia.
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Encruzilhada eleitoral
Dom
Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Na medida em que se entra na reta final
para as eleições 2014, a propaganda avança e as pesquisas impactam. O cidadão
se vê numa encruzilhada eleitoral. Um enorme desafio à cidadania. Não basta
apenas escolher um nome. O alcance da responsabilidade e das consequências do
voto não permitem atitude simplória, sob pena do alto custo de decisões
inadequadas sobre o executivo e a representatividade. Uma gama enorme de
fatores interfere na consolidação dessa esperada postura cidadã, obviamente na
contramão da inadmissível proposta do voto nulo ou do não comparecimento às
urnas. Eleições garantem o exercício nobre da cidadania. Por isso mesmo, supõem
e exigem preparação individual muito mais elaborada. Um espinhoso processo de
discernimento pela articulação e confronto desta gama de fatores que perpassam
o emocional, as razões ideológicas - necessariamente presentes no embate
eleitoral - e os interesses econômicos, atingindo um horizonte político de
maior elaboração e clarividência. Fácil não é.
Escolher apenas por simpatia, sob
impulso, é um tremendo risco. É indispensável analisar programas e propostas
das coligações partidárias e ponderar elementos, especialmente aqueles de
inegociável sensibilidade social, num momento em que o pobre e o excluído
precisam ter prioridade de tratamento e destinações. Também não se pode
dispensar o compromisso dos que têm competência para gerar e garantir dinâmicas
de crescimento econômico e a consequente inclusão social. Trata-se de um
exercício político que inclui atividade de conhecimento e disposição para
debates e confrontos, nas rodas familiares, de amizade e profissionais, em
exigente processo de discernimento. Agora é hora de buscar indispensável avanço
na sociedade.
Os vícios da política brasileira e suas
mediocridades não justificam a falta de envolvimento e empenho por parte dos
cidadãos. Aliás, a construção do novo, em política e em cenários de igualdade
social, é processo complexo que supõe um passo a passo até que se possa
alcançar a meta, responsabilidade de todos, de uma sociedade mais civilizada e
amadurecida no exercício e no tratamento de sua cidadania. Basta pensar a
amplitude de reformas que precisam ocorrer para que um cenário novo se desenhe,
superando o modo obsoleto de se fazer política no Brasil.
Sabe-se que sem reformas política,
tributária, fiscal e outras não se avançará para além de discursos repetitivos,
estéreis, e de promessas que caem no descrédito. Neste “passo a passo” para que
as reformas aconteçam, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e
outras 400 entidades continuam, nesta Semana da Pátria, a investir no Projeto
de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política. Ao oferecer critérios
adequados para avaliar a qualidade dos candidatos ao Executivo e, sobretudo, ao
Legislativo, esta proposta impactará a realidade política do Brasil. Não custa
nada contribuir com sua assinatura e buscar outras, entre amigos e familiares.
Só assim, será possível se chegar ao número exigido de adesões para que o
projeto da Reforma Política passe a tramitar no Congresso Nacional. Um desafio
à hombridade dos eleitos e à coragem de olharem para além dos interesses
cartoriais e particulares.
Este Projeto de Lei, nos seus quatro
importantes itens, terá força para modificar o atual quadro político do Brasil.
Por meio dele, será possível afastar o poder econômico das eleições, com a
proibição do financiamento de campanhas eleitorais por empresas; cobrar
coerência de candidatos e partidos com a eleição em dois turnos - o primeiro
para a escolha de um programa e o segundo para a escolha das pessoas que
ocuparão os cargos políticos. Não se pode simplesmente, como acontece na
realidade brasileira, depositar tudo nas mãos de algumas pessoas para que
governem e legislem a partir de interesses próprios, de trocas e de pagamento
de favores. A Reforma Política cobrará, ainda, a urgência inteligente de
aumentar a participação das mulheres. Embora constituam 58% do eleitorado,
apenas 8% delas desempenham funções políticas. É enorme a perda da contribuição
feminina neste setor, em vista de sua qualificação comprovada em outras áreas.
É precioso ainda, como quarto ponto da
proposta de Reforma Política, ampliar a participação do povo nas principais
decisões, por meio da regulamentação de Plebiscito, Referendo Popular e Projeto
de Lei de Iniciativa Popular, mesclando a democracia representativa com a
democracia participativa. O não atendimento a esta urgência resultará em
continuar a manter o povo - verdadeiro dono do poder - submisso a essa
representatividade que não o representa. Refém de dirigentes que não atendem
suas necessidades básicas e de direito, gerando quadros na contramão da justiça
social.
Neste mesmo ato de coleta de assinaturas
pela Reforma Política, como celebração digna da Semana da Pátria, se faz o
recolhimento de votos por uma Assembleia Nacional Constituinte para mudar o
sistema político no Brasil. O caráter popular deste plebiscito é um exercício
importante de cidadania e com impacto nas instâncias governamentais para que
convoquem um plebiscito oficial. O discernimento neste momento eleitoral e o
gesto cidadão de participar desta coleta de assinaturas ajudarão a desenhar um
novo cenário para que não seja tão nebulosa, como está agora, desafiando a
todos, com riscos muito sérios, a atual encruzilhada eleitoral.
Fonte:
http://www.cnbb.org.br/
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Em quem votar
Dom
Fernando Arêas Rifan,
Bispo
da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (RJ)
Aproximam-se as eleições. Devemos
encará-las com seriedade para votar certo e bem, pois do nosso voto também
depende o futuro do nosso país e a definição da vida política de nossa pátria.
Por isso, nós, Bispos do Estado do Rio de Janeiro, fizemos uma pequena cartilha
de recomendações para essas eleições, que tem sido distribuída nas igrejas.
A Igreja não tem partidos nem
candidatos. Não impõe nomes a serem sufragados nem obriga a votar em
determinados candidatos. Somos contra o clientelismo e o chamado “voto de
cabresto”. Assim como a Fé, o voto deve ser racional. A Igreja deixa à livre e
responsável decisão dos eleitores católicos a escolha em quem votar. Ajuda-nos,
porém, nessa reflexão. Diz, sobretudo, em quem não votar. Há candidatos e
partidos que não podem receber o nosso apoio.
Procure conhecer os candidatos: conduta,
ideias e partidos. Observe se seus candidatos estão comprometidos com a
justiça, segurança, combate à violência, dignidade da pessoa, respeito pela
vida humana desde a concepção até a morte natural. Não vote em candidatos ou
partidos, que sejam favoráveis ao aborto e à eutanásia. Vote apenas em
candidatos que promovam e defendam a família, segundo sua identidade natural
conforme o plano de Deus.
Jamais se deve votar em candidatos
comprovadamente corruptos. “É muito difícil que um corrupto consiga voltar
atrás”, falou o Papa Francisco aos Parlamentares italianos. Dê o seu voto
apenas a candidatos com “ficha limpa”, pois o homem público deve ter
honestidade. Diga não à corrupção. Mas não só dos políticos e candidatos como à
tentação de corrupção, que cada um de nós sente: não favoreça a corrupção
eleitoral, à compra de votos, votando por interesse material e não com
consciência. Voto não é troca de favores.
Ademais, observe se o candidato trabalha
para o bem comum ou para o seu próprio interesse. Veja se ele representa apenas
o seu grupo ou partido ou se pretende promover políticas que beneficiam a
todos: o bom governante e legislador governa e faz leis para todos.
Vote em candidatos comprometidos
seriamente com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia,
saneamento básico, respeito à vida e ao meio ambiente. “Rezo ao Senhor para que
nos conceda mais políticos que levem verdadeiramente a sério a sociedade, o
povo, a vida dos pobres” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 205).
Vote em candidatos que respeitem a
liberdade religiosa e de consciência, não sejam fanáticos nem fundamentalistas
religiosos, e que garantam o ensino religioso confessional e plural nas escolas
públicas.
Pelo seu passado e pelo seu discurso se
pode conhecer o candidato. E acompanhe os políticos depois das eleições, para
cobrar deles o cumprimento das promessas de campanha e apoiar suas ações
políticas e administrativas.
Essa participação na política é o
importante e correto exercício da cidadania. Lembre-se que voto não tem preço,
não se compra nem se vende. E tem várias e sérias consequências.
Fonte:
http://www.cnbb.org.br/
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ORDEM TERCEIRA DE DIAMANTINA/MG: Retiro-02
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terça-feira, 9 de setembro de 2014
RETIRO COM FREI PETRÔNIO: Testemunho de Vida.
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A PALAVRA... Nº 684. Os Carmelitas e Feira Grande.
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CAPELA DO CARMO DE DIAMANTINA: Um Olhar
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A PALAVRA... Nº 685. O Fanatismo Político em Alagoas.
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A PALAVRA... Nº 685. O Livro de mil e uma utilidades.
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A NOITE ESCURA DE SÃO JOÃO DA CRUZ: Palestra de Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.
ORDEM TERCEIRA DE DIAMANTINA/MG.
Encontro
sobre a Espiritualidade Carmelitana.
Dia 07 de setembro
-2014.
Com Frei
Petrônio de Miranda, O.Carm
(E-mail do
Frei: missaodomgabriel@bol.com.br)
Tema: A
Noite Escura de São João da Cruz.
São João da Cruz (1540-1591), filho
de Elias, pela vida e pelos escritos mostrou conhecer noites escuras
pontilhadas de estrelas ou de trevas sem luz. E ensina a caminhar.
A Noite Escura "é o fim do
narcisismo e da abstração, é disponibilidade para o encontro com o outro e com
os outros. É a constante adaptação do homem a Deus. Não é um breve período de
crises, mas uma situação permanente, porque nunca nós acabamos de nos
adaptarmos à lógica divina, ao amor de Deus. Atitude crítica para consigo mesmo
e perante a realidade; discernimento frente à história e dentro da história;
uma consciência da relatividade das metas alcançadas, concedendo espaço para a
novidade do Espírito. A noite é consequência do amor, é escola de amor. É o
meio pelo qual se consegue uma nova consciência: tornamo-nos mais livres para Subir a Montanha sem que Nada
se interponha (1S,13)".
Elemento essencial da Noite em São João da Cruz é
a ação de protagonista do Espírito Santo: esta ação ilumina motivações
profundas, estruturas interiores escondidas. É uma verdadeira desintegração
criadora, uma autêntica descida aos infernos, que das bases arranca as
pilastras.
Não causa surpresa, portanto, que São João da Cruz fale
de morte viva, de situação horrível. E, de mais a mais, é uma fase necessária e
obrigatória; assim ele fala no início da Subida: "geralmente deve a
alma passar primeiro pelo meio de dois principais aspectos de trevas... ou
noite" (1S 1,1). Não é paralisia, abandono, abatimento, inércia. A alma
passa pelo meio da noite, e a noite, pelo meio da alma. Se assim é, então no
centro de tudo não está primariamente à atividade da pessoa, mas o processo de
reação teologal frente ao agir de Deus; para alcançar "um mais íntimo
saber".
Tende-se hoje a aplicar o processo
da Noite a situações de sofrimento e desespero das pessoas em
particular, mas também de grupos e da própria sociedade. Segundo o Papa João
Paulo II, hoje santo, o "O Doutor Místico exige hoje a atenção de muitos
crentes e não crentes para a descrição que ele mesmo faz da noite escura como
experiência tipicamente humana e cristã. A nossa época viveu momentos
dramáticos, nos quais o silêncio ou ausência de Deus, a experiência de
calamidades e sofrimentos, como guerras ou o próprio holocausto de tantos seres
inocentes, fizeram compreender melhor esta expressão, dando-lhe, além disto, um
caráter de experiência coletiva aplicada
à própria realidade da vida e não somente a uma fase do caminho do espírito. A
doutrina do Santo é invocada hoje diante deste mistério insondável da dor
humana (...). A esta experiência, deu João da Cruz o nome simbólico e evocador
de noite escura, com uma referência explícita à luz e obscuridade do mistério
da fé".
Com naturalidade se fala de noite
escura quando se recorda a tragédia dos campos nazistas, onde havia
desaparecido todo senso de dignidade e compaixão humana, enquanto milhões de
pessoas se encontravam como num túnel escuro, num caos de sofrimentos e trevas.
História horrenda sepultada nas entranhas da memória coletiva e que até hoje
inquieta a todos nós. Usou-se a metáfora Noite Escura, ao se falar da
oposição dos intelectuais americanos à guerra do Vietnã; podemos falar da noite
escura para expressar à realidade dos moradores de rua das grandes metrópoles,
dos jovens drogados e dos milhares de seres humanos a margem da sociedade do
consumo e da produtividade excessiva.
A Noite Escura de
Elias
O Profeta Elias, feliz na tranquilidade de Carit ou no
aconchego da casa pobre da mulher de Sarepta e seu filhinho, é despertado pela
tristeza da morte de um menino: é escuridão. "Javé, meu Deus, matando o
filho dela, o Senhor quer afligir até mesmo esta viúva que me deu
hospedagem?" (1Rs 17,20).
"Responda-me, Senhor! Responda-me!" (1Rs 18,37). "Javé,
agora já é demais! Pode tirar a minha vida, pois não sou melhor do que os meus
pais!" (1Rs 19,4). Comeu e bebeu e tornou a prostrar-se (1Rs 19,6). Depois
quarenta dias e quarenta noites a caminho, sem comer nem beber (1Rs 19,8).
"Estou só e querem tirar-me a vida!" (1Rs 19,10.14). Javé não estava
não, nem no furacão desmantelador de montes e rachador de rochedos. Javé não
estava nos tremores de terra, não (1Rs 19,11). Javé não estava no furor do fogo
e dos raios, também não. Estava sim numa brisa calma, que cobriu Elias com o
manto e com força o trouxe fora das cavernas (Rs 19,12-13). Um carro de fogo e
cavalos de fogo arrancaram Elias de junto de Eliseu, e num redemoinho de fogo
lá se foi Elias para o céu. Noites e luzes. Procurado por três dias (2Rs
2,11.17)[1]
Noite Escura de
Maria
Virgem feliz em casa de Joaquim e Ana, mas é preciso
dizer sim à vontade de Javé: "Eis-me aqui! Eu sou a escrava do Senhor.
Aconteça em mim tudo segundo a tua palavra" (°1,38).
É preciso deixar pai e mãe e Nazaré, com muita coisa
preparada para o nascimento e seguir José até Belém. Na hospedaria não há lugar
e o Menino não vai esperar mais: Ela mesma tem de envolvê-Lo em faixas e
acomodá-Lo dentro da manjedoura (°2,5.6.7). O boi e burro tenham paciência, e as mansas
ovelhinhas... É preciso que o velho Simeão venha com aquela profecia? Para
rebaixamento e soerguimento? Alvo diante da contradição? Uma espada que
transpassa a alma? O velho estava vendo a Virgem-Mãe de pé junto à Cruz?
(2,34-35)...
Noite Escura de Jesus
Menino unido com a Mãe que faz parte e participa da Noite
Escura da Mãe nos mistérios da sua infância. Cresce e, conduzido pelo Espírito,
caminha pelo deserto de Elias. Tem fome e é tentado pelo chato do diabo, que se
cansa e o deixa em paz.
Em Jerusalém causa-Lhe lágrimas e
tristeza, e sentida elegia e lamentação. Amor traído faz sofrer. Jesus chorou.
Quis ser como a galinhazinha de Nazaré, que com carinho sempre juntava a
ninhada debaixo das asas, mas Jerusalém não quis...
No meio da Escuridão é preciso falar
com os amigos sobre a beleza da Luz e das alegrias do Reino: "o meu Corpo
é dado em sacrifício por vós", "o meu Sangue é derramado por
vós": "no meu Reino haveis de comer e beber à minha mesa"
(22,19-20.30). Esperança: consolo e esperança somente...
PARA MEDITAÇÃO. Texto Bíblico. (1º Reis, 19,
1-9)
1º- Como a Espiritualidade Carmelitana,
vivenciada pelos mártires e santos carmelitas; Simão Stock, Tito Brandsma,
Edith Stein, Isidoro Bakanja, João da Cruz, Santa Teresinha... Ajuda-me a
superar as noites escuras diárias?
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 682. Violência e Religião.
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domingo, 7 de setembro de 2014
ORDEM TERCEIRA DE SERRO-MG: Convite.
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ORDEM TERCEIRA DE DIAMANTINA/MG: Reitro-01
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FREI PETRÔNIO: Homilia em Serro-MG.
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sábado, 6 de setembro de 2014
ORDEM TERCEIRA DE SERRO-MG: Retiro-01.
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Eleições 2014 - Vídeo 1 - Mais uma vez, eleições
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23º Domingo do Tempo Comum. A graça de poder perdoar (Mt 18,15-35)
Frei
Carlos Mesters, Lopes e Orofino.
Nesta reflexão para o evangelho do
próximo domingo, Jesus nos fala da necessidade de perdoar o irmão, a irmã. Não
é fácil perdoar, pois certas mágoas continuam machucando o coração. Há pessoas
que dizem: “Eu perdoo, mas não esqueço!” Rancor, tensões, brigas, opiniões
diferentes, ofensas, provocações dificultam o perdão e a reconciliação.
1- Situando
1. Leremos a segunda parte do Sermão da
Comunidade e meditar sobre ela. Veremos os assuntos da correção fraterna
(18,15-18), da oração em comum (18,19-20), do perdão (18,21-22) e a parábola do
perdão sem limites (18,23-35).
2. A organização das palavras de Jesus
em cinco grandes Sermões mostra que, já no fim do primeiro século, as
comunidades tinham formas bem concretas de catequese. O Sermão da Comunidade,
por exemplo, traz instruções atualizadas de como proceder caso algum conflito
surgisse entre os seus membros. Eram como cinco grandes setas no caminho que
apontavam o rumo da caminhada e ofereciam critérios concretos para solucionar
conflitos.
2- Comentando
1. Mateus 18,15-18: A correção fraterna e o
poder de perdoar
Jesus traz normas simples e concretas de
como proceder no caso de algum conflito na comunidade. Se um irmão ou uma irmã
pecar, isto é, se tiver um comportamento não de acordo com a vida da
comunidade, não se deve logo denunciá-los. Primeiro, procure conversar a sós.
Procure saber os motivos do outro. Se não der resultado, leve mais duas ou três
pessoas da comunidade, para ver se conseguem algum resultado. Só em caso
extremo, deve levar o problema para a comunidade toda. E se a pessoa não quiser
escutar a comunidade, que ela seja para você como um publicano ou pagão, isto
é, como alguém que já não faz parte da comunidade. Não é você que a está excluindo,
mas é a pessoa que se exclui a si mesma.
2.
Mateus 18,19: A oração em comum
Essa exclusão não significa que a pessoa
seja abandonada à sua própria sorte. Ela pode estar separada da comunidade, mas
não estará separada de Deus. Caso a conversa na comunidade não der resultado, e
a pessoa não quiser integrar-se na vida da comunidade, resta o último recurso
de rezar juntos ao Pai para conseguir a reconciliação. E Jesus garante que o
Pai vai atender.
3. Mateus 18,20: A presença de Jesus na
comunidade
O motivo da certeza de ser ouvido é a
promessa de Jesus: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei
no meio deles!” Jesus diz que ele é o centro, o eixo, da comunidade e, como
tal, junto com a comunidade estará rezando ao Pai, para que conceda o dom do
retorno ao irmão ou à irmã que se excluiu.
4. Mateus 18,21-22: Perdoar setenta vezes sete!
Diante das palavras de Jesus sobre a
reconciliação, Pedro pergunta: “Quantas vezes devo perdoar? Sete vezes?” Sete é
um número que indica uma perfeição e, no caso da proposta de Pedro, sete é
sinônimo de sempre. Mas Jesus vai mais longe. Ele elimina todo e qualquer
possível limite para o perdão: “Não te digo até sete, mas até setenta vezes
sete!” Pois não há proporção entre o amor de Deus para conosco e o nosso amor
para com o irmão. Jesus conta uma parábola para esclarecer a sua resposta a
Pedro.
5. Mateus 18,23-35: A parábola do perdão sem
limite
Dívida de dez mil talentos é 164
toneladas de ouro. Dívida de cem denários é de 30 gramas de ouro. Não existe
meio de comparação entre os dois. Mesmo que o devedor junto com mulher e filhos
fosse trabalhar a vida inteira, jamais seria capaz de juntar 164 toneladas de
ouro. Diante do amor de Deus que perdoa gratuitamente nossa dívida de 164
toneladas de ouro, é nada mais que justo que nós perdoemos ao irmão a
dividazinha de 30 gramas de ouro. E atenção! O único limite para a gratuidade
da misericórdia de Deus é a nossa incapacidade de perdoar o irmão. (Mt 18,34;
6,15).
3.
Alargando
A comunidade como espaço alternativo de
solidariedade e fraternidade
A sociedade do Império Romano era dura e
sem coração, sem espaço para os pequenos. Estes buscavam um abrigo para o
coração e não o encontravam. As sinagogas também eram exigentes e não ofereciam
um lugar para eles. Nas comunidades, o rigor de alguns na observância da Lei
levava para a convivência os mesmos critérios injustos da sociedade e da
sinagoga. Assim, nas comunidades começaram a aparecer as mesmas divisões que
existiam na sociedade e na sinagoga entre rico e pobre, dominação e submissão,
falar e calar, carisma e poder, homem e mulher, raça e religião. Em vez de a
comunidade ser um espaço de acolhimento, tornava-se um lugar de condenação.
Juntando palavras de Jesus neste Sermão da Comunidade, Mateus quer iluminar a
caminhada dos seguidores e das seguidoras de Jesus, para que as comunidades
sejam um espaço alternativo de solidariedade e de fraternidade.
Fonte: http://www.cebi.org.br/
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Homilia do 23º Domingo do Tempo Comum
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 683. Evangelho Dominical.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014
A PALAVRA... Nº 681. Um Olhar sobre Arapiraca-AL
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FREI MÁRCIO: Convite.
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014
O CARMO EM SERRO E DIAMANTINA-MG: Convite.
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ELIAS PROFETA NOS LIVROS DOS REIS. (1ª Parte)
Frei Alexander
Vella, O.Carm.
1- Ambiente histórico-religioso
Elias,
como aliás todos os outros profetas, era ao mesmo tempo homem-de-seu-tempo,
sofrendo os influxos próprios de seu ambiente, e homem-fora-do-tempo, com
horizontes muito vastos que não se deixa fechar em esquemas fixos, nem mesmo no
plano religioso. Fiel a tradição religiosa genuína de seu povo, o profeta não
revive nostalgicamente o seu passado. Vive intensamente o presente, mais
intensamente do que a maior parte dos seus contemporâneos, porém sem alienação,
com a capacidade de julgar o presente à luz de Deus. Sonha também ele com um
futuro melhor, mas não se ilude, porque está consciente de que o futuro é uma
construção que fazemos com nossas escolhas e nossas ações do presente. Devido a
este enraizamento do profeta no seu presente, é absolutamente necessário um
conhecimento do seu ambiente histórico-religioso para bem compreender sua
pessoa, sua mensagem e sua ação na história da salvação.
A
história de Elias se desenvolve no Reino do Norte - Israel - no séc. IX A.C.
Era tempo de prosperidade, assinalado por grande abertura para as nações
vizinhas, como no tempo de Salomão. Era também um tempo de forte crise
religiosa ou de sincretismo religioso, como se convencionou chamá-lo; consistia
na assimilação dos elementos estranhos à própria religião, tomados de outra
religião, com a consequente confusão, tanto no plano teológico como no plano
prático-moral.
O
sincretismo não era um problema novo para Israel. Realmente, desde a entrada
dos Israelitas na terra de Canaã a religião cananéia passou a mesclar o javismo
com idéias e práticas que lhe eram estranhas, e mesmo totalmente contrárias.
Isto se tornou mais forte quando Davi estende o seu Reino por toda a terra
prometida, incorporando nele inteiras populações de cananeus que nem sempre se
convertiam ao Deus de Israel ou, pior ainda, trocavam apenas o nome da
divindade que adoravam sem verdadeira mudança de sua religião.
A
religião dos cananeus era uma religião da natureza. Baal, o seu deus, era imaginado
como um imenso touro que fecunda a mãe terra com a chuva, tornando-a fértil.
Torna-se evidente porque Jeroboão, primeiro rei do norte, permite o culto ao
bezerro de ouro em Betel e Dan, e são seus adoradores considerados idolatras
pela tradição bíblica (1 Reis 12,28-30).
Provavelmente
estes bezerros, no início, serviam apenas como o pedestal para o trono do
Senhor, tal como os querubins o eram para a Arca da Aliança no templo de
Jerusalém. Mas, não se pode excluir também que, com os seus bois, Jeroboão
pretendia também ganhar a simpatia dos cananeus que estavam concentrados no seu
reino.
Pode-se
dizer então que as duas religiões, a javista e a de Baal existiam uma ao lado
da outra. Os israelistas não abandonaram o Deus de seus pais, o Deus do Êxodo,
mas junto a ele adoravam Baal, o deus da terra em que se encontravam.
Acreditavam ter real necessidade de Baal por este ser o deus que tornava fecunda
a sua terra, coisa que o Deus dos seus pais - Deus do deserto, não podia fazer.
Isto é puro sincretismo religioso. Mas, havia também outro tipo de sincretismo,
talvez mais perverso: adorar o Senhor como se fosse Baal, isto é, reduzindo-o a
dimensões humanas; um deus que existe para satisfazer as necessidades do homem.
Esta
situação se intensificou sob os reis Omri e Acab. Omri fez de Samaria, uma
cidade cananéia onde havia um templo dedicado a Baal, a sua capital. Para
consolidar a sua política de alianças com os reis vizinhos, Omri escolhe para
esposa de seu filho Acab a filha Jesabel de Et-Baal, rei de Tiro e sacerdote de
Baal. Este casamento, como era costume na época, comportava certa aliança entre
os dois povos também no plano religioso. Tal compromisso levou Acab a construir
uma capela no palácio real para o deus de Jesabel. Acab não abandonou o seu
Deus: dá nomes javistas a seus filhos (Acazia, Ioram e Atalia) e se cerca dos
Profetas do Senhor (1 Reis 22,5-12). Entretanto junto ao Senhor venera Baal e
permite a Jesabel exercer seu papel de verdadeira missionária de Baal.
A identidade precisa do Baal,
venerado por Jesabel, está amplamente discutida pelos biblistas porque o nome
Baal é muito genérico. Alguns estudiosos de grande prestigio (Kittel, Eissfeldt,
de Vaux) o identificam com Melgart, o deus de Tiro, que era provavelmente
venerado também em alguns outros lugares. Entretanto, não existe nenhuma
informação precisa sobre Melcart no tempo de Elias e por isso não podemos saber
se é mesmo ele o deus de Jesabel. Galling sugeriu Baal-Carmel, um deus local
venerado no Monte Carmelo. Entretanto, parece improvável que Jesabel
propagasse o culto do deus do Carmelo, em vez do seu Baal de Tiro. As notícias
que se tem do Baal-Carmel remontam apenas a época romana. Eissfeldt identificou
o Baal de Jesabel com Baalshamen, um deus cujo culto floresceu desde o fim do
2º milênio antes de Cristo, durando bem uns dois mil anos. Outros, como
Bronner, o identificam com o grande deus da tempestade do segundo milênio antes
de Cristo, conhecido através dos textos encontrados em Ugarit na Síria. O
problema é que existe uma grande distancia de tempo entre estes textos e
aqueles bíblicos que se referem a Elias. Contudo, são tantos os paralelos entre
estes textos que não é possível excluir uma certa relação entre o Baal de
Ugarit e o Baal de Jesabel.
Ainda
que fosse este Baal, a propagação de seu culto era assaz fácil em Israel devido
ao grande número de cananeus presente no Reino e ao sincretismo já existente
entre os israelitas. Sob a influência de Jesabel, Baal torna-se o deus que se
venerava na corte e na cidade, enquanto nos lugares menores continuava-se com o
sincretismo. O Senhor estava se tornando apenas mais um deus no panteão cananeu
e nada mais. O javismo, que por sua natureza é uma religião exclusivista,
estava para ser assimilado e absorvido pelo baalismo.
É
nesta perspectiva que se deve ler a vida de Elias. Realmente a sua história não
é simplesmente aquela de um profeta contra um rei déspota, mas é a luta entre o
javismo e o baalismo porque na concepção do profeta as duas religiões se
excluem.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014
BATE PAPO CARMELITANO: Frei Rômulo, O. Carm.
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sábado, 30 de agosto de 2014
REPORTAGEM DO OLHAR: A Igreja vazia.
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A voz do Pastor - 22º Domingo Comum - Domingo 31/08/14
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22º Domingo do Tempo Comum. Ano- A: Aprender a perder
A leitura que a Igreja propõe neste
domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16, 21-27 que corresponde
ao 22º Domingo do Tempo Comum, ciclo A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol
José Antonio Pagola comenta o texto.
Eis
o texto
O ditado está registrado em todos os
evangelhos e se repete até seis vezes: “Se alguém quer salvar a sua vida a
perderá, mas quem a perde a encontrará por mim”. Jesus não está falando de uma
temática religiosa. Ele está propondo aos seus discípulos qual é o verdadeiro
valor da vida.
O ditado está expresso de forma
paradoxal e provocativa. Há duas formas muito diferentes de orientar a vida:
uma conduz para a salvação, a outra para a perdição. Jesus convida todos a
seguir o caminho que parece mais duro e menos atrativo, pois conduz o ser
humano à salvação definitiva.
O primeiro caminho consiste em se
aferrar a vida vivendo exclusivamente para si mesmo: fazer do próprio “eu” a
razão última e o objetivo supremo da existência. Este modo de viver, buscando
sempre a própria ganância e vantagem, conduz o ser humano à perdição.
O segundo caminho consiste em saber
perder, vivendo como Jesus, abertos ao objetivo final do projeto humanizador do
Pai: saber renunciar à própria segurança ou ganância, buscando não somente o
próprio bem, mas também o dos outros. Este modo generoso de viver conduz o ser
humano à sua salvação.
Jesus está falando desde sua fé num Deus
Salvador, mas suas palavras são uma forte advertência para todos: Que futuro
espera uma Humanidade dividida e fragmentada, onde os poderes econômicos buscam
seu próprio benefício; os países, seu próprio bem-estar; os indivíduos, seu
próprio interesse?
A lógica que dirige nestes momentos o
caminho do mundo é irracional. Os povos e os indivíduos estão caindo
progressivamente na escravidão de “ter sempre mais”. Tudo é pouco para dar-se
por satisfeito. Para viver bem, é necessário sempre mais produtividade, mais
consumo, mais bem-estar material, mais poder sobre os outros.
Procura-se insaciavelmente o bem-estar,
mas será que não há uma progressiva desumanização? Quer-se “progredir” cada vez
mais, mas qual é o progresso que leva a abandonar milhões de seres humanos na
miséria, na fome e na desnutrição? Por quantos anos será possível desfrutar
desse bem-estar, fechando as fronteiras aos famintos?
Se os países privilegiados só procuram
“salvar” seu nível de bem-estar, se não se quer perder o potencial econômico,
jamais se darão passos em direção a uma solidariedade a nível mundial. Mas não
nos enganemos. O mundo será cada vez mais inseguro e mais inabitável para todos
e também para nós. Para salvar a vida humana no mundo é preciso aprender a
perder.
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A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 677. O Símbolo da Família.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
ALAGOAS Corrupção é o teu nome
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 675. Os Carmelitas em Sergipe
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O arcebispo que não precisou do Vaticano para ser santo
“A devoção ao ‘São Romero da América’
começou nos anos oitenta, em plena guerra civil, como demonstra as placas
deixadas por salvadorenhos anônimos em agradecimento por algum milagre
recebido”, é o que afirma Roberto Valencia, jornalista e autor do livro “Hablan
de Monseñor Romero” (Fundação Dom Romero, São Salvador, 2011) e trabalha em
clic El Faro. O artigo é publicado por BBC Mundo, 25-08-2014. A tradução é do
Cepat. Fonte: http://goo.gl/dgCAcb
Eis
o artigo.
O papa Francisco falou diretamente do
céu sobre o mártir venerado por centena de milhares de pessoas em El Salvador –
e além dele – como “São Romero da América”. E “falar do céu” não é uma licença
poética: a coletiva de imprensa foi realizada a bordo do Airbus A330 da
Alitalia que o levava de volta para Roma, após cinco dias na Coreia do Sul.
É tarde de segunda-feira, 18 de agosto
de 2014. Um jornalista felicita o papa pelo seu inglês, aproveita para
pedir-lhe, veladamente, uma entrevista, e o interpela: “Como vai o processo de
Dom Romero? Como gostaria que ele fosse concluído?”.
Referia-se a Óscar Arnulfo Romero y
Galdámez (1917-1980), o arcebispo de São Salvador assassinado de um disparo no
peito enquanto ministrava a missa na capela de um hospital para doentes
terminais de câncer, e cujo processo de beatificação está parado em Roma desde
1996.
A resposta entusiasmada do Papa
Francisco é propagada em um minuto, mas não diz nada de novo; recorda que a
causa está desbloqueada, reitera sua crença de que foi “um homem de Deus”, e
explica que o caso continua ancorado na Congregação para a Causa dos Santos.
O único romantismo de seu discurso
talvez seja o andamento recomendado aos proponentes: “depende de como irão se
mover. É muito importante que o façam com rapidez”.
O
salvadorenho mais universal
Desde que em 22 de fevereiro de 1977
tomou posse da arquidiocese de São Salvador, a relação do salvadorenho mais
universal com seu povo tem sido imensa e sinuosa, como a estrada que sobre a um
vulcão.
De tendência conservadora, sua nomeação
ganhou no início o repudio dos setores progressistas, que o tinham como um
bispo relacionado à oligarquia, papel que havia interpretado desde que, em
1944, iniciou seu trabalho pastoral em El Salvador.
A mudança foi radical e, em meados de
1977, censurava com firmeza o governo militar e denunciava a sistemática
violação dos direitos humanos exercida pelo Estado e grupos paramilitares,
ainda que também apontasse para os grupos armados que integravam a guerrilha da
Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN).
Quando a ultradireita o assassinou em
março de 1980, já era uma das vozes mais respeitadas da Igreja católica
latino-americana, todo um referente da Teologia da Libertação, mesmo que Dom
Romero nunca tenha se sentido parte desse movimento.
Em três anos havia ganhado o carinho de
uma ampla porcentagem dos salvadorenhos, admiração acentuada nos estratos mais
humildes da sociedade. O funeral foi um evento de massas que colapsou a
capital.
A devoção para “São Romero da América”
começou nos anos oitenta, em plena guerra civil, como demonstram as placas
deixadas por salvadorenhos anônimos em agradecimento por algum milagre
recebido.
Do
silêncio oficial ao “guia espiritual”
Durante a guerra civil (1980-1992), o
culto à sua figura foi clandestino, mas de uma honestidade formidável. Como
testemunhos da incipiente fé nos “aspirantes a santos”, salvadorenhos anônimos
esculpiram dezenas de placas “de milagres concedidos”, que hoje são expostos na
modesta cabana na qual passou seus últimos anos de vida, que foi transformada
em um pequeno, mas cativante museu.
A repressão governamental não rompeu sua
aura, mesmo que ter um retrato seu colado na parede fosse suficiente para
correr riscos. A salvadorenha Eleonor Chacón, uma mulher que não era
politicamente ativa, mas tinha uma fotografia com ele por ter sido o sacerdote
que a havia casado, queimou a imagem por sugestão de seu esposo.
O conflito civil, que deixou mais de 70
mil vítimas, desembocou nos governos do partido direitista Aliança Republicana
Nacionalista (Arena), fundado por Roberto d'Auibuisson, o mentor intelectual do
assassinato, de acordo com o Relatório da Comissão da Verdade, elaborado pelas
Nações Unidas.
Foram duas décadas de absoluto silêncio,
mas, como consequência dos espaços ganhos pelos Acordos de Paz de 1992, a
sociedade civil e a Igreja começaram a se organizar para manterem viva sua
memória, com procissões cada vez maiores e com mais visibilidade,
principalmente em torno da data do assassinato.
Transformado em partido político, o FMLN
tomou o poder em junho de 2009. Em seu discurso de posse, o agora ex-presidente
Mauricio Funes não apenas invocou Dom Romero – algo inédito nos 20 anos da
Arena -, como também o chamou de “meu mestre” e de “guia espiritual”. O fervor
popular de boa parte da efervescência católica já estava assentada e, da noite
para o dia, se sobrepôs a uma admiração institucional.
Durante os cinco anos de Funes, se
rebatizou o aeroporto internacional e uma estratégica rodovia, a Casa
Presidencial também se encheu de referências – um quadro gigantesco, uma
importante sala de reuniões renomeada ... –, o governo organizou uma rota
turística, e seu túmulo foi visitado pelos presidentes do Equador, Irlanda,
Brasil... inclusive Barack Obama caminhou pelo porão da Catedral Metropolitana,
onde estão os seus restos mortais.
Dom Romero se instalou no discurso
oficial – o FMLN continua no poder, agora com o ex-guerrilheiro Salvador
Sánchez Cerén como presidente–, mesmo que o compromisso com os mais
necessitados e sua austeridade pareçam ser mais difíceis de assumir para a
imensa maioria dos líderes políticos que o invocam.
Figura
de culto
Já ameaçado de morte Dom Romero, que
vivia em uma cabana de dois quartos, havia renunciou à proteção estatal (“Um
bem-estar pessoal não me interessa enquanto ver em meu povo um sistema
econômico, social e políticos que tenda, cada vez mais, a abrir essas diferenças
sociais”, registrou em seu diário), e dou integralmente os US$10.000 que
recebeu de uma universidade para a construção de um lar para crianças.
Já em 1978 três parlamentares britânicos
o visitaram em representação dos 118 que haviam assinado a postulação oficial
do salvadorenho para ao Prêmio Nobel da Paz.
E
o culto se expandiu nos últimos cinco anos, além de ter se sofisticado.
As Nações Unidas entraram na onda e,
desde novembro de 2012, reconhece o dia 24 de março, data na qual o
assassinaram, como o Dia Internacional do Direito a Verdade em relação a
Violações Graves dos Direitos Humanos e da Dignidade das Vítimas.
A atuação de Dom Romero como defensor
dos direitos humanos não começou a edificar-se apenas com sua memória. Sua
entrega foi reconhecida – em vida – por universidades dos Estados Unidos e
Bélgica, com doutorados de Honoris Causa.
Em
24 de março de 2015 serão completos 35 anos do assassinato de Dom Romero.
A candidatura a Nobel da Paz não teve o
êxito desejado por seus proponentes. Com o passar dos anos diferentes vozes
denunciaram que do Vaticano, onde o Papa polonês João Paulo II acabava de se
instalar, foi organizada uma campanha para neutralizar a possibilidade de que o
incomodo Dom Romero recebesse um prêmio tão importante. Seja certo ou não, o
Nobel da Paz em 1979 foi concedido a uma religiosa politicamente mais dócil: a
Madre Teresa de Calcutá.
“Para mim Romero é um homem de Deus, mas
o procedimento deve ser realizado, e o Senhor também tem que dar seu sinal...
Se Ele o quiser, o fará. Contudo agora os proponentes tem que caminha porque
não já não há impedimentos”, respondeu o papa Francisco ao jornalista que o
consultou.
No dia 24 de março de 2015 se
completarão 35 anos do assassinato de Dom Romero. Antes ou depois o papa Francisco
voltará a se referir à questão da beatificação. E sua figura voltará a ser
lembrada e venerada em El Salvador – principalmente, mas não apenas –, como já
gostariam de serem lembrados e venerados tantos santos sem devotos da Igreja
católica.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br/
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
REPORTAGEM DO OLHAR: Acidente na BR 101.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014
MISSA COM FREI PETRÔNIO EM SALVADOR: Homilia.
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RETIRO: Os Carmelitas e a Ordem Terceira.
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RETIRO DA ORDEM TERCEIRA. Oração da Manhã.
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domingo, 24 de agosto de 2014
RETIRO DA ORDEM TERCEIRA. Oração na Senzala.
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sábado, 23 de agosto de 2014
EU NÃO QUERO ESTE JESUS CRISTO.
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21º Domingo do Tempo Comum: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Esta é a questão decisiva que marca o
fim da primeira parte do evangelho de Mateus… Questão que continua hoje a ser
posta a cada um de nós, e todos somos convocados a respondê-la.
A reflexão é de Marcel Domergue,
sacerdote jesuíta francês, publicada no sítio Croire, comentando as leituras do
21º Domingo do Tempo Comum (Domingo, 24 de Agosto de 2014). A tradução é de
Francisco O. Lara e João Bosco Lara.
Eis
o texto.
Referências
bíblicas
1ª leitura: Isaías 22,19-23
2ª leitura: Romanos 11,33-36
Evangelho: Mateus 16,13-20
Rumo
à prova decisiva
Este texto do capítulo 16 de Mateus
perde muito do seu significado quando separado dos versículos 21-28 que vêm
logo a seguir e que só serão lidos no próximo domingo. De fato, Jesus está à
véspera de partir para Jerusalém onde será crucificado (versículo 21, fora da
leitura). Seus discípulos irão conhecer a prova maior da fé: é possível ter
vindo de Deus, para estabelecer o seu «Reino», um homem que foi superado pelo
complô dos que não aceitam a sua mensagem? E se não é o enviado de Deus, quem é
ele? Daí vem a questão que abre este relato: «Quem dizem os homens ser o Filho
do homem?» A resposta é significativa: Jesus não é visto apenas como uma
espécie de reencarnação de um personagem do passado, mas é classificado ainda entre
os personagens religiosos tradicionais. Não se vê o que ele tem de excepcional,
de único. E os discípulos que estão próximos a Jesus, que não se contentam em
escutar os seus ensinamentos, mas compartilham de sua vida? Eles, precisamente,
irão estar na primeira linha nesta prova de fé decisiva que se vai ter de
atravessar e que vai fazê-los duvidar. «E vós, quem dizeis que eu sou?» Este
«vós» dirige-se prioritariamente aos Doze. Em nome deles, Pedro responde com
uma profissão de fé que só poderá encontrar a sua forma e ganhar o seu sentido
pleno à luz da Ressurreição. Sem que possam defini-la, os discípulos pressentem
já, desde os primeiros encontros, a identidade secreta de Jesus, mas será na
Páscoa, anunciada aqui no versículo 21, que ela se fará declarar em plena luz
do dia.
"Tu
és o Filho do Deus vivo"
Porque aceita morrer na cruz é que Jesus
pode ser reconhecido como Filho de Deus, ou seja, perfeita imagem e semelhança
de Deus. «Odiado sem razão» (João 15,25), foi de fato também sem razão que ele nos
deu o seu amor. Ele pôs no mundo o amor com o qual o Pai, a Origem, nos ama:
Foi, com efeito, «sem razão» que Deus nos fez existir. Vamos, no entanto,
repetir que, aqui, a palavra Filho não tem o seu sentido habitual; por isso a
escrevemos com uma maiúscula. Para João (1,1-5), o Verbo existe desde sempre,
fora do tempo. Não vem depois de Deus, mas, se podemos dizer isto sem colocar
Deus no tempo, Ele é contemporâneo de Deus. Paulo, em Colossenses 1,15-17, dirá
que Ele é «a Imagem do Deus invisível», o que é um paradoxo. Como pode o
invisível ter uma imagem? Ele é «o Primogênito de toda a criatura». Anterior a
tudo, porque tudo o que existe só existe n’Ele e por Ele. Esta Palavra
criadora, que habita o homem como um fermento para fazê-lo crescer, emerge quando
aparece Jesus. Só então a nossa criação faz-se completa: o Cristo é o homem do
final, o homem totalmente perfeito, o «Filho do homem», imagem humana do Deus
invisível e, por aí, o Filho de Deus. O filho é, com efeito, imagem e
semelhança: esta fórmula empregada para definir o homem em Gênesis 1,26 é
repetida em 5,1 e utilizada novamente a propósito do primeiro filho de Adão. O
Filho de Deus está em gestação no homem por toda a eternidade de Deus.
"E
tu és Pedro"
Em Jesus, as pessoas viam apenas o filho
do carpinteiro de Nazaré; só a fé poderia fazê-los pressentir a plenitude da
sua identidade. O mesmo vale para Simão: vendo-o, diz-se que é o «Filho de
Jonas». Perfeito! Só que, neste instante, não é esta herança, esta filiação de
carne e sangue que está falando por ele, mas sim a sua origem absoluta, Aquele
que é o Pai de tudo o que existe e que em Cristo foi criado. Simão torna-se
«Pedro». Na Bíblia, a mudança do nome significa uma mudança de destino. Abrão,
«pai muito elevado», torna-se Abraão, «pai de multidões»; Jacó torna-se Israel,
«forte contra Deus»… O que significa «Pedro»? O rochedo sobre o qual se pode
apoiar e construir, porque é sólido e não decepciona. É o próprio Deus: «Deus é
o meu rochedo, a minha fortaleza, o meu libertador…» (2 Samuel 22,2…). O mesmo
vale para o rochedo que Moisés “ferirá” com a sua vara, para fazer jorrar a
água (Êxodo 17,1-7). Paulo vê neste rochedo (ao qual acrescenta a faculdade de
mover-se, qualificando-o como «espiritual») uma figura do Cristo (1 Coríntios
10,4). Mas a pedra pode tornar-se uma pedra de tropeço que provoca a queda do
transeunte que nela venha a tropeçar. Simão recebe a missão de se tornar a
pedra sobre a qual será construído o edifício da fé. Mas aqui, no final do
relato, o vemos tornar-se a pedra sobre a qual se tropeça. Agora é a sua
herança humana que está falando por ele, e não a voz do Pai.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br/
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RETIRO DA ORDEM TERCEIRA. A Palavra do Frei Raimundo.
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21º Domingo do Tempo Comum: Que dizemos nós?
A leitura que a Igreja propõe neste
domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16, 13-20 que corresponde
ao 21º Domingo do Tempo Comum, ciclo- A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol
José Antonio Pagola comenta o texto.
Eis
o texto
Também hoje nos dirige Jesus aos
cristãos a mesma pergunta que fez um dia aos Seus discípulos: “E vós, quem
dizeis que Eu sou?”. Não nos pergunta só para que nos pronunciemos sobre a Sua
identidade misteriosa, mas também para que revejamos a nossa relação com Ele.
Que Lhe podemos responder a partir das nossas comunidades?
Conhecemos cada vez melhor Jesus, ou
temo-Lo “encerrado nos nossos velhos esquemas aborrecidos” de sempre? Somos
comunidades vivas, interessadas em colocar Jesus no centro da nossa vida e das
nossas atividades, ou vivemos presos na rotina e na mediocridade?
Amamos Jesus com paixão ou converteu-se
para nós numa personagem gasta a quem continuamos a evocar enquanto no nosso
coração vai crescendo a indiferença e o esquecimento? Quem se aproxima das
nossas comunidades pode sentir a força e o atrativo que tem para nós?
Sentimo-nos discípulos e discípulas de
Jesus? Estamos aprendendo a viver com o Seu estilo de vida no meio da sociedade
atual, ou deixamo-nos arrastar por qualquer reclame mais apetecível para os
nossos interesses? É igual viver de qualquer maneira, ou temos feito da nossa
comunidade uma escola para aprender a viver como Jesus?
Estamos aprendendo a olhar a vida como a
olhava Jesus? Olhamos a partir das nossas comunidades para os necessitados e
excluídos, com compaixão e responsabilidade, ou encerramo-nos nas nossas
celebrações, indiferentes ao sofrimento dos mais desvalidos e esquecidos: os
que foram sempre os prediletos de Jesus?
Seguimos Jesus colaborando com Ele no
projeto humanizador do Pai, ou continuamos a pensar que o mais importante do
cristianismo é preocupar-nos exclusivamente com a nossa salvação? Estamos
convencidos de que o modo de seguir Jesus é viver cada dia fazendo a vida mais
humana e mais feliz para todos?
Vivemos o domingo Cristão celebrando a
ressurreição de Jesus, ou organizamos o nosso fim de semana vazio de todo o
sentido cristão? Temos aprendido a encontrar Jesus no silêncio do coração, ou
sentimos que a nossa fé se vai apagando afogada pelo ruído e o vazio que há
dentro de nós?
Acreditamos em Jesus ressuscitado que
caminha conosco cheio de vida? Vivemos acolhendo nas nossas comunidades a paz
que nos deixou em herança aos Seus seguidores? Acreditamos que Jesus nos ama
com um amor que nunca acabará? Acreditamos na Sua força renovadora? Sabemos ser
testemunhas do mistério de esperança que levamos dentro de nós?
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ELZA BLOISE: Missa de Corpo Presente-01
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A Voz do Pastor - 21º Domingo Tempo Comum - Domingo 24/08/14
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IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SALVADOR: Um Olhar
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014
O CARMO EM SALVADOR: A Palavra do Frei Raimundo.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 674. O Carmo em Salvador.
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A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 673. Vamos abrir os olhos?
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 672. Por que Será?
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CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA: Frei Adailson.
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terça-feira, 19 de agosto de 2014
ORDEM TERCEIRA DO CARMO: Convite.
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18:07
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CARMELITAS NO RIO DE JANEIRO: Comunicado.
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A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 671. Eu Prometo!
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
BATE PAPO CARMELITANO: Frei Márcio, O. Carm.
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MÊS VOCACIONAL: Mensagem do Padre Provincial.
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domingo, 17 de agosto de 2014
ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA: Canto Final.
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EDUARDO CAMPOS: Homenagem do Olhar.
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EDUARDO CAMPOS: Homenagem do Olhar.
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sábado, 16 de agosto de 2014
Eu não quero este Jesus Cristo
Frei Petrônio de Miranda, Padre
Carmelita Jornalista.
Eu não quero este Jesus Cristo que fala alto nos
palanques e na TV, corre, condena, grita e transforma a sua mensagem em
poluição audiovisual. Não, o meu Jesus não é o Jesus do marketing, dos grandes
shows, da corrida pelo ibope. Ele não é fashion, não tem cor. Ele ultrapassa as
religiões, os ritos, os dogmas, ama a todos sem pré-conceitos, fala pouco,
perdoa, contempla e ora. Passa na brisa suave e mora nas favelas, nas
florestas, nos morros, nas montanhas e no silêncio da madrugada triste das
penitenciárias, dos abrigos e das casas de recuperação dos drogados.
Eu não quero este Jesus dos templos televisivos. Não,
o meu Jesus caminha com o mendigo no silêncio da noite, sorri com o ancião
abandonado em um asilo, dorme com os menores nos viadutos das grandes
metrópoles. Silencia na dor dos índios, na saudade dos migrantes, nas alegrias
e tristezas do agricultor. Ele Ressuscita na luta de cada comunidade, no grito
dos homossexuais espancados, das prostitutas, travestis, das lésbicas e
drogados. Sim, o meu Jesus é trindade e se faz presente em cada grupo social na
marcha contra os políticos corruptos e desumanos.
Eu não quero este Jesus Cristo competitivo no mercado
financeiro da marca Bombril, com mil e uma utilidades. Eu fujo do sagrado
comercial e sexualmente sedutor, consumido e comido nas fartas mesas do sistema
econômico. Não, o meu Jesus não tem preço ou marca, Ele não se queima, não se
corrompe e não se vende. Ele é frágil, humilde, carinhoso, misericordioso,
manso, pequenino e só os puros de coração poderão ver e contemplá-lo.
Eu não quero este Jesus Cristo pop estar estampado nas
camisetas, disputando espaço com a Madonna, o Pelé, o Justin Bieber, o Neymar,
a Lady Gaga e todos os artistas e personalidades mundiais. Não, o meu Jesus não
gosta de ser reconhecido. Ele não é o super-homem, ao contrário, foi condenado
e crucificado em uma cruz. O meu herói caminha com os presos políticos, com os
mutilados, desesperados e sedentos de paz e igualdade social.
Eu não quero este Jesus Cristo do cinema 3D, HD e
digital que enriquece empresários do sagrado e transforma os seguidores em
fanáticos. Não, o meu Jesus não tem tablet, aiphone ou iPad. Ele vive escondido
em um pequeno casebre castigado pelas enchentes, sofre com a seca, as chacinas,
a prostituição infantil e as epidemias, chora com os aidéticos e vive a procura
de um pedaço de terra e de um teto para morar. Ele é o mesmo de ontem, de hoje
e de sempre, porém, muitos não o aceitam, não o procuram e fecham os olhos para
não o ver.
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