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terça-feira, 25 de março de 2014

Papa faz reflexão sobre encontro de Jesus com a Samaritana


Mais de 40 mil fiéis acompanharam a oração mariana do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, no domingo, 23. O papa Francisco trouxe como tema de reflexão a passagem do Evangelho que retrata o encontro de Jesus com a Samaritana junto ao poço em Sicar.

Francisco observou que o pedido de Jesus à Samaritana – “Dá-me de beber“ - supera todas as barreiras de hostilidade entre judeus e samaritanos e rompe os esquemas de preconceito em relação às mulheres.

“O simples pedido de Jesus é o início de um diálogo sincero, mediante o qual Ele, com grande delicadeza, entra no mundo interior de uma pessoa à qual, segundo os esquemas sociais, não deveria nem mesmo dirigir uma palavra. Jesus se coloca no lugar dela, não a julgando, mas  fazendo sentir-se considerada, reconhecida, e suscitando assim nela o desejo de ir além da rotina cotidiana”, disse.

O papa explicou que ao pedir água à Samaritana, Jesus queria “abrir-lhe o coração”, “colocar em evidência a sede que havia nela”. “A sede de Jesus não era tanto de água, mas de encontrar uma alma sequiosa”, afirmou o papa.

A passagem do Evangelho conta que os discípulos ficaram maravilhados com o Mestre, pois tinha falado com aquela mulher. Mas, “o Senhor é maior do que os preconceitos. E isto devemos aprender bem” – exortou Francisco -, pois a misericórdia é maior do que os preconceitos”. Segundo o papa, o resultado do encontro junto ao poço foi o de uma mulher transformada.

“Deixou o seu jarro com o qual ia buscar água e correu à cidade para contar a sua experiência extraordinária. ‘Encontrei um homem que me disse todas as coisas que eu fiz. Era o Messias? Estava entusiasmada. Foi buscar água no poço e encontrou uma outra água, a água viva da misericórdia que jorra para a vida eterna. Encontrou a água que sempre procurou! Corre ao vilarejo, aquele vilarejo que a julgava, a condenava e a rejeitava, e anuncia que encontrou o Messias: alguém que mudou a sua vida. Pois cada encontro com Jesus nos muda a vida, sempre. É um passo em frente, um passo mais próximo a Deus”, acrescentou.

“Encontramos também nós o estímulo para ‘deixar o nosso jarro’, símbolo de tudo aquilo que aparentemente é importante, mas que perde valor diante do ‘amor de Deus’, e todos temos um, ou mais de um jarro", ressaltou Francisco.  

“Eu pergunto a vocês e também a mim: ‘Qual é o teu jarro interior, aquele que te pesa, aquele que te afasta de Deus? Deixemo-lo um pouco de lado e com o coração escutemos a voz de Jesus que nos oferece uma outra água, uma outra água que nos aproxima do Senhor”, disse.

De acordo com Francisco, todos são chamados a redescobrir a importância e o sentido da vida cristã, iniciada no Batismo, e a testemunhar como a Samaritana, "a alegria do encontro com Jesus e as maravilhas que o seu amor realiza".

Ao final do Angelus, o papa Francisco recordou o Dia Mundial da Tuberculose celebrado nesta segunda-feira, 24, e pediu orações por todas as pessoas atingidas pela doença e por todos que de alguma maneira se ocupam delas.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Oscar Romero, modelo profeta para hoje


Oscar Romero, modelo profeta para hoje
Dom Gregorio Rosa, amigo e colaborador do arcebispo salvadorenho, veio a Portugal, a convite dos Missionários da Consolata, para falar sobre pensamento e espiritualidade do homem de Igreja assassinado há 33 anos

 
OC/Agência ECCLESIAAgência ECCLESIA – Como conheceu D. Oscar Romero?
D. Gregorio Rosa –Ele era um sacerdote, quando eu o conheci – ele tinha 40 anos e eu tinha 15 anos, quando começava os meus estudos no seminário menor. Depois trabalhei com ele um ano inteiro no seminário menor de San Miguel, como seu assistente, em 1968, e tornamo-nos amigos.
No seu diário, o meu nome aparece muitas vezes, porque éramos muito próximos. Aparece sobretudo quando Romero era arcebispo e tinha de preparar relatórios para Roma, a fim de explicar-se e defender-se de ataques injustos que chegavam contra ele. Isso aparece no diário, era uma experiência de amizade muito profunda e uma graça para mim, muito especial.

AE – O percurso de vida de D. Oscar Romero ficou marcado por incompreensões, dúvidas. Pensa que ainda hoje há gente na Igreja e não só que não entendeu esta figura?
GR – Eu também sou jornalista e preparei com ele muitas vezes um programa de rádio, de 30 minutos, que era transmitido todas as semanas. Fazia questões muito provocadoras a Romero e uma vez perguntei-lhe: você transformou-se, monsenhor? Ele respondeu-me que não diria que era uma transformação, mas uma evolução.
Esta mesma ideia aparece num documentário da televisão suíça em 1979, um ano antes de morrer. Perguntam-lhe a mesma coisa e ele diz com mais pormenor como, quando era bispo no interior do país (Tambeae, ndr), via as coisas de uma forma e quando chegou a arcebispo e está na capital, descobre de forma brutal o que é a violência estrutural, o que chama de injustiça institucionalizada. E descobre que tem uma vocação, a de acompanhar o povo que está esmagado pela violência, pela repressão, pelos esquadrões da morte, e ser voz dos que não têm voz.
Romero vai evoluindo para uma missão profética – os profetas nunca são compreendidos -, ele nas suas homilias fala muito do tema do profeta e compara a missão de Jesus com a missão dos profetas. Ele foi um profeta e por isso foi incompreendido, perseguido, foi assassinado: é muito fácil perceber, a partir daí, o que foi a missão de Romero, o que foi a sua opção, a sua vida, também o seu martírio, um profeta fiel à sua missão, porque foi acima de tudo um discípulo de Jesus Cristo.
AE – Esse martírio aconteceu já há 33. Porque há tantas dificuldades no processo de beatificação de D. Oscar Romero?
GR – Essa pergunta aparece permanentemente e vou aprendendo a responder com elementos novos. Quero fazer uma breve história deste facto: Romero foi incompreendido em primeiro lugar pelos seus próprios irmãos bispos – quando era arcebispo, eram seis bispos no país (El Salvador, ndr), quatro contra dois, tinha apenas um bispo a seu favor (05h00), que foi depois seu sucessor em San Salvador (D. Arturo Rivera Damas), quando havia votações, perdia sempre. Este é um ponto importante.
Ele disse uma vez, falando com jovens de um colégio católico: “Para uns sou a causa de todos os males do país, para outros sou o pastor que acompanha o povo”. Portanto, há duas visões sobre Romero, o homem recusado e o homem amado como pastor.
Depois, há um segundo momento: Romero é assassinado por um grupo preparado por um militar (Roberto D'Aubuisson) que fundou um partido político (ARENA), e esse partido chegou ao Governo, governando durante 20 anos. Nunca nesses 20 ano se interessou por Romero, pelo contrário, interessou-se em ir contra ele, já que tinha morrido por causa deles. Por isso, Roma nunca teve um sinal positivo sobre a canonização por parte do Governo, porque Romero era um inimigo.
Há quatro anos, temos um primeiro Governo de esquerda, que levou Romero a sério. O presidente (Mauricio) Funes, no dia da sua proclamação, disse: Romero é a minha inspiração, o meu modelo, e quero como ele optar pelos pobres e seguir os seus ensinamentos. Assim, Roma começa a ouvir algo diferente, nos últimos anos.
Um terceiro elemento é que Romero é um Santo incómodo, os profetas são incómodos. Não é Madre Teresa de Calcutá, é outra coisa, por isso é um profeta que, como Jeremias, é incómodo e querem acabar com ele. Estes santos desinstalam-nos, tiram-nos do sítio, obrigam-nos a rever a nossa vida medíocre.
Isso também foi um fator contra Romero, mas ao mesmo tempo há uma corrente cada vez maior em seu favor e os Papas foram entendendo isto. O Papa João Paulo II entendeu Romero a partir do ano de 1983, quando visitou o seu túmulo pela primeira vez, e acabou por compreendê-lo bem a partir dos anos 2000 e 2001, quando disse que era um mártir da Igreja.
Tenho os testemunhos diretos dessa visão do Papa: não foi fácil para o Papa João Paulo II entender como é que um bispo é morto por cristãos, como eram os comunistas de El Salvador – que não eram como os da Polónia ou da Europa de Leste -, era outra coisa. Finalmente foi-o compreendendo, era outra visão do que era a esquerda, é um problema complexo que se foi esclarecendo, pouco a pouco.
AE – Essa visita de João Paulo II ao túmulo de D. Oscar Romero, em 1983, foi um momento de tensão…
GR – O que é surpreendente é o que conta o seu secretário pessoal, Dom Estanislau (Dziwisz), agora arcebispo de Cracóvia, num livro que se intitula ‘Uma vida com Karol’. Há um capítulo dedicado ao martírio, no qual fala de apenas um mártir, Romero, e relata dois factos relacionados com o Papa João Paulo II, que é importante partilhar com quem está a ver este programa.
O primeiro é do ano 1983: conta ele que antes da visita a El Salvador, disseram ao Papa que não convinha que visitasse o túmulo de Romero, porque esse era um tema muito politizado, e o Papa respondeu: Como não o vou visitar, se morreu no altar, durante a Eucaristia?
Houve pressões no país para que não fosse ao túmulo de Romero e quero contar uma história: para preparar essa visita, houve uma comissão mista, Governo-Igreja, para tratar da segurança, do protocolo, etc., e eu fui um dos encarregados. Estávamos reunidos quando chegou uma nota da Nunciatura que dizia que o Papa gostaria de visitar o túmulo. Diziam que não era adequado, que era perigoso, que não havia condições, que não o devia visitar.
Numa segunda reunião, chegou outra nota da Nunciatura onde se dizia que o Papa visitará o túmulo. Visitará. Então, negociamos com o Governo que a visita não seria publicada no programa, que seria privada e confidencial, digamos. A 6 de março de 1983, quando chega o dia da visita do Papa, prevista para depois do almoço, o cardeal Tucci disse-me de manhã: “Vamos já para a Catedral”. João Paulo II chegou ao túmulo quando não estava ninguém à sua espera.
Outro facto aconteceu no ano 2000, com o Jubileu dos Mártires, a 7 de maio, no Coliseu. Na quarta-feira anterior, anunciou-se na sala de imprensa da Santa Sé como seria a cerimónia, uma grande paraliturgia, e falou-se de cada continente, quem ia ser evocado como mártir. Na América Latina, são mencionados três nomes de bispos, mas não apareceu o de Romero, e os jornalistas perguntaram porque é que não estava. Houve uma reação em Roma, muito forte, de protesto.
Dois dias depois, o Papa convidou vários cardeais, para jantar, entre eles o cardeal Kasper, que também me contou o que vem no livro: João Paulo II pediu o livro que ia ser usado na cerimónia dos mártires, procurou a página da América Latina e a oração conclusiva dessa secção, onde escreveu “bispos como o inesquecível monsenhor Romero, que entregou a sua vida no altar”. E teve de se fazer um novo folheto.
Nós temos os dois folhetos, o que se ia utilizar, sem referência a Romero, e o que se usou, mencionando-o. Foi o único nome evocado.
Há um último dado, de que sou testemunha pessoal, no ano 2001, mês de novembro. Temos visita ‘ad Limina’ com João Paulo II, a última que lhe fizemos, e no momento pessoal com o Papa, o arcebispo (Fernando Sáenz Lacalle) chega e eu vou com ele. O Papa está muito cansado, muito doente, não reage ao que diz o arcebispo, mas de repente levanta a cabeça e pergunta: E Monsenhor Romero?
O arcebispo responde: Estamos a falar sobre a devoção, não sabemos se há algum milagre por sua intercessão…
O Papa pôs-se de pé, pega na bengala e diz: É um martírio. E vai-se embora.
São dados do pontificado de João Paulo II que indicam que ele foi compreendendo e chegou à convicção de que Romero é um mártir. São dados interessantes, totalmente comprovados, que indicam uma evolução no Papa: ele entendeu o que se passou com Romero e chegou à conclusão de que é um mártir da Igreja.
 Agência ECCLESIA –Que atualidade tem este arcebispo assassinado no altar para uma jovem geração que nunca teve contacto com ele?
GR – Vou responder com uma história do ano 2000. Nesse ano, no 20.º aniversário (da morte) de Romero, houve uma grande marcha nas ruas de San Salvador, com archotes. Havia bispos italianos na marcha e eu estava a celebrar em Roma. Quando eles voltaram, emocionados, os bispos vinham surpreendidos porque os jovens gritavam na marcha “Sente-se, sente-se, Romero está presente”.
Os jovens de hoje estão a conhecer Romero e entusiasmam-se com ele, porque veem um homem coerente com as suas convicções, um homem que é fiel ao ser humano e defende os Direitos Humanos, que é fiel a Jesus Cristo, que é fiel à Igreja e dá a vida por esses ideais.
Os jovens precisam de algo que dê sentido à sua vida e veem em Romero um discípulo de Jesus Cristo que é coerente com o que diz, com o que faz, e as pessoas precisam de modelos assim. Hoje vivemos num mundo que não tem modelos, não tem líderes. Romero é um líder, um modelo para os jovens de hoje, para as pessoas, e por isso é um santo muito atual.
É espantoso que mesmo no mundo dos não crentes, Romero seja uma inspiração, pelo que estamos em muito boa companhia e com o Papa Francisco temos, penso, o melhor momento para que o processo de canonização possa avançar até ao final.

 

34 ANOS DEPOIS: (24/03/1980- 24/03/2014: Dom Oscar Romero ajudou a fortalecer o compromisso com os mais pobres.


Ao passar sua mensagem de paz e justiça ao povo salvadorenho, Dom Romero nos deixou um legado importante de amor e luta. Um exemplo desse legado foi vivido por Anne Marie Crosville. A francesa conheceu Dom Romero numa favela no México e, neste momento, recebeu um convite para lutar junto com os salvadorenhos e levar a mensagem de que este povo lutava por paz e justiça à Europa. Anne Marie conta essa história e tudo o que aprendeu com Dom Romero nesta entrevista que concedeu por telefone à IHU On-Line. “O exemplo de Dom Oscar Romero me ajudou a melhorar e fortalecer meu compromisso ao lado dos mais pobres”, disse ela.
Anne Marie Crosville nasceu na França e é pedagoga. Ela já viveu em vários países do mundo. Hoje, mora em Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre, onde está à frente do Centro Infanto-Juvenil Luiz Itamar desde 1988.

Confira a entrevista.
A senhora trabalhou com Dom Romero, certo? Pode nos contar um pouco sobre como era ele?

Anne Marie – Eu conheci Dom Romero quando estava no México trabalhando numa favela com crianças e adolescentes de rua. Ele chegou a nosso bairro para visitar as famílias salvadorenhas que fugiam da guerra e da violência. Tinha sempre a preocupação de visitar seu povo e defender a vida deles contra a ditadura. Então, tive a oportunidade de conhecê-lo. Passei uma semana com ele em torno do bairro, mas não cheguei a trabalhar diretamente. Dom Romero me fez um convite para me solidarizar com o povo salvadorenho e poder ser sua mensageira quando voltasse para a Europa. Eu deveria dizer que o povo salvadorenho lutaria por justiça, dignidade e se voltaria contra a ditadura. Ele me fez esse convite para ser testemunha da luta do povo salvadorenho. O pedido mexeu muito comigo e, num primeiro momento, falei que não tinha vocação, que era um compromisso muito grande. Ele me disse, com sua voz muito terna e firme: “O convite está feito, mas você tem que pensar, pois precisamos de estrangeiros que apoiem essa luta tão sofrida”. Em setembro de 1979, ele me fez o convite e, em 24 de março de 1980, foi assassinado, o que foi muito forte para mim. Fui para El salvador depois e senti que era um chamado fazer essa experiência e apoiar o povo salvadorenho. Em 1983, entrei na zona de guerra e fiz um trabalho de alfabetização. O exemplo de Dom Oscar Romero me ajudou a melhorar e fortalecer meu compromisso ao lado dos mais pobres. Ele sempre estava lá pela Igreja e dizia que um Bispo não estava a serviço do poder, mas sim a serviço da vida.

Quais foram às circunstâncias do martírio de Dom Romero?
Anne Marie –
Ele foi ameaçado várias vezes de morte porque defendia sempre o povo. Falava na rádio todos os domingos, tratando da paz com justiça e dignidade, não como uma paz dos cemitérios. Na última homilia, falava para os soldados do exército que não podia continuar obedecendo à lei dos militares e dos comandantes, que tinham uma lei que matava os próprios irmãos, uma vez que os soldados eram originários do campo. Aos soldados, quando viviam no campo, diziam que iam ganhar muito dinheiro se aceitassem participar do exército militar. Ele falou para os soldados: “Vocês estão matando seus próprios irmãos. A lei de Deus é a lei da Fraternidade e da Justiça". Então você não pode obedecer a lei da morte. Assim, ele pediu para os soldados desobedecerem. Essas foram suas últimas palavras no rádio. No dia seguinte, ele celebrou uma missa num hospital onde morava. Romero tinha um quarto nesse hospital e durante a consagração o mataram a tiros. Ofereceu seu sangue, que se misturou ao sangue de Jesus. Até hoje, aqueles que o mataram estão soltos. Foi um choque muito grande para o povo, para os mais pobres, porque ele era a voz da justiça e do amor. No enterro dele, houve outro massacre, pois havia muitas pessoas presentes e cerca de 400 delas foram assassinadas. Isso porque havia franco-atiradores da oligarquia em cima dos telhados, matando aqueles que queriam homenagear Dom Romero.

O contexto em que viveu Oscar Romero é diferente do atual?
Anne Marie – O contexto em que ele viveu era de guerra civil. É um país que viveu muitos terremotos e sua construção é muito difícil, mas a esperança de agora é que o novo presidente, que ganhou a eleição recente, Mauricio Funes, mude a realidade. Depois de tantos anos de luta, agora a esquerda socialista ganhou a presidência. Eu tive de sair de lá em 1985, voltei dez anos depois e percebi que o povo continuava lutando pela reconstrução do país. Temos esperanças grandes no povo salvadorenho.

E, depois que Dom Romero morreu, que caminho a senhora percorreu?
Anne Marie –
Eu respondi ao convite que ele me fez uns meses antes. Senti o chamado. Me preparei para entrar na zona de guerra, entrei clandestinamente e fiz todo um trabalho de alfabetização dos combatentes. Eu não combatia com armas, mas sim para fazer acontecer a libertação através da educação. Acompanhei esse povo durante alguns anos. Para mim, foi a coisa mais forte da minha vida,pois acompanhei o povo de verdade,e o povo lutava para construir uma sociedade mais justa. Quando tínhamos de fugir dos militares que entravam nos acampamentos dos guerrilheiros, parecia que estávamos aminhando até a terra prometida. Foi muito forte isso em mim, marcou e renovou minha fé e meu compromisso ao lado dos pobres. Aprendi com os salvadorenhos que, a cada vez que caíam, não se falava de morte. Foi uma época muito intensa, mas tive de sair porque fui denunciada. Fui procurada, mas consegui sair e voltar para a França.

E por que a senhora veio para o Brasil depois?
Anne Marie – Eu trabalho em Cachoeirinha, na Vila Anair, um bairro bem pobre. Trabalho com crianças e adolescentes desfavorecidos. Vim para o Brasil só porque conheci um brasileiro daqui de Cachoeirinha. Foi uma escolha de amor. Ele era da fraternidade cristã de doentes e deficientes. Era uma pessoa parecida, talvez, com Oscar Romero, pois defendia a vida a partir de suas limitações, porque ele era tetraplégico. Ele teve esclerose e o conheci nos últimos anos de sua vida. Era quase totalmente paralisado, mas tinha uma força de vida, um sorriso... não sei, foi um amor bem bonito, intenso, mas durou pouco. Romero morreu em 1989, e ficamos um ano construindo esse projeto nessa vila onde estou. Ele deixou uma mensagem de lutar também por uma vida melhor.

E como à senhora vê a El Salvador de hoje, que acaba de colocar na presidência do país a linha que tem em Dom Romero o seu protagonista maior?
Anne Marie –Vejo o país com esperança, porque agora o presidente é da esquerda, da linha de Oscar Romero, se é que podemos dizer assim, pois ele não era de um partido, mas sim a favor da vida. Acho que essa vitória é um misto de promessa de vida melhor e uma recompensa para tanta gente que lutou. Eu tenho muita esperança apesar de ser cautelosa, pois não sei o que irá acontecer. Tenho muita fé de que o povo poderá viver um pouco melhor.
Que legado Dom Romero deixou, em sua opinião?
Anne Marie – Romero deixou bem claro que o compromisso nosso é estar ao lado dos mais pobres e dos que sofrem injustiça. É ir na contramão do poder dos ricos e dos conservadores. É amar com justiça e com dignidade, respeitar a cultura do povo e acompanhá-lo na sua vida cotidiana, sem importa uma doutrina. Ele deixou bem claro que quem não segue a vida com justiça não é cristão.

A PALAVRA... Nº 553. O nosso medo de cada dia.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A PALAVRA... Nº 551. Vídeo Denúncia.

NOVENA AO GLORIOSO SÃO JOSÉ.


O SÍMBOLO DA FIDELIDADE A DEUS

 
I leitura ( 1Sm 1, 15-21) – O Deus de Israel lhe conceda o que pediste.

            Leitura do Primeiro Livro do Profeta Samuel - 15Ana lhe respondeu dizendo: “Não é isto, meu senhor! Sou apenas uma mulher desesperada. Não tomei vinho nem outra bebida inebriante; só desafoguei a minha alma na presença do Senhor. 16Não me trates como mulher à-toa, pois foi pelo excesso da minha pena e mágoa que falei até agora”. 17Então Eli lhe replicou: “Vai em paz e o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste”. 18Ela disse: “Tua serva encontre graça aos teus olhos”. Depois a mulher seguiu o seu caminho e comeu. Seu rosto já não era o mesmo de antes.

 Nasce Samuel e é consagrado. 19Tendo-se levantado cedo, prostraram-se diante do Senhor e voltaram para casa em Ramá. Elcana conheceu sua mulher Ana e o Senhor se lembrou dela. 20Pelo fim do ano, Ana concebeu e deu à luz o filho. Chamou-o Samuel, dizendo: “Porque o pedi ao Senhor”. 21 Um ano depois, seu marido Elcana subiu com toda a família para oferecer ao Senhor o sacrifício anual e cumprir o voto.

Salmo Responsorial.
O nosso Deus merece harmonioso louvor.

1. Louvem a Deus, pois é bom cantar.
O nosso Deus merece harmonioso louvor.
Deus reconstrói Jerusalém, reúne
os exilado de Israel.

2. Cura os corações despedaçados
e cuida dos seus ferimentos. Ele conta
o número das estrelas e
Chama cada um pelo seu nome.

3. Ele cobre o céu com nuvens,
preparando a chuva para a terra.
Faz brotar erva sobre os montes
e plantas úteis aos homens.

Evangelho (Mt, 1, 18-25) A fidelidade e humildade fizeram dele o “protetor de Deus”.
Proclamação do Evangelho de Cristo, segundo Mateus -   18 A origem de Jesus Cristo, porém, foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José. Mas antes de morarem juntos, ficou grávida do Espírito Santo.19 José, seu marido, sendo homem justo e não querendo denunciá-la, resolveu abandoná-la em segredo. 20 Mas enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: “José filho de Davi não tenhas medo de receber Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus. É ele que salvará o povo de seus pecados”.22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: 23Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão com o nome de Emanuel1,  que significa: Deus conosco. 24 Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor lhe tinha mandado e aceitou sua mulher. 25 E não teve relações com ela até que ela deu à luz um filho, a quem ele pôs o nome de Jesus.

Para ajudar a refletir:

Dentro de sua imensidão misericordiosa, Deus atendeu as súplicas de Ana através do sacerdote Eli e este anunciou que o seu pedido seria atendido. Nascendo o seu filho ela deixou então de ser humilhada perante o povo como mulher imprestável por ser estéril e de idade avançada. O nome dado a criança foi de Samuel, que significa “EU PEDI A JAVÉ”. O menino se tornou Profeta e foi fiel a Deus durante toda a sua vida.

            O Salmo de louvor fala sobre o poder de Deus em fazer coisas maravilhosas em toda sua criação. Tanto a natureza como os seres humanos recebem a sua graça e atenção.
            Mateus narra o começo de uma nova história, a origem de Jesus e a importância de José na composição da família, aceitando humildemente e se colocando a disposição de Deus para que Filho do Altíssimo seja protegido e amparado nos seus primeiros anos de vida.

Ligações entre leituras:
 - dois nomes foram indicados para duas crianças.
 - duas mulheres em condições adversas, ficam grávidas com o poder de Deus.
 - Um sacerdote e um anjo, intermedeiam a concepção.
 - As duas crianças se tornam adultas: um profetiza, ou é Deus quem fala.
 - Ambos foram fiéis ao Pai, porém um foi até às últimas conseqüências.
 - Quando acordaram, ( as duas famílias ), foram para suas casas.

Como comentário inicial:
            Com a proximidade do Natal, final do  Ano litúrgico e início do Advento é bom irmos nos preparando para a festa máxima da nossa fé de tal forma que quando chegarmos próximo da festa do nascimento do Menino Jesus, também nos lembremos dos seus pais que tanto se esforçaram para que este viesse à terra como homem, como os melhores exemplos dados por Maria e seu esposo José.

Frases para a celebração:
1 – O comportamento de uma mulher triste e aflita.
2 – Que o Deus de Israel conceda o que você pediu
3 – José fez como o Anjo do Senhor lhe tinha mandado.
4 – A importância dos nomes dados aos nossos filhos.
5 – As vezes  mesmo acordados, não damos atenção ao chamado ou pedido de algum Anjo.
-Como as outras folhas de preparações litúrgicas, favor devolver estas também. Obrigado
- Que São José, Padroeiro de Comunidade São José da Vila Lindóia nos de saúde, alegria e muita paz em nossas vidas. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

OLHAR CARMELITANO: O Silêncio.

Frei Estêvão Peters, 0.Carm.
Convento do Carmo de Unaí-MG. 1978.

O que é o silêncio?
Qual o seu segredo?
Que poder tem no existir humano?
Como procurá-lo?
Onde encontrá-lo?
Que valor tem no percurso da vida?

O Silêncio é o ser sem ruído,
Sonância, barulho ou rumor.
O silêncio não se encontra
Em festa mundana,
Riqueza, vida sem rumo.

Eu gosto do silêncio,
Repouso para os meus sentidos
Agitados e inquietos,
Escola onde leio e aprendo
O sentido das coisas criadas.

Sim, eu encontrei o silêncio
Em bosques e montanhas,
Ao longo das praias e nos lagos.
Sim, eu encontrei o silêncio
No crepúsculo da tarde
E nas esferas sagradas.

Ó silêncio, repouso misterioso,
Poder maravilhoso para a existência humana!
Fica comigo nos trabalhos e fadigas
Para que um dia contigo possa gozar
A quietude silente da vida eterna.  

sábado, 8 de março de 2014

Vida Cristã: Um olhar sobre o caminho dos cristãos.

Que a vida cristã começa com o batismo é um dado do qual se tem o óbvio pressuposto no NT. A prática de imersão está ligada com o batismo de arrependimento de João Batista (Mc 1,9 e par., Mt 28,19; Mc 16,6, At 2,38 e muitos outros lugares) e não se pode reconduzir nem ao batismo dos prosélitos judeus (auto-batismo) nem aos ritos helenístico de purificação. Os elementos essenciais são a conversão e a purificação (lavagem ou banho) com água, como o início de uma nova vida, cheia do Espírito. Que o batizando fosse completamente submerso (submersio) não se pode demonstrar. Deve-se pensar sobretudo numa aspersão (perfusio), juntamente imersão (immersio) do batizando. A isto se une a invocação do nome divino («no nome de Jesus»; «no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo»), que com isto se dá expressão à fé e ao próprio renascimento em Deus. Como sinal da efusão do Espírito Santo (Mc 1,8 seg., Jo 3,5, 1 Coríntios 12,13, etc.) serviu como a imposição das mãos.

 1. Preparação para o batismo (os catecúmenos)

No período seguinte ao apostólico, as comunidades instituíram períodos de preparação para o batismo. A Didaqué pressupõe uma instrução moral / catequética catequéticas que se liga à catequese sinagogal conhecida como "figura de duas vias" (cap. 7,1-4; cf 1,6; cf Barnabé 18-20). Justino exige "a convicção da verdade de nossa doutrina" (Apologia 61). Pelo ano 215 Hipólito testemunha um período de três anos de preparação (Tradição apostólica 17), que era amplamente praticado.

De acordo com Hipólito, os neo-convertidos eram apresentados ao mestre por um membro da comunidade. Quem apresentava confirmava a séria vontade de conversão do aspirante ao batismo (Tradição apostólica 15, 20). Os candidatos apresentavam suas motivações e informavam sobre o seu modo de vida: exortava-se as pessoas casadas à fidelidade e escravos a uma adequado comportamento para com seu patrão. Os escravos de patrões cristãos tinham a necessidade também de apresentar um certificado de seu patrão. Havia também uma série de proibições ou limitações de âmbito profissional, que levavam em consideração exigências de caráter moral e do perigo de permanecer corrompidas por práticas pagãs. (Tradição apostólica Cf 16 § 15.3, 26.2).

Os candidatos que eram aceitos para o batismo, chamados de catecúmenos, deviam "ouvir a palavra" geralmente por três anos (Tradição apostólica 7). Dependendo do comportamento moral deles (Tradição apostólica 20), este tempo era alongado ou encurtado. Algumas semanas antes do batismo tinha início a preparação mais intensa, caracterizada liturgicamente por exorcismos (Tradição apostólica 20) e pela oração da comunidade. Os catecúmenos se tornaram “competentes” (seriamente aspirantes), “eleitos” (escolhido) ou “iluminados”. A partir deste momento, ou mais tarde, eles eram admitidos a ouvir o Evangelho, mas nas liturgias da comunidade eram despedidos antes da celebração eucarística. Nos últimos dias antes do batismo, jejuavam tanto os que seriam batizados como aqueles que os assistiam (Didaqué 7,4; Justino, Apol. I 61; Tradição apostólica 20). Durante a vigília da última noite, eram lidas para eles as Escrituras e dadas às instruções finais.

2. A administração do batismo

As datas preferidas para a administração do batismo eram a Páscoa e  Pentecostes; para Tertuliano o tempo certo era todo o período de Pentecostes (De Bapt. 19). A cerimônia verdadeira e própria do batismo era ritualmente bem articulada. Os momentos principais eram, além de "imersão", a unção com o crisma, administrada uma ou duas vezes, "a renúncia ao demônio, ao seu serviço e às suas obras”, e a profissão de fé. De acordo com a Tradição apostólica 21, toda a cerimônia de batismo pode ser reconstruída da seguinte forma:

No batistério:

- Oração da Água;

- Deposição de roupas;

- Oração sobre os óleos;

- Renúncia do diabo: pergunta-resposta (apotaxis, abrenuntiatio);

- A unção com o óleo de exorcismo;

- Batismo com perguntas batismais ou a profissão de fé;

- Unção pelo padre com o óleo de ação de graças.

Na igreja:

- Imposição das mãos e oração do bispo

- Unção pelo bispo com o óleo de ação de graças

- Bênção / selo com o sinal da cruz (consignatio / sphragis)

- Beijo da paz.

Imediatamente após: celebração eucarística.

Certamente havia as diferenças locais, mas a estrutura básica do rito batismal era unitária. Para o Norte de África os atos determinantes e o seu efeito são descritos por Tertuliano (De resurr. Mort. 8,3):

- Lavacro batismal - purificação

- Unção - consagração

- Selo - confirmação / reforço

- Imposição de mãos - outorga do Espírito Santo.

O batismo verdadeiro e próprio era feito em uma banheira (piscina), onde o batizando, provavelmente imerso na posição vertical, era aspergido com água três vezes. Quando o rito batismal se desenvolveu, começou a fazer parte a confissão de fé. Para o candidato ao Batismo se perguntava se ele acreditava em Deus, no Pai, no Filho e no Espírito Santo, e ele respondia a cada pergunta com a fórmula "creio" (Hipólito, Tradição apostólica 21). O conteúdo do credo batismal concorda com as outras formas conhecidas de profissão, mesmo que o conteúdo das palavras era diferente (§ 27,2-3). A profissão de fé no Espírito Santo estabelece uma ligação com a Igreja como uma comunidade, cheia do Espírito, na qual o batizando era acolhido e inserido (Tertuliano, De Bapt. 6,2). Um símbolo independente para a profissão de fé, junto com a fórmula em três perguntas e respostas, pode ser documentado apenas a partir do século IV (Cf. § 27,2-3; § 65.2).

Por razões de decoro no batismo das mulheres se valia da ajuda de assistentes femininos. Nas Igrejas do Oriente, estas eram as diaconisas. O local do batismo dependia da efetiva situação local (Didaqué 7,1: "batizar em água viva". Cf. Tradição apostólica 21; Tertuliano, De Bapt. 4.3).  No início do terceiro século começaram a ser construídos locais especiais (Batistério) com pia batismal no âmbito dos espaços para as reuniões da comunidade (§ 23.4).

Ao batismo seguia a celebração eucarística (Justino, Apol. 165; Hipólito, Tradição apostólica 21). O costume de se oferecer nesta ocasião "leite e mel"   está ligado ao simbolismo do renascimento e da consagração. A promessa bíblica da "terra que mana leite e mel" (Êxodo 3:8,17 e outros) deu a este rito seu conteúdo específico.

Preparação para o batismo e sua administração eram previstas para o batismo de adultos. Era usual, no entanto, também o batismo de crianças . Se os catecúmenos sofressem o martírio antes do batismo, então a morte violenta por amor de Cristo valia como "batismo de sangue" (baptismus sanguinis). Tertuliano chama-lhe «o segundo lavacro» (lavacrum secundum) e justifica o conceito com Lc 12,50  = “Um batismo eu devo receber, e como estou ansioso até que isto se cumpra”.

3. A controvérsia sobre o batismo dos hereges

A existência de comunidades cristãs diferentes levou ao questionamento sobre o valor de seu batismo. Tertuliano recusava qualquer batismo que fosse feito fora da sua Igreja. De acordo com Efésios 4,4-6, só haveria um batismo, administrado exclusivamente na Igreja Católica (De Bapt. 15). A Igreja africana aderiu sem problema a esta norma (Sínodo de Cartago em 220), com a qual estava de acordo também a Igreja da Ásia Menor (cf. Cipriano, Ep. 75,7).

A questão tornou-se extremamente pertinente no momento do cisma de Novaciano (§ 35.2). A sua "Igreja dos Puros" não reconhecia o batismo católico e exigia um novo batismo para aqueles que desejassem aderi-la. Cipriano (Ep. 73,2) falou de uma "imitação macaquesca (de macaco)" e de arbitrária apropriação “do único batismo". Ele e seu aliado Firmiliano de Cesaréia permaneceram fimemente fieis à prática de suas igrejas, segundo a qual para eles só havia um batismo: «Fora da Igreja não há salvação» (salus extra Ecclesiam non est, Ep. 73,21). Portanto, um convertido devia ser batizado. O Papa Estêvão, no entanto, reconhecia um o batismo que tivesse sido administrado em nome de Jesus Cristo . Ele estava contente, em uma conversão, a imposição das mãos como um rito de acolhimento (Cipriano, Ep. 74,1) e chamou a esta tradição da sua Igreja: "Nada deve ser apresentado fora do que é sido proferida "(mhil innovetur, traditum quod nisi leste, ibid). O argumento da tradição, de fato, houve ação no outro lado (Cipriano, Ep. 71,3, 75,19, Ep cf. 74,9).

Chipre, juntamente com a ação do batismo é o perdão dos pecados e da outorga do Espírito e do reconhecimento de uma única igreja (Ep. 69,3). A Igreja de Roma, no entanto, parece ter dado tal peso para essa unidade: o banho de purificação pode ser separada da imposição das mãos, que deu o Espírito (Cipriano, Ep 73. Giubaiano o bispo, que simpatizava com a posição do dia). A disputa violenta, personalizado e Stephen Cipriano, não pôde chegar a uma solução. Três sínodos comemorado em Cartago (255 e 256) se declararam a favor de Cipriano (Ep. 70, 72); episcopado sententiae. 82). Depois disso, Stephen quebrou a comunhão eclesiástica com o Norte de África (Cipriano, Ep. 75,25). As tentativas de mediação por Dionísio de Alexandria (Eusébio, HE VII 2-9) manteve-se vencida. Apenas a morte de Stephen no 257 e a perseguição do imperador Valeriano pôr fim ao litígio, o que contribuiu para o esclarecimento de Dionísio de Alexandria aceitar novamente a união com o bispo de Roma. O Sínodo de Arles em 314 mostrou cauteloso ainda sobre a prática contra o Norte Africano (cân. 9 [8]).

A liturgia da comunidade cristã

 1. A Eucaristia

O limite do Novo Testamento ("Fazei isto em memória de mim", Lucas 22:19, 1 Coríntios 11:24-25) foi decisiva para a missa das comunidades cristãs, que foi chamado de "partir do pão", "Ceia do Senhor" "thanksgiving" ou "sacrifício". Seu quadro de ida foi um banquete comum, com os ritos e orações que chamou clara aos hábitos de convívio e como orar no judaísmo. No segundo século. celebração da Eucaristia foi separada da casa para a ceia. Embora a celebração em Didache 9-10, com "ação de graças ao vinho e pão", que recorda a ceia de Jesus com seus discípulos, mas sem uma relação com sua morte, ainda é visto como um banquete, Didache 14 jogos no partir do pão em ação de graças no dia de domingo, sem mencionar uma refeição comum.

Justino descreve a forma desenvolvida como uma celebração de louvor, agradecimento e sacrifício (I Apol. 65-67; Dial. 41,1, 117,2; cf. Ireneu, Adv.. Haer. 13,2 I, III 18,2 ; IV 17:5-6; IV 18,5-6; Johanms Acta 109). Ele atesta a divisão entre a Liturgia da Palavra e da Eucaristia. Fizeram parte da primeira parte lê no "memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas, a homilia ea oração de intercessão comum (ver a carta de Clemente 40-61). O beijo da paz como um sinal de comunhão terminou desta forma. Imediatamente após o homem que presidiu a celebração falou sobre as ofertas do pão e do vinho, graças, confirmou dall'Amen comunidade. Em seguida, as ofertas, ou "o pão eo vinho com a sua transformação se fez carne e sangue de Jesus" (Apol. 166), foram distribuídas aos presentes.

As mesmas informações que são dadas pelas Constituições de Hipólito. Como Hipólito descreve os progressos da celebração eucarística, no contexto da consagração episcopal, em vez de a liturgia da palavra foi a consagração (cf. Justino, Apol. I 65, onde, para este lugar, há o batismo). Para a liturgia eucarística Hipólito cita uma taxa (ou "oração eucarística"), que é considerado como um texto exemplar (cf. Trad apóstatas. 9), é introduzida por um diálogo entre o sacerdote e os fiéis ainda em uso hoje (Tradição apostólica 4) , Quanto ao cânone, é claramente estruturado da seguinte forma:

- Graças a anamnese (ou história) para o evento de Cristo;

- A narração da instituição, com o memorial da morte e ressurreição;

- Invocação do Espírito Santo (epiclese).

A notícia que temos do terceiro século. encontrar seu lugar neste quadro já feito para a liturgia da Palavra e da Eucaristia. Apesar de todas as diferenças, a acção central da liturgia eucarística consiste o rito do pão e do cálice, no contexto do cânon. Norte de África, a liturgia foi celebrada pela primeira vez na América. Tertuliano e Cipriano preferem indicar a celebração eucarística com a palavra sacrifício, ou com o uso de verbos e offerre sacrificari, com o qual a maior ênfase no caráter sacrificial. Os dois escritores norte-Africano também testemunhar, pela primeira vez, oferecer a Eucaristia para os mortos (Tertuliano, De Corona 3, Cipriano, Ep. 1.2).

A celebração comunitária da Eucaristia teve lugar normalmente aos domingos (Justino, Apol. I 67: dia da criação e da ressurreição). Tertuliano também menciona os dias da celebração estacional (orat De 19. Cf. § 25.1); Cipriano sabe que o "sacrifício" de jornal (Ep. 57,3 cf 63,16; Tertuliano, De orat. 18). A comunidade foi urgentemente chamado a participar na celebração alfa, pois garantiu a unidade fiéis com o Senhor levantou e fez a comunhão concreta para além do espaço e do tempo. Os participantes também são prometidos, no terceiro século. Quem vai receber a ajuda e força para enfrentar a labuta diária. "Aqueles que rezam na igreja pode superar os males de cada dia" (Tradição apostólica 41). Não perca uma chamada enérgica a respeito antes da celebração eucarística e do corpo de Cristo "(Tradição apostólica 37, Tertuliano, De Corona 3.4). Data a partir do terceiro século. também histórias maravilhosas sobre a Eucaristia (Cipriano, 25 De Lapsis; Eusébio, HE VI 44, Dionísio de Alexandria).

2. Comunhão

A comemoração incluiu a comunhão eucarística, na qual a prática tem sido chamado para receber as espécies do pão e do vinho ("Oferta") mudou "corpo e sangue de Cristo. Como um sinal de unidade e distinção no mesmo tempo, estes foram administrados apenas para os batizados (Didaqué 9,5), o pouco que só lugar 'para participar na liturgia eucarística. Os fiéis receberam a comunhão sob as duas espécies. Foi trazida para ausente apenas na espécie do pão. Mesmo aqueles que participaram da celebração poderia trazer o corpo do Senhor em casa de uma comunhão (Cipriano, De Lapsis 25).

O que você deve receber a comunhão em jejum é mencionado por Tertuliano (Para uxorem II 5.3 cf Ippolito apóstatas, Trad. 36), a utilização deve resultar do facto de a celebração teve lugar no início da manhã e, em seguida, pode ter ligado com a idéia de jejum como uma preparação para receber a comunhão.

Não é um segredo culto certificadas (disciplina) a respeito da doutrina sobre a Eucaristia. Os apologistas não têm reiteradamente manifestado seu pesar para relatar a verdade sobre suas reuniões e suas doutrinas (Tertuliano, Apol. 2:3-6 e em outros lugares). Precisa ter sido, em geral de uma reserva natural de professor / catequética, que foi de 7,6 milhões de toneladas em sua justificação (Tertuliano, De praescr. 26,1, 41,2; et Cipriano testemunha 3,50.53). Ele favoreceu a introdução cautelosa e gradual na doutrina e prática cristã. Este tipo de ensino é particularmente pronunciada no sistema de Clemente de Alexandria e Orígenes, que será conduzido pela fé simples (πιστισ) conhecimento (gnοσιs).

 
5. Ágape

A missa, refeição comum ,poderia ser também chamado de "ágape". Após a celebração da eucaristia se tornou independente, foi agape como banquete coletivo e fraternal. Não oferecer o testemunho, entre outros documentos, a Didaqué 11,9 ("preparar uma única tabela), a refeição que eles estão falando sobre a Acta Pauli (25), com pão, legumes e água", que teve com grande alegria ", como a última refeição dos mártires (Passio perpetuae 17). Nas comunidades que foram crescendo agape se tornou uma celebração para grupos menores (Clemente de Alexandria, Strom. IV 10,1; Paed. II 4-8) e expressão de "sociabilidade cristã". Tertuliano descreve o uso (convivium, jantar triclínio, discumbere) e da estilização do banquete com a adopção de formas paralitúrgico (Apol. 39,14-19). Ele destaca a fins filantrópicos (Apol. 39,16), que é obtida igualmente sugerido pelo Ippolito: banquetes fraternal (Trad apóstatas. 26: Jantar communis) foram controlados pelo clero e organizada para apoiar a celebração eucarística (27 -28). A comida foi o nome dado ao elogio (26). A partir desta cidade, a agape igreja para Ippolito distingue a tabela especial para viúvas que precisam de assistência (30: De jantar viduarum), que faz parte da caridade comunitária (cf. siríaco Legend II 28; Const. Apóstata. II 28). Em um período posterior agape ainda era conhecido apenas como parte do apoio comunitário para os pobres, que foram fornecidas pela condição de cristãos ricos.

4. Ou local

O lugar feito esporadicamente à disposição da comunidade durante o segundo século se separou da unidade que é usada para reuniões. Foi casas particulares com mais quartos (cf. Orígenes, Hom. Êx 12:2), que foram adaptados para o efeito de uma comunidade cristã (domus ecclesiae). Informe-nos como uma adaptação do Pseudo-Clementinas, Reconhecimento. 10,71,2 (anacronicamente que remontam ao tempo de Pedro). O espaço reservado para o culto divino verdade dentro da casa deve ter sido proporcional ao tamanho da comunidade. Já testemunha Caption sírio uma espécie estável que tomaram parte no serviço de Deus (II 57,2-7), Const. apóstatas. II 57, 2-4). Nas grandes cidades, deve haver mais casas eram deste tipo para as comunidades cristãs. Em Roma, ele pode assumir a presença em algumas das igrejas chamadas "titular". O título "(titulus) é o nome do proprietário de um prédio e construiu sobre ela. O título de um proprietário privado de uma domus ecclesiae antiga mais tarde se tornou, em parte, a cabeça de um santo: ex. titulus = igreja de St. dementis titulus Clemente = igreja de St. equizius Martino ai Monti.

Infelizmente, a evidência literária dificilmente pode ser apoiado por descobertas arqueológicas. Só em Dura-Europos, no Eufrates, poderia ser cavado um domus ecclesiae nele estabelecida em torno do 232, onde é evidente a adaptação de uma casa privada para o serviço litúrgico da comunidade (meio ambiente para reuniões, ambiente para [o batismo ?] e outras salas dispostas em torno de um pátio). O ambiente adequado para o batismo foi decorada com afrescos que mostram cenas da Bíblia. A domus ecclesiae se transforma, assim, em uma igreja.

Junto com essa transformação, houve uma mudança de linguagem: a casa da comunidade, ou "casa de Deus" (Hipólito, Comm Dan 1.20, cf 1.7, Clemente de Alexandria, Strom. VII 29,4) foi dúvida de que a igreja que adotou o nome de "ecclesia de montagem" (): Tertuliano, De fuga 3,3,2; De ídolo. 7.1; Adv. Val. III 1 ("casa do nosso pombo"). A domus ecclesiae cresceu no final do século terceiro. mais numerosos e mais impressionante (Porfírio, Fragma. 76). As igrejas que foram construídas logo após a última perseguição, é dificilmente imaginável sem a realidade anterior (por exemplo, a Tiro, Aquileia e Salona).

Além de Dura-Europos, você não pode dizer algo sobre o desenvolvimento artístico dos lugares para as reuniões, no terceiro século cristão. arte arte religiosa cristã começou como uma criança, sob a forma de decorar objetos do cotidiano com os símbolos cristãos atuais: pomba, peixe, barco, etc. (Clemente de Alexandria, Paed. III 59,2). Tertuliano polêmicas contra a imagem do pastor de óculos usados pelos cristãos, estabelecendo uma relação entre essa representação em si mesmo neutro e Lc 15:4-7 (cf. § 69,4). A comunidade cristã foi, sem dúvida sob o bispo Zeferino (198/199-217) o seu próprio cemitério (catacumbas de Calisto). As salas foram decoradas, certamente para a iniciativa privada, com pinturas de cenas bíblicas que foram para exprimir a mensagem de salvação e redenção: Daniel na cova dos leões, a Arca de Noé, Jonas, a ressurreição de Lázaro, etc. Junto com cenas bíblicas desenvolvidos imagens da vida cristã com expressões similares de conteúdo: o batismo, agape / Eucaristia, Cristo como salvador e professor.

1. A remissão dos pecados depois do batismo

A comunidade pós-apostólica foram convencidos da possibilidade da remissão dos pecados depois do batismo. A confissão dos pecados, a admoestação mútua e da intercessão comum (A Carta de Clemente 2:3-6), bem como as ações clássico de arrependimento, a oração, o jejum ea esmola, são práticos, apiedou-se da sinagoga, que são spread desde os primeiros tempos (I Epístola de Clemente 52,1; 60,1-3; Tertuliano, De Paenitentia 9-12). As testemunhas Didache a confissão no contexto litúrgico (Didaqué 14,1). deficiências graves eram expiados com uma exclusão temporária da vida da comunidade (A Carta de Clemente 54,2-3; Didache 15:3-4).

Um debate no seio da Igreja sobre a possibilidade de arrependimento e perdão dos pecados que você tem prova no "Pastor de Hermas" (IV 3 Mand. Cf § 37,6). Erma distinção entre o perdão dos pecados através do batismo e do arrependimento que leva à conversão após o batismo (μετανοια), que defende de maneira decisiva. Mas ele limita a possibilidade de conversão em nova perspectiva a expectativa de uma iminente vinda: ela é válida apenas uma vez. Não conhece limites, no entanto, quanto à natureza do pecado. Mesmo os pecados mais graves, como a apostasia da fé e do adultério pode ser perdoado. exortação Erma's, "Fazei penitência, portanto, útil" (Act poenitentiam enim vobis utilem, Sim. IX 32,5), implica uma referência à santidade da Igreja e tem suas razões (Visio imagem III Tower, Sim. salgueiro imagem VIII); ação penitencial é controlada por chefes e sacerdotes (Visio 4,3 II e III 9,7-10).

Durante o post continua a ser a possibilidade de fazer penitência apenas uma vez após o batismo. Foi permitido para denominados pecados de apostasia, prostituição e assassinato (cf. Atos 15:20) e deverá viabilizar a formação de "novo homem" (A Epístola de Clemente 8:2). Tertuliano chamou esse perdão dos pecados "arrependimento segundo" (secunda Poenitentia, paenit De. 7.10, 7.2, "a esperança de segundo ou o último", secunda vel Spes passado). Montanist Durante esse período, no entanto, negou qualquer possibilidade de perdão pela Igreja (Tertuliano, De pudicitia 21,7-9). Ele pensou que os três pecados mortais como irremediavelmente delicta, pecados imperdoáveis, que incluiu a exclusão da comunhão da Igreja ao longo de sua vida. O Montanists amarraram o poder eclesiástico de perdoar os pecados apenas aos profetas, ou "pneu" (homo spiritalis cf Tertuliano, De pud. 21,17: "Então, certifique-se de ser a Igreja de perdoar os pecados, mas a Igreja que é o Espírito Santo, através de um homem espiritual, e não os bispos da Igreja como um todo). Neste bispos rigorosa oposição das Igrejas mais (Tertuliano, De pud. 1: Agrippino de Cartago, Hipólito, refutar. 9,12: Callisto). Eles entenderam a Igreja como comunhão dos santos e pecadores, e como tal interpretado as parábolas do Reino de Deus (Mt 13 seg.) E outros textos do Novo Testamento (Lc 15, por exemplo, Jo 10,11-15) (Tertuliano, De PUD . 7). A eclesiologia comum persiste em defender o poder de perdoar pecados, a Igreja, e continuou a dar o poder a seus ministros.

2. A prática penitencial eclesiástica

Uma espécie de prática penitencial eclesiástica pode ser mostrado no terceiro século. Regras e controles estavam nas mãos do bispo, que foi conferido com a consagração do mandato para a remissão dos pecados, o direito de «ligar e desligar" (Hipólito, Tradição apostólica 3, cf Pseudo-Hom Clementine 3. ,72-4). No entanto, este mandato exclusivo para perdoar os pecados através do bispo disse que não sem controvérsia. Ele também impulsionou os detentores dos direitos de um poder carismático de cura. Após a perseguição tornou-se Deciani uso de "cartas de paz" (pacis panfletos) dos mártires e confessores para contornar essa competência exclusiva dos bispos.

elemento constitutivo para a prática eclesiástica penitencial era a confissão dos pecados (exhomologesis, o reconhecimento de palavras penitencial e de ação). A advertência (correptio), o bispo foi ver a gravidade de sua falta pecador eo coloca na classe dos penitentes. As obras de penitência e de sua duração foram determinadas individualmente, de acordo com a gravidade da falta cometida. Durante este período, o penitente foi tratado de forma semelhante aos catecúmenos: introdução gradual na comunidade acompanhado por uma reintegração igualmente gradual (Tertulliano. De paen. 9,4; Cipriano, De Lapsis 24, etc) .. Ele só podia participar na liturgia da palavra, foi para fazer suas ações penitencial "sob o cilício ea cinza" (Mt 11:21) e foi recomendado para as orações da comunidade. No final do período de penitência foi realizada a reconciliação ". Através do perdão imposição das mãos pelo bispo foi concedido, junto com a plena comunhão com a Igreja.

The Legend siríaco, que exige uma severa advertência pelo Bispo de pecados (II 11-18, cf. Const. Apóstata. II 11-18), parece não conhecer as práticas de reconciliação a ser concedido uma vez. Há ainda por trás, talvez, as práticas de Interdição em uso na sinagoga. Além disso, a legenda no catálogo dos pecados ultrapassa os três pecados capitais, que requer o perdão mais freqüentes. testemunha Síria chama a atenção para as diferenças nas práticas penitenciais da Igreja antiga.

3. medicina e ordinária penitência

Penitência A Igreja era praticada apenas em relação ao pecado grave público que pesava sobre a comunidade. Deficiências na sua cristãos comuns permaneceu sozinho. Com o jejum, a caridade oração, público e privado, as diferentes possibilidades que permaneceu aberto para chegar ao perdão. Neste não houve limitações. Neste contexto, o pecador penitente cristã e permaneceu durante toda a sua vida. Clemente de Alexandria e Orígenes, em particular tratado o pecado, a este respeito, principalmente pessoal. Consideravam-no como uma doença individual, que foi para corrigir um processo de educação e cura para continuar ao longo da vida. Essa cura não poderia obter um único ato judicial, sozinho com o bispo, embora Orígenes chamou expressamente a atenção para a prática da penitência, da Igreja Episcopal e até mesmo recomendável um controlo rigoroso sobre os membros da comunidade de pecadores. Mesmo o cristão perfeito poderia dar uma ajuda terapêutica para os seus irmãos (cf. Clemente de Alexandria, Quis mergulhos 41,1-6; Orígenes, Hom. Jos 7,6; Hom. Ps. 37 [38] 19, II, 6) . Esta doutrina sobre o pecado e arrependimento seu design influenciado a prática penitencial depois do monaquismo, que deu a cura do pecador eo perdão dos pecados para a potência de um Monaco dons espirituais.

Dias e horários santificados

1. Jejum

Culto de jejum foi utilizado tanto no paganismo greco-romana no judaísmo. O Antigo Testamento refere-se alguns dias de jejum em que o povo judeu não ter comida "até a noite" (Juízes 20,26, 1 Sm 14:24). Além disso, foram lançados alguns dias de jejum, incluindo o judaísmo não é bem a figura regularmente às segundas e quintas-feiras (Didaqué 8,1). O uso cristão está diretamente ligada a esta prática. Enquanto os dias fixos de jejum foi considerada desde os primeiros tempos na quarta-feira e sexta-feira (ibid., Tertuliano, De ieiunio. 2,5, Clemente de Alexandria, Strom. VII 75,2). Os dois dias foram certamente caracterizada por uma liturgia comum. A Igreja latino chamado este tipo de reunião com o nome do Estado, que também se tornou uma designação da mesma jejum (Tertuliano, De ieiunio. 10, e antes de Hermas, Sim. V 1:1-2). No Oriente estes dois dias foram declaradas logo em dias de jejum obrigatório, mas a sua observância no Ocidente foi deixada ao pessoal zelo. Aqui, durante o terceiro século., Também recomendado dia adicional no sábado o mais rápido (Sínodo de Elvira, Canon 26. Rejeitado por Tertuliano, De ieiunio. 14,3; Hipólito, Comm Dan 4,20,3 ). Antes do batismo em jejum para se preparar para receber o dom especial de graça (Didaqué 7,4; apóstatas Hipólito, Trad. 20). O jejum é considerado como o trabalho "tradicional" bom "e reconhecida ação penitencial expandiu as perspectivas para esta prática. Como preparação adequada para a Páscoa cresceu em jejum anual da Páscoa, originalmente, no entanto, durou apenas alguns dias (pela primeira vez mencionado por Irineu: de Eusébio, HE V 24,12). Em Mt 9:15 par. encontramos esta prática uma motivação particular (Tertuliano, De ieiunio. 2.2).

2. Domingo

Para o judaísmo, o sábado era o dia da semana santificada pelo serviço divino ea interrupção do trabalho. Na tradição judaico-cristã, inicialmente retidos essa prerrogativa para defender a sinagoga no sábado, também foi reconhecida por seu dia de descanso. Cristãos convertidos do paganismo se desligaram do Dies início deste e'distinsero prática o "primeiro dia da semana" (1 Cor 16,2; Atos 20:7) como o dia do Senhor (Domini, Ap 1:10). Naquele dia, a comunidade reunida para celebrar a festa em memória do Senhor (Didaqué 14,1, Justino, Apol. I ° 67). Esta memória deu o dia seu caráter festivo (Tertuliano, De orat. 23,2: a oração em pé), mesmo quando não é garantido um descanso do trabalho.

 3. Férias- Os dias e horários

O cristianismo primitivo sabia apenas duas festas anuais: a Páscoa e o Pentecostes. Ambos têm suas origens na Antiga Aliança a festa da Páscoa (a Páscoa judaica) e o festival anual da colheita), mas recebeu um novo conteúdo: a Páscoa anual como uma lembrança de agradecimento para a morte e ressurreição do Senhor, Pentecostes como o tempo de transmissão Espírito Santo. Temos uma descrição do conteúdo e da forma de celebração da Páscoa cristã Apóstolos, 15-18 e homilias Epistula Páscoa de Melito de Sardes e Pseudo-Hipólito. A páscoa cristã foi celebrada na liturgia, que durou até a noite "canção do galo" no início da manhã. A celebração do quinquagésimo dia (Pentecostes), após a festa da Páscoa é demonstrada pela primeira vez na Ásia Menor (Ep. Apostólica.) E também é amplamente documentada no século III. (Tertuliano, De orat. 23,2; De Bapt 19. Hipólito, Tradição apostólica 33, Orígenes, C. Cels. 8,22).

Clemente de Alexandria, Strom. Os 146,1, dá aviso de uma celebração anual do batismo de Jesus em 6 de janeiro na seita gnóstica de Basilides. O pretexto para esta festa pode ter sido oferecido por sua cristologia particular, bem como a escolha do tempo pode ter sido inspirada pela religião egípcia: o nascimento do deus sol Aeon do núcleo virgem, ou um feriado, no culto do Nilo. A festa cristã da Epifania, em 6 de janeiro foi somente no século IV. e pela primeira vez (cf. no Egito § 68,2).

A veneração dos mártires ainda mais acentuada em um ano calendário cristão. Desde o martírio do bispo Policarpo de Esmirna comunidades cristãs começaram a celebrar a memória de seus mártires anual. A comemoração foi inicialmente limitada às comunidades afectados (Mart. Policarpo 18:3). Durante o terceiro século, várias comunidades trocaram estes eventos comemorativos, enriquecendo assim o calendário de feriados cristãos (cf. § 69).

4. A controvérsia sobre a Páscoa

De acordo com Eusébio (HE V 25,1), Ásia Menor, a Igreja celebra a sua festa anual da Páscoa, "a antiga tradição," o décimo quarto dia de Nisan, para a primeira lua cheia após o equinócio Primavera, coincidindo com a Páscoa. Esta chamada prática Quartodeciman pode certamente possuem uma maior antiguidade. Sua festa da Páscoa era a Páscoa interpretada pelos cristãos, no sentido escatológico, que incluiu também a paixão, morte e ressurreição do Senhor. As outras igrejas são dependentes de seu calendário local (em Roma e Alexandria foram feitas para equilibrar as diferenças no ano lunar ano civil) e estabeleceu a data da Páscoa no domingo após o início da lua cheia da primavera (prática domingo). A celebração da Semana Santa, relacionados com a Páscoa começou aqui em primeiro plano a ressurreição do Senhor, que certamente não era separável da memória da paixão e morte. A diferença, na prática, para não causar ruído excessivo e em alguns casos, foi observada, como evidenciado pelos adversários novamente (cerca de 150) entre Policarpo bispo de Roma e Aniceto (HE V 24,16).

Sob o Papa Victor I (189-198) chegou a uma violenta disputa sobre a data da Páscoa. Ele argumentou fortemente e sem a prática de compromisso aos domingos, enquanto o bispo Polícrates de Éfeso defendeu com igual decisão Quartodeciman prática. A disputa levou a uma cisão: Victor Quartodecimans tentou excluir da Igreja (Eusébio, HE V 24,9 cf § 21.1). Não conseguiu até então, chegar a acordo sobre uma data comum da Páscoa.

A fim de proporcionar uma unidade de calcular a data da Páscoa, Hipólito de Roma estabeleceu um pouco de "mesa de Páscoa mais tarde, por outros problemas, de acordo com um ciclo de solilunare dezesseis anos que teve de ser propício para a prática de domingo (computus De Pascha cf Eusébio, HE VI, 22,1). No terceiro século. Roma prevaleceu no ciclo de oitenta anos Augustale (conhecido Laterculus), Alexandria calcular a Páscoa Anatólio de Laodicéia (c. 277), que surgiram em conexão com os cálculos Melon Atenas (432 aC), um ciclo de dezenove anos.

Cristãos na sociedade do Império Romano

1. Chamado para fora deste mundo

Na situação da diáspora da Igreja primitiva solicitou aos cristãos uma certa distância para com o ambiente não-cristão. Eles viviam em memória grata do que Deus havia feito por eles por meio de Jesus Cristo, e aguardando ansiosamente o regresso do Senhor, cuja ausência certamente produzidos ansiedade e insegurança (2 Tessalonicenses 2, 2 Pd 3,1; A carta de Clemente 23 etc.), mas não levar a situações catastróficas.

solidariedade mútua, o isolamento social também se justifica para as pequenas comunidades nas cidades de Roma, foi solicitado com urgência: os cristãos devem participar nas reuniões conjuntas ("Siga os santos, para aqueles que seguem os que se santificam," A Carta de Clemente 46,2 ), o interesse pela vida de seus irmãos e irmãs entram e integrar a comunidade cristã. O comportamento diário foi inspirado pelo pensamento dos estóicos e as regras da sinagoga, a uma vida piedosa em que "boas obras" (incluindo a esmola, a oração eo jejum) foram considerados evidência de uma vida bom.

Foram proclamados como central também especificamente as virtudes cristãs: caridade e misericórdia para com os outros, amai os vossos inimigos e renúncia de vingança (Didaqué 1,3, 2,7, Aristides, Apol. 15,5; Carta a Diogneto, 5, 11-15, Atenágoras, supplicatio 11). A convicção dos escolhidos e fé na perfeição escatológica, que também se juntou ao estímulo de ter uma consciência clara do seu valor no mundo. Deu expressão a essa atitude, especialmente apologistas. Eles colocaram para fora, de fato, que os cristãos queriam viver no mundo de forma simples e discreta: "Nós não somos realmente os brâmanes ou ginnosofìsti índios, nem os habitantes da floresta ou pessoas que fogem da vida" (Tertuliano , Apol. 42,1-2 Carta cf, a Diogneto, 5). Mas, ao mesmo tempo, sublinhando a particularidade do cristianismo, a singularidade de sua religião e sua maior atitude ética (cf. Justino, Apol. A 17, 27, 29, Aristides, Apol. 15-16, Teófilo de Antioquia, para Autolycus. 3.15). Aqui foi feito para obter a importância dos cristãos ("o que a alma é no corpo, os cristãos estão no mundo," Carta a Diogneto 6), bem como o seu papel na preservação do mundo: "Eu não tenho dúvida de que só a oração dos cristãos invocando o mundo continua a sobreviver "(Aristides, Apol. 15-16). Eles se consideravam "terceira geração" da humanidade depois dos gregos / gentios e judeus (Kerygma Petri, Fragma. 2A, em Clemente de Alexandria, Strom. VI 41,6 Aristides cf, Apol. 2). Essa consciência de um orgulho apoiar a minoria cristã, mas irritada em igual medida para o ambiente, o cristão (cf. Tertuliano, Escorpião 10. Cf SS 14-17).

2. Neste mundo de lealdade e de integração

No terceiro século. mudou a atitude dos cristãos para o mundo. Comunidades e estendeu-se surgiu do seu isolamento. Com 212 dos cristãos Constitutio Antoniniana muitos receberam o direito de cidadania romana, o que tornou possível para o avanço social, mas também trouxe com ela os direitos políticos. As Constituições de Hipólito (testemunho c. 215) para a rigorosa seleção de candidatos para o batismo a cada profissão que tinha ligações com a idolatria ou práticas imorais foram consideradas incompatíveis com o cristianismo (Trad, apóstatas. 16). Esse critério foi o de excluir a participação no serviço militar ativo, assumir o cargo público eo exercício da profissão docente. No entanto, os representantes destas profissões se tornaram cristãos em números crescentes ao longo do século. Ippolito já admitidas exceções para os professores que não podia passar sem essa profissão soldados ou subordinados, porque necessário o compromisso de não jurar e não para matar. Já batizado, entretanto, não poderia tornar-se soldados (cf. Tertuliano, De Corona 11), mas já mostra o martírio de São Cipriano dois soldados que foram criados como cristãos (Ep. 39,3). Ainda em torno de 245 Orígenes rejeita a hipótese de exercício de funções e deveres do estado para os cristãos, mas ao mesmo tempo, ele defendeu contra Celso conscientes da sua responsabilidade que os cristãos tinham contra o Estado: o exemplo da comunidade cristã estava agindo exemplar na sociedade (Contra Celsus VIII 75), os cristãos rezavam como o "povo sacerdotal" para as legiões do imperador (ibid. VIII 73-74). Como era difícil manter os cristãos de seu meio ambiente demonstra a controvérsia dos Padres da Igreja contra a Zona de assistir apresentações teatrais (cf. Tertuliano e spectaculis Novatian De).

Um modelo para a vida dos cristãos foi descrito por Clemente de Alexandria em seu Pædagogus: o que é dito neste manual "cristão de boas maneiras" na alimentação, vestuário, casa, casa de banho e cuidado do corpo, casamento e filhos, corresponde ao modo de vida burguês, inspirado nos princípios do Stoa, onde os cristãos se juntou com as forças conservadoras da sociedade. As virtudes prática da caridade e da hospitalidade (Tertuliano, De praescr. 20,8: hospitalitatis contesseratio), visitando os enfermos e encarcerados, o enterro dos mortos, cuidar dos pobres, viúvas e órfãos, com base em esmolas e doações espontâneas (Justin, Apol. I 67; Tertuliano, Apol. 39ss.; Caption Síria IV 3-4), a atitude humana para com os escravos, considerado como um membro de pleno direito da sociedade (Aristides, Apol. 15 Cf. § 72,4), tornou-se tantas ações classificadas como obras de misericórdia "corporal" e institucionalizado no diaconato para servir a comunidade. O mais alto grau que ele assume a responsabilidade pelos bispos, execução e organização estavam nas mãos dos diáconos e diaconisas (Legenda em siríaco 12 [16]). A comunidade também emprestou a sua ajuda em casos excepcionais de necessidade (ex.: Eusébio, HE 22,7-10 VIII, IX 8,13-14; Cipriano, Ep. 5, 7, 62,4). A Bíblia promessas de recompensa foram relacionados com este apoio prático: "Se damos a Cristo, nosso vestuário terrena, roupas receber celestial" (Cipriano, De al obras eleem 24. Cf 13). Nesta perspectiva, a riqueza privada não foram considerados reprováveis (cf. Mt 19,21-26, Atos 2:44, 4:32), mas como um meio para auxiliar e ajudar os outros. Não foi crucial a posse em si, mas a relação que se estabelece direito com ele (Clemente de Alexandria, Quis salvetur mergulhos?).

3. Vida de Oração

Insistentemente recomendada para a oração cristã foi privado e doméstico (Didaqué 8,3). Tertuliano, Cipriano e Orígenes recomenda em seus escritos sobre a oração Pai-Nosso pela manhã e à noite, hora do dia, o terceiro sexto e nono, antes mesmo da casa de banho à meia-noite (Tertuliano, De Orat. 25; Cipriano, De Orat. 35, Orígenes, orat De 112. cf. Hipólito, Tradição apostólica 42). O material utilizado para orar é de interpretação bíblica em Cristo tornou-se o Saltério, o mais tardar, início do terceiro século. O livro favorito de orações. Novos textos para a oração (hinos) foram desenvolvidos especialmente nos círculos gnósticos, mas também foram aprovadas nas comunidades cristãs.

Em Clemente de Alexandria é a primeira vez que a definição da oração como "ομιλια πρóσ Τhεóν" como diálogo com Deus (Strom. VII 39,6). Em suas reflexões sobre esta "conversa íntima com Deus", ele conduz a oração Forante ida ao menor, mantendo o crente em comunhão constante com Deus (cf. 1 Ts .5,17). Orígenes distinguem, começando com 1 Tim 2:1, mais tipos de oração (De orat. I 14) e ouviu a oração, como Clement, uma subida de Deus (De orat. 9.2, 31.2). Em suas instruções sobre a oração, ele criou uma especial devoção a Cristo.

4. Casamento e família

Os ensinamentos sobre o casamento e a família, superado apenas em algumas partes dos poucos trechos do NT, a tradição da igreja primitiva e na sinagoga e pareceres da filosofia comum de tempo. Leticia cristã proibia o adultério de ambos os cônjuges, ao contrário do Direito Romano, que exigia a fidelidade conjugal só pela mulher, e não permitir o divórcio. Enquanto no mundo grego e romano tentando manter a família pequena, às vezes recorrendo a meios violentos, os cristãos são proibidos de aborto eo abandono de crianças (Didaqué 2,2). A educação religiosa era certamente crédito nos primeiros séculos, mas dificilmente com questões específicas (Didaqué 4,9; Síria Legend IV 11).

Embora no início da Igreja os cristãos eram geralmente casados, raramente teólogos veio para julgar imparcialmente sobre vida de casada: apatia ascética e escatológico impassibilidade determinou a sua concepção (C. Andresen), que se expressa na rejeição generalizada da novo casamento após a morte de um cônjuge. É apenas esporadicamente expressou o desejo de que o casamento deve ser contratada ", com o consentimento do bispo." Sua passagem em Inácio de Antioquia (Ad Polycare. 5.2) não inferir uma prática geral para a celebração religiosa do casamento.

5. Ascetismo cristão

A) Cristo seguinte e ENCRATISMO

Desde o segundo século desenvolvidos, estimulada pela mensagem do Novo Testamento, um ascetismo cristão típico. Fundamentos foram as palavras de Jesus, que exigiu um discipulado radical e participação na existência de um profeta itinerante (Mt 8,18-22; Lc 9,57-60; Mt 10:1-16 par.), E do celibato, proclamada "para o reino dos céus" (Mateus 19:12), um ideal que Paul tinha trazido especialmente nas comunidades cristãs (1 Cor 7). Ascetismo foi espalhada pelos profetas e missionários itinerantes que perambulavam aqui e ali (Didaqué 11-12; procurar Virgines pseudoclementine II). Mesmo na comunidade viva dos homens e mulheres solteiras (Virgines utriusque sexus cf Inácio, Ad Smym. 13.1). Os continentes "não foram respeitados, e ainda lembrou que sua continência (εγκρατεια) foi um carisma dado por Deus (28,2 carta de Clemente, Inácio, Ad Polycare. 5.2 cf. Para Smym 13. 1). Apologistas fez referência adequada para tal atitude (Justino, Apol. I 15,6; Atenágoras, Suppl. 33), desta forma para enfatizar a superioridade do cristianismo. O médico acusado Galen (De sententiis Politiae Platonicae) viu na continência dos cristãos a prova viva de que eles realmente "filosófico" (v. R. Walzer, Galeno sobre os judeus e cristãos, Londres 1949, 15, Koch H., Quellen zur Geschichte der und in der Alten Askese Kirche des Mönchtums, Tübingen 1.923,63 e segs.). Seu depoimento se refere à capacidade de competir contra o ascetismo cristão na filosofia contemporânea. Se a filosofia ea atitude ascética / comportamento pertenciam à mesma espécie, em seguida, ainda no ascetismo cristão era adquirir importância, logo que apareceu para o público como "verdadeira filosofia".

Reservas rastreáveis na literatura do Novo Testamento e ascética pós-apostólica contra as correntes radicais que se opunham a exaltação bíblica da bondade da criação é um vislumbre da desvantagem, o poder de sedução de um encratismo heterodoxa (cf. Col 2,18-23; 1 Tim 4,1-5). Assim, especialmente no apócrifo Atos dos Apóstolos reduziu a pregação apostólica, em um sermão sobre a virgindade eo celibato e os apóstolos em heróis estilizados da vida ascética. Em termos de concorrência, tal rigor também acabou influenciando a pregação cristã moderada: embora já heresia torna-los capazes de uma tal ascese, a fortiori, deve fazê-lo a fé correta. Mas nem sempre isso é conseguido eliminar todas as razões não-cristãs.

b) Igreja Cristã e a virgindade

No terceiro século., Especialmente em comunidades urbanas, aumentou significativamente o número de mulheres que vivem sem marido. Esta foi também devido a razões sociais: a recusa do sexo feminino o excesso de casamento e postar em um casamento cristão. O ideal do celibato para o reino dos céus, em vez agiu como uma força de atração, principalmente por causa da posição subalterna da noiva. O Virgines Christi (ou Virgines Sacrae) foram conhecidos na comunidade como tal (Hipólito apóstatas, Trad. 12), Tertuliano inclui homens e mulheres solteiros voluntariamente entre "estados eclesiásticos (cast Exhort.. 13,4 ). Viviam primeiros em suas famílias, sem juntar em formas específicas da comunidade (família ascetismo).

Suas vidas logo se tornou objecto de instruções especiais: Tertuliano, Cipriano, Orígenes e Metódio do Olimpo escrever sobre a virgindade como uma expressão visível da santidade. Eles viram a santa Igreja, como sponsa Christi, diretamente representado pelo Christian virgem sponsa Christi "As virgens estão a flor no tronco da Igreja, eles são enfeite el'abbellimento de graça espiritual, o belo edifício, 's pura e intocada pela glória e honra, imagem de Deus, correspondente à santidade de Deus, a parte mais nobre do rebanho de Cristo "(Cipriano, De Virginum regulars 3).

Uma forma particular de ascetismo do cristianismo primitivo foi representada pela coexistência de ascetas de ambos os sexos, ou seja, a coabitação chamados de homens e mulheres consagrados ao Senhor (Virgines subintroductae). Como testemunho as cartas pseudo-Clementine Para Virgines e outros textos (Eusébio, HE VII 30,12 ss. Cipriano, Ep. 4, 13.5, 14.3, Pseudo-Cipriano, De clericorum singularitate). Cipriano de Cartago transformou veementemente contra esta forma de vida (cf. Epístola 4 Sínodo de Ancyra, cânon 19. Sínodo de Elvira, cânon 27. Concílio de Nicéia, Canon. 3), cujas origens não foram clarificadas exatamente. Provavelmente, o "casamento espiritual" tinha de ser uma imitação do sistema gnóstico sizígia derivados dall'Eone par celestial (cf. Ireneu, Adv.. Haer. 113). Foram cruciais também por razões práticas. A família pratica o ascetismo na cidade favoreceu estas tentativas de uma comunhão de vida entre pessoas que comeram as mesmas idéias, as tentativas continuaram, apesar de todas as críticas e condenação.

Nas últimas décadas do século 131. desenvolveu novas formas de vida ascética fora da comunidade, "no deserto". Na comunidade, agora ampliado e 'burgueses' preocupações com sua segurança será solicitado um número crescente de buscar novas formas insatisfeito seguir a Cristo. A crise econômica do Império Romano, com a sua carga fiscal, recrutamento forçado e instabilidade geral, incentivando uma mentalidade de negação. O Evangelho chama de "abandono do mundo" é enriquecido com novos conteúdos: fugir do mundo e se refugiar na aldeia deserta. A espera EONIA vinha pode ser demonstrado de forma convincente colocando-se já a olhar agora, de "outro mundo". primeiros traços desta nova forma de vida ascética encontrado no Egito. O Antonio egípcio abandonado cerca de 275 sua aldeia natal, e decidiu dedicar-se a uma "ascese no deserto, onde esta forma de vida tivesse sido esporadicamente viveram antes dele. O asceta ficou Monaco (μοναxóσ, que vive sozinho). A idade de ouro do monaquismo egípcio no deserto, começou no século IV. (Cf. § 71 B).

No terceiro século. começou a procurar refúgio no deserto sírio também. Aqui era um personagem muito popular cristianismo ascético. O batismo era por vezes ligada à necessidade do celibato. Tal rigor ascético favoreceu o movimento e depois deu o monaquismo sírio seu caráter típico, muito excêntrica.