ENCONTRO DOS SUPERIORES
MAIORES DA FAMÍLIA
CARMELITA
SANTO DOMINGO
- OUTUBRO 2004
Frei Joseph Chalmers, O.Carm. Ex-Prior General
Em obséquio
de Jesus Cristo
Os eremitas
do Monte Carmelo viveram ali durante algum tempo, antes de evoluir suficientemente e formar um grupo. Eles se dirigiram a Santo
Alberto e lhe pediram que escrevesse para eles uma “fórmula
de vida”. Eles
não pediram uma Regra
e isto demonstra que
não desejavam ser
inscritos numa das formas tradicionais de
vida religiosa.
Eram um grupo
de leigos que
desejavam viver uma vida
eremítica e de penitência na terra de Jesus Cristo.
Alberto baseou o que escreveu no “propósito manifestado” pelos
eremitas (Regra
3), isto é, no que
eles já
viviam e no ideal que
lhe haviam apresentado. Eles tinham já uma
certa organização
porque Alberto escreve a uma certo "B e demais eremitas,
que vivem sob
a sua obediência
junto à Fonte,
no Monte Carmelo” (Regra 1). Com a
intervenção do Papa
Inocêncio IV, porém, este documento se
converteu e foi aceitado oficialmente como Regra da Igreja e os eremitas
foram reconhecidos como “religiosos”. O texto
da Regra tal
como o temos incorporou as contínuas experiências e evoluções
que o grupo
realizou desde que
eles chegaram pela
primeira vez
ao Monte Carmelo até
que começaram a instalar-se nas distintas
partes da Europa e tomaram a decisão de tomar parte do movimento
mendicante.
No começo
da Regra, Santo
Alberto disse que cada
um está chamado a “viver
no obséquio de Jesus Cristo". Esta é a suprema
e fundamental lei
para todos. Entretanto, os eremitas
tinham uma certa experiência
em viver seu caminho particular e eles
levaram esta experiência a Santo Alberto pedindo-lhe que
lhes desse uma orientação
para poder viver
mais profundamente
seu obséquio
a Jesus Cristo. Estudos
recentes sobre
a Regra demonstram que
esta não é uma simples
lista de prescrições
em que
umas são mais
importantes que
outras. É um documento
de valor em
forma de carta
com uma estrutura
lógica. Muitas se devem aos escritos de Cassiano e está cheia
de alusões e citações
diretas da Escritura. Se comparamos o quadro da comunidade
cristã descrita nos Atos
dos Apóstolos (At 2,42-47 e 4,32-35) com a Regra, podemos
encontrar todo
tipo de paralelismos.
Os eremitas
tinham vindo de distintas partes da Europa
para viver na terra, que se converteu
em sagrada
pela presença
terrena de Jesus e pelo
fato de que
ali derramou seu
sangue pela
nossa redenção.
Eles desejavam ser
uma comunidade de discípulos
como a comunidade
cristã primitiva dos Atos dos Apóstolos.
A fim de ser uma
comunidade de discípulos,
cada um
deveria deixar que
a lei do Senhor
se apossasse de seu coração.
Estar vigilantes
em oração
é uma atitude essencial
(Regra 10) para
que possamos estar
atentos para quando venha o Senhor e Ele nos encontre
despertos. A comunidade pode ser comparada a uma orquestra.
A orquestra é composta
por instrumentos
independentes. Cada
instrumento deve estar
afinado para que
o conjunto forme um
som harmonioso.
Se um está fora
de tom, todo
o conjunto se ressente. Por tanto, a saúde espiritual
de um indivíduo,
afeta toda
a comunidade.
Deveis ter um
de vós como
Prior
Uma comunidade não é
uma coleção de indivíduos,
por isso
no primeiro capítulo
legislativo os eremitas
terão que eleger
para eles um Prior ao qual devem prometer obediência. A obediência
não é um
assunto de meras palavras,
mas que
deve ser provado com
as obras. O Prior,
porque é um
guia, é alguém
que serve (Regra
22). Ele deve ser
eleito com o consentimento
unânime de todos,
ou da parte
maior e mais
madura, a ele
prometerão obediência todos os demais
(Regra 4 e 23). Junto
com os irmãos,
o Prior decide onde
fixar os lugares
dos conventos (Regra
5). Com o consentimento
dos outros irmãos
ou da parte
mais madura,
o prior assinala a cada
um a cela
(Regra 6). A asignação da cela era muito mais importante do que
dar uma habitação
nas casas modernas. Somente
com a permissão
do Prior alguém
pode mudar-se da cela asignada (Regra 8). Ele é
um cuja
missão é proteger
o direito dos demais
ao silêncio e à solidão
no trato com
os visitantes (Regra 9). O Prior é o responsável
pela distribuição
do alimento segundo
a necessidade de cada
qual. Ele
exerce esta responsabilidade através de um delegado (Regra
12). Ao Prior se deve respeitar
(Regra 23), porém,
ele deve ganhar-se este
respeito pela
sua forma de vida. O papel dum guia numa comunidade
não é o de alguém
que regula tudo,
mas o de quem
inspira os outros. O guia deve ser um em quem, acima de tudo, os valores
da Regra hão de tomar
carne.
O Prior
deve viver de acordo
com a Regra
como os demais.
Todos os irmãos
se reunirão para distintas ocasiões:
para comer (Regra 7); para rezar (Regra 11); para celebrar a Eucaristia cada
manhã (Regra
14); cada domingo
ou em
outros dias,
se for necessário, para tratar da observância
da vida comum
e do bem espiritual
das almas e corrigir
com caridade
as faltas (Regra
15).
A Regra
não trata
de cobrir qualquer
tipo de eventualidade;
nem tampouco
pretende sufocar a criatividade.
A intenção é dar
umas linhas guias
aos eremitas para
ajuda-los a viver em
obséquio de Jesus Cristo.
Na oração silenciosa,
na solidão e por
meio do trabalho,
eles formarão uma comunidade
de discípulos unida em
torno do Senhor.
Sua quietude e
sua vida
humilde se elevarão até
Deus e será um
beneficio para seu
próximo. Durante
quase cerca
de oito siglos, a Regra
inspirou um número
incontável de carmelitas
em seus
esforços de ser
revestidos pela Palavra
de Deus. A espiritualidade
Carmelita não
está contida completamente no breve texto da Regra, porém, esta
é a fonte da qual
dimana.
O Prior
é o signo da unidade
dentro da comunidade,
o qual é elegido para
servir. Ele
deve ser um modelo, em palavras e em obras, para o grupo que se le
ha encomendado (1Ped 5,3) como tal, deve estar disposto para prestar a ayudad necessária
a cada religioso;
para fomentar a vida comunitária;
para cuidar de todos, especialmente
dos enfermos e anciãos;
para supervisar as atividades comunitárias e as iniciativas
de tal modo
que esta sea signo
por o qual
os irmãos possam viver
autenticamente “em obséquio
de Jesus Cristo e servirle fielmente com coração puro e buena
consciência”." (Regra 1).
O papel
do Prior em nossa Regra e em nossa tradição é o do serviço.
Ele guia
à comunidade antes
de tudo com
seu próprio exemplo e seu papel é o de assegurar que a comunidade
se organize de tal maneira
que os irmãos
possam viver em
obséquio de Jesus Cristo.
Várias vezes se assinala na Regra que o Prior deverá tomar certas decisões
com o consentimento
dos demais irmãos,
ou da parte
maior e mais
madura. O Prior
não é um
déspota, ou
um pai
que decide tudo
por seus
filhos. É para
eles um
guia, porém,
cada membro
da comunidade é responsável
da salud de toda a comunidade
e de su própria vida.
O Prior é alguém que recorda
aos irmãos a nossa
vocação comum
e constantemente nos
chama todos
a viver-la. Entretanto, cada um é, em última instância, o responsável
ante Deus
de como está vivendo atualmente a vocação
que Deus
lhe deu.
O caminho do grupo
Um
aspecto do papel do guia é esforçar-se em
fazer que a realidade, em quanto seja possível,
se aproxime do ideal, guiado acima de tudo pelas
exigências da caridade.
Os ideais os teremos sempre diante de
nós ; não
podemos alcançar a perfeição
até que
Cristo venha de novo
e leve todas as coisas
à sua plenitude.
O papel do prior é muito importante
como o daquele que
convoca os irmãos e que
torna possível
o diálogo. Se o Prior
não faz isto,
quem
o fará? Se o Prior não
cumpre esta função, criará uma grade tensão dentro da comunidade.
Os irmãos não
desejam ter alguém
que tome decisões
por eles,
mas desejam ter
quem facilite o diálogo
e seja um guia.
Creio que uma das grandes
dificuldades da vida
comunitária é que
os membros individualmente
se preocupam de coisas diferentes e nunca
compartilham suas expectativas.
Cada membro
da comunidade tem seu
próprio modelo de vida religiosa e
de Igreja que
ele jamais
questiona porque formam parte de si mesmo, todas suas
expectativas são
somente ir adiante com este modo de viver sua vida religiosa.
A necessidade de uma profunda purificação
da noite escura
se faz luminosa, quando
começamos a tomar consciência
de como eram profundas nossas expectativas e preconceitos,
que tínhamos construído
inconscientemente e que
cresceram conosco desde
nossos primeiros
anos de carmelitas.
Estes estão tanto
na autoridade como
nos outros
membros da comunidade.
Existem maneiras de ler um texto. Um modo de o ler é perguntar-nos o que
Alberto quis dizer e o que
os eremitas entenderam do que escreveu. Entretanto,
há outro possível
significado, que
vai mais além
do ponto de vista
de Alberto e dos primeiros eremitas. Estes
significados podem ser
descobertos quando
nós tiramos fora
os nossos próprios
problemas, interesses,
questões e experiências
e nos perguntamos o que
é que a Regra
tem a nos dizer.
Este método
de interpretação o usamos inconscientemente quando
lemos as Sagradas Escrituras, por exemplo: quando aplicamos algumas coisas
do Cântico do Cânticos
à Virgem, Nossa
Senhora. O autor
do Antigo Testamento
não tinha
em mente
à Virgem quando
o escreveu, porém, por
causa de nossa
experiência cristã podemos ver o significado do texto mais além do que quis
dizer o autor
original.
Eu
posso entender um
texto, porém,
este não
pode afetar-me realmente. Também posso aproximar-me de um
texto pensando que
já conheço o que
significa. Em tal
caso, este
não me
surpreende; somente diz o que
eu poderia
ter dito. O
mesmo problema
existe com as Escrituras.
Nossa familiaridade
com as palavras
de Jesus, por exemplo,
pode agir neste momento
como barreira
ao que Deus
nos está dizendo. Nos
podemos tornar imunes
à mudar o que
Deus nos
está apresentando através de sua palavra, pensando
que já
conhecemos o que Deus
quer dizer-nos.
Ter por companheira
a palavra de Deus
A Regra
está imbuída da palavra de Deus. É breve, porém, contém ao redor
de uma centena de citações
explícitas ou implícitas de textos da Escritura.
Santo Alberto foi claramente
um homem
que meditava longamente
a palavra de Deus.
Os eremitas desfrutavam meditando a lei do Senhor dia e noite. Esta
meditação estava dirigida à transformação
individual em
Cristo de dentro
para fora. Não é simplesmente
o caso de tratar
de entender com
a mente o que
a palavra significa, ainda que isto seja importante,
mas deixar que a palavra de
Deus nos
envolva de tal maneira
que “tenhamos a palavra
de Deus por
companheira” (..“e o que
devais fazer, fazei-o conforme
à palavra do Senhor”)
(Regra 19).
Está claro que a autoridade, num contexto
cristão, deve ser
exercida como um
humilde serviço.
O exercício da autoridade
em nossos
dias não
é fácil e requer o exercício
de certas habilidades.
A pessoa que está
chamada a exercê-lo como
guia, deve engendrar
respeito pelo
teor de sua
vida. Ninguém
é perfeito, porém,
os demais devem ser
capazes de ver
no guia alguém
que se esforça
em viver a vida Carmelita do
melhor modo
que lhe
é possível. Não
todos admirarão o superior
e algumas de suas decisões
serão incômodas, porém,
deve tomar-las para o bem
comum.
A orientação
da Regra é a transformação em Cristo. Ser carmelita é estar nesta viagem para ser transformado. O que exerce a autoridade está
a caminho e, ao mesmo
tempo, tem a missão
de inspirar os outros
para continuar o caminho e acompanhar os membros mais débeis
da comunidade de tal
maneira que
não sejam rechaçados.
Nós,
que estamos no exercício
da autoridade por
um tempo,
devemos ter claro
que para exercer a autoridade como um verdadeiro guia
e como um
serviço real,
devemos deixar que
os valores da Regra
transformem nosso modo
de ver as coisas.
Alguém disse uma vez
que todo
poder tende à corrupção e
que um
poder absoluto
tende a uma corrupção absoluta.
Devemos examinarmos constantemente de modo que nossa maneira de
exercer a autoridade nunca caia no mal
uso do poder e
alimente nosso
próprio ‘ego’.
O que
nos sucede durante
o período em que somos guias
é uma parte importante
do caminho de transformação. Não creio que Deus seja a causa de tudo o que nos acontece, no sentido
que Deus
deseja que
atualmente soframos, mas que Deus está no meio
de todas as situações que encontramos. Deus
nos chama
desde o coração
de cada irmão
ou irmã e desde
o centro de cada
dificuldade que
nos vem ao encontro.
Vigiar em oração
Necessitamos escutar atentamente de
modo que
sejamos capazes de ouvir
a voz de Deus
em meio
a outras vozes e poder
discernir o que
Deus quer
nos dizer. Nossos sentidos
espirituais necessitam afinar-se constantemente e isto
acontece através do nosso
modo de viver
com fé
os valores da Regra
meditando na lei do Senhor
dia e noite
e velando em oração
(Regra 10). Este
é um elemento
essencial do exercício
da autoridade na Regra.
Sem este
cuidado e vigilância,
corremos o rico de seguir
nosso falso
eu ao tomar
as decisões e responder
às necessidades dos irmãos
e irmãs. O ‘falso eu’
é a parte falsa
de cada ser humano que necessita
morrer de modo
que possamos ter
vida e vida
em abundância.
O ‘falso eu’
não quer
morrer e se reveste de distintos
disfarces de modo
que não
possamos reconhecer o que
é em realidade,
trata de influenciar
cada aspecto de
nossas vidas. Vejamos o que sucede quando
nossos planos
e decisões não
são levadas a cabo.
Freqüentemente nos
enfadamos e desconfiamos dos que, a nosso parecer, pensamos que sabotaram nossas idéias.
Entretanto, o que é
que Deus
nos está dizendo nesta situação? Talvez
nossas idéias não
eram tão boas, inclusive
quando aos nossos
olhos pareciam brilhantes
e claras. Quiçá
exista um outro
modo de ver as
coisas. O profeta
Elias teve que fazer
um reajuste
do conceito de Deus
que tinha
depois de da sua
experiência no Monte
Horeb. Talvez necessitamos reajustar nossas idéias
e planos.
A viagem
contemplativa é uma viagem de transformação
que, pouco
a pouco, purifica o nosso
modo de ver, de
comportarmos e de amar de sorte
que se converta em
modos divinos.
Nossos modos
humanos devem ser
purificados e transformados porque são limitados e limitam o que
vemos e amamos. Para que
possamos ver com
os olhos de Deus
e amar com o coração de Deus,
devemos mudar profundamente,
e isto não
é fácil. Recordo que
um teólogo
dizia que as pessoas
mais difíceis a quem
se podia falar eram os superiores,
porque eles
se criam superiores. Normalmente eles
tem muitos dons
e podem começar a pensar que têm resposta
para todos os
problemas que
podem existir e que
somente conhecem o caminho
que têm adiante.
Nós, somos membros
de comunidades e, como
nossos irmãos
e irmãs, estamos no mesmo caminho de transformação. Ainda
não chegamos e até
que cheguemos, nosso
modo de ver será
limitado e nossas idéias estarão longe de ser perfeitas. Devemos
permanecer abertos
para ser corrigidos com caridade pelos outros membros da comunidade.
Esta correção pode vir
de diferentes modos,
através da crítica
de algumas de nossas decisões ou a falta de aceitação de algumas de nossas idéias…etc.
É claro, nosso
falso ego
estará pronto para
garantir-nos que nós
temos razão e que
os demais são
estúpidos o retrógrados.
O exercício
da autoridade na Regra
de Santo Alberto requer uma constante abertura
à palavra de Deus.
Devemos revestir-nos da armadura de Deus porque o caminho espiritual
supõe a batalha. Não
é contra os agentes
externos, mas
contra os demônios
que existem dentro
de nós , por
exemplo, o egoísmo
que está sempre
disposto a aparecer.
O capítulo 18 da Regra
nos diz que
devemos ter cuidado
e ser diligentes
para revestir-nos da armadura
de Deus de modo
que possamos resistir
as insídias do diabo.
Uma insídia ou
um ataque de surpresa. O inimigo
ataca quando crê que
somos mais vulneráveis.
Nós sabemos que
o superior deve sofrer
muito. Existem momentos
felizes do cargo,
porém, também
está presente a cruz.
Nossos momentos
vulneráveis podem ser
quando sofremos e talvez
nos sentimos infelizes
ou pode acontecer
quando tudo
vai bem e nos
sentimos orgulhosos dos nossos logros. Estes momentos,
entretanto, vêm e devemos estar
prontos e somente
o poderemos enfrentar quando
estamos vigilantes em
oração e abertos
à palavra de Deus
(Regra 10). A palavra
de Deus nos
vêm através da Liturgia,
de nossas leituras particulares
o da meditação, porém,
também vêm através
dos acontecimentos de cada dia. O que Deus quer dizer no que está ocorrendo
em minha
vida? Deus diz:
“Vai adiante. Tens razão”,
o Deus diz: “Olha
o que está acontecendo. Deves mudar de atitude”?
Deveis estar em
silêncio
Nossas decisões, nossas idéias,
nossos planos,
devem brotar dum lugar
de silêncio. O silêncio
é um valor
muito importante
da Regra e é o caminho
da justiça (Regra
21). O preceito de observar
o silêncio exterior
é para animar-nos a liberar
o silêncio interior.
Como é difícil
permanecer em
silêncio! Creio que
é especialmente difícil
para os superiores.
Temos tantas coisas que
dizer! Temos tanta
sabedoria que
partilhar! O ‘falso
eu’ é ruidoso
e continuamente está falando, fazendo comentários
sobre a gente
e os acontecimentos, sempre presente em tuas necessidades
e teus diretos.
Se todas nossas decisões, nossas idéias e nossos
planos provierem desta algazarra, o resultado
será a injustiça. Por
o tanto, devemos fazer
silêncio com
respeito a este
ruído interior,
de modo que
nossas palavras emerjam do silêncio e assim
seremos sábios realmente,
não devemos juntar
palavras vazias ao nível
de ruído em nosso mundo.
O ser
guia deve ser
exercido como um
serviço, tendo como
modelo mesmo o
Senhor Jesus (Regra
22). Como
saberemos que nosso
falso ego
não estropia a nossa
guia? Com
humildade, devemos reconhecer
que não
somos perfeitos e que
nosso falso
ego pode influir
em nossas decisões
ou planos.
Não devemos esquecer
que estamos envoltos
em uma batalha
espiritual contra
nosso próprio
egoísmo. Isto
nos
faria humildes, por
exemplo, conhecendo e aceitando a verdade acerca de nós mesmos e, contudo, aprendendo cada
vez mais
de Cristo sem
o qual nada
podemos fazer. Devemos esforçar-nos da melhor maneira que possamos, recordando que
nosso falso
ego está ansioso
de garantir-nos que estamos fazendo as coisas muito bem e não escutar nenhuma crítica
ou idéias
de outros. Recordemos o final da Regra “Se
algum está disposto
a dar mais, o
Senhor mesmo,
quando votar,
o recompensará” (Regra 24). Como o hospedeiro
na parábola do Bom
Samaritano, vamos a trabalhar
com fé,
porém, também
tendo um olhar
para o horizonte
distante à espera
da volta do Senhor.
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PERGUNTAS PARA REFLEXÃO
1. Que
deve fazer um
guia efetivo
de acordo com
a tradição Carmelita?
2. Quais
são os problemas
particulares de América Latina para que um guia seja realmente
efetivo?
3. Como
se introduz o falso ego
dentro do serviço
da autoridade?
4. Que
podemos fazer para melhorar nosso
exercício de autoridade?