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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Retiro da Ordem Terceira do Carmo, Carmo de Minas- MG.

                                               Data: 14, 15 e 16 de fevereiro-2014.
Pregador: Frei Petrônio de Miranda, 0. Carm.
Tema: A Espiritualidade Carmelitana.
3º Texto para reflexão: A Noite Escura.
 
            São João da Cruz (1540-1591), filho de Elias, pela vida e pelos escritos mostrou conhecer noites escuras pontilhadas de estrelas ou de trevas sem luz. E ensina a caminhar.
            A Noite Escura "é o fim do narcisismo e da abstração, é disponibilidade para o encontro com o outro e com os outros. É a constante adaptação do homem a Deus. Não é um breve período de crises, mas uma situação permanente, porque nunca nós acabamos de nos adaptarmos à lógica divina, ao amor de Deus. Atitude crítica para consigo mesmo e perante a realidade; discernimento frente à história e dentro da história; uma consciência da relatividade das metas alcançadas, concedendo espaço para a novidade do Espírito. A noite é consequência do amor, é escola de amor. É o meio pelo qual se consegue uma nova consciência: tornamo-nos mais livres para Subir a Montanha sem que Nada se interponha (1S,13)".

Noite Escura
São João da Cruz, Carmelita.
 
Numa noite escura,
Ansiosa, ardente de amor,
Ó, feliz ventura!
Sai sem ser vista,
Estando minha alma sossegada.
 
Na escuridão e em segurança,
Pela secreta escada disfarçada,
Ó, feliz ventura!
Na escuridão e às ocultas,
Estando minha morada sossegada.
 
Na noite ditosa,
Em segredo ninguém me via,
Não vendo outra coisa,
Sem outro guia nem luz
Que aquele que em meu coração brilhava.
 
Esta me guiava
Mais segura que a do meio dia,
Lá onde me esperava
Quem eu bem sabia
Em lugar o qual ninguém aparecia.
 
Ó noite que me guiastes,
Ó noite mais amável que a aurora!
Ó noite que reuniste
O Amado com a amada
A amada no Amado transformada!
 
Sobre meu seio florido,
Que para Ele só se guardava,
Ficou adormecido,
E eu o acariciava,
E o leque de cedros refrescava.
 
A brisa suave da ameia,
Quando eu afagava seus cabelos,
Com sua mão serena,
E pescoço me tocava,
E meus sentidos todos avivava.
 
Imóvel, esquecida,
O rosto inclinado para o Amado;
Tudo parou, abandonei-me,
Deixando entre os lírios
Ao olvido minha apreensão.

Noite Escura de Elias
O Profeta Elias, feliz na tranquilidade de Carit ou no aconchego da casa pobre da mulher de Sarepta e seu filhinho, é despertado pela tristeza da morte de um menino: é escuridão. "Javé, meu Deus, matando o filho dela, o Senhor quer afligir até mesmo esta viúva que me deu hospedagem?" (1Rs 17,20).  "Responda-me, Senhor! Responda-me!" (1Rs 18,37). "Javé, agora já é demais! Pode tirar a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais!" (1Rs 19,4). Comeu e bebeu e tornou a prostrar-se (1Rs 19,6). Depois quarenta dias e quarenta noites a caminho, sem comer nem beber (1Rs 19,8). "Estou só e querem tirar-me a vida!" (1Rs 19,10.14). Javé não estava não, nem no furacão desmantelador de montes e rachador de rochedos. Javé não estava nos tremores de terra, não (1Rs 19,11). Javé não estava no furor do fogo e dos raios, também não. Estava sim numa brisa calma, que cobriu Elias com o manto e com força o trouxe fora das cavernas (Rs 19,12-13). Um carro de fogo e cavalos de fogo arrancaram Elias de junto de Eliseu, e num redemoinho de fogo lá se foi Elias para o céu. Noites e luzes. Procurado por três dias (2Rs 2,11.17)[1]
 
Noite Escura de Maria
Virgem feliz em casa de Joaquim e Ana, mas é preciso dizer sim à vontade de Javé: "Eis-me aqui! Eu sou a escrava do Senhor. Aconteça em mim tudo segundo a tua palavra" (°1,38).
É preciso deixar pai e mãe e Nazaré, com muita coisa preparada para o nascimento e seguir José até Belém. Na hospedaria não há lugar e o Menino não vai esperar mais: Ela mesma tem de envolvê-Lo em faixas e acomodá-Lo dentro da manjedoura (°2,5.6.7). O boi e burro tenham paciência, e as mansas ovelhinhas... É preciso que o velho Simeão venha com aquela profecia? Para rebaixamento e soerguimento? Alvo diante da contradição? Uma espada que transpassa a alma? O velho estava vendo a Virgem-Mãe de pé junto à Cruz? (2,34-35)...

Noite Escura de Jesus

Menino unido com a Mãe que faz parte e participa da Noite Escura da Mãe nos mistérios da sua infância. Cresce e, conduzido pelo Espírito, caminha pelo deserto de Elias. Tem fome e é tentado pelo chato do diabo, que se cansa e o deixa em paz.

            Em Jerusalém causa-Lhe lágrimas e tristeza, e sentida elegia e lamentação. Amor traído faz sofrer. Jesus chorou. Quis ser como a galinhazinha de Nazaré, que com carinho sempre juntava a ninhada debaixo das asas, mas Jerusalém não quis...

            No meio da Escuridão é preciso falar com os amigos sobre a beleza da Luz e das alegrias do Reino: "o meu Corpo é dado em sacrifício por vós", "o meu Sangue é derramado por vós": "no meu Reino haveis de comer e beber à minha mesa" (22,19-20.30). Esperança: consolo e esperança somente...

            Edith Stein (1891-1942), judia- alemã, carmelita, filha dedicada de São João da Cruz, comenta: "Em Cristo, graças à sua natureza divina e à sua livre determinação, nada havia que se opusesse ao amor. Viveu Ele cada momento da sua existência em abandono sem reserva ao amor de Deus. Fazendo-se homem, tomou Ele sobre Si todo o peso do pecado do homem, abraçando-o com o seu amor misericordioso e ocultando-o na sua alma: no "Aqui estou, com o qual iniciou a sua vida na terra; depois, na renovação expressa desta sua missão no Batismo, e no Fiat do Getsêmani. O fogo da expiação cintilou primeiro no seu íntimo; em seguida, nos sofrimentos todos que acompanharam a sua vida; irrompeu inextinguível no Jardim das Oliveiras e sobre a Cruz, já que então desaparecera a sensação de gozo, que Lhe era concedida pela indissolúvel união com o Pai, lançando-O nos braços da dor a ponto de infligir-Lhe a última provação: o abandono extremo por parte do Pai.

Para meditação individual.
Texto Bíblico. (1º Reis, 19, 1-9)
1º-A Ordem Terceira do Carmo é uma comunidade Orante, Profética e Fraterna ou é uma fuga das noites escuras da vida?
2º-Como a Espiritualidade Carmelitana vivenciada pelos mártires e santos carmelitas; Simão Stock, Tito Brandsma, Edith Stein, Isidoro Bakanja, João da Cruz, Santa Teresinha... Ajuda-me a superar as noites escuras diárias? 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Retiro da Ordem Terceira do Carmo, Carmo de Minas- MG.

                                          Data: 14, 15 e 16 de fevereiro-2014.
Pregador: Frei Petrônio de Miranda, 0. Carm.
Tema: A Espiritualidade Carmelitana.
3º Texto para reflexão: Carmelo: Crescer na Fraternidade.
 
 
No âmbito do Carmelo salientemos a ênfase sempre mais crescente sobre o valor teológico da fraternidade. A fraternidade vem sendo entendida, cada vez mais, como o leito e o núcleo do carisma carmelita.
             Acontecimentos traumáticos do nosso século, como as duas guerras mundiais, os regimes totalitários e a descoberta nuclear puseram em crise o caráter mítico e utópico de muitos aspectos da modernidade.
             Viver a unanimidade significa ter "um só coração e uma só alma", isto é, numa convergência essencial de intenções e pontos de vista sobre um projeto comum e, ao mesmo tempo, uma boa dose de maturidade, veracidade e transparência no agir que venham criar o pressuposto para relações autênticas. Tal unanimidade é o pressuposto fundamental para que o amor circule entre os irmãos e se instaurem relações autênticas (JO 3,1.18).
Chamados a viver vida de fraternidade, precisamos lutar para que as nossas comunidades sejam prova concreta de que a fraternidade é possível. Fraternidade, que nasça da escuta e da meditação da Palavra e que leve a tornar mais humana a vida, a unir as pessoas, apesar de certas divergências, conseguindo ser assim uma presença do Evangelho. E é desta maneira que a nossa Ordem Terceira do Carmo se transforma em sinal de esperança, que fazem os pobres dizer a nosso respeito o que a viúva de Sarepta dizia ao Profeta Elias: “Agora sei que és um homem de Deus e que a Palavra de Deus está realmente sobre a tua boca” (1Rs 17,24).
Na Igreja fomos gerados como Família Carmelitana pelo Espírito Santo, mediante a experiência de um grupo de penitentes, peregrinos, eremitas, no contexto do grande movimento europeu, medieval, para recuperação da Terra do Senhor.
            A peregrinação a Jerusalém, que nos deu origem e nos plasmou no início, com o tempo tornou-se um estilo típico da nossa caminhada evangélica para a perfeição. O Espírito, ao longo dos séculos, suscitou da mesma raiz carismática modalidades diversas de vida carmelitana, seja da contemplação, seja do serviço apostólico consagrado, seja de presença cristã na realidade social e leiga.
            O Espírito de Vida nos tornou fecundos quanto aos valores fundamentais da fraternidade evangélica: escuta e anúncio da Palavra, oração assídua, comunhão de bens, reconciliação fraternal, serviço recíproco e aos pobres, luta espiritual e empenho de libertação dos oprimidos, discernimento, solidariedade com todos os homens, esperança operante.
            Fonte deste processo tem sido a escuta orante, pessoal, comunitária da Palavra do Senhor, enquanto a centralidade da Eucaristia quotidiana tem sido o fermento, síntese e modelo da unidade e dos projetos de santidade eclesial.
            A devoção à Mãe do Salvador, Maria, a Virgem Puríssima, Irmã, Padroeira e Esplendor do Carmelo, e a evocação inspiradora do Profeta Elias, vêm constituindo a linguagem comum entre nós, seja na espiritualidade, seja na atividade pastoral.
      Tudo isto nos vem da história e hoje torna-se história lá onde o carisma carmelita é vivido na abertura aos novos caminhos do Espírito".
 
Para meditação individual.
 
Texto Bíblico. (Atos dos Apóstolos. 4, 32-37).
1º- Somos da Ordem Terceira do Carmo ou um grupo de amigos?
2º- A nossa fraternidade carmelitana tem um olhar para o sofrimento do próximo ou para nós mesmos?

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Retiro da Ordem Terceira do Carmo, Carmo de Minas- MG.

                                           Data: 14, 15 e 16 de fevereiro-2014.
Pregador: Frei Petrônio de Miranda, 0. Carm.
Tema: A Espiritualidade Carmelitana.
2º Texto para reflexão: A Dimensão contemplativa da vida Carmelitana.
 
           
Com efeito, desde as origens, a comunidade dos carmelitas adotou um estilo contemplativo, tanto nas estruturas como nos valores fundamentais. E tal estilo ressalta da Regra com evidên­cia. A Regra delineia uma comunidade de irmãos toda entregue à escuta orante da palavra ([1]) e assídua na celebração do louvor do seu Senhor ([2]); uma comunidade composta por pessoas que sabem deixar-se habitar e plasmar pelos valores do Espírito: castidade, pensamentos santos, justiça, amor, fé, espera da salvação ([3]), trabalho realizado na paz ([4]), silêncio que, como afirma o Profeta, é o culto da justiça e que dá sabedoria ao falar e ao agir ([5]), discernimento que é "o orientador das virtudes" ([6]).
            A tradição da Ordem sempre interpretou a Regra e o carisma fundante como expressão da dimensão contemplativa da vida, e para esta vocação contemplativa sempre se voltam os grandes mes­tres espirituais da Família Carmelitana. A contemplação começa quando nos entregamos a Deus, qualquer que seja o modo que Ele escolha para achegar-se de nós. É uma atitude de abertura a Deus, cuja presença encontramos em toda parte. A contemplação constitui, assim, a viagem interior do Carmelita proveniente da livre iniciativa de Deus, que o toca e o transforma, rumo à unidade de amor com Ele. Esta é uma experiência transformante por parte do amor de Deus, que é soberano. Este amor esvazia-nos dos nossos modos humanos de pensar, amar e agir, limitados e imper­feitos, transformando-os em divinos.
A contemplação possui ainda um valor evangélico e eclesial ([7]). O seu exercício não só é fonte da nossa vida es­piritual, mas também determina a qualidade da nossa vida fraterna e da nosso serviço no meio do Povo de Deus ([8]).
            De fato, os valores da contemplação, se vividos com fidelidade nas com­plexas vicissitudes da vida cotidiana, fazem da fraternidade carmelitana um testemunho da presença viva e misteriosa de Deus no meio do seu povo. A busca do rosto de Deus e o acolhimento dos dons do Espírito tornam a nossa fraternidade mais atenta aos sinais dos tempos, mais sensível às sementes da presença do Verbo na História, através até da visão e valorização dos fatos e dos eventos na vida da Igreja e da sociedade ([9]).     Assim, o Carmelo solidário como Jesus Cristo com os dramas e esperanças da humanidade ([10]), saberá assumir decisões adequadas para transformar a vida e fazê-la conforme com a vontade do Pai.
            Além disto, para o bem da Igreja, ajudará todos os que se sentirem chamados para a vida eremítica.

Para meditação individual.

Texto Bíblico. 1º Reis, 19, 9- 14.

2º- É possível contemplar e silenciar no barulho familiar, sonoro, audiovisual e midiático (Televisão, rádio, internet, escrita...) ou é necessário fugir a exemplo do Profeta Elias para encontrar Deus?    

1º- Segundo o mártir e beato Carmelita, vítima da Segunda Guerra Mundial, Frei Tito Brandsma, “Devemos olhar o mundo com Deus no fundo”. Diante da violência, guerra, fome, catástrofes e luta pela sobrevivência, consigo ver Deus agindo no meio dessa grande confusão ou está tudo perdido? 


    [1]  Cf Regra  c. 7.
    [2]  Cf Regra  c. 8.
    [3]  Cf Regra  c. 14.
    [4]  Cf Regra  c. 15
    [5]. Cf Regra  c.16
    [6]  Cf Regra  Epílogo
    [7]. Cf PC 7; can. 674.
    [8]. Congregação Geral de 1986, 406
    [9]. Cf. GS 41; 2º Conselho das Províncias 93
    [10]  Cf  GS 1.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Retiro da Ordem Terceira do Carmo, Carmo de Minas- MG.

Data: 14, 15 e 16 de fevereiro-2014.
Pregador: Frei Petrônio de Miranda, 0. Carm.
Tema: A Espiritualidade Carmelitana. 

1º Texto para reflexão: Maria e o Carmelo.
Por Santa Teresinha do Menino Jesus, Carmelita.
 Gostaria de ter sido padre para pregar a respeito da Santíssima Virgem! Para que um sermão sobre Maria me agrade e me faça bem, preciso apalpar-lhe a vida real e não uma vida imaginária; eu estou certa de que sua vida real devia ser bem simples. Mostram a Santíssima Virgem inabordável, quando deveriam mostrá-la imitável; fazer sobressair suas virtudes, dizer que ela vivia de fé como nós, apresentando as provas que nos dá o próprio Evangelho onde lemos: “E eles não entenderam o que lhes disse”. E esta outra, não menos misteriosa: “E seu pai e mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam”. Essa admiração supõe um  certo espanto.
Sabemos muito bem que a Santíssima Virgem é a rainha do céu e da terra; mas ela é mais mãe que rainha; e não se deve afirmar que, por causa de suas prerrogativas, ela eclipsa a glória de todos os santos, como o sol ao surgir faz desaparecer as estrelas. Meu Deus! Como é estranho! – que a mãe obscureça a glória d seu filhos! Penso exatamente o contrário, isto é, que ela aumentará, e bastante, o esplendor dos eleitos.
O que Maria possui mais do que nós, é que ela não podia pecar, pois estava isenta da mancha original; mas, por outro lado, foi menos feliz do que nós por não ter uma Santíssima Virgem para amar. É uma doçura a mais para nós e uma doçura a menos para ela.

 

PORQUE TE AMO, MARIA![1]

Oh! eu quisera cantar, ó Mãe porque te amo,
E porque, teu nome dulcíssimo faz palpitar forte meu coração,
E porque, ao pensar em tua grandeza imensa
O medo não pode dominar-me, oh! não.
Se eu te contemplasse na glória sublime,
Ultrapassando em brilho todos os eleitos,
Nem ao menos poderia crer, que sou tua filha,
 E diante de Ti, eu abaixaria o olhar.

 

                        Para que uma criança possa amar sua mãe

                        É preciso que esta, com ela chore e partilhe sua dor.

                        O’ Rainha do meu coração, nesta terra do exílio,

                        Para atrair-me a ti, quantas lágrimas choraste!

                        Contemplando tua vida, nas páginas do Evangelho,

                        eu ouso olhar-te, e aproximar-me de Ti,

                        E crer-me tua filha, pois eu te vejo,

                        ó Mãe, mortal e sofrida como eu. [....]

 

Tu me fazes sentir, que não é impossível,

Caminhar sobre teus passos, ó Rainha dos eleitos.

Tu me tornaste visível o caminho estreito do céu,

Praticando sempre as mais humildes virtudes.

Maria, junto de Ti, eu gosto de sentir-me pequenina.

Das grandezas da terra eu vejo a vaidade.

Em casa de Isabel, que recebe tua visita,

eu aprendo a praticar a ardente caridade. [....]

 

                        Eu sei que em Nazaré, ó Virgem cheia de graças

                       Tu vives pobrezinha, nada querendo a mais.

                        Vida simples, sem êxtases, arroubamentos ou milagres.

                        O número dos pobrezinhos é bem grande sobre a terra.

                        Estes podem sem medo elevar para Ti os olhos.

                        Por vias comuns, ó incomparável Mãe,

                        Eu quero caminhar par levá-los ao céu. [....]

 

Tu me apareces, Maria, no cume do Calvário,

De pé junto da cruz, como um sacerdote no altar,

Oferecendo para apaziguar a justiça do Pai,

Teu bem amado, o Emanuel.

Um profeta o disse, ó Mãe muito amada.

“Não existe dor, semelhante à tua dor”.

O’ Rainha dos céus, permanecendo no exílio,

dás para nós todo o sangue de teu coração.

 

                        A casa de São João torna-se a tua casa,

                       O filho de Zebedeu substitui o teu Jesus, o Filho de Deus.

                        Eis o último detalhe, que me dá o Evangelho

                        Sobre Ti, ó Mãe, Virgem Maria.

                        Mas, teu profundo silêncio, ó Virgem Mãe querida,

                        Não nos revela, que o Verbo eterno, quis Ele mesmo, cantar

                        Os segredos de tua vida para encantar teus filhos

                        todos os eleitos do céu?

 

Também eu ouvirei esta doce melodia.

Também no belo céu, eu vou Te ver.

Tu que vieste sorrir-me na manhã da vida,

Vem, sorri-me ainda, ó Mãe, eis a tarde!

Eu não temo o brilho da tua suprema glória.

Contigo eu sofri, e quero agora

Cantar sobre teus joelhos, Virgem,

Porque Te amo, e repetir para sempre que eu TE AMO!

 
Para meditação individual.

Texto Bíblico. Lc 1, 30-45.

1º - Segundo Sta. Teresinha, “Maria é mais mãe que rainha”. E na sua convivência devocional a Nossa Senhora do Carmo através do Escapulário, qual o papel da Mãe de Jesus na sua vida concreta: Trabalho, família, OTC, Igreja...  




[1] Alguns trechos da última poesia de Santa Teresinha do Menino Jesus. Tradução de Sor Teresa Margarida, do Carmelo de São José, Três Pontas- MG.