Total de visualizações de página

Seguidores

Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O inimaginável Deus crucificado

 

“Saberemos dar espaço para aquele Deus de Jesus que vem, como um ladrão, para nos roubar as nossas certezas religiosas amadurecidas? Porque, na cruz, é transpassada aquela ideologia tranquilizadora que faz de Deus o poderoso fiador das nossas posições adquiridas.” A opinião é dos pastores batistas italianos Lidia Maggi e Angelo Reginato, em artigo publicado na revista Riforma, publicação das Igrejas evangélicas batista, metodista e valdense italianas, de abril de 2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o texto.

O tempo que precede a Páscoa pretende promover a sabedoria de diminuir o ritmo, de podar as vidas de todos aqueles elementos não essenciais que as engolem, de modo que possa emergir o coração do Evangelho, o Cristo morto e ressuscitado.
Quarenta dias, um tempo litúrgico que remete aos 40 anos no deserto, nos quais Israel aprendeu a se deixar alimentar diretamente por Deus. Para nós, um tempo de verificação para nos interrogarmos sobre a nossa bulimia de paixões tristes, que impedem que a alegria pascal flua. 
Um tempo para revisitar a nossa dieta espiritual e nos interrogarmos sobre as carências alimentares: que papel tem a oração, aquele diálogo precioso com Deus? Que papel desempenha a comunidade de fé, na qual Deus me fala através da voz de irmãs e irmãos? Que peso tem a Palavra que, como bom pão, sacia e fortifica? O êxodo de Jesus, da morte à vida, é como um parto. 
A Quaresma, um tempo de gestação para conservar e fazer crescer em nós a esperança da nova vida. Quando o trabalho de parto tem início, não pode ser suspenso. Assim também nós, no tempo que precede a Páscoa, esperamos captar aquelas contrações vitais da alma, que nos fazem perceber os sinais do renascimento. Dor, fadiga, mas também alegria. Movimentos da alma contraditórios, para manter juntos o anúncio da vida na agonia da última hora.
Todos os anos, voltamos à cena-mãe da fé cristã, a Páscoa de Jesus para reconhecer que algo daquela cena que escapa. Quanto mais tentamos compreendê-la, mais sentimos que ela resiste a nós. Como manter juntos o plano de Deus (“é preciso que o filho do homem sofra...”) e as escolhas humanas (“fizeram um plano para matá-lo...”)? Uma questão que emerge já na primeira Páscoa, a do Egito: é Deus que endurece o coração do faraó, ou é este último que o endurece por livre escolha? E, depois, o problema dos problemas: como interpretar o “por nós” daquela morte cruenta? Expiação, dom, resultado de uma vida? 
É claro, no conflito das interpretações fornecidas em dois mil anos de cristianismo, algumas evidências permanecem. É impossível não ver naquela cena a inversão do imaginário religioso que, desde sempre, pensou um Deus que pede que a humanidade se sacrifique por Ele, enquanto no Gólgota é Deus que se sacrifica por nós. 
Na cruz, entrevemos um rosto de Deus diferente daquele percebido pelo sentimento comum; lá, revela-se o Deus da graça. Partamos daí, da revelação que está no coração da cena da cruz, onde o véu do templo se rasga, e nós entretemos o rosto de Deus. Rosto inédito. Quando só O podíamos ver de costas, O pensávamos exatamente ao contrário. Como o Senhor que está no alto e impõe que os Seus subalternos O sirvam. E, assim, a religião educou a reconhecer e a temer a potência de Deus. E, no nome desse Deus, reproduziu o consenso aos poderosos da terra, tenentes do trono celestial. E pregou a manutenção da ordem: “Que um homem só morra pelo povo e não pereça toda a nação!”.
Também nós, que reconhecemos na cruz a sua ação salvífica, continuamos imaginando Deus de acordo com aquela narrativa religiosa. Narrativa que pode apresentar entre os seus méritos a manutenção da ordem e de um certo tipo de paz. E não é, talvez, essa a tarefa da religião, especialmente hoje, em tempos de enfurecimento do terrorismo?
Não que haja algo de errado em desejar um deus que possa garantir uma vida tranquila. Ao contrário. Mas, na cena da cruz, os imaginários humanos são postos de cabeça para baixo. Aquele Filho, que nos deu a conhecer a Deus, apresenta-se inerme, à baila dos poderes, por uma vez muito concordes em eliminá-lo, fazendo dele um maldito a ser crucificado. Ele que, por muito tempo, tinha preparado os seus discípulos para tomar a cruz, para perder a própria vida por causa dele, ei-lo que, tendo chegado a hora fatal, preocupa-se em salvá-los. João focaliza essa preocupação do Mestre até reinterpretar a vil fuga dos seus na despedida desejada pelo próprio Jesus: “‘Quem é que vocês estão procurando?’ Eles responderam: ‘Jesus de Nazaré.’ Jesus falou: ‘Já lhes disse que sou eu. Se vocês estão me procurando, deixem os outros irem embora’” (18, 7-8).
O que significa crer em um Deus assim? Tentemos, por uma vez, abrir mão da pergunta sobre “o que fazer”. Não que não seja preciso: todos percebemos a urgência de agir. A Igreja, no rastro desse seu Senhor, é chamada a viver uma fé que opera por meio do amor. Mas, pelo menos na Páscoa, suspendamos o costumeiro operar e tornemo-nos uma comunidade inoperante, na escuta pura dessa chocante revelação do Deus crucificado.
Escutemos aquela voz que o coração reconhece como proveniente de Deus e que diz: “Busquem o meu rosto!” (Salmo 27, 8). Seremos capazes disso? Saberemos dar espaço para aquele Deus de Jesus que vem, como um ladrão, para nos roubar as nossas certezas religiosas amadurecidas? Porque, na cruz, é transpassada aquela ideologia tranquilizadora que faz de Deus o poderoso fiador das nossas posições adquiridas.
O desafio, portanto, é o de ficar na cena da cruz, silenciando explicações e expectativas demasiado humanas, para retornar principiantes, capazes de nos admirarmos com um Deus inimaginável, que irrompe na história fazendo gestos inesperados.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

1º Domingo da Quaresma. Ciclo B: Empurrados para o deserto

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1,12-15 que corresponde ao Primeiro Domingo de Quaresma, Ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto
Marcos apresenta a cena de Jesus no deserto como um resumo da Sua vida. Assinalo algumas pistas. Segundo o evangelista, “o Espírito empurra Jesus para o deserto”. Não é uma iniciativa Sua. É o Espírito de Deus que o desloca até o colocar no deserto: a vida de Jesus não vai ser um caminho de êxito fácil; antes pelo contrário, esperam-No provações, insegurança e ameaças.
Mas o “deserto” é, ao mesmo tempo, o melhor lugar para escutar, em silêncio e solidão, a voz de Deus. O lugar onde se tem de voltar em tempos de crise para abrir caminhos ao Senhor no coração do povo. Assim se pensava na época de Jesus.
No deserto, Jesus “é tentado por Satanás”. Nada se diz do conteúdo das tentações. Só que provêm de “Satanás”, o Adversário que procura a ruína do ser humano destruindo o plano de Deus. Já não voltará a aparecer em todo o evangelho de Marcos. Jesus o vê atuando em todos aqueles que o querem desviar da Sua missão, incluindo Pedro.
O breve relato termina com duas imagens em forte contraste: Jesus “vive entre feras”, mas “os anjos servem-No”. As “feras”, os seres mais violentos da criação, evocam os perigos que ameaçam sempre Jesus e o Seu projeto. Os “anjos”, os melhores seres da criação, evocam a proximidade de Deus que abençoa, cuida e defende Jesus e a Sua missão.
O cristianismo está vivendo momentos difíceis. Seguindo os estudos sociológicos, falamos de crise, secularização, rejeição por parte do mundo moderno... Mas talvez, desde uma leitura de fé, temos de decidir algo mais: Não será Deus quem nos está empurrando para este “deserto”? Não necessitaríamos de algo semelhante para nos libertarmos de tanta vanglória, poder mundano, vaidade e falsos êxitos acumulados inconscientemente durante tantos séculos? Nunca teríamos elegido nós estes caminhos.
Esta experiência de deserto, que irá crescendo nos próximos anos, é um tempo inesperado de graça e purificação que temos de agradecer a Deus. Ele continuará a cuidar do Seu projeto. Apenas se nos pede que recusemos com lucidez as tentações que nos podem desviar uma vez mais da conversão a Jesus Cristo.

quarta-feira, 5 de março de 2014

SEXTA FEIRA DO TRIUNFO.

(SEXTA FEIRA, ANTES DA SEXTA FEIRA DA PAIXÃO)
Frei Victor Kruger, Frade Liturgista da Ordem do Carmo. Convento do Carmo, Salvador-BA.
 ACOMPANHANDO OS 7 PASSOS DE JESUS, RUMO À RESSURREIÇÃO. 
ACOLHIDA / ABERTURA DA CELEBRAÇÃO 
COMENTARIO INICIAL:
(Cel. Celebrante. T- Todos).
C. Hoje celebramos de modo especial, o sofrimento, a incompreensão, a prisão, a tortura e a morte de Jesus.
Ele foi vítima das pessoas que se sentiam ameaçadas em seus privilégios pelas palavras e pelo modo de agir de Jesus
T. Então se armaram contra Ele e o maltrataram até a morte e morte de cruz.
C. A cruz de Jesus mostra o mal que existe no mundo. Mostra toda a violência da mentira, da injustiça e da exploração contra a vida.
T. E essa violência se manifesta ainda hoje na cruz pesada do nosso povo.
C. Eis o que significa a cruz de Jesus Cristo: Jesus não morreu para exaltar o sofrimento. Ele aceitou a cruz para ser fiel à sua missão e para não trair a verdade que viveu e pregou.
CAMINHANDO E ACOMPANHANDO JESUS ATRAVÉS DOS ÚLTIMOS 7 PASSOS  TRIUNFANDO  SOBRE A MORTE.
CANTANDO:
Eles queriam um grande rei que fosse forte dominador e por isso não creram nele e mataram o Salvador. ( bis )
1-NO PRIMEIRO PASSO CONTEMPLAMOS JESUS NO HORTO DAS OLIVEIRAS.
O SENHOR DA AGONIA
Cel. Nós vos adoramos Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos!
T. Porque pela vossa Santa cruz remiste o mundo!
C. O quê se passa no íntimo de Jesus?
Uma luta dramática em que entra em confronto a companhia e a solidão, o medo e a serenidade, a coragem de continuar o Projeto de Deus até o fim e a vontade de desistir e fugir.
A oração é a fonte que reanima nosso projeto de vida, segundo a vontade de Deus.
Cel. LENDO MARCOS 14, 32 - 42
REFLEXÃO
Cel. Senhor Jesus! Na vossa agonia experimentastes  o mais intenso sofrimento e, diante da provação acolhestes sem reservas a vontade do Pai.
Concedei a nós vossos servos a graça de aceitar tudo, de suportar tudo, de confiar tudo, fazendo de nossa vida um ato contínuo de acolhida da vontade do Pai. Amém!
CANTANDO:
Eu vim para que todos tenham vida! Que todos tenham vida plenamente! ( bis )
2- NO SEGUNDO PASSO CONTEMPLAMOS A PRISÃO DE JESUS.
Cel. Nós vos adoramos...
C. Um dos discípulos se alia ao poder repressivo das autoridades  e trai Jesus com um gesto de amizade. Todos fogem e Jesus fica sozinho e preso.
Aquele que realiza o projeto de Deus e atrai o povo é considerado pelos poderosos como bandido perigoso.
Cel. LENDO MARCOS 14, 43- 46. 53
REFLEXÃO.
Cel. Senhor Jesus! Vós viestes não para condenar, mas para salvar, não para  aprisionar, mas para libertar.
Infundi em nós a vossa serenidade, a fim de que possamos enfrentar as grandes lutas de nossa vida, sem ódio e sem violência. Amém!
CANTANDO:
Tu és Senhor, o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará! ( bis )
 3-NO TERCEIRO PASSO CONTEMPLAMOS JESUS ATADO À COLUNA E FLAGELADO.
Cel. Nós vos adoramos...
C. A flagelação de Jesus é ao mesmo tempo, uma covardia do sistema injusto de Pilatos e também já anuncia um julgamento premeditado.
Cel. LENDO JOÃO 18, 28 – 19, 1
REFLEXÃO
Cel. Senhor Jesus! Inspirai em cada um de nós a consciência de nossa fragilidade. Fazei-nos dignos do carinho e da confiança que depositastes em nós quando decidimos trilhar o caminho do Evangelho. Amém!
CANTANDO:
Entre nós está e não o conhecemos entre nós está e nós o desprezamos. ( bis )
4. NO QUARTO PASSO CONTEMPLAMOS JESUS ESCARNECIDO E COROADO DE ESPINHOS
Cel. Nós vos adoramos...
C. Revestido com todos os sinais de poder: manto de púrpura, coroa, cetro e adoração, Jesus é motivo de zombaria.
Cel. LENDO JOÃO 19, 2 – 3
REFLEXÃO
Cel. Senhor Jesus! Zombado por todos como caricatura de rei; no entanto, quando retoma suas próprias vestes se revela como verdadeiro rei, aquele que entrega sua vida para salvar seu povo.
Que Tu sejas para nós: caminho, verdade e vida para nos tornar imensamente felizes. Amém!
CANTANDO:
No peito eu levo uma cruz e no meu coração o que disse Jesus. ( bis )
5- NO QUINTO PASSO CONTEMPLAMOS JESUS APRESENTADO AO POVO POR PILATOS. EIS O HOMEM!
Cel. Nos vos adoramos ...
C. O dilema de Pilatos é o mesmo do homem de hoje, dependente do sistema capitalista injusto e violento. Ou arrisca sua posição de poder, ou sacrifica o inocente.
Cel. LENDO JOÃO 19, 4 - 7
REFLEXÃO
Cel. Senhor Jesus! Que Tu sejas para nós a força que nos sustenta na tentação, a mão que nos reergue no momento da queda e o bálsamo que alivia nossas chagas, afim de que perseveremos até o fim. Amém!
CANTANDO:
Prova da amor maior não há! Que doar a vida pelo irmão! ( bis )
6- NO SEXTO PASSO CONTEMPLAMOS JESUS CARREGANDO A CRUZ ÀS COSTAS.
O SENHOR DOS PASSOS.
Cel. Nós vos adoramos...
C.A cruz é o trono de onde Jesus exerce sua realeza. Ele não esta só, mas é a motivação daqueles que o seguem, aqueles que dão a vida como Ele “ para que todos tenham vida”.
Cel. LENDO JOÃO 19, 16 - 18
REFLEXÃO
Cel. Senhor Jesus! Nós te contemplamos carregando a cruz e Te reconhecemos como nosso Deus.
Aceitando a cruz, Jesus nosso Salvador aponta para a vida nova, para um mundo mais humano e para a libertação dos males que oprimem homens e mulheres. Amém!
CANTANDO:
Sou bom pastor ovelhas guardarei, não tenho outro ofício nem terei! Quantas vidas eu tiver eu lhes darei!
7- NO SÉTIMO PASSO CONTEMPLAMOS A CRUCIFIXÃO E MORTE DE JESUS.
Cel. Nós vos adoramos...
C.Jesus está completamente só. Seu corpo está reduzido a uma fraqueza extrema. Contudo, até o fim Ele permanece fiel e consciente de sua entrega.
Cel. LENDO JOÃO 19, 28 - 30
REFLEXÃO
Cel. Senhor Jesus! Tu não Te apegaste a tua condição divina, mas como homem  te esvaziaste por inteiro, assumindo a condição de servo, humilhando-se até a morte e morte de cruz.
Ensina-nos a dizer diante de cada angustia de nossa vida: “ Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito”.
CANTANDO:
Vitória, tu reinarás! Ó cruz tu nos salvará! ( bis)
8.  CONCLUSÃO.   ( DIANTE DO SACRÁRIO ABERTO OU ... )
Cel. LENDO 1 Cor 15, 1- 14 . 20 - 21
Ao Celebrar os 7 Passos de Jesus rumo à Ressurreição sentimos quanto e fraco é ainda nosso amor, apesar de entendermos um pouco melhor o sofrimento dos outros.
Acreditamos que não há morte sem Ressurreição; essa é a razão de nossa fé!
T. A VIDA TRIUNFA SOBRE A MORTE!
Cel. Introdução ao...  Pai nosso que estais...
CANTANDO:
Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há!
Mas eu bem sei que o meu futuro está nas mãos do meu Senhor que vivo está.
Cel.  Avisos / Despedida / Pedido de bênção.
“ Desde meados do Sec. XVII, os carmelitas introduziram na Colônia a devoção da Via Crucis ou Via Crucis, em que se representava o drama da Paixão através de quadros ou Estações. Essa devoção passou a ser representada inicialmente através de uma Procissão que se realizava na SEXTA-FEIRA anterior à Semana Santa, designada também como como SEXTA FEIRA do TRIUNFO.
No Sec.XIX Thomas Ewbank ainda pôde assistir a essa Procissão promovida pelos carmelitas, e que iniciava com o Quadro representando a Oração de Cristo no Horto das Oliveiras.
Em São Paulo, ao que consta, a primeira Procissão desta Via Crucis foi realizada em 1681.”
Fonte:
Riolando Azzi in A Teologia Católica na Formação da Sociedade Colonial Brasileira. Ed. Vozes, pg 197.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pensamento para este dia 05 de março-2012: 2ª Semana da Quaresma...

27 de julho-2002- 27  de julho-2012. Frei Petrônio de Miranda, 0. Carm. 10 Anos de Padre!. Pensamento para este dia 05 de março-2012: 2ª Semana da Quaresma. “Antes de julgar e condenar o teu próximo, olha no espelho e verás que o erro não está no outro, mas no teu modo de olhar e ver o mundo”. (Lc 6, 36-38) Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita, Convento do Carmo, São Paulo.
VEJA O VÍDEO: A Palavra do Frei Petrônio. Click:
ADICIONE A MINHA SEGUNDA PÁGINA NO  FACE... CLICK AQUI: www.facebook.com/freipetronio2