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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Padre Cícero: o santo dos nordestinos pobres. Entrevista especial com Antônio Mendes da Costa Braga

Antônio Braga é autor do livro Padre Cícero. Sociologia de um padre, antropologia de um santo (Bauru: Edusc, 2008). A obra é fruto da pesquisa que ele realizou para a elaboração de sua tese de doutorado em Antropologia Social, defendida em 2007 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Na entrevista que segue, concedida por e-mail para a IHU On-Line, ele fala sobre o Padre Cícero que “descobriu” em seu trabalho. Para ele, “uma boa questão é procurarmos entender por que alguém como Padre Cícero foi capaz de atrair tantas pessoas pertencentes aos segmentos mais pobres e marginalizados da sociedade em torno de si, ou de que forma ele se converteu num santo para essas pessoas”.
Antônio Braga atribui parte da força de liderança de Padre Cícero à atuação de seus devotos, ou romeiros, como são chamados. E explica: “Eram os próprios romeiros que legitimavam a autoridade religiosa e moral do Padre Cícero. Eram eles os sustentáculos da autoridade política, social e econômica do sacerdote. Se estabeleceu entre Padre Cícero e seus romeiros um vínculo, uma relação de dom e contra-dom que nem a morte do Padrinho Cícero foi capaz de romper”.
Antônio Mendes da Costa Braga possui graduação em Ciências Sociais e mestrado em Sociologia, pela Universidade de São Paulo (USP), e doutorado em Antropologia Social, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Confira a entrevista.

IHU On-Line - Em sua tese de doutorado, que virou o livro Padre Cícero: sociologia de um Padre, antropologia de um santo, qual é o padre Cícero que você descreve?
Antônio Braga - Podemos considerar que o livro aborda o Padre Cícero Romão Batista sob duas perspectivas, relacionadas com o título que dei à obra. Na primeira, que corresponde ao primeiro momento do livro, eu procuro compreender quem foi o padre Cícero Romão Batista no contexto cultural, histórico, social e religioso em que se tornou um padre e, depois, uma grande liderança, principalmente religiosa. Procuro fazer ali o que pode ser denominado de análise de trajetória. Procurei demonstrar que Padre Cícero foi, em grande medida, um típico sacerdote formado no século XIX. Diria até que ele foi um caso bem-sucedido de sacerdócio no contexto eclesiástico católico daquele século, e mais ainda no Ceará da segunda metade do século XIX. Era um Ceará que vinha sofrendo uma profunda reforma eclesiástica, a chamada romanização do catolicismo brasileiro. E Padre Cícero foi, no meu entender, e em certa medida, um sacerdote romanizado, um padre que tinha muitas das qualidades que os lÍderes do processo de romanização – membros do episcopado – esperavam de um sacerdote que estava posicionado nas linhas de frente desse empreendimento eclesiástico.

Um sacerdote romanizado em litígio com o poder eclesiástico
É paradoxal que esse Padre Cícero, que aponto como um caso bem-sucedido de sacerdote romanizado, tenha morrido com suas ordens sacerdotais suspensas e em litígio com o poder eclesiástico local. De sacerdote virtuoso ele passou a ser um problema para esse poder, especificamente no Nordeste brasileiro. Então fica a pergunta: como isso é possível?
Defendo, como Ralph Della Cava e alguns outros autores, que a vida de Padre Cícero mudou a partir de um milagre ocorrido em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 1889. Foi o chamado Milagre da Hóstia, protagonizado por uma jovem beata, negra e pobre, chamada Maria de Araujo. Padre Cícero fora o coprotagonista desse milagre, que teve profundas consequências para sua vida, a da beata e do próprio Juazeiro. E é a partir deste evento – porque eu o vejo como paradigmático para sua vida - que procuro apresentar, ou melhor, compreender Padre Cícero, analisando o processo que o tornou um dos maiores santos de devoção popular no Brasil. Daí por que falo numa antropologia de um santo. E o caso de Padre Cícero traz muitos privilégios enquanto objeto de estudo. O principal é que ele se tornou um santo para seus devotos não necessariamente através ou a partir dos altares. O processo através do qual ele vai se convertendo em santo para muitos de seus devotos ocorreu principalmente durante sua vida, logo após o milagre. Temos aí a oportunidade de compreender como vai se dando o processo através do qual um indivíduo vai se tornando uma importante liderança, notadamente religiosa, a ponto de, já em vida, ganhar status de santo para muitos. No entanto, é também importante frisar que para os devotos do Padre Cícero – denominados romeiros – ele é, antes de tudo, o “Padrinho Cícero”. Eles não costumam falar em Santo Cícero.

IHU On-Line - Como entender tamanha devoção popular no Brasil por Padre Cícero?
Antônio Braga – Posso apontar alguns aspectos que dão ao caso do Padre Cícero tamanha força e – em certa medida – especificidade. Um deles é o fato de que os seus devotos são como que coprotagonistas de sua história de santidade. São sujeitos e agentes. Sem seus romeiros, Padre Cícero não teria se tornado santo. E sem eles a devoção não teria se mantido nem se desenvolvido após sua morte, em 1934. E essa é uma devoção que passa de mãe para filho, de pai para filho, de avó e avô para netos. E nessa história tem sempre um avô, bisavó, e assim por diante, que conheceu o Padre Cícero em vida, que era romeiro do Padrinho Cícero enquanto ele ainda era vivo. Então, os devotos estão falando e vivenciando uma devoção que também tem relação com suas próprias histórias, com a história de todo um vasto grupo de indivíduos que se encontram em torno da força identitária de serem afilhados do Padrinho Cícero. Agora, como todo o santo que se preze, ele é santo porque – para seus devotos – também faz milagres e intervém junto a Deus. Em suma, como todo santo de devoção popular, ele é uma força atuante, presente na vida daquele que crê e que – em sua perspectiva – se faz presente quando chamado a ajudar.

IHU On-Line - Quais são os principais debates provocados pela figura dele dentro da Igreja Católica e no meio acadêmico brasileiro?
Antônio Braga - No meio acadêmico, Padre Cícero e o fenômeno religioso do Juazeiro já foram objeto de um número respeitável de estudos, muitos de grande qualidade. Agora, dentro da Igreja Católica, em um catolicismo mais oficial e eclesiástico, ele suscita muitas polêmicas. Se bem que é possível perceber que estamos diante de um claro processo de superação de muitas delas. E afirmo isto porque percebo que cada vez mais a devoção ao Padre Cícero é aceita por agentes de um catolicismo mais oficial, por um número cada vez maior de padres e bispos. Talvez de um santo popular outsider, cuja devoção se dava de forma um tanto quanto marginal em relação a um catolicismo mais oficial, o santo Padre Cícero esteja pouco a pouco se aproximando dos cânones através do qual a Igreja Católica reconhece oficialmente seus santos. Pensar num processo de canonização do Padre Cícero tornou-se algo possível.

A questão da obediência
De certa forma, todos os debates em torno do Padre Cícero, dentro da Igreja, tem alguma relação com o problema da obediência. Todos os debates internos e que dizem respeito ao Padre Cícero – Ele era ou não um sacerdote virtuoso? Era ou não um homem santo? Era ou não demasiadamente um homem da política? – tendem e tenderão a serem relativizados quando esta questão da obediência for mais bem compreendida e equacionada. Agora, se tudo isto está acontecendo, é mérito, em uma grande medida, dos devotos do Padre Cícero, de seus romeiros. Foram eles e ainda são, mesmo com todas as objeções e desconfianças em relação a esta sua fé, que mantiveram e mantêm a devoção ao Padre Cícero como um dos maiores e mais relevante casos de devoção popular no Brasil.

IHU On-Line - Quais as características dos romeiros de Padrinho Cícero?
Antônio Braga - Se fôssemos definir a maioria dos romeiros do Padre Cícero em três palavras seria: nordestinos, pobres, perseverantes. Padre Cícero é, dentre outras coisas, um santo dos nordestinos pobres. É impressionante como são muitos, até milhares, o número de nordestinos pertencentes às camadas sociais mais pobres do Nordeste que se identificam com o Padrinho Cícero. Uma boa questão é procurarmos entender por que alguém como Padre Cícero foi capaz de atrair tantas pessoas pertencentes aos segmentos mais pobres e marginalizados da sociedade em torno de si, ou de que forma ele se converteu num santo para essas pessoas.

IHU On-Line - Que elementos fizeram de Pe. Cícero um fenômeno social, político e religioso?
Antônio Braga - Boa parte desses elementos estão dispersos nas várias décadas através das quais Padre Cícero, ainda em vida, foi construindo um determinado tipo de relacionamento com os romeiros. Um relacionamento sustentado numa perspectiva religiosa, mas que abrangia também relações do tipo social, econômica e política. Padre Cícero, por exemplo, exercia uma autoridade religiosa sobre os romeiros. Mas também era um provedor nos casos de necessidades materiais e políticas. Em contrapartida, eram os próprios romeiros que legitimavam a autoridade religiosa e moral do Padre Cícero. Eram eles os sustentáculos da autoridade política, social e econômica do sacerdote. Se estabeleceu entre Padre Cícero e seus romeiros um vínculo, uma relação de dom e contra-dom que nem a morte doPadrinho Cícero foi capaz de romper.

Padre Cícero é RECONCILIADO com a Igreja Católica

A Solenidade de abertura da Porta Santa realizada hoje, 13 de dezembro, na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato- CE, teve para os fiéis da Diocese de Crato e romeiros do Padre Cícero Romão Batista um significado ainda maior. Neste dia o Bispo Dom Fernando Panico comunicou ao povo, durante sua homilia, que o Papa Francisco havia enviado uma carta, assinada pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado de Sua Santidade, na qual autoriza a reconciliação do “Padim Ciço”, como é carinhosamente chamado pelos devotos, com a Igreja Católica.
As palavras aguardadas há décadas pelos fiéis foram recebidas com júbilo. Fogos de artificio, palmas e expressões de alegria era o que se notava no rosto dos que participavam da celebração. Um quadro com a imagem do padre foi introduzida não no altar, pois ele ainda não foi canonizado, mas dentro da Igreja, próximo ao altar. “Ele vai entrar como romeiro. Seu lugar não será ainda o Altar, mas ficará no meio do Povo, invocando e cantando conosco a misericórdia do Pai”, disse Dom Fernando.
Além de destacar a fé simples e a devoção a Nossa Senhora que o Padre Cícero teve em sua existência, o Papa ainda caracterizou o seu modo de evangelização, vivido no final do século XIX e início do XX, como atual. “Atitude de saída, ao encontro das periferias existenciais, a atitude do Padre Cícero em acolher a todos, especialmente aos pobres e sofredores, aconselhando-os e abençoando-os, constitui sem dúvida, um sinal importante e atual”, afirmou.
Padre Cícero morreu em 1934 suspenso de ordem. A partir da data de seu falecimento o número de fiéis que realizam romarias a cidade que ele fundou, Juazeiro do Norte, só cresce. Diante desta realidade ao chegar na Diocese de Crato, em 2001, Dom Fernando Panico colocou esta reconciliação como prioridade de seu episcopado.
O Bispo formou uma comissão e deu entrada, em 2006, na Congregação para Doutrina da Fé, no Vaticano, ao processo de REABILITAÇÃO, porém o Papa Francisco foi além. A partir dos estudos realizados pela Equipe de Direito Canônico do Vaticano, foi decidido que a Igreja deveria conceder a RECONCILIAÇÃO do padre com a Igreja, permitindo assim que os fiéis realizem sua devoção com a aprovação da Santa Sé.
Dom Fernando, diante da realização de um dos seus maiores sonhos, afirmou que toda a Diocese de Crato foi justificada pela ação do Papa Francisco, e que não houve equivoco em assumirem a opção pastoral em favor das romarias e o acolhimento aos romeiros. “Como Bispo Diocesano dessa Igreja particular, fico feliz por poder receber essa grande graça, em nome do Padre Cícero e de seus romeiros e romeiras, em nome de todos aqueles bispos – Dom Quintino, Dom Delgado – que alguma vez pediram que a Igreja e Padre Cícero se reconciliassem, em nome de todas as pessoas que queriam ver o Seu Padrinho ser, de novo, acolhido pela Igreja Católica da mesma forma que sempre foi acolhido por seus afilhados!”, disse.
Na Igreja onde foi batizado e realizou a primeira missa, neste ano 2015, ao Padre Cícero foi concedida uma reconciliação histórica mostrando que a misericórdia de Deus está acima das ações humanas.

Reabilitação e Reconciliação
Reabilitação é recuperação de ordens que estavam suspensas. Reconciliação é apagar qualquer oposição a ação do Padre Cícero.
A Diocese de Crato deu entrada ao processo de reabilitação pelo fato do Padre Cícero ter morrido suspenso de ordem, porém como o padre já havia falecido e as punições cessadas, não tinha o que o Papa reabilitar.

Padres da Basílica Nossa Senhora das Dores, Santuário São Francisco das Chagas e Paróquia Sagrado Coração de Jesus colocando o quadro com a foto do Padre Cícero próximo ao altar. (Foto: Patrícia Silva)
Padres da Basílica Nossa Senhora das Dores, Santuário São Francisco das Chagas e Paróquia Sagrado Coração de Jesus colocando o quadro com a foto do Padre Cícero próximo ao altar. (Foto: Patrícia Silva)
De 2006 a 2014 uma equipe de direito canônico do Vaticano estudou como resolver esta questão. Eles chegaram a conclusão de que a Igreja teria que ter uma Reconciliação. “Como a ação do Padre Cícero se tornou crescente mesmo após a sua morte, eles disseram era oportuno a reconciliação da Igreja com o Padre”, disse o chanceler Armando Lopes Rafael.
Em outubro de 2015 o Papa Francisco enviou uma carta reconciliando a Igreja Católica com a herança espiritual do Padre Cícero, porque entendeu que o Padre deu continuidade a obra de divulgação do evangelho que Jesus queria. “Ele se dedicou aos humildes e estes permaneceram fiéis a Igreja Católica, por isso a reconciliação”, disse Armando.
A Reconciliação é mais ampla que a Reabilitação pois, conforme explica o chanceler, é uma aceitação e reconhecimento dos frutos feitos através das romarias e devoção ao padre Cícero, propiciando uma maior aproximação dos romeiros com toda a Igreja Católica.

Resumo da carta-mensagem do Papa Francisco

Sobre a Reconciliação histórica da Igreja Católica com a memória do Padre Cícero Romão Batista
Em longa correspondência enviada ao Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, afirmou que: “A presente mensagem foi redigida por expressa vontade de Sua Santidade o Papa Francisco, na esperança de que Vossa Excelência Reverendíssima não deixará de apresentar à sua Diocese e aos romeiros do Padre Cícero a autentica interpretação da mesma, procurando por todos os meios apoiar e promover a unidade de todos na mais autentica comunhão eclesial e na dinâmica de uma evangelização que dê sempre e de maneira explicita o lugar central a Cristo, principio e meta da História”.
A mensagem lembra, inicialmente, as festas pelo centenário de criação da Diocese de Crato acrescentando “que (essas comemorações) põem em realce a figura do Padre Cícero Romão Batista e a nova Evangelização, procurando concretamente ressaltar os bons frutos que hoje podem ser vivenciados pelos inúmeros romeiros que, sem cessar, peregrinam a Juazeiro atraídos pela figura daquele sacerdote. Procedendo desta forma, pode-se perceber que a memória do Padre Cícero Romão Batista mantém, no conjunto de boa parte do catolicismo deste país, e, dessa forma, valoriza-la desde um ponto de vista eminentemente pastoral e religioso, como um possível instrumento de evangelização popular”.
Lembrando que Deus sempre se serve de pobres instrumentos para realizar suas maravilhas e que todos nós somos “vasos de argila” (2Co 4,7) em Suas mãos, o texto afirma, sem dúvida alguma, que Padre Cícero, pelo seu intenso amor pelos mais pobres e por sua inquebrantável confiança em Deus, foi esse instrumento escolhido por Ele. O Padre respondeu a este chamado, movido por um desejo sincero de estender o Reino de Deus.

Na correspondência constam vários tópicos, dos quais alguns são reproduzidos, a seguir, textualmente: “Mas é sempre possível, com a distância do tempo e o evoluir das diversas circunstâncias, reavaliar e apreciar as várias dimensões que marcaram a ação do Padre Cícero como sacerdote e, deixando à margem os pontos mais controversos, por em evidência aspectos positivos de sua vida e figura, tal como é atualmente percebida pelos fiéis”.
†  “É inegável que o Padre Cícero Romão Batista, no arco de sua existência, viveu uma fé simples, em sintonia com o seu povo e, por isso mesmo, desde o início, foi compreendido e amado por este mesmo povo”.
†   “Deixou marcas profundas no povo nordestino a intensa devoção do Padre Cícero à Virgem Maria” no seu título de “Mãe das Dores e das Candeias” (…) Como não reconhecer, Dom Fernando, na devoção simples e arraigada destes romeiros, o sentido consciente de pertença à Igreja Católica, que tem na Mãe de Jesus Cristo um dos seus elementos mais característicos?
†   “A grande romaria do dia de Finados, iniciada pelo Padre Cícero, transmite a dimensão escatológica da existência humana. Pois, como afirma o documento de Aparecida, Nossos povos (…) têm sede de vida e felicidade em Cristo. (…)
†   “Não deixa de chamar a atenção o fato de que estes romeiros, desde então, sentindo-se acolhidos e tendo experimentado, através da pessoa do sacerdote, a própria misericórdia de Deus, com ele estabeleceram – e continuam estabelecendo no presente – uma relação de intimidade, chamando-o na carinhosa linguagem popular nordestina de “padim”, ou seja, considerando-o como um verdadeiro padrinho de batismo, investido da missão de acompanhá-los e de ajuda-los na vivência da sua fé”.
†   “No momento em que a Igreja inteira é convidada pelo Papa Francisco a uma atitude de saída, ao encontro das periferias existenciais, a atitude do Padre Cícero em acolher a todos, especialmente aos pobres e sofredores, aconselhando-os e abençoando-os, constitui sem dúvida, um sinal importante e atual”.
†   “O afeto popular que cerca a figura do Padre Cícero pode constituir um alicerce forte para a solidificação da fé católica no ânimo do povo nordestino (…). Portanto, é necessário, neste contexto, dirigir nossa atenção ao Senhor e agradecê-lo por todo o bem que ele suscitou por meio do Padre Cícero”.
†   “Assim fazendo, abrem-se inúmeras perspectivas para a evangelização, na linha desta recomendação do Documento de Aparecida; “Deve-se dar catequese apropriada que acompanhe a fé já presente na religiosidade popular”. (Documento de Aparecida, 300).
†   “Ao mesmo tempo que me desempenho da honra de transmitir uma fraterna saudação do Santo Padre a todo o povo fiel do sertão do Ceará, com os seus Pastores, bendizendo a Deus pelos luminosos frutos de santidade que a semente do Evangelho faz brotar nestas terras abençoadas, valho-me do ensejo para lhe testemunhar minha fraterna estima e me confirmar de Vossa Excelência Reverendíssima devotíssimo no Senhor.